Estamos num tempo em que o ser humano busca cada vez mais conhecimentos, mas, de maneira alguma podemos desconhecer que Deus fixou um dia no calendário, e as famílias precisam conversar sobre este dia, portanto, este conhecimento não pode faltar

 

 

 

“Por isso, não levando em conta os tempos da ignorância, Deus agora notifica aos homens que todos e em toda parte se arrependam, porque ele fixou um dia no qual julgará o mundo com justiça por meio do homem a quem designou, dando-lhe crédito diante de todos, ao ressuscitá-lo dentre os mortos. Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns começaram a zombar, enquanto outros diziam: a respeito disso te ouviremos outra vez. Foi assim que Paulo retirou-se do meio deles. Alguns homens, porém, aderiram a ele e abraçaram a fé. Entre esses achava-se Dionísio, o Areopagita, bem como uma mulher, de nome Dâmaris, e ainda outros com eles” (Atos 17, 30-34).

 

Essa noticia não é para causar desespero e sim esperança no coração do homem e da mulher

 

Ao ouvir falar da ressurreição dos mortos, eu e você podemos nos encontrar numa das três opções relatadas na passagem bíblica:

Zombar?

Querer ouvir outra vez?

Aderir e abraçar a fé?

 

 

 

Dar a conhecer de que Deus fixou um dia para julgar com justiça é uma noticia que precisa se fazer conhecida no ambiente familiar. Pois, este conhecimento nos convida ao arrependimento e a conversão.

 

 

 

 

 

 

 

Quando a esperança na ressurreição não é a nossa força, a gente desmorona diante dos acontecimentos.

 

Este desmoronamento da esperança acontece no nosso interior e nos deixa pra baixo, derrubado. “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1 Coríntios 15,14). Todos os aspectos da mensagem cristã e da fé que lhe corresponde só têm sentido em relação com a realidade central: o Cristo ressuscitado. Sem esta, tudo desmorona.

 

 

Essa passagem bíblica fala da ressurreição dos mortos (1 Coríntios 15, 1-58). Então, fundamentado na esperança da ressurreição do Cristo, construímos a nossa própria vida, do contrário, tudo desmorona. Sim, a morte de alguém é doloroso, mas, este acontecimento não pode desintegrar a vida de quem fica. O significado da palavra desmoronar é abater, arrasar, arruinar, derrubar, desintegrar, destruir. É desse jeito que o ser humano fica, destruído e sem perspectiva de dias melhores quando a esperança maior se esvazia no coração: existe vida eterna Com Deus!

 

 

É por meio da esperança na ressurreição que nos erguemos e recomeçamos a vida em todos os aspectos. Portanto, se você está desmoronando, saiba, é possível construir uma nova história. Mas, vale sempre lembrar: “se temos esperança em Cristo somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens” (1 Coríntios 15,19).

 

Nós cristãos, adquirimos forças para continuar a vida em meio às dificuldades, quando olhamos para a esperança que a Palavra de Deus nos direciona: “Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram. Com efeito, visto que a morte veio por um homem, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. Pois, assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida” (1 Coríntios 15, 20-22).

 

 

Se os acontecimentos te reduziu a nada, com Cristo ressuscitado tudo é possível ser reconstruído!

 

Tem momentos da vida que nos encontramos como os dois discípulos de Emaús: desanimados, tristes e sem esperança.

 

Ao invés de duvidar sobre a presença de Deus, precisamos acreditar que Deus caminha conosco e permanece conosco. Ter a certeza de que Jesus está vivo e realiza curas, milagres e transformações no meio do seu povo é o que nos anima e preenche o nosso interior de confiança. Portanto, não deixe que a dúvida apague a sua esperança, então, ao invés de duvidar, é fundamental alimentar o seu coração com essa proclamação: Jesus está vivo (Lucas 24,23).

 

 

Durante o percurso, conforme Jesus caminhava e falava da Palavra de Deus, o coração dos dois discípulos se preenchia da força da Ressurreição. “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras?” (Lucas 24,32). Nós cristãos, precisamos permanecer de pé diante das situações que querem nos derrubar, afinal, nenhuma força humana e nem a força do mal é capaz de vencer a força da Ressurreição, pois, Jesus é maior do que a morte.

A vida é uma caminhada, e para aguentar firme e vencer o desânimo, a tristeza e a desesperança do dia a dia é necessário se alimentar da Bíblia e da Eucaristia. A vida dos dois discípulos foi transformada em ânimo, alegria e esperança porque Jesus os alimentou com a Palavra de Deus e o Pão da Vida, portanto, a transformação que aconteceu em Emaús pode acontecer agora na sua vida, afinal, Jesus caminha e permanece conosco, Ele está vivo no meio de nós.

 

O homem e a mulher no decorrer da vida adquire hábitos bons ou hábitos maus. O significado da palavra hábito é disposição adquirida pela repetição freqüente dos mesmos atos. Portanto, ler a bíblia deve ser um bom hábito na vida do ser humano porque nos faz crescer na , na esperança, no amor; e dá sentido à nossa vida.

O desejo de Jesus é dar sentido a sua vida todos os dias, então, para conservar o coração animado, alegre e cheio de esperança é importante permanecer com Jesus todos os dias.

 

Tem momentos no casamento que fica difícil acreditar de que é possível acontecer a ressurreição, pois, viver em meio a mentiras, traições e decepções não é fácil; ainda mais se o sentimento é de que o amor morreu no coração de um dos cônjuges. Mas, diante dessa realidade, qual é o sepulcro que Jesus precisa entrar e reavivar o seu casamento?

 

Antes da ressurreição de Jesus, aconteceu um  momento chave: Ele lavou os pés dos discípulos. Essa cena precisa nos levar a pensar como estava e como ficou o coração de cada pessoa que experimentou o amor de Deus, verdadeiramente um gesto de humildade, enfim, Deus se dobra para ganhar o filho e a filha Dele. No casamento é assim, da mesma maneira que se lava a roupa suja do dia a dia, também é necessário lavar o coração, a começar pelo casal. Não lavar o coração significa acumular sujeiras, e essas sujeiras podem sufocar o amor conjugal, portanto, lavar o coração é uma etapa que antecede a ressurreição do seu casamento.

 

 

“Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós” (João 13,14-15).

 

 

Jesus deseja entrar na vida do ser humano e reavivar o seu coração, pois, existe a brasa do amor de Deus no coração de cada pessoa, e essa brasa é capaz de gerar nova graça no homem e na mulher e no seio de cada família. Então, de maneira alguma podemos duvidar da ação de Deus em direção do seu povo.

 

Deus pode ressuscitar o seu casamento, pois, Ele pode gerar essa graça!

 

A sua esperança precisa ser maior que a tribulação.

 

 

“Por isto não nos deixamos abater. Pelo contrário, embora em nós, o homem exterior vá caminhando para a sua ruína, o homem interior se renova dia a dia. Pois nossas tribulações momentâneas são leves em relação ao peso eterno de glória que elas nos preparam até o excesso. Não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem; pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2 Coríntios 4, 16-18). Ter uma renovação interior é o melhor jeito para não se deixar abater.

 

É importante colocar em prática este direcionamento: se renovar de dentro para fora diariamente.

 

 

Afinal, estamos sujeitos a tribulações, dificuldades, perseguições; e tem situações que nos deixa prostrados, então, o que fazer? Dois pontos são essenciais enquanto caminhamos nesta vida terrena: treinar a nossa maneira de olhar e descobrir o que são os valores transitórios e perenes. Assim, somos fortalecidos pelas esperanças eternas e não nos deixamos abater pelos acontecimentos. Portanto, nem a morte da pessoa que a gente tanto ama é capaz de nos fazer pessoas prostradas. “Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus ressuscitará também a nós com Jesus e nos porá ao lado dele, juntamente convosco” (2 Coríntios 4,14).   

 

O ser humano deve conduzir a sua vida a partir das convicções de fé que estão no seu interior, assim, somos impulsionados a ir pra frente, pois, a vida continua.