{"id":3390,"date":"2014-04-19T04:00:42","date_gmt":"2014-04-19T07:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/?p=3390"},"modified":"2014-04-18T18:37:48","modified_gmt":"2014-04-18T21:37:48","slug":"maria-mae-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-mae-da-humanidade\/","title":{"rendered":"Maria: M\u00e3e da humanidade"},"content":{"rendered":"<p><strong>Papa Jo\u00e3o Paulo II ensina que Jesus Cristo entregou-nos a Virgem Maria como M\u00e3e de toda a humanidade.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2014\/04\/Maria-M\u00e3e-da-humanidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3391\" alt=\"Jo\u00e3o Paulo II ensina que Maria \u00e9 M\u00e3e da humanidade\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2014\/04\/Maria-M\u00e3e-da-humanidade-207x300.jpg\" width=\"207\" height=\"300\" \/><\/a>O <a title=\"Papa Jo\u00e3o Paulo II\" href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/index_po.htm\" target=\"_blank\">Papa Jo\u00e3o Paulo II<\/a>, na <a title=\"Papa Jo\u00e3o Paulo II, Audi\u00eancia de 23 de Abril de 1997.\" href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/audiences\/1997\/documents\/hf_jp-ii_aud_23041997_po.html\" target=\"_blank\">Audi\u00eancia de 23 de Abril de 1997<\/a>, se refere a Virgem Maria como M\u00e3e da humanidade. O Santo Padre inicia a sua reflex\u00e3o a partir destes vers\u00edculos do Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o: \u201cAo ver Sua m\u00e3e e junto dela o disc\u00edpulo que Ele amava, Jesus disse \u00e0 Sua m\u00e3e: &#8216;Mulher, eis a\u00ed o teu filho&#8217;. Depois disse ao disc\u00edpulo: &#8216;Eis a\u00ed a tua m\u00e3e&#8217;\u201d (Jo 19, 26-27). Esta \u00e9 uma \u201ccena de revela\u00e7\u00e3o\u201d, pois nela se revelam os profundos sentimentos de Cristo agonizante e cont\u00e9m uma grande riqueza de significados para a f\u00e9 e a espiritualidade crist\u00e3s. No final da Sua vida terrena, ao dirigir a palavra \u00e0 Sua M\u00e3e e ao disc\u00edpulo que Ele amava, Jesus Cristo crucificado estabelece uma nova rela\u00e7\u00e3o de amor entre Nossa Senhora e os crist\u00e3os.<!--more Continue lendo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"http:\/\/feedburner.google.com\/fb\/a\/mailverify?uri=TodoDeMaria\">Receba o conte\u00fado deste blog gratuitamente em seu e-mail.<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Estas palavras do Evangelho de Jo\u00e3o (cf. Jo 19, 26-27) s\u00e3o \u00e0s vezes interpretadas unicamente como manifesta\u00e7\u00e3o da piedade filial de Jesus para com a Sua M\u00e3e, que \u00e9 confiada ao disc\u00edpulo amado. Todavia, essas express\u00f5es v\u00e3o muito al\u00e9m da necessidade de resolver um problema de fam\u00edlia. A reflex\u00e3o atenta do texto b\u00edblico, da dupla entrega de Jesus, confirmada pela interpreta\u00e7\u00e3o de muitos Padres da Igreja e pelo senso de f\u00e9 dos crist\u00e3os, coloca-nos diante de um dos fatos mais importantes para compreender o papel da Virgem Maria no des\u00edgnio da salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas palavras de Jesus na Cruz, na verdade, \u201crevelam que o Seu primeiro intento n\u00e3o \u00e9 o de confiar a M\u00e3e a Jo\u00e3o, mas de entregar o disc\u00edpulo a Maria, atribuindo-lhe uma nova miss\u00e3o materna\u201d. Ao chamar Nossa Senhora de \u201cMulher\u201d (Jo 19, 26), como fez Jesus tamb\u00e9m nas bodas de Can\u00e1 (cf. Jo 2, 4), o Filho quer conduzir Maria para uma nova dimens\u00e3o do seu ser M\u00e3e. Ao dirigir-se dessa forma a Sant\u00edssima Virgem, as palavras do Filho de Deus mostram-nos que estas n\u00e3o s\u00e3o fruto de um simples sentimento de afeto para com sua M\u00e3e, mas t\u00eam em vista colocar-se num plano mais elevado.<\/p>\n<p>Estas palavras de Jesus na Cruz assumem o seu significado mais aut\u00eantico no interior da Sua miss\u00e3o de Salvador dos homens. Pronunciadas no momento do sacrif\u00edcio redentor de Cristo, estas palavras adquirem desta circunst\u00e2ncia sublime o seu valor mais alto. O Evangelista Jo\u00e3o, logo depois das express\u00f5es de Jesus a Sua M\u00e3e (cf. Jo 19, 26), diz estas palavras de significado muito forte: \u201cJesus, sabendo que tudo estava consumado&#8230;\u201d (Jo 19, 28). Com estas palavras, Jo\u00e3o est\u00e1 \u201cquase a querer ressaltar que Ele levou a termo o Seu sacrif\u00edcio com a entrega da M\u00e3e a Jo\u00e3o e, nele, a todos os homens, dos quais ela se torna M\u00e3e na obra da salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o Paulo II, \u201ca realidade posta em ato pelas palavras de Jesus, isto \u00e9, a nova maternidade de Maria em rela\u00e7\u00e3o ao Disc\u00edpulo, constitui um ulterior sinal do grande amor, que levou Jesus a oferecer a vida por todos os homens. No Calv\u00e1rio esse amor manifesta-se ao dar uma m\u00e3e, a Sua, que se torna assim tamb\u00e9m a nossa m\u00e3e\u201d. Lembremos que, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o \u00e9 aquele disc\u00edpulo que a Virgem Sant\u00edssima reconheceu como o seu filho, mas esse privil\u00e9gio foi interpretado desde o in\u00edcio pelo povo crist\u00e3o como sinal de uma gera\u00e7\u00e3o espiritual que se refere \u00e0 toda a humanidade.<\/p>\n<p>A maternidade universal de Nossa Senhora, a \u201cMulher\u201d das bodas de Can\u00e1 e do Calv\u00e1rio (cf. Jo 2, 4; 19, 26), nos recorda Eva, a \u201cm\u00e3e de todos os viventes\u201d (Gn 3, 20). Todavia, enquanto Eva contribuiu para a entrada do pecado no mundo (cf. Gn 3, 1-8), a nova Eva, a Virgem Maria, coopera para o evento salv\u00edfico da Reden\u00e7\u00e3o da humanidade (cf. Lc 1, 26-38). Na M\u00e3e de Jesus, a figura da \u201cmulher\u201d \u00e9 reabilitada e a maternidade assume a tarefa de difundir entre os homens a vida nova em Cristo.<\/p>\n<p>Em vista dessa miss\u00e3o materna, a Maria \u00e9 pedido o sacrif\u00edcio, para Ela muito doloroso, de aceitar a morte do seu Filho Unig\u00eanito. A express\u00e3o de Jesus: \u201cMulher, eis a\u00ed o teu filho\u201d (Jo 19, 26), permite a Virgem Maria intuir a nova rela\u00e7\u00e3o materna que prolongaria e ampliaria a anterior sobre Jesus. O seu \u201csim\u201d ao des\u00edgnio da salva\u00e7\u00e3o da humanidade (cf. Lc 1, 38) \u00e9 uma aprova\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio de Cristo, que a Virgem de Nazar\u00e9 aceita generosamente na ades\u00e3o \u00e0 vontade divina. \u201cAinda que no des\u00edgnio de Deus a maternidade de Maria se destinasse, desde o in\u00edcio, a estender-se \u00e0 humanidade inteira, s\u00f3 no Calv\u00e1rio, em virtude do sacrif\u00edcio de Cristo, ela se manifesta na sua dimens\u00e3o universal\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, as palavras de Jesus na Cruz: \u201cEis a\u00ed o teu filho\u201d (Jo 19, 26), \u201crealizam aquilo que exprimem, constituindo Maria m\u00e3e de Jo\u00e3o e de todos os disc\u00edpulos destinados a receber o dom da Gra\u00e7a divina\u201d. Na Cruz, Jesus n\u00e3o proclamou de modo formal a maternidade universal de Maria, mas instaurou uma concreta rela\u00e7\u00e3o materna entre Ela e o Disc\u00edpulo Amado. \u201cNesta escolha do Senhor pode-se divisar a preocupa\u00e7\u00e3o de que essa maternidade n\u00e3o seja interpretada em sentido vago, mas indique a intensa e pessoal rela\u00e7\u00e3o de Maria com cada um dos crist\u00e3os\u201d. Que cada um de n\u00f3s, por causa da concretitude da maternidade universal da Virgem Maria, reconhe\u00e7amos plenamente na M\u00e3e de Jesus a nossa pr\u00f3pria M\u00e3e, entregando-nos com confian\u00e7a ao seu amor materno. Nossa Senhora, M\u00e3e da Igreja, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Jo\u00e3o Paulo II ensina que Jesus Cristo entregou-nos a Virgem Maria como M\u00e3e de toda a humanidade. 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