{"id":6426,"date":"2009-06-12T12:00:17","date_gmt":"2009-06-12T15:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/saojosedoscampos\/?p=6426"},"modified":"2009-06-12T00:48:47","modified_gmt":"2009-06-12T03:48:47","slug":"namoro-e-construcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/saojosedoscampos\/espiritualidade\/namoro-e-construcao\/","title":{"rendered":"Namoro \u00e9 constru\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"tx\">\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/saojosedoscampos\/files\/2009\/06\/namorados.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6430\" style=\"border: black 2px solid;\" title=\"namorados\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/saojosedoscampos\/files\/2009\/06\/namorados.jpg\" alt=\"\" width=\"171\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O namoro, como toda rela\u00e7\u00e3o humana, \u00e9 encontro. Encontro de dois universos, duas hist\u00f3rias, duas maneiras diferentes de compreender a vida. Nesse encontro cada um carrega o que lhe \u00e9 pr\u00f3prio: suas circunst\u00e2ncias, determinismos, a educa\u00e7\u00e3o recebida por parte dos pais e familiares, enfim, sua identidade. Quando tais diferen\u00e7as come\u00e7am a aparecer acontecem os primeiros \u201cchoques\u201d relacionais, pois, descobrir um outro que n\u00e3o sou eu, que pensa diferente e que n\u00e3o age do jeito que eu acho que \u00e9 certo, por hora, causa desconcerto, desinstalando assim meu universo.<\/p>\n<p>\u00a0Existem realidades na identidade do outro que s\u00e3o sagradas e nos agridem pelo simples fato de existirem. S\u00e3o costumes, formas de pensar, percep\u00e7\u00f5es, que, muitas vezes, se chocam com nossos conceitos e inauguram no cora\u00e7\u00e3o um intenso processo de ira.<\/p>\n<p>Em tais momentos faz-se necess\u00e1rio uma agu\u00e7ada sensibilidade para acolher a verdade do outro naquilo que o comp\u00f5e, com respeito e compreens\u00e3o: Entendendo que, com ele, \u00e9 diferente, pois sua hist\u00f3ria foi outra e que, mesmo assim, ele \u00e9 muito mais do que nossos preconceitos o pintaram. Por isso, precisamos estar abertos para descobrir sua ess\u00eancia para al\u00e9m de nossos julgamentos.<\/p>\n<p>A base para que todo namoro \u2013 e rela\u00e7\u00e3o \u2013 seja sadio \u00e9 o respeito pela hist\u00f3ria e identidade do outro. Respeito este que se traduz em uma sincera \u201cacolhida\u201d de tal identidade e pela disposi\u00e7\u00e3o para adentrar naquilo que a constitui.<\/p>\n<p>As cenas acontecidas em nossa hist\u00f3ria, por mais duras que tenham sido, n\u00e3o t\u00eam o poder de nos determinar eternamente no que seremos, pois, o ser humano \u00e9 sempre um \u201cser de possibilidades e de supera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para construir um belo e s\u00f3lido namoro \u00e9 preciso cultivar e consci\u00eancia de que a acolhida \u2013 com o sagrado respeito \u2013 das ra\u00edzes que emolduram o outro e a disposi\u00e7\u00e3o para construir com ele uma nova hist\u00f3ria, a partir do real, s\u00e3o realidades essenciais.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m acontece que, muitas vezes, o que atrapalha profundamente um relacionamento n\u00e3o s\u00e3o tanto os defeitos que vemos no outro, mas o receio despertado em n\u00f3s diante da diferen\u00e7a que o caracteriza. Pois tal percep\u00e7\u00e3o pode trazer \u00e0 tona o medo inconsciente de nos perdermos de nossa identidade em virtude de uma outra, com outros valores e significa\u00e7\u00f5es, a qual aos poucos come\u00e7a a invadir nosso mundo e a bagun\u00e7ar nossas estruturas.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3 quem sabe perder pode verdadeiramente ganhar (cf. Mc 8,35)<\/strong>; por isso, para crescermos em nossos relacionamentos ser\u00e1 necess\u00e1rio nos despojarmos do receio de nos perder e de ser contrariados, para nos lan\u00e7armos no amor que se expressa na doa\u00e7\u00e3o. E doar-se n\u00e3o significa afastar-se do que se \u00e9 para agradar algu\u00e9m, isso se chama aliena\u00e7\u00e3o. A doa\u00e7\u00e3o se caracteriza quando abrimos m\u00e3o \u2013 com respeito \u00e0 nossa identidade, \u00e9 claro \u2013 do \u201cnosso jeito\u201d, do que \u201cn\u00f3s achamos certo\u201d, das \u201cnossas raz\u00f5es\u201d, para assim alargar nossa compreens\u00e3o e nos permitir apreender com um outro jeito de perceber as realidades. A diferen\u00e7a do outro existe para nos acrescentar algo e n\u00e3o para nos destruir.<\/p>\n<p>A (o) namorada (o) \u00e9 algu\u00e9m que est\u00e1 ao nosso lado para nos ajudar a crescer e a compreender o que ainda n\u00e3o somos capazes de enxergar; enfim, para nos completar em nossas aus\u00eancias. Contudo, a constru\u00e7\u00e3o do namoro \u00e9 um processo de lapida\u00e7\u00e3o que requer paci\u00eancia e perseveran\u00e7a. Por mais que ambos pare\u00e7am \u201cpedras im\u00f3veis e informes\u201d existe \u2013 no solo sagrado desses cora\u00e7\u00f5es \u2013 lindos e preciosos diamantes, que cada qual tem a miss\u00e3o de descobrir.<\/p>\n<p>A lapida\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo que causa dor, pois nele s\u00e3o arrancados os excessos que n\u00e3o pertencem \u00e0 ess\u00eancia do diamante. O tempo se encarregar\u00e1 de revelar o que nos \u00e9 essencial e o que, de fato, n\u00e3o nos pertencia, mas nos foi imposto devido ao solo que nos abrigava.<\/p>\n<p>No namoro ningu\u00e9m est\u00e1 pronto, ambos t\u00eam a miss\u00e3o de se constru\u00edrem reciprocamente nessa bel\u00edssima lapida\u00e7\u00e3o, que d\u00e1 luz ao genu\u00edno amor e que investe a exist\u00eancia de sentido e satisfa\u00e7\u00e3o. Namoro \u00e9 uma cont\u00ednua constru\u00e7\u00e3o, pois esse relacionamento n\u00e3o se torna maduro da noite para o dia. Nele \u00e9 preciso investir, construindo no hoje o diamante que se evidenciar\u00e1 amanh\u00e3&#8230;<\/p>\n<p>\u201cQue a dor ocasionada pela perda de nossos peda\u00e7os \u2013 ser\u00e1 que nossos mesmos?&#8230; \u2013 n\u00e3o nos impe\u00e7a de contemplar a beleza do diamante que est\u00e1 nascendo\u201d.<\/p>\n<p>Deus aben\u00e7oe o seu namoro!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/saojosedoscampos\/files\/2009\/06\/17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-6428\" style=\"border: black 2px solid;\" title=\"17\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/saojosedoscampos\/files\/2009\/06\/17.jpg\" alt=\"\" width=\"80\" height=\"80\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Adriano Zandon\u00e1<br \/>\n<\/strong>Seminarista e mission\u00e1rio da Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O namoro, como toda rela\u00e7\u00e3o humana, \u00e9 encontro. 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