Farinha pouca meu pirão primeiro

 

Geralmente, escutamos isso quando alguém tem uma atitude egoísta, pois, o que vale é resolver o seu problema. Vamos pensar num exemplo simples que acontece em nossas casas nos momentos de refeição: o que importa é você comer, e se vai faltar para alguém não te interessa!? E a consequência dessa atitude egoísta é o transbordamento para a sociedade. Sim, estamos diante de uma sociedade sem comprometimento com o outro…

 

 

O que fazer para melhorar?

 

Viver os valores que estão em queda, exemplo: fé, esperança, amor, respeito, bondade, fidelidade, honestidade, generosidade, lealdade, verdade, solidariedade… Afinal, uma sociedade embasada em valores morais, éticos e religiosos é bem mais feliz. E, de onde surge a sociedade? A sociedade nasce de uma família! Portanto, é fundamental semear estes valores no coração dos filhos, assim, não existe competição, fome, violência, corrupção, mentira… É possível mudar a cultura do egoísmo.

 

 

Acreditamos que a evangelização tem muito a contribuir com essa mudança, pois, um coração transformado, transforma o ambiente onde vive.

 

 

 

Você vive o conflito do tempo?

 

 

No coração e na mente do ser humano, consciente ou inconscientemente, vivemos o conflito relacionado ao tempo: presente, passado e futuro.

 

  • O passado
    • Não podemos ficar presos no passado, nem nas coisas boas e nem nas coisas ruins que ocorreram, pois, o passado passou e não volta mais. Então, o que fazer com o passado, jogar fora? Não! Precisamos olhar para o passado com um olhar de aprendizado. Aprender com o passado para viver o tempo presente.

 

  • O presente
    • Temos o agora, e neste agora é essencial preencher o coração e a cabeça de esperança e de entusiasmo pela vida, isso é vital. É preciso pôr-se em ação para que a alegria não seja sufocada por algo que aconteceu no passado, e nem eliminada pela inquietação do futuro que ainda não chegou.

 

  • O futuro
    • O passado passou e o futuro ainda não chegou. E vale sempre lembrar, uma coisa é planejar e ter metas, outra, é não se inquietar sobre o futuro. É preciso ter o entendimento de que o futuro começa agora, e neste agora é a hora da guinada em todos os aspectos da vida, portanto, viva bem o tempo presente.

 

 

Saber administrar interiormente o passado, o presente e o futuro nos ajuda a viver melhor. Fiquei sabendo que as pessoas utilizam 80% do seu tempo pensando no passado, 14% no futuro e 6% é aplicado para viver o presente. E tem gente que diz: o dia precisaria ter mais que 24 horas. Na verdade, o dia não precisa aumentar, somos nós que precisamos mudar de atitudes, e começar a viver o tempo presente de maneira diferente. Quanto tempo temos investido para amar?

 

Viva bem o hoje porque ele é o passado de amanhã!

 

O dia de finados é um bom dia para rezar pelos falecidos e também uma oportunidade para pensar sobre a morte, pois, a morte não avisa, ela chega, e quando chega não podemos desesperar, e sim acreditar: existe vida após a morte. Afinal, Jesus Cristo venceu a morte, Ele ressuscitou e conquistou a vida eterna, e este é o nosso futuro, a eternidade. Portanto, a morte não é o fim, ao contrário, é o começo de uma vida eterna com Deus.

 

 

Diante da morte de alguém é normal se entristecer, mas não podemos deixar que a tristeza fique instalada dentro de nós, portanto, a tristeza precisa ser vencida pela a alegria. Este ensinamento de que a alegria vence a tristeza aconteceu dentro de casa, após dois velórios, no velório do meu irmão e no velório do meu pai. Nestes dois momentos dolorosos aprendi duas lições de amor com a minha mãe, e além das lições de amor, ela me ensinou de que é possível vencer a tristeza por meio da alegria que vem de Deus.

 

“Em 25 de dezembro de 1981 (Natal), meu irmão de 23 anos faleceu, imaginem a tristeza de uma mãe ao perder um filho. Mas foi em meio a essa tristeza, no velório de meu irmão mais velho, que Dona Mercedes me deu a primeira lição. Eu tinha 13 anos e disse a ela que se separasse do meu pai, pois ele bebia muito e ela merecia ser feliz. Ela me respondeu dizendo: “Se eu me separar dele, quem é que vai cuidar dele? E dezesseis anos depois, no velório de meu pai, a ouvi dizendo ao despedir-se: “Mário, você foi o meu primeiro amor, o meu único amor e sempre será!” Essa era a segunda lição que minha mãe me dava.

 

 

Existem momentos da nossa vida em que precisamos dar um ponto final na tristeza. Minha mãe foi uma dessas que optou pelo cultivo da alegria em seu coração! Ela sofreu demais com a morte do meu irmão mais velho, como já contei, e durante muito tempo a tristeza tomou conta de seu interior. Pense em uma mulher que durante a vida inteira foi gastando o seu coração para o bem dos outros, e somada a esse desgaste vem a perda de um filho num dia tão marcante! A tristeza havia habitado seu interior. Um dia cheguei para ela e disse: “Mãe, olha pra mim. O Mário se foi! Mas eu fiquei!”. Ela precisava reagir mesmo sendo idosa. Por mais doloroso que fosse, ela optou por viver a alegria e a paz que só Jesus nos dá. Minha mãe teve que tirar os olhos do meu irmão e olhar para mim. Ela optou naquela hora em deixar a tristeza de lado e cultivar a alegria por mim! (livro Tem Jeito).

 

Os mortos e os vivos na vinda do Senhor – “Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também os que morreram em Jesus, Deus há de levá-los em sua companhia. Pois isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: que os vivos, os que ainda estivermos aqui para a Vinda do Senhor, não passaremos à frente dos que morreram. Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; em seguida nós, os vivos que estivermos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1 Tes 4, 13-18).

 

Esperança no coração sempre!

 

Não podemos deixar que a violência doméstica se torne normal…

 

Essas duas notícias falando sobre violência e assédio sexual contra mulheres nos levou a pensar, qual o motivo de tanta violência?

 

 

  • Atrizes de Hollywood abusadas pelo produtor em troca de papéis,
  • Advogada, namorada de um presidiário. Este foi beneficiado para sair da prisão no dia das crianças, e nessa saída brigaram, e ela foi atingida pelo namorado com um soco na cabeça causando traumatismo craniano vindo a falecer.

 

Absurdo? Sim! Mas, o que mais impressiona é o silêncio das vítimas nos dois casos. As atrizes viveram este drama durante anos, até uma ter a coragem de denunciar. E a advogada chegou a comparecer à delegacia para registrar BO mas foi convencida pelo agressor de que não era necessário. Até quando ficaremos cegos, surdos e mudos diante dessas situações?

 

 

Além da violência e assédio sexual, que anualmente no Brasil são mais de 500.000 mil vítimas, queremos falar da violência doméstica.

 

É impressionante a quantidade de casos levados aos Conselhos Tutelares por pais ou responsáveis, e também por menores.

 

  • São crianças e adolescentes agredidas fisicamente pelos pais ou responsáveis, e muitas vezes sem motivo aparente ou, até mesmo, com o que “julgam” aparente mas nada justifica!
  • Pais que “preferem” manter seu relacionamento de marido e mulher do que cuidar dos filhos.
  • Filhos revoltados que agridem fisicamente ou verbalmente os pais e responsáveis.

 

Enfim, a sociedade tem perdido a noção do amor, do respeito e da solidariedade; e se não retomarmos o exercício das virtudes e valores entraremos num caos. Então, é hora de romper com o silêncio, e denunciar a violência sexual e a violência doméstica. Sim, precisamos sempre acreditar que por meio da evangelização é possível transformar o que está em desordem no coração do ser humano.

 

 

Com Deus tem jeito!

 

Todos nós temos conflitos que necessitam de soluções… Faça isso: entregue o conflito que você está vivendo para Maria, a mãe de Jesus e nossa mãe!

 

O dias estão passando muito rápido, mas, também podemos pensar desse jeito: estamos passando pelo tempo, e em cada tempo, estamos aprendendo.  No dia 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, celebro o dom da minha vida, 49 anos de idade.

 

 

Quero agradecer a Nossa Senhora Aparecida por tudo que Ela é na minha vida… Eu nasci dia 12 de outubro de 1968. E, rumo aos cinquentão, quero deixar registrado que sou resultado da intercessão da minha mãe, que por vários anos rezou o rosário diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida pela minha conversão. E além da transformação da minha vida, acredito que o meu casamento com a Carla Astuti, os nossos três filhos, e a minha vocação missionária na Canção Nova têm as mãos de Maria!

 

 

Celebrar a Santa mãe de Deus lembra-nos que temos mãe, não somos órfãos, temos uma mãe. E reconhecer a maternidade de Maria nos ajuda a caminhar PRA FRENTE, pois, A VIDA CONTINUA… Foi isso que Ela fez, continuou a vida e não ficou parada na morte do seu filho Jesus.

 

Com Maria aprendemos a dar respostas de esperança diante da desesperança, afinal, a sociedade está necessitada de homens e mulheres de fé que semeiam a esperança.

 

Sim, que Maria nos ajude a reavivar a fé, viver o amor e conservar o bom humor!