A nossa vida é repleta de acontecimentos bons e ruins, conquistas e perdas…

 

Em meio aos acontecimentos de vitórias e derrotas que estamos sujeitos a viver, tem algo que precisamos refletir: é triste quando alguém experimenta este sentimento, não sou digno de ser chamado filho, fazer essa experiência significa tocar num profundo desespero. Afinal, nem mesmo o pecado é capaz de arrancar do nosso coração essa verdade: somos pecadores mas não deixamos de ser filhos. Portanto, ninguém pode perder a dignidade de ser chamado filho porque Jesus Cristo morreu por toda a humanidade e por você.

 

 

“Eu sou o bom pastor, o bom pastor dá a sua vida pela suas ovelhas” (João 10,11). A verdade sobre o amor incondicional de Deus e que todos são filhos de Deus, faz a gente pensar em quatro verbos: conhecer, experimentar, comprometer, levar. Uma coisa é conhecer o amor de Deus, outra, é experimentar, e quando compreendemos a fidelidade do amor de Deus que não desiste de ninguém, então, nos comprometemos com o projeto da salvação e desejamos levar aos confins da terra essa notícia: Jesus Cristo morreu na cruz por você!

 

 

Além da necessidade de ir ao encontro do outro para anunciar o amor de Deus, outra realidade é essencial, necessitamos sempre olhar para o como Deus nos amou, assim, diante dos acontecimentos positivos e negativos, recomeçamos sempre a nossa vida. Portanto, ao olhar para a cruz duas realidades podemos refletir:

  • Desejar a conversão do coração, a mudança de vida. Somos pecadores, e sempre estaremos num contínuo processo de conversão em todos os aspectos da nossa vida.
  • Unir a dor com a dor de Jesus. Ao longo da vida, teremos momentos de decepção, fracasso, derrota, tristeza, mas, quando unimos a nossa agonia com a agonia de Jesus na cruz, experimentamos a cura, o consolo, a esperança.   

 

O que fazer com o nosso agora?

É importante fazer memória deste acontecimento da salvação: “dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10,45). Assim, enfrentamos as problemáticas do dia a dia e damos sentido a nossa vida. Sim, tomamos posse de que somos filhos de Deus, de que viemos de Deus e voltaremos para Deus, enfim, essa certeza nos faz viver bem o agora.

 

Nada pode nos desviar do projeto da salvação porque Jesus deu a vida Dele na cruz para nos dar vida eterna.

 

O que fazer diante da morte?

 

Seja qual for a idade da pessoa que perdemos numa fatalidade, parece que nunca estamos preparados para a morte. Sim, a morte é fato. Portanto, amparados pela fé, precisamos estar firmes no futuro que a bíblia nos apresenta, pois, é a esperança neste futuro que nos sustenta. Então, diante da morte, não se perturbe o vosso coração, acredite em Deus!

 

 

Os mortos e os vivos na Vinda do Senhor – “Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também os que morreram em Jesus, Deus há de levá-los em sua companhia. Pois isto vos declaramos, segundo a palavra do Senhor: que os vivos, os que ainda estivermos aqui para a Vinda do Senhor, não passaremos à frente dos que morreram. Quando o Senhor, ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, descer do céu, então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; em seguida nós, os vivos que estivermos lá, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor, nos ares. E assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1 Tes 4, 13-18).

 

 

O que fazer enquanto estamos em peregrinação na terra?

 

É importante buscar consolo nos ensinamentos que a (Sagrada Escritura e o Catecismo da Igreja Católica) nos direciona, assim, não ficamos perdidos, desamparados e nem desesperados, afinal, a esperança cristã é a expectativa dos bens escatológicos e os bens invisíveis.  

 

O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só ele decide do seu advento. Através do seu Filho Jesus Cristo ele pronunciará então a sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais a sua providência terá conduzido tudo para o seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que o seu amor é mais forte do que a morte (CIC 1040).

 

A mensagem do Juízo Final é apelo à conversão enquanto Deus ainda dá aos homens “o tempo favorável, o tempo da salvação” (2Cor 6,2). O Juízo Final inspira o santo temor de Deus. Compromete com a justiça do Reino de Deus. Anuncia a “bem-aventurada esperança” (Tt 2,13) da volta do Senhor, que virá para ser glorificado na pessoa dos seus santos, e para ser admirado na pessoa de todos aqueles que creram (2Tes 1,10) –  (CIC 1041).

 

A esperança dos céus novos e da terra nova – No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará a sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado: Então a Igreja será “consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e através dele atinge a sua finalidade, encontrará a sua restauração definitiva em Cristo”(CIC 1042).

 

Esta renovação misteriosa, que há de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura a chama de “céus novos e terra nova” (2Pd 3,13). Será a realização definitiva do projeto de Deus de “em Cristo encabeçar todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra” (Ef 1,10) – (CIC 1043).

 

Neste “universo novo” (Ap 21,5), a Jerusalém celeste, Deus terá a sua morada entre os homens. “Enxugará toda lágrima de seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram!” (Ap 21,4) – (CIC 1044).

 

Para o homem, esta consumação será a realização última da unidade do gênero humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrinante era “como que o sacramento”. Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos remidos, a cidade santa de Deus (Ap 21,2), “a Esposa do Cordeiro” (Ap 21,9). Esta não será mais ferida pelo pecado, pelas impurezas, pelo amor-próprio, que destroem ou ferem a comunidade terrestre dos homens. A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será a fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua (CIC 1045).

 

 

Sim, firmes nessa promessa sobre o nosso futuro, precisamos exercitar duas realidades:

  • Tomar posse de que somos pertença de Deus
  • Trilhar um caminho de santidade

 

 

 

 

 

 

 

No casamento, é possível conquistar a mesma pessoa todos os dias? Essa frase tem se repetido muito nos vários ambientes da sociedade: é preciso ter foco!

 

 

Quando casamos, fazemos compromisso de amor e fidelidade, são valores que precisam ser resgatados sempre. Então, focar o seu cônjuge precisa ser meta dos dois, do esposo e da esposa, sim, conquistar um ao outro todos os dias precisa ser o foco do casal. Essa conquista diária não pode ser um peso e nem uma obrigação. Assim, ambos mostram a capacidade de conquistar e reconquistar a mesma pessoa durante anos dentro do seu casamento.  

 

Dentro de um plano de carreira desejamos conquistar tantas coisas, e para conquistar os objetivos que são traçados é preciso ter foco!

 

Afinal, o que fazer para conquistar a mesma pessoa? A conquista acontece por meio do cultivo, portanto, é essencial cultivar o verbo conquistar no casamento. Então, faça um plano de conquista no seu casamento para melhorar o relacionamento com a pessoa que você casou. Focar o seu cônjuge vale mais do que qualquer outra conquista.

 

“O que tem valor não é conquistar uma nova mulher a cada dia, mas conquistar a mesma todos os dias(livro Casamento Fortalecido).

 

 

Desconfiamos das pessoas e as pessoas desconfiam de nós…

 

“Crê no Senhor e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16,31). Essa frase traz uma mensagem de esperança para as famílias, é uma frase que comunica a salvação pessoal e coletivo, portanto, devemos preencher a nossa mente e o nosso coração de esperança, afinal, é a Palavra de Deus que apresenta a promessa da salvação. Mas, se por um lado Deus comunica a esperança, por outro, somos atingidos por diversas situações que nos fazem desconfiar de tudo, o que fazer? O seu coração precisa ser habitado pela esperança bíblica, é isso que nos coloca a caminho.

 

 

Um dos significados da palavra desconfiança é ausência de confiança, dúvida de algo ou alguém, cisma. E conforme passam os dias, parece que as pessoas estão cada vez mais desconfiadas de tudo. Então, diante do cenário da desconfiança, um cuidado é fundamental: não desconfiar da Palavra de Deus. Portanto, enquanto estamos em peregrinação nesta terra a nossa fé não pode ser abalada, ao contrário, precisamos acreditar na promessa da salvação eterna que Deus tem para a humanidade. Pois, “para Deus tudo é possível” (Mt 19,26).

 

O que fazer para ser salvo? Crer em Jesus Cristo! “E então, todo o que invocar o nome do Senhor, será salvo. Homens de Israel, ouvi estas palavras! Jesus, o Nazareu, foi por Deus aprovado diante de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus operou por meio dele entre vós, como bem o sabeis. Este homem, entregue segundo o desígnio determinado e a presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o pela mão dos ímpios. Mas Deus o ressuscitou…” (Atos 2,21-24).

 

Sim, diante do cenário da desconfiança, onde desconfiamos das pessoas e as pessoas desconfiam de nós, é neste cenário que o anúncio da salvação precisa chegar, porque a Misericórdia de Deus quer tocar e transformar a vida de cada pessoa. Enfim, a Misericórdia de Deus quer abraçar e salvar todas as pessoas em todos os cantos da terra (cf. João 3, 15-17).

 

E para que o anúncio da salvação não cesse, precisamos nos alimentar da Palavra de Deus, pois, é na Palavra de Deus que mergulhamos as nossas desconfianças, desesperanças e prostrações quando estamos diante daquilo que nos parece impossível, porque para Deus tudo é possível. É na Palavra de Deus que experimentamos a ação sobrenatural de Deus que age no meio do seu povo. Assim, acontece o processo de evangelização: cada pessoa que faz a experiência com o amor de Deus deseja levar outras pessoas a fazerem essa experiência de amor.

 

A adesão ao projeto da salvação faz você acreditar e comunicar essa mensagem de esperança: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família.

 

 

 

A passagem bíblica que segue abaixo nos ajuda a refletir a vida, é uma reflexão que pode atingir pais, filhos e familiares, pois, são conflitos que muitas famílias vivenciam ao longo da caminhada, portanto, nos momentos de turbulência é importante acalmar o coração e acreditar que as coisas vão melhorar. Afinal, sempre é tempo para refletir a vida  

 

 

“Um homem tinha dois filhos. O mais jovem disse ao pai: Pai, dá-me a parte da herança que me cabe. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, ajuntando todos os seus haveres, o filho mais jovem partiu para uma região longínqua e ali dissipou sua herança numa vida devassa. E gastou tudo. Sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar privações. Foi, então, empregar-se com um dos homens daquela região, que o mandou para seus campos cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com as bolotas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E caindo em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! Vou-me embora, procurar meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados. Partiu, então, e foi ao encontro de seu pai. Ele estava ainda ao longe, quando seu pai viu-o, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. O filho, então, disse-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado! E começaram a festejar” (Lucas 15, 11-24).

 

Ao ler essa passagem, várias situações podemos refletir, mas, queremos destacar dois pontos: o momento em que o filho caiu em si e a resposta do pai para este filho.

 

Este filho parou para refletir a sua vida no momento de grande desespero, pois, sem dinheiro e passando fome, começou a pensar na sua casa. Sim, foi como num piscar de olho que rapidamente tudo aconteceu, aquele que antes estava cheio de dinheiro, agora, de uma hora para outra experimenta a extrema pobreza, assim, este jovem toca no profundo do seu desespero, afinal, além de perder os bens materiais, perdeu um bem maior, a dignidade de ser chamado filho. Mas, essa profunda reflexão o levou a tomar uma decisão: ir ao encontro do seu pai.  

 

Este jovem recuperou a sua dignidade de filho ao ser acolhido com abraços e beijos por seu pai. O pai dá uma resposta de amor incondicional ao filho, mostrando que a vida humana vale mais que os bens materiais. À atitude misericordiosa do pai simboliza a misericórdia divina.

 

 

Refletir a vida fundamentado na Misericórdia de Deus encontramos o sentido da vida…