Passo para vocês recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia para evitar o contato com o Bisfenol (BPA), produto utilizado na fabricação de policarbonato, um tipo de resina usada na produção da maioria dos plásticos. O BPA também está presente na resina epóxi, utilizada na fabricação de revestimento interno de latas que acondicionam alimentos para evitar a ferrugem e prevenir a contaminação externa. Segundo estudos existe similaridade do BPA com hormônio feminino e da tireóide.
Estudos sugerem que, ao entrar em contato com o organismo humano, principalmente durante a vida intra-uterina, a substância pode afetar o sistema endócrino, aumentando ou diminuindo a ação de hormônios naturalmente produzidos pelo corpo humano, trazendo danos à saúde, como infertilidade, modificações do desenvolvimento de órgãos sexuais internos, endometriose e câncer.
Vejam como evitar o BPA:

bisfenol

 

 

 

 

 

 

 

 

1 – Use mamadeiras e utensílios de vidro ou BPA free para os bebês.
2 – Jamais esquente no micro-ondas bebidas e alimentos acondicionados no plástico. O Bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.
3 – Evite levar ao freezer alimentos e bebidas acondicionadas no plástico. A liberação do composto também é mais intensa quando há um resfriamento do plástico.
4 – Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas, pois o Bisfenol é utilizado como resina epóxi no revestimento interno das latas.
5 – Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico. Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos.
6- Não ingira bebidas acondicionadas em garrafas de plástico que ficaram dentro de automóveis expostos ao sol e calor. O calor libera o BPA do plástico incorporando no liquido existente na garrafa.
6 – Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.
7 – Caso utilize embalagens plásticas para acondicionar alimentos ou bebidas, evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com os números 3 e 7 no seu interior e na parte posterior das embalagem. Eles indicam que a embalagem contém ou pode conter o BPA na sua composição.

Fonte: http://www.endocrino.org.br/bisfenol/

embalagens-plasticas

 

 

 

 

 

 

 

Bisfenol é uma toxina ambiental largamente utilizada na produção de plásticos e a exposição humana a esta substância química pode ser um risco para a população.

Estudos animais tem demonstrado que este composto pode causar uma série de efeitos adversos como retardo do desenvolvimento cerebral,alterações na diferenciação celular, no comportamento e na função imune.

Os efeitos do Bisfenol-A sobre o sistema endócrino já estão totalmente esclarecidos, agindo essa substância como diruptores endócrinos, ou seja, ativando os receptores de estrógenos de todo o organismo. Além disso, muitos estudos tem demonstrado que o Bisfenol-A pode alterar a expressão de alguns gens e a metilação do DNA,modificando , assim, o padrão genético do organismo. Exposições pré-natais ao Bisfenol-A são extremamente danosas aos fetos.

O Brasil baniu o uso de bisfenol nos produtos infantis como nos Estados Unidos e na Europa, mas o lobby das industrias de plástico é muito forte e tenta demonstrar que o BPA em pequenas doses pode ser seguro, mas a França vai proibir todos os plásticos com BPA a partir de 2015.

Como escreve Lucia Guimarães na sua coluna do Estado de São Paulo , de 17/3/2014 : ” Cada vez que sou obrigada a comprar uma garrafa de água mineral na rua , penso no tempo em que ela passou no sol ou num deposito em alta temperatura, condições ideais para aumentar a liberação de estrogênio, que vai no futuro adoecer meus netos . E penso como era lindo o filtro de cerâmica”