Para quem pedir ajuda?

 

Enquanto eu fui lendo este texto que segue abaixo, alguns pontos tocavam o meu coração, e pensei: um conteúdo tão atual. Acredito que a reflexão deste texto pode nos ajudar a viver em meio às crises, preocupações, necessidades, perseguições, sofrimentos, pois, a nossa confiança precisa estar em Deus!

 

 

No ano de 1815 nasce em Piemonte na Itália, aquele que será o grande admirador, grande filho, grande devoto da Mãe de Deus e propagador da devoção a Maria Auxiliadora, o Santo dos jovens: São Geovanne Bosco. Neste ano era também celebrado o Congresso de Viena e foi a época em que, com a queda do Império Napoleônico, começa a Reestruturação Européia com restabelecimento dos reinos nacionais e das suas monarquias dinásticas. Na Itália, o menino Geovanne fica órfão de pai. E uma seca terrível vem dificultar mais ainda a difícil responsabilidade de mamãe Margarida em manter as cinco pessoas da família. Os preços dos poucos alimentos sobem assustadoramente. Essa seca aparece nos escritos dos biógrafos de Dom Bosco, embasados pelo testemunho do próprio santo e sua mãe Margarida Occhiena: “Os alimentos acabaram e mamãe Margarida dá dinheiro a um vizinho, Bernardo Cavalo, pedindo-lhe que fosse nos povoados comprar alimento. Bernardo, ansiosamente aguardado, voltou dois dias depois trazendo apenas o dinheiro de volta. Não achara nada para comprar. O medo e o desespero tomou conta de todos. Numa segunda tentativa, mamãe Margarida, sem perder a coragem, foi até os vizinhos pedir algo para comer mas não encontrou ninguém que a pudesse ajudar. Lembrou-se então daquilo que o marido lhe dissera na hora da morte: tenha confiança em Deus”. Chegando em casa, chamou a todos: venham aqui, vamos ajoelhar e rezar! Depois de breve oração, levantou-se e exclamou: Em casos extremos deve se empregar meios extremos! Foi então até o estábulo, juntamente com o senhor Bernardo, matou um bezerro e, fazendo cozinhar a toda pressa uma parte para saciar a fome da família extenuada. Dias mais tarde foi possível encontrar cereais, mesmo que a preços elevados, trazidos de povoados distantes.” Pessoas são encontradas mortas com a boca cheia de capim, com o que haviam tentado matar a fome. Os homens começam a partir para trabalhar na América, substituir os escravos nas lavouras, muitos levados por falsas promessas de prosperidade. Imigração que se estenderá por longos anos. É um cenário perfeito para semear na Itália as idéias liberais, revolucionárias, que eclodiram na Revolução Francesa e estavam se infiltrando por toda a Europa… “Um verdadeiro vendaval que agitou, transtornou, destruiu mentes e ideais para uma ordem nova de concepções e de pessoas, de direitos e de deveres humanos. Provocaram lutas, abalaram tronos, derrubaram reis, muito sangue foi derramado” – Antonio Rodrigues da Silva (Cooperador Salesiano).

 

 

A 1ª festa de Nossa Senhora Auxiliadora aconteceu dia 24 de maio de 1814, portanto, a exemplo de Dom Bosco que foi o grande devoto da Mãe de Deus, precisamos convocar um povo para a devoção Mariana, essa devoção precisa crescer. Nos momentos de crise, e seja qual for o perigo, é essencial que se levante um povo de fé, sim, os nossos filhos precisam ver os pais que diante da crise crescem na fé. A população precisa ser educada à devoção Mariana. A exemplo de Dom Bosco – o Santo dos jovens, precisamos propagar a devoção a Maria Auxiliadora. Nossa Senhora Auxiliadora, auxílio da Igreja e dos cristãos, auxiliai-nos!

 

É pela intercessão de Maria que depositamos a nossa confiança em Deus, é Nele que encontramos segurança, força, consolo, apoio, esperança! É pela oração do Rosário que nos mantemos firmes e confiantes na Providência Divina!

 

O nosso socorro vem de Deus!

 

Dê um basta!

 

 

Até quando o ser humano vai ficar fazendo coisas às escondidas? Pois, tudo que acontece, por mais secreto que seja, nada se oculta dos olhos de Deus. Você pode esconder das pessoas, mas, de Deus não tem como. Sim, o olhar de Deus está por toda parte, e observa tudo que é encoberto e velado. “Deus julgará, por Cristo Jesus, as ações ocultas dos homens” (Romanos 2,16). Este versículo bíblico não é para causar medo, ao contrário, é para despertar e nos fazer um convite à conversão.

 

 

Poderíamos citar várias situações que acontecem às escondidas, mas pensemos em alguns exemplos: atitudes de conspiração, o marido ou a esposa que tem relações extraconjugais com outra pessoa, o filho que na frente dos pais é um santinho, a morte de alguém que ninguém consegue descobrir quem foi o autor do crime, o roubo, a corrupção, a mentira que está encarnada no dia dia, etc.

 

 

O homem colherá o que tiver semeado

 

Então, o que fazer concretamente? Dar um basta nas situações que são feitas secretamente e ser uma pessoa do bem constantemente. Pois, “O justo julgamento de Deus retribuirá a cada um segundo suas obras:

    • a vida eterna para aqueles que pela constância no bem visam à glória, à honra e à incorruptibilidade;
    • A ira e a indignação para os egoístas, rebeldes à verdade e submissos à injustiça” (Romanos 2, 5-8);

 

Enquanto estamos nesta peregrinação terrena rumo a vida eterna, devemos rezar pela humanidade e não julgar este ou aquele, afinal, Deus não faz acepção de pessoas e deseja salvar todos. Eis o pedido de Nossa Senhora, em sua aparição em Fátima. Ela pediu aos três pastorinhos que rezassem o terço pelos próprios pecados e pela salvação dos pecadores.

 

 

O foco é a conversão!

 

Estamos num tempo em que o ser humano busca cada vez mais conhecimentos, mas, de maneira alguma podemos desconhecer que Deus fixou um dia no calendário, e as famílias precisam conversar sobre este dia, portanto, este conhecimento não pode faltar

 

 

 

“Por isso, não levando em conta os tempos da ignorância, Deus agora notifica aos homens que todos e em toda parte se arrependam, porque ele fixou um dia no qual julgará o mundo com justiça por meio do homem a quem designou, dando-lhe crédito diante de todos, ao ressuscitá-lo dentre os mortos. Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns começaram a zombar, enquanto outros diziam: a respeito disso te ouviremos outra vez. Foi assim que Paulo retirou-se do meio deles. Alguns homens, porém, aderiram a ele e abraçaram a fé. Entre esses achava-se Dionísio, o Areopagita, bem como uma mulher, de nome Dâmaris, e ainda outros com eles” (Atos 17, 30-34).

 

Essa noticia não é para causar desespero e sim esperança no coração do homem e da mulher

 

Ao ouvir falar da ressurreição dos mortos, eu e você podemos nos encontrar numa das três opções relatadas na passagem bíblica:

Zombar?

Querer ouvir outra vez?

Aderir e abraçar a fé?

 

 

 

Dar a conhecer de que Deus fixou um dia para julgar com justiça é uma noticia que precisa se fazer conhecida no ambiente familiar. Pois, este conhecimento nos convida ao arrependimento e a conversão.

 

 

 

 

 

 

 

Quando a esperança na ressurreição não é a nossa força, a gente desmorona diante dos acontecimentos.

 

Este desmoronamento da esperança acontece no nosso interior e nos deixa pra baixo, derrubado. “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1 Coríntios 15,14). Todos os aspectos da mensagem cristã e da fé que lhe corresponde só têm sentido em relação com a realidade central: o Cristo ressuscitado. Sem esta, tudo desmorona.

 

 

Essa passagem bíblica fala da ressurreição dos mortos (1 Coríntios 15, 1-58). Então, fundamentado na esperança da ressurreição do Cristo, construímos a nossa própria vida, do contrário, tudo desmorona. Sim, a morte de alguém é doloroso, mas, este acontecimento não pode desintegrar a vida de quem fica. O significado da palavra desmoronar é abater, arrasar, arruinar, derrubar, desintegrar, destruir. É desse jeito que o ser humano fica, destruído e sem perspectiva de dias melhores quando a esperança maior se esvazia no coração: existe vida eterna Com Deus!

 

 

É por meio da esperança na ressurreição que nos erguemos e recomeçamos a vida em todos os aspectos. Portanto, se você está desmoronando, saiba, é possível construir uma nova história. Mas, vale sempre lembrar: “se temos esperança em Cristo somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens” (1 Coríntios 15,19).

 

Nós cristãos, adquirimos forças para continuar a vida em meio às dificuldades, quando olhamos para a esperança que a Palavra de Deus nos direciona: “Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram. Com efeito, visto que a morte veio por um homem, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. Pois, assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida” (1 Coríntios 15, 20-22).

 

 

Se os acontecimentos te reduziu a nada, com Cristo ressuscitado tudo é possível ser reconstruído!

 

Tem momentos da vida que nos encontramos como os dois discípulos de Emaús: desanimados, tristes e sem esperança.

 

Ao invés de duvidar sobre a presença de Deus, precisamos acreditar que Deus caminha conosco e permanece conosco. Ter a certeza de que Jesus está vivo e realiza curas, milagres e transformações no meio do seu povo é o que nos anima e preenche o nosso interior de confiança. Portanto, não deixe que a dúvida apague a sua esperança, então, ao invés de duvidar, é fundamental alimentar o seu coração com essa proclamação: Jesus está vivo (Lucas 24,23).

 

 

Durante o percurso, conforme Jesus caminhava e falava da Palavra de Deus, o coração dos dois discípulos se preenchia da força da Ressurreição. “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras?” (Lucas 24,32). Nós cristãos, precisamos permanecer de pé diante das situações que querem nos derrubar, afinal, nenhuma força humana e nem a força do mal é capaz de vencer a força da Ressurreição, pois, Jesus é maior do que a morte.

A vida é uma caminhada, e para aguentar firme e vencer o desânimo, a tristeza e a desesperança do dia a dia é necessário se alimentar da Bíblia e da Eucaristia. A vida dos dois discípulos foi transformada em ânimo, alegria e esperança porque Jesus os alimentou com a Palavra de Deus e o Pão da Vida, portanto, a transformação que aconteceu em Emaús pode acontecer agora na sua vida, afinal, Jesus caminha e permanece conosco, Ele está vivo no meio de nós.

 

O homem e a mulher no decorrer da vida adquire hábitos bons ou hábitos maus. O significado da palavra hábito é disposição adquirida pela repetição freqüente dos mesmos atos. Portanto, ler a bíblia deve ser um bom hábito na vida do ser humano porque nos faz crescer na , na esperança, no amor; e dá sentido à nossa vida.

O desejo de Jesus é dar sentido a sua vida todos os dias, então, para conservar o coração animado, alegre e cheio de esperança é importante permanecer com Jesus todos os dias.