A Comunidade Canção Nova esteve presente no  FEST (Festival da Juventude Salesiana) onde mais de 3.500 jovens se encontraram com o Reitor-Mor dos Salesianos o Padre Ángel Fernández Artime, 10º sucessor de Dom Bosco.

O dia iniciou com a Santa Missa que contou com a presença dos Padres Salesianos e dos jovens da  Articulação da Juventude Salesiana (AJS) que fazem parte da Inspetoria  Nossa Senhora Auxiliadora, de São Paulo.

Durante o dia os jovens puderam vivenciar um grande oratório festivo ao modelo de Dom Bosco, com músicas, esportes, danças, jovens partilhando no pátio, jogando futebol, demostrações circenses, confissões, estande vocacional da Família Salesiana onde estavam presentes: Salesianos de Dom Bosco, Maria Auxiliadora e Comunidade Canção Nova com a presenças dos missionários e vocacionados, entre outros.

O páteo estava totalmente festivo como Dom Bosco sempre sonhou, o Reitor Mor Padre Ángel pode sentir o calor do acolhimento dos jovens brasileiros. Todos puderem viver e reconhecer na presença do Reitor-Mor um dos desejos do Pai, e Mestre da Juventude quando disse:

                                                                                    Canção Nova e a Família Salesiana 

Fest 2017 Foto: arquivo CN – SP 

Familiaridade com os jovens especialmente no recreio, sem familiaridade não se demonstra afeto, e sem essa demonstração não pode haver confiança. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama. O mestre visto apenas na cátedra é mestre e nada mais, mas, se está no recreio com os jovens torna-se irmão…

Os jovens vocacionados a Comunidade Canção Nova testemunharam como foi para eles esse momento de encontro com Reitor-Mor durante o Festival. 

”Para mim, foi uma graça imensa estar com o Reitor-Mor, vivi uma forte experiência com outros movimentos do carisma salesiano, estando nesse tempo de discernimento vocacional, junto a Canção Nova, pude sentir como um presente de Deus, para confirmar ainda mais esse chamado. Além disso estar no Colégio Santa Teresinha, me marcou muito , por eu ser muito devoto. A mensagem que ficou foi que ela também caminha com Dom Bosco. No momento não tive dimensão da graça que foi estar com o reitor, mas depois refletindo, pude ter a dimensão da bênção que foi estar com Dom bosco e poder abraçá-lo, na pessoa do Reitor. Guilherme Costa

Sobre vocacional na Canção Nova 

No encontro com o Reitor- Mor pude vivenciar a experiência de ser filho , acolhido realmente por Dom Bosco, a presença dele entre nós renovou em mim o ardor pela salvação das almas e a minha pertença como filho de Dom Bosco ! Vitor Hugo

Quando chegamos ao colégio, estava lotado de jovens, distribuídos entre quadra de vôlei, futebol e de dança, e entre eles havia um grupo de jovens em volta do Padre Angel tirando foto.Fiquei encantada como ele atendia a cada um recebendo-os com sorrisos e abraços, era como se conhecesse a todos e quando chegou nossa vez, ele acolheu um por um, eu me senti filha dele.Ele tem o olhar de Dom Bosco e uma presença alegre, foi uma experiência forte, foi Graça de Deus estar ali tão perto do Reitor-Mor, ainda mais como vocacionada da Canção Nova que é da Família Salesiana. Grazzy Câmara 

Dom Ángel deixou uma mensagem para a juventude do Brasil: Quero dizer duas coisas. A primeira, não tenha medo de seus sonhos e de seus desafios. A segunda, que deixe sempre que Senhor siga tocando seu coração, essa é a garantia da felicidade.”

Foto do Fest 2017 

(Transcrição e adaptação):  Simone Souza-CN 

Em 16 de Agosto de 1815 nasce em Turim, cidade ao Norte da Itália, João Melquior Bosco, conhecido mundialmente por Dom Bosco, completaria hoje 202 anos.

São João Dom Bosco é um santo como muitos de sua época que tiveram uma missão de marcar uma sociedade e se tornar um grande influenciador e incentivador da família, dos estudos, trabalho e oração. Estudotrabalho e oração: eis o que tornará bons os jovens” essas foram suas  metas no Sistema Preventivo, de formar ” Bons Cristãos e Honestos Cidadãos”. 

O Jovem Bosco venceu muitos os obstáculos em sua vida. Órfão aos dois anos de idade, precisaria de apoio para estudar, mas, seu irmão mais velho, Antônio, não aprovava sua dedicação ao estudo, queria que ele fosse ajudá-lo na agricultura. Para o seu irmão, o trabalho agrícola era o mais importante do que se dedicar aos livros. E como mudar a história? Como encorajar para seguir um sonho, um chamado, uma vocação?

  Saiba mais sobre Dom Bosco

Quando surge essas perguntas precisamos encontrar as respostas certas e muitas vezes encontraremos dentro da nossa família, foi o que aconteceu com ele, sua mãe conhecida como Mamãe Margarida, foi a grande incentivadora após um sonho que o seu filho teve aos 9 anos.  Nossa Senhora lhe apareceu revelando em sonho sua futura missão, após partilhar com sua mãe ela disse: ”Bem, filho, talvez você seja padre, algum dia!

Nossa Senhora foi muito presente na vida de Dom Bosco, após o sonho ele assumiu a presença Dela como Mãe,  dai no futuro ele diz ” Foi Ela quem tudo fez”. Encontramos nele um jovem de alma Mariana, suas experiências com a Virgem Maria fizeram com que não decidisse nada sozinho, na juventude, durante os estudos ele confiou tudo a Ela. Sua primeira devoção foi  Nossa Senhora das Graças, quem ele rezou uma novena para pedir ajuda na decisão de decidir o seu estado de vida e fazer a vontade de Deus.

Foto: Simone Nunes -

Casa Princesa Izabel – Cidade Imperial – Petrópolis- RJ / Foto: Simone Nunes – CN

Nesse dia que lembramos o seu nascimento quero trazer algumas particularidades de Dom Bosco e a presença da Família Salesiana no Brasil. Em 1885 a Princesa Izabel também foi uma grande incentivadora para que a Pedagogia de Dom Bosco fosse implantada aqui, na ocasião ela se preocupação com a libertação dos escravos e com a liberdade onde eles poderiam encontrar apoio e acolhimento para estudar e se profissionalizar. Para que isso acontecesse ela  doou o terreno em Niterói e em São Paulo, dando inicio a implantação da espiritualidade Salesiana nesse País, com as escolas profissionalizantes e colégios. Carta na íntegra 

Monsenhor Jonas Abib, foi um dos alunos Salesianos de São Paulo, ele estudou no Liceu Sagrado Coração de Jesus a segunda construção provida da Princesa. A Igreja no Brasil vem estudando desde de 2012 a possibilidade de dar entrada nos documentos pedido na beatificação da Princesa acreditando que sua religiosidade, bondade e caridade testemunhada por suas atitudes a elevam para os altares.

Rezemos nesse dia pedindo a intercessão de Dom Bosco e de Nossa Senhora Aparecida de qual a Princesa Izabel foi devota, (em agradecimento a uma graça recebida doou a coroa que está na imagem em Aparecida até hoje) que os estudos possam ajudar na comprovação de sua santidade confirmando que ela viveu sua fé como ” Uma Boa Cristã é uma Honesta Cidadã”

Instituto Canção Nova 

Mons Jonas é a figura de Dom Bosco, Padre Mario Bonatti – SDB

Conheça a Faculdade Canção Nova 

Brasil Salesiano  

Dom Bosco, rogai por nós!

« DOM BOSCO CONTINUA MAIS VIVO DO QUE NUNCA! » DIZEM-ME EM ALEPO.
TODOS OS SALESIANOS SE MANTIVERAM AQUI, SÃO O REFLEXO DO PAI QUE AMAMOS «
Dom Bosco em Aleppo

”Estou em companhia do Provincial da província salesiana do Médio Oriente. Ele, Abbuna Munir, é sírio, nascido em Alepo, e dizia-me, de lágrimas nos olhos – não só pela dor do seu povo e da sua gente – mas também pelas coisas incrivelmente boas que está a viver no meio das balas, das bombas e da destruição.

Dizia-me: Dom Bosco está vivo, mais vivo do que nunca na Síria, em Alepo. No meio dos escombros, a casa salesiana abre todos os dias as suas portas para receber centenas de meninos e meninas e jovens porque queremos que, entre tanta morte, continue a vida. E posso dizer que é incrível como, em vez de diminuir, o número de jovens aumenta e continua a aumentar. Torna-se comovente para mim ver mais de 1.500 rapazes, moças e jovens, o dobro de antes, a querer vir para a nossa, a casa de Dom Bosco, para viver, para rezar e para jogar.

E acrescentava: Quero dizer-te que o que mais me comove é que os meus irmãos salesianos fizeram questão de ficar aqui com os que nos procuram. Podiam ir-se embora, se quisessem, mas nenhum deles quis retirar-se e todos estão a correr a mesma sorte que a sua gente.

Eu escutava-o sem conseguir dizer palavra, também profundamente comovido.

E é verdade. Dom Bosco continua mais vivo do que nunca. Certamente, no paraíso, na Outra Vida que é Vida em Deus, mas também aqui, entre nós porque há centenas e centenas de salesianos, de irmãs, de leigos e de jovens que mantêm vivo o seu sonho e a sua obra educativa e evangelizadora, e o encontro pessoal com cada rapaz, com cada jovem.

E tal como falo de Alepo, poderia falar de muitos outros lugares.

Uma das lembranças que com mais insistência Dom Bosco recordava aos seus salesianos, e muito especialmente aos missionários que iam para a América era esta: “Cuidai sobretudo dos doentes, das crianças, dos idosos e dos pobres”, e isto explica o pequeno ‘milagre salesiano em Alepo’. Ser uma casa onde cada um pode ter o seu lugar. Pouco haverá que comer, porque a escassez é geral, mas continua-se a cantar à vida e a apostar fortemente pela vida numa situação de morte.

Alegra-me profundamente de que seja assim e daqui dirijo hoje palavras de homenagem e de agradecimento a Dom Bosco que, sem nunca o pretender, foi grande porque com um olhar, com um silêncio, com uma palavra chegava ao fundo do coração das pessoas. Algo semelhante ao que vai acontecendo em tantos “Valdoccos” de hoje no mundo.

Neste sentido, não resisto a contar-lhes um facto muito simples que diz bem do bom sentido e grande coração de Dom Bosco. Verão que é só uma anedota mas que diz tudo. Narra-o, muitos anos depois da morte de Dom Bosco, um salesiano, padre Alessandro Luchelli, que viveu alguns anos com Dom Bosco no Oratório. Conta ele como, no princípio do ano de 1884, a disciplina no Oratório de Valdocco (Turim) se havia tornado muito severa, contrária à tradição salesiana, isto apesar de Dom Bosco ali viver e com pena assistir a algumas coisas. De facto, a nossa conhecida ‘Carta de Roma’ expressa a sua preocupação. Pois bem, conta Alessandro: “Um dia encontrava-me ao lado de uma fila de rapazes a meu cargo, enquanto esperavam a sua vez de ir para a sala de estudo. Eu punha-os em ordem com aspeto severo exigindo que mantivessem bem a fila. Naquele momento passa Dom Bosco, põe a mão no meu ombro e diz-me: ‘ma lascia um po’stare’ (deixa lá!). Dom Bosco não queria filas. Só as tolerou quando o número de rapazes havia aumentado muito e parecia tornarem-se necessárias”.

É apenas um dos muitos testemunhos que nos falam desse coração de pai que cuida até das coisas mais simples da casa, da família, dos jovens da casa salesiana. Como em Alepo, como na Serra Leoa, como no Ghana, como na Ciudad Don Bosco da Colômbia, como na Etiópia, como com os rapazes refugiados nas casas salesianas da Alemanha… E assim centenas e centenas de nomes que poderia acrescentar.

É isto que nos leva a dizer também hoje, juntamente com Abuna Munir de Alepo, que Dom Bosco, continua vivo, bem vivo em tanta vida das casas salesianas do mundo e em tanta vida que os seus filhos e filhas, quer sejam religiosos, religiosas, ou leigos de todo o mundo que procuram, na simplicidade das suas vidas, ‘ser Dom Bosco hoje’.”

Reitor-Mor, P. Ángel Fernández Artime, a Família Salesiana.
Saiba mais sobre os Salesianos no  Oriente Médio.

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Da Introdução à Vida Devota, de São Francisco de Sales, bispo

A devoção deve ser praticada de modos diferentes
Na criação, Deus Criador mandou às plantas que cada uma produzisse fruto conforme sua espécie. Do mesmo modo, ele ordenou aos cristãos, plantas vivas de sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada qual de acordo com sua categoria, estado e vocação.
A devoção deve ser praticada de modos diferentes pelo nobre e pelo operário, pelo servo e pelo príncipe, pela viúva, pela solteira ou pela casada. E isto ainda não basta. A prática da devoção deve adaptar-se às forças, aos trabalhos e aos deveres particulares de cada um.

Dize-me, por favor, Filotéia, se seria conveniente que os bispos quisessem viver na solidão como os cartuxos; que os casados não se preocupassem em aumentar seus ganhos mais que os capuchinhos; que o operário passasse o dia todo na igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre disponível para todo tipo de encontros a serviço do próximo, como o bispo. Não seria ridícula, confusa e intolerável esta devoção?
Contudo, este erro absurdo acontece muitíssimas vezes. E no entanto, Filotéia, a devoção quando é verdadeira não prejudica a ninguém; pelo contrário, tudo aperfeiçoa e consuma. E quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é falsa, sem dúvida alguma.

A abelha extrai seu mel das flores sem lhes causar dano algum, deixando-as intactas e frescas como encontrou. Todavia, a verdadeira devoção age melhor ainda, porque não somente não prejudica a qualquer espécie de vocação ou tarefa, mas ainda as engrandece e embeleza.
Toda a variedade de pedras preciosas lançadas no mel, tornam-se mais brilhantes, cada qual conforme sua cor; assim também cada um se torna mais agradável e perfeito em sua vocação quando esta for conjugada com a devoção: o cuidado da família se torna tranquilo, o amor mútuo entre marido e mulher, mais sincero, o serviço que se presta ao príncipe, mais fiel, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.

É um erro, senão até mesmo uma heresia, querer excluir a vida devota dos quartéis de soldados, das oficinas dos operários, dos palácios dos príncipes, do lar das pessoas casadas. Confesso, porém, caríssima Filotéia, que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa de modo algum pode ser praticada em tais ocupações ou condições. Mas, para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras, próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem no estado secular.
Portanto, onde quer que estejamos, devemos e podemos aspirar à vida perfeita.

Fonte: Liturgiadashoras