{"id":288,"date":"2008-09-09T11:19:34","date_gmt":"2008-09-09T11:19:34","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/accao\/2008\/09\/09\/carlos-de-foucauld-apostolo-dos-tuaregues\/"},"modified":"2008-09-09T11:19:34","modified_gmt":"2008-09-09T11:19:34","slug":"carlos-de-foucauld-apostolo-dos-tuaregues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/semprefiel\/carlos-de-foucauld-apostolo-dos-tuaregues\/","title":{"rendered":"Carlos de Foucauld, Ap\u00f3stolo dos Tuaregues"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/accao\/files\/2008\/09\/234201.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"360\" align=\"right\" \/> Nascido de uma fam\u00edlia rica e nobre de Estrasburgo (Fran\u00e7a), Carlos de Foucauld ficou \u00f3rf\u00e3o de pai e m\u00e3e com apenas seis anos de idade. A 18 de Setembro de 1858 viu a luz do dia e aquele percal\u00e7o familiar faz com que seja educado pelos av\u00f3s maternos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A guerra de 1870-71 obriga a fam\u00edlia a fugir, fixando-se em Nancy. A sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia ficaram marcadas por estes factos dolorosos e perdeu a f\u00e9. Entregou-se a uma vida de bo\u00e9mia, fruto de ter perdido o sentido para a vida. Em 1876, Carlos \u00e9 admitido na Academia de Saint-Cry, depois na Escola de Cavalaria de Saumur. Como possui uma grande fortuna, \u201cleva uma vida de estroina\u201d (Lafon, Michel \u2013 Orar 15 de Dias com Carlos de Foucauld. Apela\u00e7\u00e3o: Paulus Editora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O estilo de vida n\u00e3o era o mais prop\u00edcio e as classifica\u00e7\u00f5es escolares eram vergonhosas. Com apenas 22 anos exclama: \u201csou um homem acabado\u201d. A mudan\u00e7a de vida de Carlos come\u00e7ou com uma experi\u00eancia de guerra, na Arg\u00e9lia, onde partilha a vida dura com os seus soldados. Terminado o conflito, sente necessidade de conhecer a vida dos povos que antes combatera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XIX deixa o ex\u00e9rcito e empreende uma viagem de reconhecimento a Marrocos, disfar\u00e7ado de Judeu. Estuda a cultura daquele povo, toma nota, meticulosamente e disfar\u00e7adamente, de tudo o que observa. Esses apontamentos servem para elaborar o livro que recebe a medalha de ouro da Sociedade de Geografia. Foi uma viagem de alto risco. Por tr\u00eas vezes correu perigo de vida, sendo salvo por mu\u00e7ulmanos que arriscaram a vida para o salvar. Durante esta viagem pelo Magreb faz a experi\u00eancia da hospitalidade, tanto de \u00e1rabes como de Judeus. Do contacto com novas culturas nasce o volume \u00abReconnaissance au Maroc\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em Outubro de 1886, na Igreja de Santo Agostinho, em Paris, \u00abconverte-se\u00bb nas m\u00e3os do abade Huvelin, que se torna seu guia espiritual. A pouco e pouco o jovem Carlos aproxima-se do Deus crist\u00e3o. Nessa procura, entrava em igrejas, em Fran\u00e7a, e, a\u00ed, ficava horas a fio, repetindo incessantemente a ora\u00e7\u00e3o: \u201cmeu Deus, se existes, faz com que eu te encontre\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se o Pe. Huvelin ajudou na sua convers\u00e3o, a sua prima tamb\u00e9m teve um papel fulcral. Um dia Carlos de Foucauld escreveu: \u201csendo ela uma pessoa t\u00e3o inteligente, a religi\u00e3o em que acredita com tanta convic\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser uma loucura como penso\u201d. Depois de fazer uma peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra Santa e percorrer as ruas de Nazar\u00e9, Carlos tem um grande desejo \u201cde levar a vida finalmente\u2026 que entrevi, que adivinhei, percorrendo as ruas de Nazar\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Mosteiro Trapista de Notre-Dame des Neiges (Ard\u00e8che) recebe-o em 1890. A\u00ed toma o nome de Irm\u00e3o Marie-Alb\u00e9ric. Passado algum tempo parte para o Mosteiro Trapista de Akb\u00e9s, na S\u00edria. No clima de ora\u00e7\u00e3o que o mosteiro trapista proporciona, Carlos descobre a sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o. No m\u00eas de Janeiro de 1897, o Abade Geral dos Trapistas dispensa-o dos seus votos e autoriza-o a \u00abseguir a sua voca\u00e7\u00e3o\u00bb. Durante quatro anos foi ermit\u00e3o das Clarissas de Nazar\u00e9 e, a\u00ed, escreve a maior parte das suas medita\u00e7\u00f5es. Medita longamente o Evangelho. Uma frase de Jesus interpela-o especialmente: \u201co que fizeste ao mais pequenino dos meus irm\u00e3os, a mim o fizeste\u201d. Sente necessidade de transportar a vida contemplativa dos mosteiros para o cora\u00e7\u00e3o das cidades, sobretudo para o meio dos mais necessitados. Revive aquele pensamento de S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo: \u201c\u00e9 preciso dedicar \u00e0 presen\u00e7a de Jesus nos pobres a mesma aten\u00e7\u00e3o prestada \u00e0 sua presen\u00e7a na Eucaristia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A 9 de Junho de 1901 \u00e9 ordenado sacerdote em Viviers e decide partir para a Arg\u00e9lia, Saara, \u00abentre as ovelhas mais abandonadas\u00bb. Fixa-se em Beni-Abb\u00e8s, perto da fronteira com Marrocos. A\u00ed constr\u00f3i a sua primeira fraternidade. Mant\u00e9m as portas abertas da sua casa a todos: \u201cquero habituar todos os habitantes, crist\u00e3os, mu\u00e7ulmanos judeus, id\u00f3latras a verem em mim o irm\u00e3o universal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Passados quatro anos, acompanhando os militares, realiza digress\u00f5es pelos o\u00e1sis do sul at\u00e9 junto dos Tuaregues do Hoggar. Fixa-se junto destes \u00faltimos, em Tamanrasset. Mas, por falta de companheiros, tem de repartir a sua vida entre Beni-Abb\u00e8s e Tamanrasset. Nas montanhas selvagens do Hoggar, junto dos Tuaregues, um povo n\u00f3mada e hostil aos franceses, Carlos aprende a sua l\u00edngua e cultura. Come\u00e7a a tradu\u00e7\u00e3o do Evangelho para l\u00edngua tuaregue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de uma viagem a Fran\u00e7a (em 1909), Carlos regressa a Tamanrasset onde fica at\u00e9 \u00e0 sua morte, salvo o tempo de duas viagens a Fran\u00e7a (1911 e 1913). Em todos estes anos, o Pe. Carlos de Foucauld consagra a maior parte do seu tempo a trabalhos lingu\u00edsticos. Com a primeira guerra mundial cresceu a instabilidade na zona. Carlos que fora militar e nascido numa fam\u00edlia rica e nobre, poderia ter partido para um local seguro. Opta por ficar junto dos \u00abseus\u00bb. Foi sequestrado por um grupo de rebeldes e assassinado (1 de Dezembro de 1916) por um grupo de Tuaregues Senussi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar das turbul\u00eancias iniciais, a sua vida foi um exemplo. A 13 de Novembro de 2005 foi beatificado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascido de uma fam\u00edlia rica e nobre de Estrasburgo (Fran\u00e7a), Carlos de Foucauld ficou \u00f3rf\u00e3o de pai e m\u00e3e com apenas seis anos de idade. 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