{"id":8244,"date":"2018-01-31T03:00:57","date_gmt":"2018-01-31T05:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/?p=8244"},"modified":"2018-01-30T10:25:08","modified_gmt":"2018-01-30T12:25:08","slug":"um-sonho-de-dom-bosco-e-o-auxilio-de-nossa-senhora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/um-sonho-de-dom-bosco-e-o-auxilio-de-nossa-senhora\/","title":{"rendered":"Um sonho de Dom Bosco e o aux\u00edlio de Nossa Senhora"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><b>Conhe\u00e7amos um sonho de S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco, que nos revela a import\u00e2ncia do aux\u00edlio de Nossa Senhora, especialmente em meio \u00e0s dificuldades e aos sofrimentos.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Sonhei que todos os meninos do orat\u00f3rio estavam brincando alegremente num campo muito extenso. Eis que, de repente, dos confins daquela plan\u00edcie, as \u00e1guas de uma inunda\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a crescer para n\u00f3s, rodeando de todos os lados. O rio P\u00f3 tinha transbordado de suas margens rolavam torrentes que se avolumavam impetuosas. Apavorados, fugimos todos para um grande moinho que se via ao longe, afastado das demais habita\u00e7\u00f5es. Protegia-o uma muralha espessa como a de uma fortaleza; eu me detive no p\u00e1tio interno, no meio dos meus alunos consternados. Mas, como as \u00e1guas come\u00e7assem a subir, fomos obrigados a refugiar-nos dentro de casa e a subir depois para o andar superior.<a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/um-sonho-de-dom-bosco-e-o-auxilio-de-nossa-senhora2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8248 aligncenter\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/um-sonho-de-dom-bosco-e-o-auxilio-de-nossa-senhora2.jpg\" alt=\"Conhe\u00e7amos um sonho de S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco, que nos revela a import\u00e2ncia do aux\u00edlio de Nossa Senhora, especialmente em meio \u00e0s dificuldades e aos sofrimentos.\" width=\"600\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/um-sonho-de-dom-bosco-e-o-auxilio-de-nossa-senhora2.jpg 600w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/01\/um-sonho-de-dom-bosco-e-o-auxilio-de-nossa-senhora2-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Olhando pelas janelas, via-se toda a extens\u00e3o do desastre. Da colina de Superga at\u00e9 aos Alpes, em vez de prados, campos cultivados, hortas, bosques, casas, aldeias e cidades, nada mais se via do que a superf\u00edcie de um lago imenso. \u00c0 medida que as \u00e1guas subiam, \u00edamos galgando o andar superior. Perdida enfim toda esperan\u00e7a humana, comecei a animar meus jovens, dizendo-lhes que se colocassem todos, com absoluta confian\u00e7a, nas m\u00e3os de Deus e se abandonassem nos bra\u00e7os de Nossa Senhora, nossa M\u00e3e querida.<!--more Continue lendo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"http:\/\/feedburner.google.com\/fb\/a\/mailverify?uri=TodoDeMaria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inscreva-se e receba o conte\u00fado deste blog gratuitamente em seu e-mail.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>A inunda\u00e7\u00e3o e a embarca\u00e7\u00e3o salvadora<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Mas, a \u00e1gua j\u00e1 tinha chegado quase ao n\u00edvel do \u00faltimo andar. O pavor foi geral. N\u00e3o v\u00edamos outro recurso sen\u00e3o recolhermo-nos a uma enorme jangada em forma de navio, que naquele instante apareceu flutuando junto de n\u00f3s. Com a respira\u00e7\u00e3o ofegante, cada um queria ser o primeiro a refugiar-se naquela embarca\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m, por\u00e9m, ousava faz\u00ea-lo porque n\u00e3o era poss\u00edvel aproximar-se a barca da casa: uma parede emergia um pouco mais acima do n\u00edvel das \u00e1guas. Para passar, havia apenas um tronco de \u00e1rvore, comprido e estreito. Arriscar-se era dif\u00edcil e perigoso, porque aquele tronco tinha uma extremidade apoiada na embarca\u00e7\u00e3o e movia-se, acompanhado de oscila\u00e7\u00f5es provocadas pelas ondas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Cobrando coragem, fui o primeiro a passar. Depois, para facilitar a passagem dos meninos, e para que se sentissem mais seguros, determinei que alguns cl\u00e9rigos e padres, do lado do moinho, ajudassem os que partiam, e outros, na jangada, dessem a m\u00e3o aos que chegavam. Mas era curioso! Passado pouco tempo, cl\u00e9rigos e padres se sentiam t\u00e3o esgotados que, ora um, ora outro, estavam a ponto de desfalecer; o mesmo acontecia com os que substitu\u00edam. Muito admirado, quis eu mesmo fazer a experi\u00eancia: fiquei logo t\u00e3o extenuado que n\u00e3o conseguia permanecer de p\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Entretanto, muitos jovens, impacientes, seja pelo temor de morte, seja pelo desejo de parecerem corajosos, tendo encontrado uma t\u00e1bua bastante comprida e um pouco mais larga que o tronco, improvisaram uma segunda ponte e, sem esperar o aux\u00edlio dos cl\u00e9rigos e dos padres, atiraram-se a ela. N\u00e3o queriam ouvir os meus gritos aflitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201cParem, parem, voc\u00eas v\u00e3o cair!\u201d, gritava eu. Aconteceu o que eu temia, porque muitos, ao serem empurrados ou por perderem o equil\u00edbrio, antes de alcan\u00e7ar a embarca\u00e7\u00e3o, ca\u00edram e foram tragados por aquelas \u00e1guas turvas e p\u00fatridas. Desapareceram. Aquela fr\u00e1gil ponte afundou tamb\u00e9m, arrastando consigo os que sobre ela estavam. Era t\u00e3o grande o n\u00famero desses infelizes, que uma quarta parte dos nossos jovens pereceram v\u00edtimas de seu capricho.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">At\u00e9 ent\u00e3o, eu estivera segurando a extremidade do tronco, enquanto os meninos passavam; foi quando percebi que a inunda\u00e7\u00e3o j\u00e1 ultrapassava aquela parede e pude conduzir a embarca\u00e7\u00e3o at\u00e9 o moinho. Encontrava-se l\u00e1 o padre Cagliero que, colocando um p\u00e9 no peitoril da janela e o outro na beirada da barca, foi dando a m\u00e3o aos meninos que estavam naquele quarto e fazendo-os passar par o lugar seguro, na jangada.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Quando j\u00e1 se achavam todos na embarca\u00e7\u00e3o, mas incertos ainda de escapar \u00e0quele perigo, assumi o comando e disse aos jovens:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201cNossa Senhora \u00e9 a Estrela do mar. N\u00e3o abandona quem nela confia: vamos nos colocar sob o seu manto; ela nos h\u00e1 de livrar dos perigos e nos conduzir\u00e1 a um porto seguro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>A confian\u00e7a no aux\u00edlio da Virgem Maria<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Abandonamos ent\u00e3o a nau ao sabor das ondas e, flutuando mansamente, ela se afastou daquele lugar. Mas, o \u00edmpeto do vento impelia-a com tal velocidade que nos abra\u00e7amos uns aos outros, formando um s\u00f3 corpo, para n\u00e3o cair. Tendo percorrido uma grande dist\u00e2ncia em tempo reduzid\u00edssimo, a barca p\u00f4s-se a girar em torno de si mesma, com extraordin\u00e1ria rapidez, de tal forma de tal forma que pensamos que fosse afundar. Um vento fort\u00edssimo, por\u00e9m, arrancou-a daquele redemoinho. Voltou a vagar normalmente e quando, ocasionalmente, se repetia o redemoinho, o vento salvador a impelia, at\u00e9 que foi parar perto de uma ribanceira enxuta, bonita, ampla, que parecia brotar como uma colina no meio do mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Muitos jovens ficaram encantados; diziam que Deus colocara o homem sobre a terra e n\u00e3o sobre as \u00e1guas e, sem pedir licen\u00e7a a ningu\u00e9m, deixaram a barca e subiram pela rampa, convidando ainda os outros a segui-los. A alegria durou pouco. Avolumaram-se as \u00e1guas, por um r\u00e1pido recrudescer da tempestade, invadiram as fraldas daquela ribanceira, subiram rapidamente, atingindo aqueles infelizes que soltavam gritos de desespero ao sentirem-se mergulhados at\u00e9 a cintura. Em breve desapareciam, tragados pelas ondas. Ent\u00e3o exclamei:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201c\u00c9 bem verdade que aquele que quer seguir sua pr\u00f3pria cabe\u00e7a paga com a pr\u00f3pria bolsa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A nau, entretanto, como um joguete abandonado \u00e0 f\u00faria da tempestade, a cada momento parecia ir ao fundo. Notei que os meus jovens estavam p\u00e1lidos e ofegantes. \u201cCoragem! \u2013 gritei-lhes \u2013 Nossa Senhora n\u00e3o nos h\u00e1 de abandonar\u201d. Ent\u00e3o, todos juntos, rezamos com fervor os atos de f\u00e9, de esperan\u00e7a, de caridade e de contri\u00e7\u00e3o; rezamos alguns Pais-nossos e Ave-Marias e uma Salve Rainha; em seguida, de joelhos, segurando-nos pelas m\u00e3os, cada um rezou outras ora\u00e7\u00f5es em particular. Entretanto, alguns insensatos, indiferentes ao perigo, como se nada o amea\u00e7asse, de p\u00e9, andando de um lado para outro, levavam a coisa em goza\u00e7\u00e3o, rindo em atitude suplicante de seus companheiros. Mas eis que, de repente, a embarca\u00e7\u00e3o para, gira sobre si mesma com incr\u00edvel rapidez, ao mesmo tempo um vento furioso atira nas ondas aqueles infelizes. Eram trinta. Como as \u00e1guas fossem profundas e lamacentas, mal mergulharam, desapareceram para sempre. N\u00f3s, entretanto, entoamos uma Salve Rainha e, como nunca, ent\u00e3o invocamos a Estrela do Mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>Os n\u00e1ufragos s\u00e3o salvos na nau da Virgem Maria<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Sobreveio a calma. Mas, a embarca\u00e7\u00e3o, como se fora um peixe, continuava a deslizar, sem que pud\u00e9ssemos saber aonde nos levava. Um variado trabalho de salvamento continuava, todavia. Fazia-se de tudo para impedir que os jovens ca\u00edssem nas \u00e1guas e para delas retirar ao que tombavam. \u00c9 que sempre havia alguns que se inclinavam demasiado sobre o parapeito baixo da jangada e ca\u00edam no lago. Havia tamb\u00e9m alguns descarados e maldosos que, atraindo os companheiros, empurravam-nos para faz\u00ea-los cair na \u00e1gua. Em vista disso, v\u00e1rios sacerdotes preparavam varas resistentes, linhas grossas e anz\u00f3is, distribuindo este material entre si; j\u00e1 alguns estavam a postos, com varas erguidas e os olhos fixos nas ondas, atentos aos gritos de socorro. Apenas ca\u00eda um jovem, as varas se abaixavam e o n\u00e1ufrago se agarrava \u00e0 linha, ou melhor, prendia o anzol na cinta ou nas roupas e era assim posto a salvo. Quanto a mim, encontrava-me ao p\u00e9 de um alto estandarte, fincado no centro da nau; cercavam-me muit\u00edssimos jovens, padres e cl\u00e9rigos, todos sob minhas ordens. Enquanto permaneciam d\u00f3ceis, obedecendo ao que eu dizia, tudo ia bem. Mas, eis que alguns come\u00e7aram a achar inc\u00f4moda aquela jangada, a recear a viagem, demasiado longa, a lamentar-se dos transtornos e perigos daquela travessia, a discutir sobre o lugar em que haver\u00edamos de aportar, a pensar de que modo poder\u00edamos encontrar outro ref\u00fagio, a iludir-se com a esperan\u00e7a de que n\u00e3o muito longe haveria terra onde encontrar um abrigo seguro; enfim, receavam que viessem em breve a faltar os v\u00edveres, discutiam entre si, recusavam-se a obedecer. Em v\u00e3o procurava eu dissuadi-los, empregando as melhores raz\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Eis sen\u00e3o quando aparecem outras embarca\u00e7\u00f5es; ao se aproximarem, notamos que tomavam outra dire\u00e7\u00e3o. Ao v\u00ea-las, aqueles jovens imprudentes deliberaram seguir os seus pr\u00f3prios caprichos, afastando-se de mim e governando-se por si mesmos. Lan\u00e7aram \u00e0s \u00e1guas algumas t\u00e1buas que estavam na nossa jangada e, avistando outras bem compridas que flutuavam a pouca dist\u00e2ncia, saltaram para elas, afastando-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es avistadas. Para mim a cena foi extremamente dolorosa; via aqueles infelizes correrem para a pr\u00f3pria ru\u00edna. Soprava o vento, o mar se encapelava: alguns foram logo ao fundo, tragados pelas ondas furiosas; outros iam de encontro a obst\u00e1culos que surgiam \u00e1 flor das \u00e1guas e submergiam; alguns conseguiram subir \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es que, entretanto, n\u00e3o tardaram a serem tragadas pelo abismo. A noite desceu tenebrosa; ouviram-se ao longe os gritos desesperados daqueles que pereciam. Naufragaram todos<i>. In mare mundi submergentur omnes illis quos non suscipit navis ista<\/i> (no mar do mundo, naufragar\u00e3o todos aqueles que n\u00e3o forem recolhidos por esta nau), isto \u00e9, a Nau de Maria Sant\u00edssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>O terr\u00edvel estreito, a fonte salutar e o aux\u00edlio de Nossa Senhora<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O n\u00famero dos meus queridos filhos tinha diminu\u00eddo muito; n\u00e3o obstante isto, continuando a confiar em Nossa Senhora, depois de uma noite inteira passada nas trevas, a nave entrou por um estreito muito apertado, de margens lamacentas onde, em meio a tufos de verduras, viam-se pedras lascadas, paus, ramos quebrados, restos de pranchas e antenas, ramos, escondendo animais repugnantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Foi ali que vimos, com horror e espanto, os pobres companheiros, perdidos ou que tinham desertado da nossa companhia. Depois de haverem naufragado, tinham sido arremessados pelas ondas \u00e0quela praia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Ent\u00e3o apontei a todos uma fonte da qual jorrava com abund\u00e2ncia \u00e1gua fresca e ferruginosa; todo aquele que nela ia banhar-se voltava curado e podia voltar para a barca. A maior parte daqueles infelizes obedeceram ao meu convite; alguns, por\u00e9m, recusaram-se. Eu ent\u00e3o, para cortar as delongas, voltei-me para os que se tinham restabelecido e instei para que me seguissem. Obedeceram resolutamente, retirando-se os monstros. Apenas pusemos os p\u00e9s na jangada, um vento forte impediu-a para a outra extremidade do estreito e vimo-nos novamente em meio a um oceano sem horizontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Lastimando a triste sorte e o fim lastim\u00e1vel dos nossos companheiros abandonados naquele horrendo lugar, come\u00e7amos a cantar: \u201cLouvemos Maria, Rainha gloriosa\u201d. Fizemo-lo em agradecimento \u00e0 nossa querida M\u00e3e do C\u00e9u, por nos ter ent\u00e3o protegido; no mesmo instante, a uma ordem dela, cessou a f\u00faria do vento e a nau come\u00e7ou a deslizar sobre as \u00e1guas pl\u00e1cidas, com incr\u00edvel facilidade. Dir-se-ia que, para mover-se, bastava o ligeiro impulso que lhe davam os jovens, brincando de remar com as m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Mas, eis que aparece no c\u00e9u um arco-\u00edris mais belo e de forma mais variada do que a aurora boreal. Passamos sobre ele e podemos ler a palavra MEDOUM, escrita com grande letra, e cujo significado n\u00e3o chegamos a compreender. Pareceu-me, entretanto, que cada letra fosse a inicial das seguintes palavras<i>: Mater Et Domina Omnis Universi Maria<\/i> ( M\u00e3e e Senhora de todo o universo \u00e9 Maria).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Depois de um longo trecho de viagem, eis que no horizonte distante avistamos uma nesga de terra. \u00c0 medida que nos aproxim\u00e1vamos, batia-nos o cora\u00e7\u00e3o de incontida alegria. Era uma terra encantadora, coberta de bosques com toda qualidade de \u00e1rvores. Parecia-nos ainda mais sedutora porque ia sendo iluminada pelo sol que nascia por detr\u00e1s das colinas. Era uma luz que brilhava suave e penetrante, deixando uma impress\u00e3o de repouso e de paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Afinal, depois de ter deslizado sobre a praia, a jangada parou em lugar enxuto, defronte de um vinhedo lind\u00edssimo. Era enorme o desejo dos jovens de penetrar por aquele vinhedo. Alguns, mais afoitos e curiosos, de um salto estavam na praia. Mas tinham apenas dado alguns passos quando, recordando-se da sorte infeliz dos que se haviam encantado com a ribanceira encontrada no meio do oceano, voltaram apressados para a barca.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Todos os olhos estavam voltados para mim e podia-se ler na fronte de todos a pergunta:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201cDom Bosco, j\u00e1 \u00e9 tempo de descer e ficar aqui?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Refleti um pouco e depois lhes disse: \u201cVamos descer: \u00e9 o momento certo: agora estamos seguros!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Foi um grito un\u00e2nime de alegria! Esfregando as m\u00e3os de contente, entraram todos no vinhedo, todo ele plantado com esmero. Dos ramos pendiam cachos de uvas semelhantes aos da terra da promiss\u00e3o; os galhos das \u00e1rvores ofereciam toda qualidade de fruta, cujo sabor excedia tudo o que se possa imaginar. Bem no meio do vinhedo eleva-se um castelo rodeado por lind\u00edssimo jardim e protegido por uma alta muralha.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Dirigimos para l\u00e1 nossos passos, desejosos de visit\u00e1-lo, e tivemos franqueada a entrada. Est\u00e1vamos cansados, com fome, e eis que deparamos com uma grande sala, ornamentada de ouro fino, tendo no centro uma mesa coberta das mais finas iguarias. Cada um pode servir-se livremente. Acab\u00e1vamos a refei\u00e7\u00e3o quando entrou na sala um jovem de apar\u00eancia nobre, vestido ricamente. Era extraordinariamente belo. Com maneiras afetuosas, tratou-nos familiarmente, chamando cada um pelo pr\u00f3prio nome. Percebendo que est\u00e1vamos maravilhados com sua beleza e com tudo mais que t\u00ednhamos visto, explicou: \u201cIsto ainda n\u00e3o \u00e9 nada; venham ver\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>O maravilhoso castelo com a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Seguimos lhe os passos e, dos balc\u00f5es, fez-nos contemplar os jardins, dizendo que estavam a nossa disposi\u00e7\u00e3o, para nossas recrea\u00e7\u00f5es. Conduziu-nos depois de sala em sala, cada qual mais bonita, pela arquitetura, colunatas e ornatos de toda esp\u00e9cie. Abrindo depois uma porta que dava para a capela, convidou-nos a entrar. Por fora, a capela parecia pequena, mas, apenas transpusemos lhe os umbrais, percebemos que era t\u00e3o extensa que mal se podia ver quem estivesse na outra extremidade. O pavimento, as paredes, as ab\u00f3badas eram ornamentadas e enriquecidas com arte admir\u00e1vel. Por toda parte m\u00e1rmores finos, ouro prata, pedras preciosas. Maravilhado, exclamei: \u201cMas isto \u00e9 uma beleza paradis\u00edaca: proponho que fiquemos aqui para sempre!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No meio do templo, sobre rico pedestal, estava uma magn\u00edfica imagem de Nossa Senhora Auxiliadora. Chamei ent\u00e3o os meninos, que estavam espalhados contemplando toda aquela beleza, e nos reunimos todos (uma multid\u00e3o) diante daquela imagem para agradecer a Nossa Senhora tantos favores que nos concedera. De repente, ela pareceu animar-se, sorriu. Um fr\u00eamito de como\u00e7\u00e3o perpassou pela multid\u00e3o: \u201cNossa Senhora move os olhos!\u201d, exclamaram alguns. Era verdade: Maria Sant\u00edssima, com inef\u00e1vel bondade, volvia os olhos maternos para aqueles jovens. Pouco depois, outro brado escapou do peito de todos: \u201cNossa Senhora move as m\u00e3os!\u201d. Realmente, com gesto lento, Ela ia abrindo os bra\u00e7os, estendendo o manto, como se quisesse recolher todos sob ele. Era t\u00e3o grande a como\u00e7\u00e3o, que l\u00e1grimas corriam pelas nossas faces. \u201cNossa Senhora move os l\u00e1bios!\u201d, exclamaram alguns. Seguiu-se um sil\u00eancio profundo. A m\u00e3e de Deus, abrindo a boca, com voz argentina, suav\u00edssima, dizia-nos:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201cSe voc\u00eas forem para mim filhos devotos, eu serei para voc\u00eas M\u00e3e Piedosa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A estas palavras ca\u00edmos todos de joelhos, entoando o canto: \u201cLouvemos Maria, Rainha gloriosa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Esta harmonia era ao mesmo tempo t\u00e3o forte e suave que, vencido por ela, despertei. Terminou assim a vis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>Pontos para reflex\u00e3o e discuss\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201cCoragem, Nossa Senhora n\u00e3o nos abandonar\u00e1\u201d. O que Nossa Senhora \u00e9 para n\u00f3s? Uma medalhinha que d\u00e1 sorte? Uma estatueta muito meiga que, afinal, n\u00e3o nos diz nada? Ou \u00e9 \u201cnossa M\u00e3e\u201d, que devemos invocar nos momentos de perigo, \u00e0 qual devemos sempre rezar, que \u00e9 preciso sempre amar como M\u00e3e de Jesus e nossa M\u00e3e?<\/p>\n<p>Fonte: SALVE RAINHA. <a href=\"http:\/\/www.salverainha.com.br\/downloads\/Sonhos_de_Dom_Bosco.doc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sonhos de Dom Bosco<\/a>.<\/p>\n<p class=\"western\"><b>Links relacionados:<\/b><\/p>\n<p class=\"western\">TODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/sonhos-profeticos-e-vocacao-de-dom-bosco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sonhos prof\u00e9ticos e voca\u00e7\u00e3o de Dom Bosco<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/jesus-e-maria-duas-colunas-e-dois-coracoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jesus e Maria: duas colunas e dois cora\u00e7\u00f5es<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/dom-bosco-e-nossa-senhora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dom Bosco e Nossa Senhora<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7amos um sonho de S\u00e3o Jo\u00e3o Bosco, que nos revela a import\u00e2ncia do aux\u00edlio de Nossa Senhora, especialmente em meio \u00e0s dificuldades e aos sofrimentos. Sonhei que todos os meninos do orat\u00f3rio estavam brincando alegremente num campo muito extenso. Eis&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4539,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[186332,14931],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8244"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4539"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8244"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8250,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8244\/revisions\/8250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}