{"id":8751,"date":"2018-06-23T17:47:21","date_gmt":"2018-06-23T20:47:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/?p=8751"},"modified":"2018-06-23T17:47:21","modified_gmt":"2018-06-23T20:47:21","slug":"maria-mae-e-modelo-do-sacerdote","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-mae-e-modelo-do-sacerdote\/","title":{"rendered":"Maria, m\u00e3e e modelo do sacerdote"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><b>Reflex\u00e3o do Frei Raniero Cantalamessa ao Papa Bento XVI e \u00e0 C\u00faria Romana sobre a proximidade entre a Sant\u00edssima Virgem Maria e o sacerdote.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na carta a todos os sacerdotes, por ocasi\u00e3o da Quinta-Feira Santa de 1979, o Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II disse que: \u201cH\u00e1 no nosso sacerd\u00f3cio \u00abministerial\u00bb a dimens\u00e3o estupenda e penetrante da proximidade da M\u00e3e de Cristo\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[1]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">De Maria n\u00e3o se fala com muita frequ\u00eancia no Novo Testamento. No entanto, se prestarmos aten\u00e7\u00e3o, notamos que ela n\u00e3o est\u00e1 ausente em nenhum dos tr\u00eas momentos constitutivos do mist\u00e9rio crist\u00e3o, que s\u00e3o: a Encarna\u00e7\u00e3o, o Mist\u00e9rio Pascal e o Pentecostes. Maria estava presente na Encarna\u00e7\u00e3o, porque ocorreu nela, estava presente no mist\u00e9rio Pascal, porque est\u00e1 escrito que: \u201cperto da cruz de Jesus estava Maria sua m\u00e3e\u201d (cf. Jo 19, 25); esteve presente no dia de Pentecostes, pois est\u00e1 escrito que os ap\u00f3stolos \u201cperseveravam na ora\u00e7\u00e3o em comum, junto com algumas mulheres \u2014 entre elas, Maria, m\u00e3e de Jesus\u201d (cf. At 1, 14).<\/p>\n<div id=\"attachment_8752\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/06\/maria-mae-e-modelo-do-sacerdote.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8752\" class=\"size-full wp-image-8752\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/06\/maria-mae-e-modelo-do-sacerdote.jpg\" alt=\"Reflex\u00e3o do Frei Raniero Cantalamessa ao Papa Bento XVI e \u00e0 C\u00faria Romana sobre a proximidade entre a Sant\u00edssima Virgem Maria e o sacerdote.\" width=\"600\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/06\/maria-mae-e-modelo-do-sacerdote.jpg 600w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/06\/maria-mae-e-modelo-do-sacerdote-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8752\" class=\"wp-caption-text\">Nossa Senhora, M\u00e3e dos Sacerdotes<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left\">Cada uma destas tr\u00eas presen\u00e7as revela algo da misteriosa proximidade entre Maria e o sacerdote, mas [&#8230;] gostaria de limitar-me \u00e0 primeira delas, aquilo que Maria diz do sacerdote e ao sacerdote no mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o.<!--more Continue lendo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"http:\/\/feedburner.google.com\/fb\/a\/mailverify?uri=TodoDeMaria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inscreva-se e receba o conte\u00fado deste blog gratuitamente em seu e-mail.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>1. Qual a rela\u00e7\u00e3o entre Maria e o sacerdote?<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Quero primeiramente mencionar a quest\u00e3o do t\u00edtulo de sacerdote atribu\u00eddo \u00e0 Virgem na tradi\u00e7\u00e3o. Um escritor do fim do s\u00e9culo V chama Maria \u201cVirgem e ao mesmo tempo sacerdote e altar onde se deu Cristo p\u00e3o do c\u00e9u para a remiss\u00e3o dos pecados\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[2]<\/span><\/span><\/a>. Depois dele, s\u00e3o frequentes as refer\u00eancias ao tema de Maria sacerdote, que tornou-se o objeto da observa\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica somente no s\u00e9culo XVII, na escola francesa de S\u00e3o Sulp\u00edcio. Nessa, o sacerd\u00f3cio de Maria n\u00e3o se colocou tanto em rela\u00e7\u00e3o com o sacerd\u00f3cio ministerial como com o de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No final do s\u00e9culo XIX, espalhou-se uma verdadeira devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Virgem-sacerdote e S\u00e3o Pio X concedeu uma indulg\u00eancia tamb\u00e9m \u00e0 relativa pr\u00e1tica. Mas quando se viu o perigo de confundir o sacerd\u00f3cio de Maria com o ministerial, o Magist\u00e9rio da Igreja tornou-se reticente, e dois discursos do Santo Of\u00edcio colocaram praticamente fim a tal devo\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[3]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Depois o Conc\u00edlio continua a falar do sacerd\u00f3cio de Maria, mas n\u00e3o vinculando-o ao sacerd\u00f3cio ministerial, nem \u00e0quele supremo de Cristo, mas ao sacerd\u00f3cio universal dos fi\u00e9is: ela possu\u00eda a t\u00edtulo pessoal, como figura e prim\u00edcias da Igreja, \u201co sacerd\u00f3cio r\u00e9gio\u201d (1 Pd 2, 9) que todos os batizados possuem a t\u00edtulo coletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Que podemos dizer dessa longa tradi\u00e7\u00e3o que associa Maria ao sacerdote e da proximidade da qual fala Jo\u00e3o Paulo II? Continua a ser, ao meu ver, a analogia ou a correspond\u00eancia dos planos, no interior do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o. Aquilo que Maria foi no n\u00edvel da realidade hist\u00f3rica, de uma vez por todas, o sacerdote o \u00e9 cada vez que retorna ao plano da realidade sacramental.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Nesse sentido, podemos compreender as palavras de Paulo VI: \u201cQual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o e quais as distin\u00e7\u00f5es que h\u00e1 entre a maternidade de Maria, feita universal pela dignidade e caridade da posi\u00e7\u00e3o atribu\u00edda por Deus no plano da Reden\u00e7\u00e3o, e o sacerd\u00f3cio apost\u00f3lico, constitu\u00eddo pelo Senhor para ser instrumento de comunica\u00e7\u00e3o entre Deus e os homens?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Maria d\u00e1 Cristo \u00e0 humanidade; e tamb\u00e9m o sacerd\u00f3cio de Cristo \u00e0 humanidade, mas de um modo diverso, como \u00e9 claro; Maria mediante a Encarna\u00e7\u00e3o e mediante a efus\u00e3o da gra\u00e7a, da que Deus a preencheu; o Sacerd\u00f3cio atrav\u00e9s do poder da Ordem sacra\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[4]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A analogia entre Maria e o sacerdote pode-se exprimir assim: Maria, pela obra do Esp\u00edrito Santo, concebeu Cristo e, depois de t\u00ea-lo nutrido e alimentado em seu seio, deu-o \u00e0 luz em Bel\u00e9m; o sacerdote, ungido e consagrado pelo Esp\u00edrito Santo na ordena\u00e7\u00e3o, \u00e9 chamado tamb\u00e9m ele a preencher-se de Cristo para poder d\u00e1-lo \u00e0 luz e faz\u00ea-lo nascer nas almas atrav\u00e9s do an\u00fancio da Palavra, da administra\u00e7\u00e3o dos sacramentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Nesse sentido, a rela\u00e7\u00e3o entre Maria e o sacerdote tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o atr\u00e1s de si, muito mais autorizada do que a de Maria-sacerdote. Tomando um pensamento de Agostinho, o Conc\u00edlio Vaticano II escreve: \u201ca Igreja\u2026 torna-se tamb\u00e9m, ela pr\u00f3pria, m\u00e3e, pela fiel recep\u00e7\u00e3o da palavra de Deus: efetivamente, pela prega\u00e7\u00e3o e pelo Batismo, gera, para vida nova e imortal, os filhos concebidos por a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo e nascidos de Deus\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[5]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O batist\u00e9rio, diziam os Padres, \u00e9 o seio no qual a Igreja d\u00e1 \u00e0 luz os seus filhos e a Palavra de Deus \u00e9 o leite puro que os alimenta: \u201cO pr\u00f3digo m\u00edstico! Um \u00e9 o Pai de todos, um tamb\u00e9m o Verbo de todos, um e id\u00eantico por todas as partes \u00e9 o Esp\u00edrito Santo e \u00fanica \u00e9 a Virgem M\u00e3e: assim eu amo chamar a Igreja. Pura como uma virgem, am\u00e1vel como uma m\u00e3e, reunindo os seus filhos, alimenta-os com o leite sagrado que \u00e9 a Palavra \u00e0s crian\u00e7as depois do nascimento (cf. 1 Pd 2, 2)<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[6]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O beato Isaac de Estella, em uma p\u00e1gina que lemos no of\u00edcio de leitura de s\u00e1bado passado, fez uma s\u00edntese desta tradi\u00e7\u00e3o: \u201cMaria e a Igreja, escreve, s\u00e3o uma m\u00e3e e muitas m\u00e3es, uma virgem e muitas virgens. Uma e outra m\u00e3e, Uma e outra virgem. Uma e outra concebida sem concupisc\u00eancia pelo pr\u00f3prio Esp\u00edrito; uma e outra d\u00e3o a Deus Pai a prole sem pecado. Aquela, sem pecado algum, deu ao corpo a Cabe\u00e7a; esta, na remiss\u00e3o de todos os pecados, d\u00e1 o corpo \u00e0 Cabe\u00e7a\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[7]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O que \u00e9 dito nesses textos se diz da Igreja como um todo, como sacramento de salva\u00e7\u00e3o, deve-se aplicar de uma forma especial aos sacerdotes, porque, ministerialmente, s\u00e3o estes que, na pr\u00e1tica, geram Cristo nas almas mediante a Palavra e os sacramentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>2. Maria acreditou<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">At\u00e9 agora, a analogia entre Maria e o sacerdote esteve sobre o plano, por assim dizer, objetivo, da gra\u00e7a. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma analogia no plano subjetivo, ou seja, entre a contribui\u00e7\u00e3o pessoal que a Virgem deu \u00e0 gra\u00e7a da elei\u00e7\u00e3o e a contribui\u00e7\u00e3o que o sacerdote \u00e9 chamado a dar \u00e0 gra\u00e7a da ordena\u00e7\u00e3o. Nenhum dos dois \u00e9 um mero canal, que deixa passar a gra\u00e7a sem contribuir com nada pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Tertuliano fala de uma vers\u00e3o do docetismo gn\u00f3stico, segundo a qual Jesus nasceu, sim, de Maria, mas n\u00e3o concebido nela ou por ela; o corpo de Cristo, vindo do c\u00e9u, teria passado pela Virgem, mas n\u00e3o gerado nela ou por ela; Maria teria sido um caminho para Jesus, n\u00e3o uma m\u00e3e, e Jesus para Maria um h\u00f3spede, e n\u00e3o um filho<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[8]<\/span><\/span><\/a>. Para n\u00e3o se repetir essa forma de docetismo na sua vida, o sacerdote n\u00e3o pode limitar-se a transmitir aos outros um Cristo aprendido dos livros que n\u00e3o se fez primeiro carne da sua carne e sangue do seu sangue. Como Maria (a imagem \u00e9 de S\u00e3o Bernardo), eles devem ser um reservat\u00f3rio que transborda do que est\u00e1 preenchido, n\u00e3o um canal que se limita a fazer passar \u00e1gua sem reter nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A contribui\u00e7\u00e3o pessoal, comum a Maria e ao sacerdote, resume-se na f\u00e9. Maria, escreve Agostinho, \u201cpela f\u00e9 concebeu e pela f\u00e9 deu \u00e0 luz\u201d (<i>fide concepit, fide peperit<\/i>)<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[9]<\/span><\/span><\/a>; tamb\u00e9m o sacerdote, pela f\u00e9 leva Cristo em seu cora\u00e7\u00e3o e mediante a f\u00e9 o comunica aos demais. Ser\u00e1 o centro da medita\u00e7\u00e3o de hoje: que o sacerdote pode aprender da f\u00e9 de Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Quando Maria foi visitar Isabel, esta a acolheu com grande alegria, e \u201ccheia do Esp\u00edrito Santo\u201d exclamou: \u201cfeliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor ser\u00e1 cumprido!\u201d (Lc 1, 45). N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que este ter acreditado refere-se \u00e0 resposta de Maria ao anjo: \u201cEis aqui a serva do Senhor, fa\u00e7a-se em mim segundo a sua palavra\u201d (Lc 1, 38).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00c0 primeira vista, parece que o ato de f\u00e9 de Maria foi f\u00e1cil, inclusive evidente. Converter-se em m\u00e3e de um rei que teria reinado para sempre sobre a casa de Jac\u00f3, m\u00e3e do Messias! N\u00e3o era o que sonhava toda jovem judia? Mas este \u00e9 um modo de pensar sumamente humano, carnal. Maria encontra-se em solid\u00e3o total. A quem pode contar o que aconteceu com ela? Quem acreditar\u00e1 quando disser que o menino que leva no seu seio \u00e9 \u201cobra do Esp\u00edrito Santo\u201d? Isso n\u00e3o havia sucedido a ningu\u00e9m antes e n\u00e3o acontecer\u00e1 tampouco depois. Maria conhecia certamente o que estava escrito no livro da lei, quer dizer, que se a jovem, no momento do casamento, n\u00e3o era virgem, devia ser expulsa pela porta da casa do pai e apedrejada pelas pessoas do povoado (Cf. Dt 22, 20s). N\u00f3s falamos de diariamente do risco da f\u00e9, entendendo por isso geralmente o risco intelectual, mas no caso de Maria tratava-se de um risco real!<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Carlo Carretto, em seu livreto sobre a Virgem, conta como chegou a descobrir a f\u00e9 de Maria. Quando vivia no deserto, tinha sabido por alguns amigos <i>tuaregs<\/i> que uma jovem do acampamento tinha sido dada como prometida a um jovem, mas que n\u00e3o tinha ido viver com ele, pois era muito jovem. Relacionou este fato com o que Lucas diz sobre Maria. Por este motivo, ao regressar depois de dois anos por aquele acampamento, perguntou pela jovem. Constatou um certo mal-estar entre seus interlocutores e, depois, um deles, aproximando-se, fez-lhe um sinal: passou a m\u00e3o na garganta com um gesto caracter\u00edstico dos \u00e1rabes quando querem dizer: \u201cv\u00e3o lhe cortar a cabe\u00e7a\u201d. Estava gr\u00e1vida antes do casamento e a honra da fam\u00edlia exigia acabar com ela. Ent\u00e3o voltou a pensar em Maria, nos olhares sem piedade das pessoas de Nazar\u00e9, compreendeu a solid\u00e3o de Maria, e nessa mesma noite a escolheu como companheira de viagem e como mestra de sua f\u00e9<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[10]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Deus n\u00e3o tira nunca de suas criaturas seu consentimento, escondendo-lhes as consequ\u00eancias, o que ter\u00e3o de enfrentar. Vemos isso em todos os chamados de Deus. Jeremias preanuncia, \u201cte far\u00e3o a guerra\u201d (1, 19), e diz-se a Ananis sobre Saulo \u201cpois eu vou lhe mostrar o quanto ele deve sofrer pelo meu nome\u201d (At 9, 16). Poderia atuar de outra maneira com Maria, com uma miss\u00e3o como a dela? Com a luz do Esp\u00edrito Santo, que acompanha o chamado de Deus, certamente vislumbrou que seu caminho n\u00e3o seria diferente do restante dos que s\u00e3o chamados. De fato, Sime\u00e3o muito r\u00e1pido expressar\u00e1 este pressentimento, quando lhe dir\u00e1 que uma espada atravessaria sua alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Um escritor moderno, Erri De Luca, descreveu de maneira po\u00e9tica este pensamento de Maria no momento do nascimento de Jesus. Est\u00e1 sozinha, na gruta; Jos\u00e9 vela do lado de fora (segundo a lei, nenhum homem pode assistir ao parto). Acaba de dar \u00e0 luz seu filho, quando curiosos pensamentos se amontoam em sua mente: \u201cPor que, filho meu, nasces precisamente aqui, em <i>Bet-Lehem<\/i>, Casa do P\u00e3o? E por que temos de chamar-te de <i>Ieshu<\/i>?\u2026 Faz que este estremecimento da coluna vertebral, este calafrio do futuro fique longe dele\u201d. A m\u00e3e pressagia que o filho ser\u00e1 arrebatado, ent\u00e3o diz a si mesma: \u201cAt\u00e9 a primeira luz, <i>Ieshu<\/i> \u00e9 s\u00f3 meu. Quero cantar uma can\u00e7\u00e3o com estas tr\u00eas palavras e basta. Esta noite, aqui em <i>Bet Lehem<\/i>, \u00e9 s\u00f3 meu\u201d. E com estas palavras aproxima-o do peito para amament\u00e1-lo<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[11]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Maria \u00e9 a \u00fanica que acreditou \u201cde maneira contempor\u00e2nea\u201d, quer dizer, enquanto sucedia o fato, antes de toda confirma\u00e7\u00e3o e de toda convalida\u00e7\u00e3o pela parte dos acontecimentos da hist\u00f3ria<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[12]<\/span><\/span><\/a>. Jesus diz a Tom\u00e9: \u201cCreste porque me viste? Bem-aventurados os que n\u00e3o viram, e creram!\u201d (Jo 20, 29): Maria \u00e9 a primeira dos que creram ser ter visto.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">S\u00e3o Paulo diz que Deus ama quem d\u00e1 com alegria (2 Cor 9, 7) e Maria pronunciou seu \u201csim\u201d a Deus com alegria. O verbo com o que Maria expressa seu consentimento, e que \u00e9 traduzido como \u201c<i>fiat<\/i>\u201d, ou \u201cfa\u00e7a-se\u201d, no original, encontra-se no optativo (<i>g\u00e9noito<\/i>), um modo verbal que em grego se usa para exprimir o desejo e inclusive a gozosa impaci\u00eancia de que algo aconte\u00e7a. Como se a Virgem dissesse: \u201cEu tamb\u00e9m desejo, com todo meu ser, o que Deus deseja; que se cumpra o que ele quer\u201d. Na verdade, como dizia Santa Agostinho, antes que em seu corpo, ela concebeu a Cristo em seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Mas Maria n\u00e3o disse \u201c<i>fiat<\/i>\u201d, pois n\u00e3o falava latim, e nem \u201c<i>g\u00e9noito<\/i>\u201d, que \u00e9 palavra grega. Que coisa disse ent\u00e3o? Qual \u00e9 a palavra que, no idioma falado por Maria, corresponde melhor a esta express\u00e3o? Quando queria dizer a Deus \u201csim, assim seja\u201d, um judeu dizia \u201cam\u00e9m\u201d. Se \u00e9 l\u00edcito tentar remontar-se, com uma reflex\u00e3o de f\u00e9, \u00e0 mesm\u00edssima palavra, \u00e0 palavra exata que saiu dos l\u00e1bios de Maria, ou ao menos \u00e0 palavra que existia na fonte judaica usada por Lucas, esta deve ser precisamente a palavra \u201cam\u00e9m\u201d. Acaso os salmos na Vulgata latina n\u00e3o terminavam com a express\u00e3o: \u201c<i>fiat, fiat<\/i>\u201d? O texto grego dos Setenta, neste caso, diz \u201c<i>g\u00e9noito, g\u00e9noito<\/i>\u201d, e no original hebraico conhecido por Maria aparece \u201cam\u00e9m, am\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Am\u00e9m \u00e9 uma palavra hebraica, cuja raiz significa solidez, certeza; era utilizada na liturgia como resposta de f\u00e9 \u00e0 Palavra de Deus. Com o am\u00e9m se reconhece o que nos foi dito com uma palavra firme, est\u00e1vel, v\u00e1lida e vinculante. Sua tradi\u00e7\u00e3o exata, quando \u00e9 uma resposta \u00e0 Palavra de Deus, \u00e9 esta: \u201cAssim \u00e9 e que assim seja\u201d. Indica f\u00e9 e obedi\u00eancia ao mesmo tempo; reconhece que o que Deus diz \u00e9 verdade e se submete. \u00c9 dizer \u201csim\u201d a Deus. Neste sentido, aparece nos pr\u00f3prios l\u00e1bios de Jesus. \u201cSim, am\u00e9m, Pai, pois assim foi do teu agrado\u2026\u201d (Mt 11, 26). \u00c9 mais, Ele \u00e9 o Am\u00e9m personificado: \u201cAssim fala o Am\u00e9m\u2026\u201d (Ap 3, 14) e, atrav\u00e9s dele, qualquer outro \u201cam\u00e9m\u201d de f\u00e9 pronunciado na terra j\u00e1 se eleva a Deus (cf. 2 Cor 1, 20). Tamb\u00e9m Maria, depois do Filho, \u00e9 o am\u00e9m a Deus feito pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A f\u00e9 de Maria \u00e9, portanto, um ato de amor e de docilidade, livre, ainda que suscitado por Deus, misterioso como misterioso \u00e9 cada vez o encontro entre a gra\u00e7a e a liberdade. Esta \u00e9 a verdadeira grandeza pessoal de Maria, sua bem-aventuran\u00e7a, confirmada pelo pr\u00f3prio Cristo: \u201cFeliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram\u201d (Lc 11, 27), diz uma mulher no Evangelho. A mulher proclama que Maria \u00e9 bem-aventurada porque levou Jesus; Isabel a proclama beata porque acreditou; a mulher proclama como uma bem-aventuran\u00e7a levar Jesus no seio, Jesus proclama bem-aventurado que o leva no cora\u00e7\u00e3o: \u201cBem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam\u201d, responde Jesus. Deste modo, ajuda aquela mulher e a todos n\u00f3s a compreender onde est\u00e1 a grandeza pessoal de sua M\u00e3e. Quem \u201cguardava\u201d melhor as palavras de Deus que Maria, de quem a Escritura diz em duas ocasi\u00f5es que \u201cguardava todas estas coisas, e as meditava em seu cora\u00e7\u00e3o\u201d? (cf. Lc 2, 19.51).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">N\u00e3o dever\u00edamos terminar nossa contempla\u00e7\u00e3o da f\u00e9 de Maria com a impress\u00e3o de que Maria acreditou uma vez e nada mais em sua vida; que s\u00f3 se deu um grande ato de f\u00e9 na vida da Virgem. Quantas vezes, depois da Anuncia\u00e7\u00e3o, Maria foi martirizada pelo aparente contraste de sua situa\u00e7\u00e3o com tudo o que estava escrito e conhecia sobre a vontade de Deus, no Antigo Testamento, e sobre a pr\u00f3pria figura do Messias! O Conc\u00edlio Vaticano II nos ofereceu um grande presente ao afirmar que tamb\u00e9m Maria caminhou na f\u00e9, e mais, avan\u00e7ou na f\u00e9, quer dizer, cresceu e se aperfei\u00e7oou nela<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[13]<\/span><\/span><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>3. Acreditemos tamb\u00e9m n\u00f3s!<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Passemos agora de Maria ao sacerdote. Santo Agostinho escreveu: \u201cMaria acreditou e nela o que acreditou se cumpriu. Acreditemos tamb\u00e9m n\u00f3s para que o que se cumpriu nela possamos tamb\u00e9m n\u00f3s aproveitar\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[14]<\/span><\/span><\/a>. Acreditemos tamb\u00e9m n\u00f3s! Que a contempla\u00e7\u00e3o da f\u00e9 de Maria nos leve a renovar perante todos o ato de f\u00e9 e abandono a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Todos devem e podem imitar Maria em sua f\u00e9, mas de modo muito especial deve faz\u00ea-lo o sacerdote. \u201cMeu justo \u2013 diz Deus \u2013 viver\u00e1 pela f\u00e9\u201d (cf. Hab 2, 4; Rm 1, 17): isto se aplica, em especial, ao sacerdote. Ele \u00e9 o homem da f\u00e9. A f\u00e9 \u00e9 o que determina, por assim dizer, seu \u201cpeso espec\u00edfico\u201d e a efic\u00e1cia de seu minist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O que os fi\u00e9is captam imediatamente em um sacerdote, em um pastor, \u00e9 se \u201ccr\u00ea\u201d, se cr\u00ea no que diz e no que celebra. Quem busca no sacerdote antes de tudo a Deus, se d\u00e1 conta em seguida; que n\u00e3o busca nele a Deus, pode ser facilmente enganado e induzir a engano o pr\u00f3prio sacerdote, fazendo que se sinta importante, brilhante, ao ritmo da moda, quando na realidade \u00e9 \u201cbronze que soa e c\u00edmbalo que retine\u201d (1 Cor 13, 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Inclusive quem n\u00e3o cr\u00ea se aproxima do sacerdote com um esp\u00edrito de busca, entende em seguida a diferen\u00e7a. O que o colocar\u00e1 saudavelmente em crise n\u00e3o s\u00e3o em geral as mais cultas discuss\u00f5es sobre a f\u00e9, mas encontrar-se perante algu\u00e9m que cr\u00ea verdadeiramente com todo seu ser. A f\u00e9 \u00e9 contagiosa. Algu\u00e9m n\u00e3o se contagia s\u00f3 escutando falar dos v\u00edrus ou estudando-os, mas entrando em contato com ele: assim \u00e9 a f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u00c0s vezes, sofre-se e inclusive se lamenta em ora\u00e7\u00e3o com Deus, porque as pessoas abandonam a Igreja, n\u00e3o saem do pecado, porque falamos, falamos\u2026 e n\u00e3o acontece nada. Um dia, os ap\u00f3stolos tentaram expulsar o dem\u00f4nio de um pobre jovem, mas sem conseguir. Depois de Jesus em pessoa expulsar o dem\u00f4nio do jovem, aproximaram-se de Jesus, retirando-se de lado, e perguntaram: \u201cPor que n\u00f3s n\u00e3o conseguimos expulsar o dem\u00f4nio?\u201d Ele respondeu: \u201cPor causa da fraqueza de vossa f\u00e9\u201d (Mt 17, 19-20).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">S\u00e3o Boaventura relata como um dia, enquanto estava no monte da Verna, lhe veio \u00e0 mente o que dizem os santos Padres, quer dizer, que a alma devota, pela gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo e a for\u00e7a do Alt\u00edssimo, pode espiritualmente conceber pela f\u00e9 o bendito Verbo do Pai, d\u00e1-lo \u00e0 luz, dar-lhe nome, busc\u00e1-lo e ador\u00e1-lo com os Magos e finalmente apresent\u00e1-lo felizmente a Deus Pai em seu templo. Escreveu ent\u00e3o um op\u00fasculo intitulado \u201cAs cinco festas do Menino Jesus\u201d, para mostrar como o crist\u00e3o pode reviver em si cada um destes cinco momentos da vida de Jesus. Limito-me ao que Boaventura diz das duas primeiras festas, a concep\u00e7\u00e3o e o nascimento, aplicando-o em particular ao sacerdote.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O sacerdote concebe Jesus quando, descontente da vida que leva, estimulado por santas inspira\u00e7\u00f5es e acendendo-se de santo ardor, desapegando-se firmemente de seus velhos costumes e afetos, fica como fecundado espiritualmente pela gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo e concebe o prop\u00f3sito de uma vida nova.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Uma vez concebido, o bendito Filho de Deus nasce no cora\u00e7\u00e3o do sacerdote, quando, ap\u00f3s ter feito um sadio discernimento, pedido um conselho oportuno, invocado a ajuda de Deus, p\u00f5e imediatamente por obra seu santo prop\u00f3sito, come\u00e7ando a realizar o que desde tempos estava amadurecendo, mas que tinha sempre deixado por medo de n\u00e3o ser capaz.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Este prop\u00f3sito de vida nova deve, no entanto, traduzir-se em seguida, sem vacila\u00e7\u00f5es, em algo concreto, em uma mudan\u00e7a, possivelmente tamb\u00e9m externa e vis\u00edvel, em nossa vida e em nossos costumes. Se o prop\u00f3sito n\u00e3o se realiza, Jesus \u00e9 concebido, mas n\u00e3o \u00e9 dado \u00e0 luz. Ser\u00e1 um de tantos abortos espirituais dos que infelizmente est\u00e1 cheio o mundo das almas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">H\u00e1 duas brev\u00edssimas palavras que Maria pronunciou no momento da Anuncia\u00e7\u00e3o e que o sacerdote pronuncia no momento de sua ordena\u00e7\u00e3o: \u201cAqui estou!\u201d e \u201cAm\u00e9m\u201d, ou \u201cSim\u201d. Recordo o momento quando estava perante o altar para a ordena\u00e7\u00e3o com uma dezena de companheiros. Em um determinado momento, pronunciou-se meu nome, e eu respondi emocionad\u00edssimo: \u201cAqui estou\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Ao longo do rito, foram-nos dirigidas algumas perguntas: \u201cQueres exercer o minist\u00e9rio sacerdotal por toda vida?\u201d, \u201cQueres realizar digna e fielmente o minist\u00e9rio da palavra na prega\u00e7\u00e3o?\u201d, \u201cQueres celebrar com devo\u00e7\u00e3o e fidelidade os mist\u00e9rios de Cristo?\u201d. A cada pergunta, respondemos: \u201cSim, quero!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A renova\u00e7\u00e3o espiritual do sacerd\u00f3cio cat\u00f3lico, desejada pelo Santo Padre, ser\u00e1 proporcional ao impulso com que cada um de n\u00f3s, sacerdotes ou bispos da Igreja, formos capazes de pronunciar de novo um gozoso \u201cAqui estou!\u201d e \u201cSim, quero!\u201d, fazendo reviver a un\u00e7\u00e3o recebida na ordena\u00e7\u00e3o. Jesus entrou no mundo dizendo: \u201ceis que eu vim, \u00f3 Deus, para fazer a tua vontade\u201d (Hb 10, 7). N\u00f3s o acolhemos [&#8230;] com as mesmas palavras: \u201ceis que eu vim, \u00f3 Deus, para fazer a tua vontade!\u201d.<\/p>\n<p><b>Links relacionados:<\/b><\/p>\n<p>TODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-modelo-da-igreja-orante\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria, modelo da Igreja orante<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-modelo-de-mulher-e-de-mae\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria, modelo de mulher e de m\u00e3e<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-santissima-como-modelo-de-fe-para-toda-a-igreja\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Sant\u00edssima como modelo de f\u00e9 para toda a Igreja<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA. <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-santissima-modelo-de-amor-ao-proximo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Sant\u00edssima, modelo de amor ao pr\u00f3ximo<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/maria-santissima-modelo-de-pobreza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Maria Sant\u00edssima, modelo de pobreza<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"250\"\/>\n<div id=\"ftn1\" dir=\"ltr\">\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; PRESB\u00cdTEROS. <a href=\"http:\/\/www.presbiteros.org.br\/carta-aos-sacerdotes-de-joao-paulo-ii-1979\/\">Carta aos sacerdotes de Jo\u00e3o Paulo II (1979)<\/a>.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[2]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-size: small\"> Ps. Epifanio, Omelia in lode della Vergine (PG 43, 497).<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[3]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; Cf. su tutta la questione, R. Laurentin, Maria \u2013 ecclesia \u2013 sacerdotium, Parigini 1952; art. \u201cSacerdoti\u201d in Nuovo Dizionario di Mariologia, Ed. Paoline 1985, 1231-1242.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[4]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; Paolo VI, Udienza generale del 7, Ott. 1964.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[5]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; Lumen gentium, 64.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[6]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; Clemente Alessandrino, Pedagogo, I, 6.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[7]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; B. Isacco della Stella, Discorsi 51 (PL 194, 1863).<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[8]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; Tertulliano, De carne Christi, 20-21 (CCL 2, 910 ss.).<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[9]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; S. Agostino, Discorsi 215, 4 (PL 38,1074).<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[10]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; C. Carretto, Beata te che hai creduto, Ed. Paoline 1986, pp. 9 ss.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[11]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; E. De Luca, In nome della madre, Feltrinelli, Milano 2006, pp. 66 ss.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[12]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; Tertulliano, De carne Christi, 20-21 (CCL 2, 910 ss.).<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[13]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; Lumen gentium, 58.<br \/>\n<\/span><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[14]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; S. Agostino, Discorsi, 215,4 (PL 38, 1074).<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o do Frei Raniero Cantalamessa ao Papa Bento XVI e \u00e0 C\u00faria Romana sobre a proximidade entre a Sant\u00edssima Virgem Maria e o sacerdote. 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