30. outubro 2019 · Comentários desativados em Como saber se minha tireóide está funcionando bem! · Categories: Bem estar, Depressão, Menopausa, Saúde, Saúde da Mulher · Tags: , , ,

A tireoide é uma glândula de apenas dois centímetros de tamnho  e tem uma enorme influência em nossa saúde. Produz o hormônio tiroideano que desempenha um papel importante na regulação do organismo, processo pelo qual as células do corpo convertem nutrientes em energia , regulando a temperatura do corpo, a freqüência cardíaca e até a função cerebral.

Os sintomas mais comuns hipotireoidismo, isto é  quando a tireoide esta menos funcionante são inespecíficos, ou seja, podem estar presentes em muitas patologias e podem ser : fadiga, cabeça confusa, ganho de peso, mãos frias e pele e aumento dos niveis do colesterol do sangue.

Como funciona a tireóide

Assim como a glândula tireóide se comunica com outros órgãos através do hormônio que produz, a glândula pituitária no cérebro se comunica com a tireóide através de um hormônio que produz – hormônio estimulador da tireóide, ou TSH. Quando a hipófise percebe que os níveis de hormônio da tireóide estão muito baixos, libera mais TSH para fazer a tireóide  secretar os seus hormônios. Ao ser estimulada  pelo TSH, ocorre a secreção dos hormônios da tireoide – uma grande proporção da qual é tiroxina (T4) e uma menor proporção de triiodotironina (T3). O T4 é eventualmente convertido em T3, a forma “ativa” que é absorvida pelos receptores nas células do corpo, onde exerce sua ação.

Por que você pode precisar de um teste de tireóide?

Mulheres de todas as idades são mais propensas que os homens a ter baixos níveis de hormônio tireoidiano. No entanto, muitos de seus sintomas são atribuídos a outras condições ou até mesmo a  decorrentes  do envelhecimento.Um exame de sangue para os níveis de TSH é o teste mais sensível para determinar se você tem hipotireoidismo. A maioria dos laboratórios usa 0,45 – 5,00 mUI / L como um intervalo de referência normal para o TSH.

Pessoas com TSH entre 5,00 e 9,99 mUI / L geralmente podem não apresentar  sintomas (conhecidos como hipotireoidismo subclínico), mas alguns apresentam, por outro lado podem queixar de fraqueza, pele seca, aumento de peso etc. Outro teste, chamado T4 deve ser realizado se o seu TSH estiver nessa faixa. Um baixo nível de T4 geralmente significa há necessidade de reposição medicamentosa de hormônios da tireóide.O tratamento do hipotireoidismo subclínico com hormônio tireoidiano sintético pode reduzir o risco de desenvolver problemas mais graves, como doenças cardiovasculares.  Se o seu colesterol LDL estiver aumentando e/ou seu peso subindo inexplicavelmente, é o momento certo de analisar o estado funcional da sua tireoide, principalmente se você tiver 60 anos ou mais.

Acesse o meu canal do Youtube para maiores informações.

26. setembro 2019 · Comentários desativados em ESPIRITUALIDADE: UM CAMINHO A SER VENCIDO NA PRÁTICA MÉDICA · Categories: , Gotas de esperança, SAÚDE E ESPIRITUALIDADE · Tags: ,

Durante séculos, médicos, profissionais de saúde e religiosos testemunharam como a doença leva as pessoas a refletirem sobre o significado da vida, propósito e transcendência, relacionamento com o eu, com a família, com os outros, com a comunidade, com a sociedade, com a natureza e com o sagrado. Em uma situação onde o ser humano fica frágil é que surgem esses questionamentos, é nos momentos de dor que o ser humano para pensar sobre a vida, sobre os porquês das doenças.

A aproximação com o Sagrado torna-se algo muito importante para que se possa enfrentar algo novo e assustador, onde não se consegue lutar com as próprias forças, recorrendo-se a um Ser maior, para transcender e tentar conseguir ultrapassar os momentos de dor e sofrimento. A busca do Sagrado torna-se então necessária e é feita através de conexões mais profundas com a família e amigos, através de comunidades e práticas religiosas.

Muitos profissionais de saúde ignoram regularmente as dimensões da espiritualidade quando consideram a saúde dos outros ou até mesmo de si próprios. Essa negligência relativa representa um afastamento da história substancial que liga a saúde, a religião e a espiritualidade na maioria das culturas.

Aumentam consideravelmente o número de estudos e trabalhos publicados em revistas científicas de reconhecido valor dentro do meio científico, abordando a possibilidade da associação entre a religião e a saúde.

O acúmulo de evidências que ressaltam a riqueza da interconexão entre a fé e a saúde começam a informar estratégias para a saúde da população.

Inúmeros são os estudos publicados na literatura médica que comprovam a relação entre espiritualidade e saúde. Existem evidências comprovando a redução da mortalidade cardiovascular, do controle dos níveis da hipertensão arterial, da melhoria dos sintomas da depressão, da ansiedade, bem como a melhoria da qualidade de vida dos pacientes em fase terminal.

Estudos sugerem que, embora a maioria dos pacientes considere o cuidado espiritual, poucos o recebem, pois poucos são os profissionais de saúde que se dispõe a entrar nesse paradigma. Um estudo multicêntrico que incluiu 75 pacientes com câncer avançado e 339 enfermeiros e médicos mostrou que, apesar de 86% dos pacientes considerarem o cuidado espiritual como importante para o tratamento do câncer, 90% nunca receberam nenhum tipo de cuidado de seus enfermeiros oncológicos ou médicos. Outro estudo com 100 pacientes com câncer de pulmão avançado e 257 oncologistas médicos analisou sete possíveis fatores que deveriam estar presentes na tomada de decisão médica. Nessa avaliação, os pacientes classificaram a fé em Deus como o segundo fator mais importante, enquanto os médicos classificaram esse fator como o menos importante.

Em um estudo prospectivo de 343 pacientes com câncer avançado, aqueles cujas equipes médicas (por exemplo, clínicos, capelães) atenderam às suas necessidades espirituais tiveram escores de qualidade de vida no final da vida que foram em média 28% maiores do que aqueles que não receberam tal cuidado espiritual.

Outros estudos indicam que a maioria dos pacientes com doença grave experimenta lutas espirituais, como se sentirem punidos ou abandonados por Deus, associados a decréscimos no bem-estar do paciente. Cabe aos profissionais de saúde, interlocutores primários com os pacientes, aliviarem o sofrimento deles, ponderando sobre o entendimento da doença, tentando reduzir a carga emocional negativa da culpa.

Todas essas descobertas sugerem a necessidade dos clínicos integrarem o cuidado espiritual em ambientes de final de vida para os pacientes que desejam recebê-lo.

Os profissionais de saúde podem começar a abordar a necessidade de se cuidar da saúde espiritual dos pacientes, sem ultrapassar limites da individualidade, aplicando modelos formais para a tomada de uma história espiritual, como o preconizado pela Clínica Mayo. Este questionário deve ser utilizado sempre ao término da anamnese, muito sutilmente e jamais entrando em assuntos relacionados a denominação religiosa dos pacientes.

  1. Você tem algum tipo de crença, de religião, acredita em Deus ou alguma coisa parecida?
  2. A fé é importante para você em todas as situações de vida?
  3. Qual o seu tipo de religião ou crença? Qual a sua denominação religiosa?
  4. Você gostaria de falar de religião comigo? Que tipo de tema quer falar?

Moisés Maimônides (1138-1240) disse: Coma como um rei de manhã, um príncipe ao meio-dia e um camponês no jantar”. Essa afirmação vem sendo comprovada pela ciência, através de inúmeros artigos publicados correlacionando a redução de ingesta de calorias com a longevidade.

Em uma ilha do Japão, Okinawa, a existência de pessoas longevas é grande, sendo que em 1995, 50 em cada 100.000 habitantes tinham idades maiores ou iguais a 100 anos, de 4 a 5 vezes mais centenários que residiam em outros países. A vida média dos moradores em Okinawa era de 83,8 anos e a máxima de 105 anos, enquanto que a dos outros japoneses era de 82 anos e 101 anos respectivamente, e nos EUA, era de 79 e 101 anos.

Porque essa diferença entre o tempo de vida? Comparando os residentes de Okinawa, verificou-se que ingeriam 17% calorias a menos do que o outros japoneses e 40% a menos do que os americanos. Entretanto em 2010, a expectativa de vida dos okinawas não foi muito diferente dos outros japoneses, havendo uma redução da longevidade. Isto ocorreu pela mudança alimentar por conta da ocupação americana da Segunda Guerra Mundial, fazendo com que os hábitos alimentares dos nascidos em Okinawa no pós-guerra se ocidentalizassem.

Vários estudos tem sido publicados comparando a importância da restrição calórica para uma vida saudável e mais longa. Uma forma capaz de se fazer uma restrição calórica é o jejum intermitente, 5:2, onde a pessoa faz jejum de 16 horas em 2 dias da semana e nos outros dias come normalmente.

Outros estudos vem demonstrando que devemos observar um ritmo circadiano para nos alimentar, isto é, observar horários do dia onde a alimentação é mais aproveitada pelo organismo. Um estudo recente conclui que comer com menor frequência, não petiscar, consumir café da manhã como maior refeição do dia, pode ser um método eficaz para prevenir o ganho de peso a longo prazo. Intervalo de 5 a 6 horas entre o café da manhã e o almoço e fazer o jejum durante a noite de, 18h a 19h, pode ser uma estratégia prática útil. 

Outro estudo recente revela que o hábito de não se alimentar no café da manhã está associado ao aumento do risco de infarto do miocárdio, AVC e morte.

Na minha clínica, tenho observado que a prática do jejum intermitente é valiosa para, além de reduzir o peso, diminuir o risco cardiovascular, conforme os estudos científicos recentes.

15. agosto 2019 · Comentários desativados em Espiritualidade: um caminho a ser vencido na prática médica · Categories: SAÚDE E ESPIRITUALIDADE · Tags: , ,

Durante séculos, médicos, profissionais de saúde e religiosos testemunham como a doença leva as pessoas a refletirem sobre o “significado da vida, propósito e transcendência, relacionamento com o eu, com a família, com os outros, com a comunidade, com a sociedade, com a natureza e com o sagrado. ÉEm umasituação onde o ser humano fica frágil,é que surgem esses questionamentos, é nos momentos de dor que o ser humano para pensar sobre a vida, sobre os porquês das doenças.

A aproximação com o Sagrado torna-se algo muito importante para que se possa enfrentar algo novo e assustador, onde não se consegue lutar com as próprias forças, recorrendo-se a um Ser maior, para transcender e tentar conseguir ultrapassar os momentos de dor e sofrimento. A busca do Sagrado torna-se então necessária e é feita através de conexões mais profundas com a família e amigos, através de comunidades e práticas religiosas.

Muitos profissionais de saúde ignoram regularmente as dimensões da espiritualidade quando consideram a saúde dos outros ou até mesmo de si próprios. Essa negligência relativa representa um afastamento da história substancial que liga a saúde, a religião e a espiritualidade na maioria das culturas.

Aumentam consideravelmente o número de estudos e trabalhos publicados em revistas cientíificas de reconhecido valor dentro do meio cientíifico, abordando a possibilidade da associação entre a religião e a saúde.

O acúmulo de evidências que ressaltam a riqueza da interconexão entre a fé e a saúde,começam a informar estratégias para a saúde da população.

Inúmeros são os estudos publicados na literatura médica que comprovam a relação entre espiritualidade e saúde. Evidências existem comprovando a redução da mortalidade cardiovascular, do controle dos níveis da hipertensão arterial, da melhoria dos sintomas da depressão, da ansiedade, bem como a melhoria da qualidade de vida dos pacientes em fase terminal.

Estudos sugerem que,embora a maioria dos pacientes considere o cuidado espiritual, poucos o recebem, pois poucos são os profissionais de saúde que se dispõe a entrar nesse paradigma. Um estudo multicêntrico que incluiu 75 pacientes com câncer avançado e 339 enfermeiros e médicos mostrou que,apesar de 86% dos pacientes consideraram o cuidado espiritual como importante para o tratamento do câncer, 90% nunca receberam nenhum tipo de cuidado de seus enfermeiros oncológicos ou médicos. Outro estudo com 100 pacientes com câncer de pulmão avançado e 257 oncologistas médicos analisaram analisou sete possíveis fatores que deveriam estar presentes na tomada de decisão médica. Nessa avaliação, os pacientes classificaram a fé em Deus como o segundo fator mais importante, enquanto os médicos classificaram esse fator como o menos importante.

Em um estudo prospectivo de 343 pacientes com câncer avançado, aqueles cujas equipes médicas (por exemplo, clínicos, capelães) atenderam às suas necessidades espirituais tiveram escores de qualidade de vida no final da vida que foram em média 28% maiores do que aqueles que não receberam tal cuidado espiritual.

Outros estudos indicam que a maioria dos pacientes com doença grave experimenta lutas espirituais, como se sentirem punidos ou abandonados por Deus, associados a decréscimos no bem-estar do paciente. Cabe aos profissionais de saúde, interlocutores primários com os pacientes, aliviarem o sofrimento deles, ponderando sobre o entendimento da doença e tentar tentando reduzir a carga emocional negativa da culpa.

Todas essas descobertas sugerem a necessidade de os clínicos integrarem o cuidado espiritual em ambientes de final de vida para os pacientes que desejam recebê-lo.

Os profissionais de saúde podem começar a abordar a necessidade de se cuidar da saúde espiritual dos pacientes, sem ultrapassar limites da individualidade, aplicando imodelos formais para a tomada de uma história espiritual, como o preconizado pela Clínica Mayo. Esta questionário deve ser utilizado sempre ao término da anamnese, muito sutilmente,e jamais entrando em assuntos relacionados àadenominação religiosa dos pacientes.

  1. Você tem algum tipo de crença, de religião, acredita em Deus ou alguma coisa parecida?
  2. A fé é importante para você em todas as situações de vida?
  3. Qual o seu tipo de religião ou crença? Qual a sua denominação religiosa?
  4. Você gostaria de falar de religião comigo? Que tipo de tema quer falar?
31. julho 2019 · Comentários desativados em Tomar o café da manhã evita o infarto!!! · Categories: Acidente Vascular Cerebral, CORAÇÃO SAUDÁVEL, Envelhecimento Saudável, Infarto, Saúde · Tags: , , ,

Embora possam achar estranho, é fato que não tomar o café da manhã aumenta o risco de obesidade, e mais, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como mostram os resultados de estudo publicado recentemente na literatura médica.

Há muito se apregoava a ingestão de alimentos de 3/3 horas como uma ferramenta para a redução de peso. Estudos recentes no entanto revelam que consumir 2 a 3 refeições por dia, não deixar de tomar o café da manhã (que deve ser a maior refeição em calorias do dia), fazer a última refeição do dia não mais tarde do que 19 horas e não comer a noite, mantendo no mínimo 12 horas de jejum, prolonga a vida das pessoas, pois reduz a resistência a insulina, os níveis de colesterol do sangue, além de outros benefícios metabólicos e diminui a compulsão alimentar. Pessoas que se alimentam a noite tem risco maior de obesidade, de doenças cardiovasculares e diabetes.

Muito se fala hoje em dia do jejum intermitente, que é uma prática com o objetivo de fazer uma redução calórica no organismo. Muitos estudos experimentais em animais comprovam a importância desse procedimento para a manutenção de uma vida saudável. Embora poucos, alguns estudos em humanos vem comprovar os dados obtidos experimentalmente, de modo a se apregoar a prática 5:2, isto é: em dois dias da semana, não consecutivos, deve-se fazer a última refeição por volta das 18 horas e somente se alimentar novamente no almoço, fazendo pelo menos 16 horas de jejum, onde a pessoa só toma água. Nos outros dias da semana, libera-se a alimentação, mas se realmente você quer emagrecer, nesses dias, onde deve tomar café da manhã, almoço e jantar, e tentar reduzir a ingestão de calorias pelo menos 20% dos valores que você necessita.

Tenho feito esse tipo de proposta para meus pacientes e os resultados tem sido brilhantes, com redução de até 10 quilos em um pouco mais de 30 dias. Apenas uma ressalva: não faça nada sem consultar o seu médico, que lhe dirá se você não tem alguma contraindicação para esse tipo de conduta. 

Fonte:

1- Rong,S. et al – Association of Skipping Breakfast With Cardiovascular and All-Cause Mortality.J Am Coll Cardiol 2019;73:2025–32.

2- Trepanowski, F.J. et al – Alternate-Day Fasting onWeight Loss,Weight Maintenance, and Cardioprotection AmongMetabolically Healthy Obese Adults.A Randomized Clinical Trial. JAMA Internal Medicine July 2017 Volume 177, Number 7.