21. novembro 2019 · Comentários desativados em Mandamentos para vencer a Fibromialgia · Categories: Saúde, Saúde da Mulher · Tags: , ,

 

  • Garantia de que a fibromialgia é uma doença real – Tenha certeza de que a fibromialgia é uma doença real e não é algo imaginário. É de natureza benigna, e não causa deformidades com o passar do tempo, não vai deixar marcas e não tem risco de morte. Saiba que tudo o que sente tem relação com a secreção deneurotransmissores pelo sistema nervoso, alterando a percepção da dor,  levando a fadiga,  a alterações do sono e aos distúrbios do humor. Entenda a importância das medicações prescritas pois elas vão ajudar o seu sistema nervoso a produzir os neurotransmissores comprometidos.

 

  • Você não tem uma infecção crônica- Esteja segura (o) que não há evidências de que essas síndromes estejam relacionadas à infecção crônica, embora as infecções possam ser fatores precipitantes. Alguns pacientes com fibromialgia, particularmente aqueles que também atendem aos critérios diagnósticos da síndrome da fadiga crônica ( cerca de 70%), podem acreditar que sua doença é causada por uma infecção não diagnosticada

 

  • Cuidar do estresse e da depressão -. O estresse físico ou emocional pode precipitar ou agravar a fibromialgia. A prevalência de depressão ao longo da vida é de 74% e a de um transtorno de ansiedade é de 60 . Técnicas de relaxamento ,aliadas as medicações específicas, poderão ser importantes no alívio dos sintomas.

 

  • Corrigir os maus hábitos do sono – Uma boa higiene do sono será benéfica no tratamento. Não leve  smartfones , tablets  ou notebooks para a cama. Nunca tome suas refeições na cama. Sempre apague todas as luzes do quarto no momento em que se deitar para dormir.  Uma avaliação do seu sono poderá  ser importante para detectar se não coexiste a síndrome da apneia do sono.

 

  • Pratique exercícios fisicos – Não deixe de praticar atividade física, pois ela é importante para o recondicionamento e a capacidade funcional. Sempre alerto os pacientes que pode ocorrer um aumento  das mialgias, ao se  iniciar um programa de exercícios, mas isso desaparece com o condicionamento físico. Insista! Não desanime!

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30. outubro 2019 · Comentários desativados em Como saber se minha tireóide está funcionando bem! · Categories: Bem estar, Depressão, Menopausa, Saúde, Saúde da Mulher · Tags: , , ,

A tireoide é uma glândula de apenas dois centímetros de tamnho  e tem uma enorme influência em nossa saúde. Produz o hormônio tiroideano que desempenha um papel importante na regulação do organismo, processo pelo qual as células do corpo convertem nutrientes em energia , regulando a temperatura do corpo, a freqüência cardíaca e até a função cerebral.

Os sintomas mais comuns hipotireoidismo, isto é  quando a tireoide esta menos funcionante são inespecíficos, ou seja, podem estar presentes em muitas patologias e podem ser : fadiga, cabeça confusa, ganho de peso, mãos frias e pele e aumento dos niveis do colesterol do sangue.

Como funciona a tireóide

Assim como a glândula tireóide se comunica com outros órgãos através do hormônio que produz, a glândula pituitária no cérebro se comunica com a tireóide através de um hormônio que produz – hormônio estimulador da tireóide, ou TSH. Quando a hipófise percebe que os níveis de hormônio da tireóide estão muito baixos, libera mais TSH para fazer a tireóide  secretar os seus hormônios. Ao ser estimulada  pelo TSH, ocorre a secreção dos hormônios da tireoide – uma grande proporção da qual é tiroxina (T4) e uma menor proporção de triiodotironina (T3). O T4 é eventualmente convertido em T3, a forma “ativa” que é absorvida pelos receptores nas células do corpo, onde exerce sua ação.

Por que você pode precisar de um teste de tireóide?

Mulheres de todas as idades são mais propensas que os homens a ter baixos níveis de hormônio tireoidiano. No entanto, muitos de seus sintomas são atribuídos a outras condições ou até mesmo a  decorrentes  do envelhecimento.Um exame de sangue para os níveis de TSH é o teste mais sensível para determinar se você tem hipotireoidismo. A maioria dos laboratórios usa 0,45 – 5,00 mUI / L como um intervalo de referência normal para o TSH.

Pessoas com TSH entre 5,00 e 9,99 mUI / L geralmente podem não apresentar  sintomas (conhecidos como hipotireoidismo subclínico), mas alguns apresentam, por outro lado podem queixar de fraqueza, pele seca, aumento de peso etc. Outro teste, chamado T4 deve ser realizado se o seu TSH estiver nessa faixa. Um baixo nível de T4 geralmente significa há necessidade de reposição medicamentosa de hormônios da tireóide.O tratamento do hipotireoidismo subclínico com hormônio tireoidiano sintético pode reduzir o risco de desenvolver problemas mais graves, como doenças cardiovasculares.  Se o seu colesterol LDL estiver aumentando e/ou seu peso subindo inexplicavelmente, é o momento certo de analisar o estado funcional da sua tireoide, principalmente se você tiver 60 anos ou mais.

Acesse o meu canal do Youtube para maiores informações.

31. julho 2019 · Comentários desativados em Tomar o café da manhã evita o infarto!!! · Categories: Acidente Vascular Cerebral, CORAÇÃO SAUDÁVEL, Envelhecimento Saudável, Infarto, Saúde · Tags: , , ,

Embora possam achar estranho, é fato que não tomar o café da manhã aumenta o risco de obesidade, e mais, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como mostram os resultados de estudo publicado recentemente na literatura médica.

Há muito se apregoava a ingestão de alimentos de 3/3 horas como uma ferramenta para a redução de peso. Estudos recentes no entanto revelam que consumir 2 a 3 refeições por dia, não deixar de tomar o café da manhã (que deve ser a maior refeição em calorias do dia), fazer a última refeição do dia não mais tarde do que 19 horas e não comer a noite, mantendo no mínimo 12 horas de jejum, prolonga a vida das pessoas, pois reduz a resistência a insulina, os níveis de colesterol do sangue, além de outros benefícios metabólicos e diminui a compulsão alimentar. Pessoas que se alimentam a noite tem risco maior de obesidade, de doenças cardiovasculares e diabetes.

Muito se fala hoje em dia do jejum intermitente, que é uma prática com o objetivo de fazer uma redução calórica no organismo. Muitos estudos experimentais em animais comprovam a importância desse procedimento para a manutenção de uma vida saudável. Embora poucos, alguns estudos em humanos vem comprovar os dados obtidos experimentalmente, de modo a se apregoar a prática 5:2, isto é: em dois dias da semana, não consecutivos, deve-se fazer a última refeição por volta das 18 horas e somente se alimentar novamente no almoço, fazendo pelo menos 16 horas de jejum, onde a pessoa só toma água. Nos outros dias da semana, libera-se a alimentação, mas se realmente você quer emagrecer, nesses dias, onde deve tomar café da manhã, almoço e jantar, e tentar reduzir a ingestão de calorias pelo menos 20% dos valores que você necessita.

Tenho feito esse tipo de proposta para meus pacientes e os resultados tem sido brilhantes, com redução de até 10 quilos em um pouco mais de 30 dias. Apenas uma ressalva: não faça nada sem consultar o seu médico, que lhe dirá se você não tem alguma contraindicação para esse tipo de conduta. 

Fonte:

1- Rong,S. et al – Association of Skipping Breakfast With Cardiovascular and All-Cause Mortality.J Am Coll Cardiol 2019;73:2025–32.

2- Trepanowski, F.J. et al – Alternate-Day Fasting onWeight Loss,Weight Maintenance, and Cardioprotection AmongMetabolically Healthy Obese Adults.A Randomized Clinical Trial. JAMA Internal Medicine July 2017 Volume 177, Number 7.

23. julho 2019 · Comentários desativados em Meditação: ferramenta coadjuvante no tratamento de doenças crônicas · Categories: estresse, Hipertensão Arterial, Prevenção, Saúde · Tags: , ,

A meditação é uma busca orante que põe em ação o pensamento, a imaginação, a emoção, o desejo. Tem por finalidade a apropriação crente do assunto meditado, confrontado com a realidade de nossa vida. Em resumo, a meditação é uma prática em busca do Sagrado, que vai depender do tipo de espiritualidade que a pessoa busca. Por essa razão, existem vários tipos de meditação, de acordo com as preferencias espirituais de cada pessoa.

Como cristão católico, tenho por lema a meditação cristã, que difere muito de outros tipos de meditação, habitualmente derivadas de espiritualidades orientais e evidentemente diferentes da espiritualidade cristã. A meditação cristã não aceita esvaziar a mente e sempre é direcionada a Deus e as suas obras maravilhosas. Jamais ela é orientada para se fazer uma contemplação vazia e tampouco direcionada a nossa própria intuição, como acontece em outros tipos de meditação.

Existem vários estudos publicados na literatura médica mundial comprovando os benefícios da prática da meditação na saúde. A pratica da meditação pode ser valiosa no controle da dor crônica, na melhora da produtividade no trabalho, no controle da depressão e ansiedade. Ela pode aumentar sentimentos positivos, incluindo felicidade, conexão com os outros, calma, paz e compaixão e ajuda a diminuir a ansiedade ou a depressão. Exerce influência positiva no controle da obesidade e episódios de compulsão alimentar, melhora a qualidade do sono e ao reduzir o estresse, evita a ocorrência de doenças cardiovasculares, além de ser excelente coadjuvante no tratamento da hipertensão, insuficiência cardíaca e muitas doenças crônicas.

Como praticar a meditação cristã?

  • Procure um lugar calmo – quanto menos distrações, melhor. Cada distração quebra o raciocínio. Tire um momento para se acalmar;
  • Ore – peça a Deus que lhe guie durante a meditação, lhe revelando novas verdades. Essas verdades podem não aparecer logo, por isso peça também paciência;
  • Leia a Bíblia – leia com cuidado, para entender o significado; leia a mesma passagem algumas vezes, pensando nos diferentes sentidos que pode ter. O que acontece quando enfatizo uma palavra diferente? Como o tom de voz muda o significado?
  • Use a imaginação – se ponha dentro da história que você está lendo, imagine o que está acontecendo, como as personagens se sentem. Imaginar uma cena calma também é uma boa forma de acalmar e esquecer as distrações;
  • Procure aplicação – o que aprendi? Como posso usar isso em minha vida? Isso pode mudar meu relacionamento com Deus ou com outras pessoas?
25. abril 2019 · Comentários desativados em Prejuízos da deficiência da vitamina D na nossa saúde · Categories: Saúde · Tags: , ,

Mais de um bilhão de pessoas, atualmente, correm o risco de deficiência de vitamina D em todo o mundo. Essa ocorrência exagerada de hipovitaminose D pode ser atribuída, principalmente, à diminuição exposição à luz solar (por exemplo, atividades ao ar livre reduzidas e poluição do ar), que é necessária para a produção de vitamina D induzida por raios ultravioletas (UV) na pele.

Os níveis de radiação UV diminuem com o aumento da distância do equador da Terra durante os meses de inverno. Os negros absorvem mais UV na melanina da pele do que os brancos; portanto, os negros requerem mais exposição solar para produzir as mesmas quantidades de vitamina D. 

Riscos da deficiência da vitamina D

Além dos problemas musculoesqueléticos, a deficiência de vitamina D tem sido associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares, especialmente hipertensão.

A vitamina D (cerca de 80%) é sintetizada na pele a partir do 7-desidrocolesterol por meio da  radiação ultravioleta B (UV). Cerca de 20% da vitamina D do sangue vem de fontes alimentares, como peixes oleosos, gemas de ovos, leite fortificado, cereais, suco e iogurte. 

 A vitamina D da pele, dieta ou suplementos orais incluindo vitamina D2 e ​​vitamina D3 são metabolizados no fígado em 25-hidroxivitamina D(25(OH)D. 25 (OH) D é o principal metabólito circulante da vitamina D, e tem sido amplamente aceito como o marcador mais confiável para determinar o status da vitamina D, isto é, é o melhor exame laboratorial para se determinar os níveis da Vitamina D no organismo.

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Receptores de vitamina D

Os receptores da vitamina D estão expressos em muitos outros tipos de células do nosso organismo, como no intestino delgado, nas glândulas paratireoides e nos rins, além de estarem também no sistema cardiovascular, no músculo esquelético e no sistema imunológico.

A deficiência de vitamina D também foi fortemente correlacionada com doença arterial coronariana, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e morte. Deve-se salientar, no entanto, que não existem ainda evidencias científicas que comprovem ser a suplementação da vitamina D uma ferramenta terapêutica eficaz na redução da ocorrência das doenças cardiovasculares.

Os dados observacionais do Health Professionals Followup Study (613 homens) e do Nurses Health Study (1.198 mulheres) encontraram níveis baixos de vitamina D associados a maior risco de incidência de hipertensão em 4-8 anos. Outro estudo, em 41.504 pacientes, demonstrou que a deficiência de vitamina D (<30 ng / mL) estava associada a aumentos altamente significativos na prevalência de hipertensão e fatores de risco cardíaco associados como  diabetes, hiperlipidemia e doença vascular periférica.