{"id":8172,"date":"2018-01-12T03:00:47","date_gmt":"2018-01-12T05:00:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/?p=8172"},"modified":"2018-01-11T23:43:11","modified_gmt":"2018-01-12T01:43:11","slug":"a-sagrada-familia-na-vida-cotidiana-de-nazare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/a-sagrada-familia-na-vida-cotidiana-de-nazare\/","title":{"rendered":"A Sagrada Fam\u00edlia na vida cotidiana de Nazar\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><b>Meditemos sobre a obscuridade, a monotonia e as dificuldades na vida cotidiana da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Ap\u00f3s a alegre e luminosa festa de Natal, ap\u00f3s a festa da Epifania, em que a luz brilha ao longe, com a adora\u00e7\u00e3o dos Magos que mostra \u00e0 Sant\u00edssima Virgem e a S\u00e3o Jos\u00e9 o que deve ser seu Filho; ap\u00f3s tamb\u00e9m a festa da Apresenta\u00e7\u00e3o no Templo, marcada pelas predi\u00e7\u00f5es de Sime\u00e3o e da profetisa Ana, eis que a Sagrada Fam\u00edlia se lan\u00e7a na sombra.<\/p>\n<div id=\"attachment_8174\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/a-sagrada-familia-na-vida-cotidiana-de-nazare.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8174\" class=\"size-full wp-image-8174\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/a-sagrada-familia-na-vida-cotidiana-de-nazare.jpg\" alt=\"Meditemos sobre a obscuridade, a monotonia e as dificuldades na vida cotidiana da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9.\" width=\"600\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/a-sagrada-familia-na-vida-cotidiana-de-nazare.jpg 600w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/a-sagrada-familia-na-vida-cotidiana-de-nazare-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8174\" class=\"wp-caption-text\">S\u00e3o Jos\u00e9, o Menino Jesus e a Virgem Maria.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left\">Maria e Jos\u00e9 est\u00e3o agora munidos de uma luz suficiente para avan\u00e7ar no caminho tra\u00e7ado pela Provid\u00eancia, para realizar o des\u00edgnio de Deus. Ei-los a caminho de Nazar\u00e9, esta cidadezinha desprezada em que a Sagrada Fam\u00edlia vai viver durante longos anos, uma vida inteiramente ordin\u00e1ria: eles desaparecem.<!--more Continue lendo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"http:\/\/feedburner.google.com\/fb\/a\/mailverify?uri=TodoDeMaria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inscreva-se e receba o conte\u00fado deste blog gratuitamente em seu e-mail.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>O caminho da obscuridade na vida da Sagrada Fam\u00edlia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Eis o caminho das realiza\u00e7\u00f5es: o da humildade, de obscuridade. Sim, eles est\u00e3o munidos de luz, est\u00e3o munidos de gra\u00e7as; mas, embora guardem a lembran\u00e7a dessas gra\u00e7as, n\u00e3o t\u00eam mais delas a experi\u00eancia atual. V\u00e3o a Nazar\u00e9 para viver a vida ordin\u00e1ria, mergulhar no mist\u00e9rio, na obscuridade, como aquele viajante que, \u00e0 tarde, deixa a casa iluminada: ap\u00f3s ter aberto a porta, sai na noite, para empreender sua viagem, sob a chuva, sob a tempestade talvez. \u00c9 nessas condi\u00e7\u00f5es que ele vai viajar e chegar ao fim: assim \u00e9 com a Sagrada Fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Ei-los na obscuridade, obscuridade do exterior, pois n\u00e3o s\u00e3o conhecidos; n\u00e3o h\u00e1 mais cantos dos anjos, nem estrela que brilha sobre a casa de Bel\u00e9m, nem reis magos. N\u00e3o h\u00e1 mais do que uma pobre casa, provavelmente escavada no rochedo da colina de Nazar\u00e9. L\u00e1 est\u00e1 a vida ordin\u00e1ria. Jos\u00e9 preenche seu papel de pai nutr\u00edcio, oper\u00e1rio. Ele ser\u00e1 um dos oper\u00e1rios da cidade, que se vem procurar para os humildes trabalhos. A Virgem Maria \u00e9 uma mulher, uma m\u00e3e de fam\u00edlia; ela tem um Filho que \u00e9 certamente precioso. Mas esse Jesus, cuja divindade ela penetrou e cuja miss\u00e3o ela conhece, agora \u00e9 uma criancinha que se desenvolve como as outras, que cresce em sabedoria e estatura&#8230; \u00c9 poss\u00edvel para o Filho de Deus, para o Verbo encarnado, crescer assim? \u00c9 por esse caminho de obscuridade, esse caminho ordin\u00e1rio, \u2013 pois \u00e9 exteriormente um menino comum \u2013 que ele vai se tornar o grande Rei anunciado e que vai realizar sua miss\u00e3o? Sua divindade envolve-se de obscuridade; tudo \u00e9 obscuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A Virgem Maria e S\u00e3o Jos\u00e9, que conservaram todas as palavras e guardaram uma lembran\u00e7a profunda de todos os acontecimentos, n\u00e3o compreendem, isso lhes est\u00e1 oculto. Sim, \u00e9 na noite que eles avan\u00e7am. O que ser\u00e1 o futuro? O que ser\u00e1 Jesus? Qual ser\u00e1 sua sorte? A Virgem Maria sabe somente que ela sofrer\u00e1&#8230;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[1]<\/span><\/a> Como vai participar da miss\u00e3o de seu Filho? O que vai acontecer com ela? O que ser\u00e1 de S\u00e3o Jos\u00e9? Eles n\u00e3o sabem nada. <i>Verbum absconditum<\/i>, o Verbo est\u00e1 escondido&#8230; \u00c9 a noite, a obscuridade: \u00e9 assim que eles caminham, \u00e9 assim que avan\u00e7am.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">As preocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias aumentam a obscuridade. \u00c9 a monotonia da vida ordin\u00e1ria, com todos os seus cuidados e problemas, que a Provid\u00eancia n\u00e3o resolve, mas que ser\u00e1 resolvida pela afei\u00e7\u00e3o paternal de Jos\u00e9, seu trabalho e tamb\u00e9m bondade maternal e doce da Virgem Maria. Obscuridade completa: ao redor deles, n\u00e3o se sabe, n\u00e3o se compreende. Como \u00e9 que Israel n\u00e3o conhece aquele que lhe foi enviado, sobretudo ap\u00f3s as manifesta\u00e7\u00f5es que marcaram sua vinda \u00e0 terra? Tudo isso est\u00e1 na sombra, n\u00e3o se sabe nada. Jos\u00e9 \u00e9 um artes\u00e3o, Maria \u00e9 sua esposa, Jesus \u00e9 seu filho, eis tudo o que se sabe, eis tudo o que se diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>A vida ordin\u00e1ria de Nazar\u00e9 e a obscuridade da f\u00e9<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A rotina da vida ordin\u00e1ria envolve tudo: parece que toda luz foi naufragada na obscuridade, como o sol poente parece sepultar-se no oceano e nas nuvens do horizonte. N\u00e3o h\u00e1 mais nada: eis a vida ordin\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No entanto, a Santa Igreja nos faz festejar esta vida ordin\u00e1ria. Ela nos d\u00e1 a Sagrada Fam\u00edlia em sua vida ordin\u00e1ria como modelo, porque, em certa medida, d\u00e1-se o mesmo para n\u00f3s. N\u00f3s tivemos nossa luz para partir, tivemos nosso apelo, n\u00f3s o experimentamos. Deus n\u00e3o nos tra\u00e7ou detalhes para o caminho, mas ele nos fixou o fim e indicou o caminho. N\u00f3s recebemos essa luz de Deus na alegria, no entusiasmo, com promessas de fidelidade, de dom de n\u00f3s mesmos. E, de repente, ou quase imediatamente, eis-nos na monotonia da vida ordin\u00e1ria. Esta grande voca\u00e7\u00e3o, este ideal, ei-los sepultados, por assim dizer, nos acontecimentos cotidianos, nas dificuldades banais, nos contatos \u00e0s vezes penosos, com os outros, no trabalho cotidiano, que exige um esfor\u00e7o sustentado. Parece que n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Como ent\u00e3o realizar o nosso ideal? Como essa luz de Deus que nos foi dada vai verdadeiramente ser realizada para n\u00f3s? N\u00f3s n\u00e3o sabemos: \u00e9 a monotonia da vida ordin\u00e1ria de Nazar\u00e9. \u00c9 o tempo das realiza\u00e7\u00f5es: realiza\u00e7\u00f5es do trabalho cotidiano, do trabalho humano intelectual ou material. \u00c9 a hora dos contatos com os outros, a hora da vida simples. O que fazer? E por que isso? Para que n\u00f3s provemos nossa boa vontade. A boa vontade e a fidelidade, o dom de si, que n\u00f3s realizamos sob a luz de Deus, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para Deus. Ele quer que as realizemos nessa vida ordin\u00e1ria, na obscuridade da f\u00e9. Ele quer que a lembran\u00e7a das gra\u00e7as recebidas sejam suficientes para nossa fidelidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A fidelidade que Jesus pede \u00e9 primeiro a fidelidade da f\u00e9: \u00e9 preciso crer. E preciso crer no que ele nos disse, sem esperar nem penetrar todo o sentido. \u00c9 preciso crer que \u00e9 Deus que nos falou e que Ele tem um des\u00edgnio sobre n\u00f3s. \u00c9 preciso que nos retenhamos essa palavra, sem compreend\u00ea-la nem penetr\u00e1-la, e que n\u00f3s fiquemos fi\u00e9is; que, atrav\u00e9s de tudo, n\u00f3s creiamos em Deus, em seu chamado, em seu des\u00edgnio, em sua vontade. \u00c9 preciso que n\u00f3s creiamos nessas realidades que o resplendor da luz nos permitiu entrever por um instante.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A Virgem Maria se submerge no mist\u00e9rio de Cristo. Sim, \u00e9 bem seu Filho, \u00e9 bem o Filho de Deus, o Rei que foi anunciado; \u00e9 bem aquele que ela concebeu por opera\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, aquele que deve se tornar o Salvador do mundo. Tudo isso \u00e9 verdade, apesar das apar\u00eancias, apesar das obscuridades que a envolve, apesar das aparentes impossibilidades para a realiza\u00e7\u00e3o do plano de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>A fidelidade da f\u00e9 na realiza\u00e7\u00e3o dos des\u00edgnios de Deus<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Fidelidade da f\u00e9, do olhar de f\u00e9, nessa obscuridade que envolve tudo: n\u00f3s mesmos e o des\u00edgnio de Deus, todas as realidades sobrenaturais que entrevimos. Fidelidade da f\u00e9 que cr\u00ea nessas realidades: isso \u00e9 a f\u00e9. H\u00e1 superf\u00edcies arg\u00eanteas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[2]<\/span><\/a> que brilham \u00e0s vezes, depois sua claridade se eclipsa, tamb\u00e9m ela: mas que elas brilhem ou que, ao contr\u00e1rio, seu clar\u00e3o se apague, h\u00e1 sempre o ouro de sua subst\u00e2ncia. H\u00e1 sempre o que Deus colocou no interior: sua luz, seu mist\u00e9rio, Deus mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Em Nazar\u00e9, Jesus \u00e9 Deus, Ele \u00e9 o Filho de Deus, o Verbo, encarnado. Maria \u00e9 sempre a Virgem, Imaculada, M\u00e3e de Deus e M\u00e3e da Igreja; Jos\u00e9 \u00e9 sempre o santo incompar\u00e1vel, o pai nutr\u00edcio. O que importa a obscuridade? O ouro da subst\u00e2ncia permanece. Para n\u00f3s tamb\u00e9m, o que importa a obscuridade que envolve o mist\u00e9rio de nossa voca\u00e7\u00e3o e de sua realiza\u00e7\u00e3o nas dificuldades cotidianas, obscuridade que tudo parece tornar mais espessa em certos momentos? A palavra de Deus permanece. O Verbo de Deus \u00e9 cheio de luz e de gra\u00e7a; Ele se envolve de mist\u00e9rio, mas \u00e9 sempre o mesmo, traz seu poder, sua fecundidade. Ele realizar\u00e1 o que disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00c9 preciso que creiamos, sobre o plano geral como no dom\u00ednio particular de nossa alma e de nossa voca\u00e7\u00e3o. O que nos foi dito, o que nos foi pedido, o que nos foi prometido, o ideal que Deus nos fez entrever, isso se realizar\u00e1. Sob que condi\u00e7\u00e3o? A de que n\u00f3s creiamos nisso, de que, na obscuridade cotidiana e nas impossibilidades aparentes, n\u00f3s demos a fidelidade de nossa f\u00e9; atrav\u00e9s de tudo, o olhar de nossa f\u00e9 seja fiel, penetrante, constante.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>A Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9 e a humildade do amor<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A esta fidelidade da f\u00e9 que cr\u00ea, que, atrav\u00e9s de tudo, descobre o que lhe foi mostrado e a\u00ed adere, acrescentam-se o esfor\u00e7o e a fidelidade cotidianos, comandados pela caridade e impregnados do amor. N\u00e3o somente cremos nessas realidades, n\u00f3s cremos que Deus est\u00e1 l\u00e1 e que Ele nos falou, mas n\u00f3s queremos ficar fi\u00e9is e fazer tudo o que exige a realiza\u00e7\u00e3o desse ideal, a ascens\u00e3o para esses cumes. N\u00f3s o faremos, por mais dura que seja a marcha, por maiores que sejam as dificuldades, n\u00f3s o faremos com amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">N\u00f3s amaremos, trabalhando com um amor que deve crescer \u00e0 medida que a dificuldade aumenta. \u00c9 esse perfume de amor que agrada a Deus. O perfume de amor que colocaremos em todas as coisas, nas menorzinhas, sobretudo da vida di\u00e1ria, se une ao sopro do amor de Deus em nossa alma. \u00c9 nosso amor, esse humilde amor, esse pobre amor que, unindo-se ao amor de Deus, realizar\u00e1 as grandes coisas que nos foram prometidas, a voca\u00e7\u00e3o que n\u00f3s entrevimos. Amor que n\u00f3s colocamos em nosso trabalho, amor que n\u00f3s colocamos em nossas rela\u00e7\u00f5es com o pr\u00f3ximo, tendo, segundo a palavra do Ap\u00f3stolo, \u201centranhas de miseric\u00f3rdia\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[3]<\/span><\/a>, de caridade, como a Virgem Maria. Amor que n\u00f3s colocamos na ora\u00e7\u00e3o: o ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo nos diz ainda para cantar os salmos e rezar continuamente (cf. Cl 3, 16). Nosso amor se exprimir\u00e1 nesse canto, nessa ora\u00e7\u00e3o, da manh\u00e3, da tarde, do dia, como fazia a Virgem Maria, a Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9; como fazia o Menino Jesus: Ele ia \u00e0 sinagoga e rezava; Ele rezava continuamente. Eis o que Deus espera de n\u00f3s eis como se realiza a santidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Isso exigir\u00e1 evidentemente um esfor\u00e7o violento: s\u00f3 os violentos chegam \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o (cf. Lc 16, 16). O Reino de Deus exige viol\u00eancia e for\u00e7a; o esfor\u00e7o a empregar, as dificuldades t\u00e3o numerosas e t\u00e3o duras, v\u00e3o talvez nos atemorizar; fazer-nos crer na impossibilidade: n\u00e3o \u00e9 assim. Por que medir a dificuldade do amanh\u00e3? Abracemos cada dia simplesmente, o trabalho que nos \u00e9 pedido, humildemente, pacificamente. O amor do qual teremos necessidade amanh\u00e3, mesmo se deve exigir um esfor\u00e7o violento, um esfor\u00e7o heroico, nos ser\u00e1 dado no momento, nos vir\u00e1 de Deus. Eis a vida da Sagrada Fam\u00edlia em Nazar\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>A realiza\u00e7\u00e3o dos des\u00edgnios de Deus na monotonia da vida ordin\u00e1ria<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A santa Igreja coloca hoje em relevo um acontecimento; nessa monotonia da vida cotidiana, h\u00e1, no entanto, alguns acontecimentos como a viagem a Jerusal\u00e9m com o Menino Jesus<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[4]<\/span><\/a>. O que significa esse acontecimento? \u00c9 uma manifesta\u00e7\u00e3o do Cristo, que vem, de alguma maneira, rasgar a obscuridade da noite, como uma luz na qual Maria e Jos\u00e9 descobrem de novo o que h\u00e1 no seu Cristo. Mas tudo isso aparece no sofrimento: perderam Jesus, sofreram muito. E esta luz que lhes descobriu a ci\u00eancia de Jesus, que lhes mostrou como Ele dominava os doutores de Israel, cai, no entanto, na noite. Ele reclama agora sua independ\u00eancia: \u00e9 preciso que eu esteja \u201cnas coisas de meu Pai\u201d, Ele reclama os seus direitos, sua liberdade para preencher a tarefa que lhe foi dada; qual? N\u00e3o se sabe&#8230; <i>Verbum absconditum<\/i>, ainda, claridade na noite que parece tornar esta mais escura e mais dolorosa; e eles voltam para Nazar\u00e9, sem ter compreendido.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Eis a vida di\u00e1ria, na obscuridade, as dificuldades, a monotonia; a obscuridade que comanda a f\u00e9, dificuldades e monotonia que exigem um esfor\u00e7o perseverante. Eis a vida de Nazar\u00e9, aquela que n\u00f3s todos devemos viver; eis a prova\u00e7\u00e3o desta terra. Qualquer que seja nossa miss\u00e3o, qualquer que seja a grandeza dos des\u00edgnios de Deus sobre nossa alma, \u00e9 desta maneira que n\u00f3s a realizaremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Hoje, aproximemo-nos de S\u00e3o Jos\u00e9, da Virgem Maria e do Menino Jesus, nessa monotonia da vida ordin\u00e1ria. Pe\u00e7amos-lhes simplesmente, humilde e ardentemente, que nos fa\u00e7am compreender o sentido dessa prova\u00e7\u00e3o; pe\u00e7amos-lhes que nos fa\u00e7am aceitar, a fim de que caminhemos sobre suas pegadas, que sejamos fi\u00e9is como eles foram. Que eles nos deem sua f\u00e9, que nos deem seu amor humilde, seu humilde e possante amor, a fim de que possamos realizar como eles realizaram, para a gl\u00f3ria de Deus e nossa santifica\u00e7\u00e3o pessoal, para o bem das almas e da Igreja.<\/p>\n<p>Fonte: FREI MARIA-EUG\u00caNIO DO MENINO JESUS.&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.paulus.com.br\/loja\/virgem-maria-mae-em-plenitude_p_738.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Virgem Maria: M\u00e3e em plenitude<\/a>, p. 89-96.<\/p>\n<p><strong>Links relacionados:<\/strong><\/p>\n<p>PADRE PAULO RICARDO.&nbsp;<a href=\"https:\/\/padrepauloricardo.org\/episodios\/a-familia-escola-da-virtude\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A fam\u00edlia, escola da virtude<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-e-jose-no-misterio-do-natal-de-jesus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria e Jos\u00e9 no mist\u00e9rio do Natal de Jesus<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/o-misterio-da-perda-e-do-encontro-de-jesus-no-templo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O mist\u00e9rio da perda e do encontro de Jesus no Templo<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/uma-meditacao-sobre-a-epifania-do-senhor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma medita\u00e7\u00e3o sobre a Epifania do Senhor<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"250\"\/>\n<div id=\"ftn1\" dir=\"ltr\" style=\"text-align: left\">\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[1]<\/span><\/a>&nbsp; Cf. a palavra de Sime\u00e3o em Lc 2,35.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[2]<\/span><\/a>&nbsp; Cf. S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, C\u00e2ntico Espiritual, can\u00e7\u00e3o XII, 4.<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[3]<\/span><\/a>&nbsp; Cl 3, 12-17 (Primeira leitura do dia para a festa da Sagrada Fam\u00edlia).<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\">[4]<\/span><\/a>&nbsp; Cf. Lc 2, 41-52 (Evangelho do dia).<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meditemos sobre a obscuridade, a monotonia e as dificuldades na vida cotidiana da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9. 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