A Comunidade Canção Nova esteve presente no  FEST (Festival da Juventude Salesiana) onde mais de 3.500 jovens se encontraram com o Reitor-Mor dos Salesianos o Padre Ángel Fernández Artime, 10º sucessor de Dom Bosco.

O dia iniciou com a Santa Missa que contou com a presença dos Padres Salesianos e dos jovens da  Articulação da Juventude Salesiana (AJS) que fazem parte da Inspetoria  Nossa Senhora Auxiliadora, de São Paulo.

Durante o dia os jovens puderam vivenciar um grande oratório festivo ao modelo de Dom Bosco, com músicas, esportes, danças, jovens partilhando no pátio, jogando futebol, demostrações circenses, confissões, estande vocacional da Família Salesiana onde estavam presentes: Salesianos de Dom Bosco, Maria Auxiliadora e Comunidade Canção Nova com a presenças dos missionários e vocacionados, entre outros.

O páteo estava totalmente festivo como Dom Bosco sempre sonhou, o Reitor Mor Padre Ángel pode sentir o calor do acolhimento dos jovens brasileiros. Todos puderem viver e reconhecer na presença do Reitor-Mor um dos desejos do Pai, e Mestre da Juventude quando disse:

                                                                                    Canção Nova e a Família Salesiana 

Fest 2017 Foto: arquivo CN – SP 

Familiaridade com os jovens especialmente no recreio, sem familiaridade não se demonstra afeto, e sem essa demonstração não pode haver confiança. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama. O mestre visto apenas na cátedra é mestre e nada mais, mas, se está no recreio com os jovens torna-se irmão…

Os jovens vocacionados a Comunidade Canção Nova testemunharam como foi para eles esse momento de encontro com Reitor-Mor durante o Festival. 

”Para mim, foi uma graça imensa estar com o Reitor-Mor, vivi uma forte experiência com outros movimentos do carisma salesiano, estando nesse tempo de discernimento vocacional, junto a Canção Nova, pude sentir como um presente de Deus, para confirmar ainda mais esse chamado. Além disso estar no Colégio Santa Teresinha, me marcou muito , por eu ser muito devoto. A mensagem que ficou foi que ela também caminha com Dom Bosco. No momento não tive dimensão da graça que foi estar com o reitor, mas depois refletindo, pude ter a dimensão da bênção que foi estar com Dom bosco e poder abraçá-lo, na pessoa do Reitor. Guilherme Costa

Sobre vocacional na Canção Nova 

No encontro com o Reitor- Mor pude vivenciar a experiência de ser filho , acolhido realmente por Dom Bosco, a presença dele entre nós renovou em mim o ardor pela salvação das almas e a minha pertença como filho de Dom Bosco ! Vitor Hugo

Quando chegamos ao colégio, estava lotado de jovens, distribuídos entre quadra de vôlei, futebol e de dança, e entre eles havia um grupo de jovens em volta do Padre Angel tirando foto.Fiquei encantada como ele atendia a cada um recebendo-os com sorrisos e abraços, era como se conhecesse a todos e quando chegou nossa vez, ele acolheu um por um, eu me senti filha dele.Ele tem o olhar de Dom Bosco e uma presença alegre, foi uma experiência forte, foi Graça de Deus estar ali tão perto do Reitor-Mor, ainda mais como vocacionada da Canção Nova que é da Família Salesiana. Grazzy Câmara 

Dom Ángel deixou uma mensagem para a juventude do Brasil: Quero dizer duas coisas. A primeira, não tenha medo de seus sonhos e de seus desafios. A segunda, que deixe sempre que Senhor siga tocando seu coração, essa é a garantia da felicidade.”

Foto do Fest 2017 

(Transcrição e adaptação):  Simone Souza-CN 

Em 16 de Agosto de 1815 nasce em Turim, cidade ao Norte da Itália, João Melquior Bosco, conhecido mundialmente por Dom Bosco, completaria hoje 202 anos.

São João Dom Bosco é um santo como muitos de sua época que tiveram uma missão de marcar uma sociedade e se tornar um grande influenciador e incentivador da família, dos estudos, trabalho e oração. Estudotrabalho e oração: eis o que tornará bons os jovens” essas foram suas  metas no Sistema Preventivo, de formar ” Bons Cristãos e Honestos Cidadãos”. 

O Jovem Bosco venceu muitos os obstáculos em sua vida. Órfão aos dois anos de idade, precisaria de apoio para estudar, mas, seu irmão mais velho, Antônio, não aprovava sua dedicação ao estudo, queria que ele fosse ajudá-lo na agricultura. Para o seu irmão, o trabalho agrícola era o mais importante do que se dedicar aos livros. E como mudar a história? Como encorajar para seguir um sonho, um chamado, uma vocação?

  Saiba mais sobre Dom Bosco

Quando surge essas perguntas precisamos encontrar as respostas certas e muitas vezes encontraremos dentro da nossa família, foi o que aconteceu com ele, sua mãe conhecida como Mamãe Margarida, foi a grande incentivadora após um sonho que o seu filho teve aos 9 anos.  Nossa Senhora lhe apareceu revelando em sonho sua futura missão, após partilhar com sua mãe ela disse: ”Bem, filho, talvez você seja padre, algum dia!

Nossa Senhora foi muito presente na vida de Dom Bosco, após o sonho ele assumiu a presença Dela como Mãe,  dai no futuro ele diz ” Foi Ela quem tudo fez”. Encontramos nele um jovem de alma Mariana, suas experiências com a Virgem Maria fizeram com que não decidisse nada sozinho, na juventude, durante os estudos ele confiou tudo a Ela. Sua primeira devoção foi  Nossa Senhora das Graças, quem ele rezou uma novena para pedir ajuda na decisão de decidir o seu estado de vida e fazer a vontade de Deus.

Foto: Simone Nunes -

Casa Princesa Izabel – Cidade Imperial – Petrópolis- RJ / Foto: Simone Nunes – CN

Nesse dia que lembramos o seu nascimento quero trazer algumas particularidades de Dom Bosco e a presença da Família Salesiana no Brasil. Em 1885 a Princesa Izabel também foi uma grande incentivadora para que a Pedagogia de Dom Bosco fosse implantada aqui, na ocasião ela se preocupação com a libertação dos escravos e com a liberdade onde eles poderiam encontrar apoio e acolhimento para estudar e se profissionalizar. Para que isso acontecesse ela  doou o terreno em Niterói e em São Paulo, dando inicio a implantação da espiritualidade Salesiana nesse País, com as escolas profissionalizantes e colégios. Carta na íntegra 

Monsenhor Jonas Abib, foi um dos alunos Salesianos de São Paulo, ele estudou no Liceu Sagrado Coração de Jesus a segunda construção provida da Princesa. A Igreja no Brasil vem estudando desde de 2012 a possibilidade de dar entrada nos documentos pedido na beatificação da Princesa acreditando que sua religiosidade, bondade e caridade testemunhada por suas atitudes a elevam para os altares.

Rezemos nesse dia pedindo a intercessão de Dom Bosco e de Nossa Senhora Aparecida de qual a Princesa Izabel foi devota, (em agradecimento a uma graça recebida doou a coroa que está na imagem em Aparecida até hoje) que os estudos possam ajudar na comprovação de sua santidade confirmando que ela viveu sua fé como ” Uma Boa Cristã é uma Honesta Cidadã”

Instituto Canção Nova 

Mons Jonas é a figura de Dom Bosco, Padre Mario Bonatti – SDB

Conheça a Faculdade Canção Nova 

Brasil Salesiano  

Dom Bosco, rogai por nós!


É A NOSSA MÃE SOLÍCITA E CARINHOSA. TOMOU PELA MÃO JOÃO BOSCO E TOMA-NOS TAMBÉM A NÓS

GUIANDO-NOS PELOS CAMINHOS DESTE MUNDO

Precisamente ontem, uma jovem esposa que atravessa um momento difícil me dizia num momento em que se falava de fé: «Claro que tenho fé, padre. Quero viver com fé e na fé, posso dizer-lhe com absoluta certeza que, todas as manhãs, a primeira coisa que faço ao levantar-me é a minha oração a Maria Auxiliadora».
O meu pensamento voou logo para Dom Bosco e para a confiança absoluta que tinha em Maria Auxiliadora. Ele mesmo disse tantas vezes: «É impossível chegar a Jesus sem passar a través do amor de Maria» e ainda: «Maria foi sempre a minha guia. Quem n’Ela põe a sua confiança não será desiludido».
Quase a brincar, uma vez disse: «Se eu vier a saber que algum de vós rezou bem e não foi atendido, escreverei uma carta a S. Bernardo a dizer-lhe que se enganou ao afirmar: “Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles  que tem recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado”. Mas ficai descansados que não terei de escrever uma carta a S. Bernardo».
Imagino que, para esta jovem esposa e para muitíssimas outras pessoas que têm uma confiança absoluta na Mãe do Céu, o sentimento é o mesmo. A confiança em Maria Auxiliadora é uma certeza que não será defraudada.
Tudo isto me diz muito mais do que um piedoso pensamento retirado de Dom Bosco. Quantas vezes pude contemplar a simples e calorosa devoção de milhares e milhares de pessoas com os olhos do coração voltados para Maria, a Mãe do Senhor, em vários santuários marianos do mundo. A isto não posso ficar indiferente e sinto-me interiormente comovido.
E ver o que significa Maria Auxiliadora neste nosso “mundo salesiano”, na Basílica de Valdocco, toca profundamente o coração. Imagino Dom Bosco a caminhar neste mesmo espaço, a pisar este pátio, embora com outro revestimento, “a apaixonar” diariamente os seus rapazes, os seus jovens e os primeiros salesianos com este vivo e forte afeto pela  Mãe do Céu.
Ouço a sua voz a recomendar que, se queremos traçar um caminho de sucesso como educadores salesianos, temos de fazer vibrar com intensidade o coração dos nossos rapazes e das nossas raparigas pela Mãe de todos. Sem este forte sentimento, falta algo de essencial ao nosso princípio educativo dos “bons cristãos”.
Posso assegurar-vos que, nas minhas viagens pelo mundo, continuo a deparar-me diariamente com autênticos milagres fruto da educação salesiana, resultado de um sistema preventivo que é entrega a uma presença que torna racional a exigência de colocar Deus como sentido da vida e que faz sentir o autêntico afeto dos educadores que buscam somente o bem destas crianças, adolescentes e jovens, preparando-os para a vida e ajudando-os a crescer. A Virgem de Dom Bosco é sempre representada com um amplo manto acolhedor, refúgio protetor em muitos dos seus sonhos.
No primeiro sonho, Maria “tomou-me com bondade pela mão”. Dom Bosco nunca largará aquela mão. Assim, o extraordinário florescerá no ordinário, porque esta é a verdadeira fé. Poderemos dizer “Onde está Dom Bosco está Maria”. Uma presença concreta.
Como Dom Bosco tentou explicar às irmãs reunidas em Nizza.
«Quero só dizer-vos que Nossa vos ama muito, muito. E, sabeis, Ela encontra-se aqui no meio de vós!». Então o padre Bonetti, vendo-o comovido, interrompeu-o, e começou a dizer, só para o distrair: «Sim, assim, assim! Dom Bosco quer dizer que Nossa Senhora é vossa mãe e que Ela vos guarda e protege».
«Não, não, replicou Dom Bosco, quero dizer que Nossa Senhora está mesmo aqui, nesta casa e que está contente convosco e que, se continuardes com o mesmo espírito, tal como Nossa Senhora deseja…». O bom Pai comoveu-se ainda mais do que antes e o padre Bonetti retomou a palavra: «Sim, assim, assim! Dom Bosco quer dizer-vos que, se fordes sempre boas, Nossa Senhora ficará contente convosco».
«Não, não, tentava explicar Dom bosco, esforçando-se por dominar a própria comoção. Quero dizer que Nossa Senhora está mesmo aqui, aqui no meio de vós! Nossa Senhora passeia nesta casa e cobre-a com o seu manto» (Memorie Biografiche XVII, 557).
Quando esta é a realidade, quando se vê tanta vida nas casas salesianas do mundo e todo o bem que nelas se faz, pode verdadeiramente dizer-se: «Foi Ela que tudo fez e… confiai em Maria Auxiliadora e vereis o que são milagres».
Continue a abençoar-vos esta nossa Mãe, com todo o amor que só as mães sabem dar.

Fonte: Pe. Ángel Fernández – Reitor Mor- Salesianos

“Procura nos bolsos da minha batina. Tira a carteira para ver se há algum dinheiro. Creio que não há nada, mas se houver, entrega-o imediatamente ao ecônomo. Quero se saiba que Dom Bosco nasceu pobre e morreu sem um centavo”.
Um homem rico que ajudou Lázaro

O Papa Francisco em sua carta para a Quaresma deste ano faz um apelo a ser generosos com os necessitados, orientando que a generosidade nos leve a dar não o que nos sobra, mas a dar do nosso. Neste sentido, o exemplo de Chuck Feeney, homem de 85 anos, que doou toda a sua fortuna para obras de caridade aplica-se a frase: “Não repartiu migalhas. Deu o pão inteiro”.

Chuck vinha de uma família de católicos imigrantes da Irlanda do Norte que foi viver em Nova Jersey, Estados Unidos. Sua mãe era enfermeira e seu pai trabalhava numa seguradora. Seu primeiro trabalho, aos dez anos, foi vender cartões de Natal de casa em casa.

Ajuntou uma formidável fortuna de 8 bilhões de dólares; ele é o inventor dos “free shops” nos aeroportos. Seu interesse pelos problemas das pessoas mais carentes foi uma constante em sua vida mediante as obras de filantropia.

Há alguns anos, depois de garantir o futuro dos filhos, criou em 1982, a Fundação “Atlantic Philanthropies”. Com seu dinheiro serviu a causas que abrangem desde a saúde até as missões de paz. Em dezembro de 2016, desprendeu-se dos últimos sete milhões de dólares que lhe restavam. “Disse estar tranquilo consigo mesmo depois de dar todo o seu dinheiro”.

Vive atualmente com sua esposa num apartamento modesto, do qual nem sequer é proprietário. Sua propriedade mais valiosa é o relógio de plástico de 15 dólares que está sempre em seu pulso. Para sair de casa usa o metrô pois não tem automóvel.

O importante vai além do dinheiro. Consiste na satisfação de que se está conseguindo algo de útil para os outros. “Nunca me doeu desprender-me do dinheiro, porque nunca me senti apegado à riqueza material. Gosto de viver como acredito, sabendo que através do trabalho da fundação fizemos muito bem a pessoas que nunca o esperavam. E ver a felicidade dessa gente foi uma espécie de recompensa”. Palavras de Chuck Feeney.

Esse é um testemunho digno de ser difundido, pois enquanto a sociedade e os meios de comunicação insistem em apresentar-nos as riquezas como meta e fonte da felicidade e do sucesso pessoal, este homem optou por ir contracorrente e dar tudo o que tinha para fazer o bem às pessoas ajudando-as a viverem mais felizes.

Chuck Feeney está longe da figura do homem rico que acaba ficando cego diante do sofrimento do irmão Lázaro e contentando-se com uma vida medíocre e egoísta. “Uma riqueza excessiva que exibe de maneira habitual todos os dias: «Banqueteava-se esplendidamente todos os dias» (v. 19). Vê-se nele de forma clara a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba” (Mensagem para a Quaresma).

Este testemunho apela à consciência de todo cristão a pensar onde está a verdadeira riqueza e onde exatamente está o coração no momento de compartilhar com o outro que nada tem. Damos, de verdade, ou damos somente do que nos sobra?

Dom Bosco antes de morrer pediu ao P. Rua que tirasse de seus bolsos as poucas moedas que tinha, expressando assim o seu desapego ao dinheiro: “Procura nos bolsos da minha batina. Tira a carteira para ver se há algum dinheiro. Creio que não há nada, mas se houver, entrega-o imediatamente ao ecônomo. Quero se saiba que Dom Bosco nasceu pobre e morreu sem um centavo”.

Fonte ANS (Agência de InfoSalesiana)

 

« DOM BOSCO CONTINUA MAIS VIVO DO QUE NUNCA! » DIZEM-ME EM ALEPO.
TODOS OS SALESIANOS SE MANTIVERAM AQUI, SÃO O REFLEXO DO PAI QUE AMAMOS «
Dom Bosco em Aleppo

”Estou em companhia do Provincial da província salesiana do Médio Oriente. Ele, Abbuna Munir, é sírio, nascido em Alepo, e dizia-me, de lágrimas nos olhos – não só pela dor do seu povo e da sua gente – mas também pelas coisas incrivelmente boas que está a viver no meio das balas, das bombas e da destruição.

Dizia-me: Dom Bosco está vivo, mais vivo do que nunca na Síria, em Alepo. No meio dos escombros, a casa salesiana abre todos os dias as suas portas para receber centenas de meninos e meninas e jovens porque queremos que, entre tanta morte, continue a vida. E posso dizer que é incrível como, em vez de diminuir, o número de jovens aumenta e continua a aumentar. Torna-se comovente para mim ver mais de 1.500 rapazes, moças e jovens, o dobro de antes, a querer vir para a nossa, a casa de Dom Bosco, para viver, para rezar e para jogar.

E acrescentava: Quero dizer-te que o que mais me comove é que os meus irmãos salesianos fizeram questão de ficar aqui com os que nos procuram. Podiam ir-se embora, se quisessem, mas nenhum deles quis retirar-se e todos estão a correr a mesma sorte que a sua gente.

Eu escutava-o sem conseguir dizer palavra, também profundamente comovido.

E é verdade. Dom Bosco continua mais vivo do que nunca. Certamente, no paraíso, na Outra Vida que é Vida em Deus, mas também aqui, entre nós porque há centenas e centenas de salesianos, de irmãs, de leigos e de jovens que mantêm vivo o seu sonho e a sua obra educativa e evangelizadora, e o encontro pessoal com cada rapaz, com cada jovem.

E tal como falo de Alepo, poderia falar de muitos outros lugares.

Uma das lembranças que com mais insistência Dom Bosco recordava aos seus salesianos, e muito especialmente aos missionários que iam para a América era esta: “Cuidai sobretudo dos doentes, das crianças, dos idosos e dos pobres”, e isto explica o pequeno ‘milagre salesiano em Alepo’. Ser uma casa onde cada um pode ter o seu lugar. Pouco haverá que comer, porque a escassez é geral, mas continua-se a cantar à vida e a apostar fortemente pela vida numa situação de morte.

Alegra-me profundamente de que seja assim e daqui dirijo hoje palavras de homenagem e de agradecimento a Dom Bosco que, sem nunca o pretender, foi grande porque com um olhar, com um silêncio, com uma palavra chegava ao fundo do coração das pessoas. Algo semelhante ao que vai acontecendo em tantos “Valdoccos” de hoje no mundo.

Neste sentido, não resisto a contar-lhes um facto muito simples que diz bem do bom sentido e grande coração de Dom Bosco. Verão que é só uma anedota mas que diz tudo. Narra-o, muitos anos depois da morte de Dom Bosco, um salesiano, padre Alessandro Luchelli, que viveu alguns anos com Dom Bosco no Oratório. Conta ele como, no princípio do ano de 1884, a disciplina no Oratório de Valdocco (Turim) se havia tornado muito severa, contrária à tradição salesiana, isto apesar de Dom Bosco ali viver e com pena assistir a algumas coisas. De facto, a nossa conhecida ‘Carta de Roma’ expressa a sua preocupação. Pois bem, conta Alessandro: “Um dia encontrava-me ao lado de uma fila de rapazes a meu cargo, enquanto esperavam a sua vez de ir para a sala de estudo. Eu punha-os em ordem com aspeto severo exigindo que mantivessem bem a fila. Naquele momento passa Dom Bosco, põe a mão no meu ombro e diz-me: ‘ma lascia um po’stare’ (deixa lá!). Dom Bosco não queria filas. Só as tolerou quando o número de rapazes havia aumentado muito e parecia tornarem-se necessárias”.

É apenas um dos muitos testemunhos que nos falam desse coração de pai que cuida até das coisas mais simples da casa, da família, dos jovens da casa salesiana. Como em Alepo, como na Serra Leoa, como no Ghana, como na Ciudad Don Bosco da Colômbia, como na Etiópia, como com os rapazes refugiados nas casas salesianas da Alemanha… E assim centenas e centenas de nomes que poderia acrescentar.

É isto que nos leva a dizer também hoje, juntamente com Abuna Munir de Alepo, que Dom Bosco, continua vivo, bem vivo em tanta vida das casas salesianas do mundo e em tanta vida que os seus filhos e filhas, quer sejam religiosos, religiosas, ou leigos de todo o mundo que procuram, na simplicidade das suas vidas, ‘ser Dom Bosco hoje’.”

Reitor-Mor, P. Ángel Fernández Artime, a Família Salesiana.
Saiba mais sobre os Salesianos no  Oriente Médio.

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Da Introdução à Vida Devota, de São Francisco de Sales, bispo

A devoção deve ser praticada de modos diferentes
Na criação, Deus Criador mandou às plantas que cada uma produzisse fruto conforme sua espécie. Do mesmo modo, ele ordenou aos cristãos, plantas vivas de sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada qual de acordo com sua categoria, estado e vocação.
A devoção deve ser praticada de modos diferentes pelo nobre e pelo operário, pelo servo e pelo príncipe, pela viúva, pela solteira ou pela casada. E isto ainda não basta. A prática da devoção deve adaptar-se às forças, aos trabalhos e aos deveres particulares de cada um.

Dize-me, por favor, Filotéia, se seria conveniente que os bispos quisessem viver na solidão como os cartuxos; que os casados não se preocupassem em aumentar seus ganhos mais que os capuchinhos; que o operário passasse o dia todo na igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre disponível para todo tipo de encontros a serviço do próximo, como o bispo. Não seria ridícula, confusa e intolerável esta devoção?
Contudo, este erro absurdo acontece muitíssimas vezes. E no entanto, Filotéia, a devoção quando é verdadeira não prejudica a ninguém; pelo contrário, tudo aperfeiçoa e consuma. E quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é falsa, sem dúvida alguma.

A abelha extrai seu mel das flores sem lhes causar dano algum, deixando-as intactas e frescas como encontrou. Todavia, a verdadeira devoção age melhor ainda, porque não somente não prejudica a qualquer espécie de vocação ou tarefa, mas ainda as engrandece e embeleza.
Toda a variedade de pedras preciosas lançadas no mel, tornam-se mais brilhantes, cada qual conforme sua cor; assim também cada um se torna mais agradável e perfeito em sua vocação quando esta for conjugada com a devoção: o cuidado da família se torna tranquilo, o amor mútuo entre marido e mulher, mais sincero, o serviço que se presta ao príncipe, mais fiel, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.

É um erro, senão até mesmo uma heresia, querer excluir a vida devota dos quartéis de soldados, das oficinas dos operários, dos palácios dos príncipes, do lar das pessoas casadas. Confesso, porém, caríssima Filotéia, que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa de modo algum pode ser praticada em tais ocupações ou condições. Mas, para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras, próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem no estado secular.
Portanto, onde quer que estejamos, devemos e podemos aspirar à vida perfeita.

Fonte: Liturgiadashoras

Pelos seus frutos os conhecereis.  Mateus 7,16

Dom Bosco

A Canção Nova celebra com alegria, o sexto ano de pertença à família salesiana. Um reconhecimento oficial, embora as marcas de Dom Bosco sempre estivessem presentes em todos os passos da Comunidade e principalmente na vida do seu Fundador, Monsenhor Jonas Abib.
No momento difícil do parto, Dona Josefa, mãe do Padre Jonas, já o consagrou a Dom Bosco, pois ficou impactada com a história deste Santo da Juventude. Anos depois, Monsenhor Jonas ainda menino recebe formação nos moldes de Dom Bosco quando vai estudar no Colégio Liceu Coração de Jesus, em SP, descobre sua vocação ao sacerdócio e se torna padre salesiano.

Monsenhor Jonas em seus primeiros anos de sacerdócio segue com firmeza os passos de Dom Bosco dando especial atenção aos jovens e sua formação. Atualiza com maestria uma das verdades salesianas, “Não basta amar os jovens é preciso que eles saibam que são amados”.
A Divina Providência em seus caminhos, conduziu o Monsenhor Jonas a reunir Jovens para trabalhar na evangelização de outros jovens. A Canção Nova assumiu o Sistema Preventivo de Dom Bosco e o aplica não só na educação dos nossos alunos no Instituto Canção Nova,no Progen mas no tratamento de todo o povo que Deus nos confia.        

A Comunidade Canção Nova foi admitida oficialmente na Família Salesiana no dia 21 de janeiro 2009, durante a reunião do Conselho Geral dos Salesianos, em Roma. A notícia foi dada ao nosso pai fundador, monsenhor Jonas Abib, pelo então Reitor-Mor dos Salesianos, padre Pascual Chávez Villanueva.
A notícia trouxe grande alegria para toda a Comunidade, pois trazemos esse ardor de salvar almas e atualizar o que diz dom Bosco, Daí-me almas e ficai com o resto.

Queremos gastar a nossa vida, a exemplo de Dom Bosco, e do nosso Pai Fundador, por causa da evangelização. E como pediu o atual Reitor-Mor Dom Pe. Ángel Fernández Artime ”precisamos ir ao encontro dos que mais precisam, especialmente, os mais pobres”. Queremos assim alegrar o coração de Deus e viver a Santidade Salesiana como, Mamãe Margarida, Domingo Sávio, Laura Vicuña e tantos outros jovens que na sua simplicidade deixaram para nós um legado de santidade.

Por, Jocelma Cruz e Simone Souza 

Assista o filme de Dom Bosco

Palavras do Fundador