{"id":8857,"date":"2018-07-23T03:00:38","date_gmt":"2018-07-23T06:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/?p=8857"},"modified":"2018-07-21T19:42:57","modified_gmt":"2018-07-21T22:42:57","slug":"os-sofrimentos-da-irma-lucia-por-amor-a-jesus-e-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/os-sofrimentos-da-irma-lucia-por-amor-a-jesus-e-maria\/","title":{"rendered":"Os sofrimentos da Irm\u00e3 L\u00facia por amor a Jesus e Maria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><b>A Irm\u00e3 L\u00facia, vidente das apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima, passou por v\u00e1rios sofrimentos, que ofereceu por amor a Jesus Cristo e ao Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Em 1917, no tempo das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio em F\u00e1tima, Portugal, os tr\u00eas pastorinhos, L\u00facia, <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/a-canonizacao-de-francisco-e-jacinta-marto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Francisco e Jacinta<\/a>, passaram por diversos sofrimentos e prova\u00e7\u00f5es, que suportaram heroicamente por amor a nosso Senhor Jesus Cristo e a Sant\u00edssima Virgem Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No m\u00eas de Julho, a pequena L\u00facia foi extremamente provada. At\u00e9 mesmo sua m\u00e3e n\u00e3o acreditava nas apari\u00e7\u00f5es e, por influ\u00eancia de um sacerdote, dizia a sua filha que estas poderiam ser obra do Dem\u00f4nio. Depois desta breve introdu\u00e7\u00e3o, vejamos a descri\u00e7\u00e3o dos acontecimentos nas palavras da pr\u00f3pria Irm\u00e3 L\u00facia:<\/p>\n<div id=\"attachment_8862\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/07\/os-sofrimentos-da-irma-lucia-por-amor-a-jesus-e-maria.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8862\" class=\"size-full wp-image-8862\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/07\/os-sofrimentos-da-irma-lucia-por-amor-a-jesus-e-maria.jpg\" alt=\"A Irm\u00e3 L\u00facia, vidente das apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima, passou por v\u00e1rios sofrimentos, que ofereceu por amor a Jesus Cristo e ao Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria.\" width=\"600\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/07\/os-sofrimentos-da-irma-lucia-por-amor-a-jesus-e-maria.jpg 600w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/files\/2018\/07\/os-sofrimentos-da-irma-lucia-por-amor-a-jesus-e-maria-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8862\" class=\"wp-caption-text\">L\u00facia de Jesus Rosa dos Santos, vidente de F\u00e1tima, professou na Ordem dos Carmelitas, em 31 de maio de 1949, e passou a chamar-se Irm\u00e3 Maria L\u00facia de Jesus e do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left\">Quanto esta reflex\u00e3o me fez sofrer, s\u00f3 Nosso Senhor pode saber, porque s\u00f3 Ele pode penetrar nosso \u00edntimo. Comecei, ent\u00e3o, a duvidar se as manifesta\u00e7\u00f5es seriam do Dem\u00f4nio que procurava, por esse meio, perder-me. E, como tinha ouvido dizer que o Dem\u00f4nio trazia sempre a guerra e a desordem, comecei a pensar que, na verdade, desde que via estas coisas, n\u00e3o tinha tido mais alegria nem bem-estar em nossa casa. Que ang\u00fastia que eu sentia! Manifestei a meus primos a minha d\u00favida. A Jacinta respondeu:<!--more Continue lendo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"http:\/\/feedburner.google.com\/fb\/a\/mailverify?uri=TodoDeMaria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Inscreva-se e receba o conte\u00fado deste blog gratuitamente em seu e-mail.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 N\u00e3o \u00e9 o Dem\u00f4nio, n\u00e3o! O Dem\u00f4nio dizem que \u00e9 muito feio e que est\u00e1 debaixo da terra, no inferno; e aquela Senhora \u00e9 t\u00e3o bonita! E n\u00f3s vimo-La subir ao C\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Nosso Senhor serviu-se disto para desvanecer algo a minha d\u00favida. Mas, no decurso deste m\u00eas, perdi o entusiasmo pela pr\u00e1tica do sacrif\u00edcio e da mortifica\u00e7\u00e3o e titubeava se acabaria por dizer que tinha mentido e assim acabar com tudo. A Jacinta e o Francisco diziam-me:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 N\u00e3o fa\u00e7as isso! N\u00e3o v\u00eas que agora \u00e9 que tu vais mentir e que mentir \u00e9 pecado?<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Em este estado tive um sonho que veio aumentar as trevas do meu esp\u00edrito: Vi o Dem\u00f4nio que, rindo-se de me ter enganado, fazia esfor\u00e7os por me arrastar para o inferno. Ao ver-me nas suas garras, comecei a gritar em tal forma, chamando por Nossa Senhora, que acordei minha m\u00e3e, a qual me chamou, aflita, perguntando-me o que eu tinha. N\u00e3o me lembro do que lhe respondi. O que me lembro \u00e9 que em aquela noite n\u00e3o pude mais dormir, pois fiquei tolhida de medo. Este sonho deixou no meu esp\u00edrito uma nuvem de verdadeiro medo e afli\u00e7\u00e3o. O meu \u00fanico al\u00edvio era ver-me s\u00f3, em algum canto solit\u00e1rio, para a\u00ed chorar \u00e0 minha vontade. Comecei por sentir aborrecimento at\u00e9 \u00e0 companhia de meus primos e por isso comecei a esconder-me tamb\u00e9m deles. Pobres crian\u00e7as! \u00c0s vezes andavam \u00e0 minha procura, chamando pelo meu nome, e eu junto deles sem lhes responder, oculta, \u00e0s vezes, em algum canto para onde eles n\u00e3o atinavam a olhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Aproximava-se o dia 13 de Julho e eu duvidava se l\u00e1 iria. Pensava: se \u00e9 o Dem\u00f4nio, para que hei de ir v\u00ea-lo? Se me perguntam por que n\u00e3o vou, digo que tenho medo que seja o Dem\u00f4nio quem nos aparece e que por isso n\u00e3o vou. A Jacinta e o Francisco que fa\u00e7am como quiserem; eu n\u00e3o volto mais \u00e0 Cova de Iria. A resolu\u00e7\u00e3o estava tomada e eu bem resolvida a p\u00f4-la em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No dia 12, pela tarde, come\u00e7ou a juntar-se o povo que vinha para assistir aos acontecimentos do dia seguinte. Chamei ent\u00e3o a Jacinta e o Francisco e informei-os da minha resolu\u00e7\u00e3o. Eles responderam-me:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 N\u00f3s vamos. Aquela Senhora mandou-nos l\u00e1 ir.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A Jacinta prontificou-se a falar ela com a Senhora, mas custava-lhe que eu n\u00e3o fosse e come\u00e7ou a chorar. Perguntei-lhe por que chorava.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Por tu n\u00e3o quereres ir.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 N\u00e3o; eu n\u00e3o vou. Olha: se a Senhora te perguntar por mim, diz-lhe que n\u00e3o vou, porque tenho medo que seja o Dem\u00f4nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">E deixei-os ficar, para me ir esconder e n\u00e3o ter assim, que falar \u00e0s pessoas que me procuravam para me interrogar. Minha m\u00e3e, que me julgava a brincar com as crian\u00e7as do lugar, durante todo este tempo que passava escondida atr\u00e1s dum silvado que havia na propriedade dum vizinho que pegava com o nosso Arneiro, um pouco a leste do po\u00e7o j\u00e1 v\u00e1rias vezes mencionado, quando eu \u00e0 noite chegava a casa, (minha m\u00e3e) repreendia-me, dizendo:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Isto \u00e9 que \u00e9 um santinha de pau carunchento! Todo o tempo que lhe sobra de andar com as ovelhas passa-o na brincadeira; e de tal forma que ningu\u00e9m a encontra!<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No dia seguinte, ao aproximar-se a hora em que devia partir, senti-me de repente impelida a ir, por uma for\u00e7a estranha, a que n\u00e3o me era f\u00e1cil resistir. Pus-me, ent\u00e3o, a caminho e passei por casa de meus tios a ver se ainda l\u00e1 estava a Jacinta. Encontrei-a no quarto, com seu irm\u00e3ozinho Francisco, de joelhos ao p\u00e9 da cama, chorando.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Ent\u00e3o voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o? \u2013 lhes perguntei.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Sem ti n\u00e3o nos atrevemos a ir. Anda, vem.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 J\u00e1 c\u00e1 vou \u2013 lhes respondi.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Ent\u00e3o, com um semblante j\u00e1 alegre, partiram comigo. O povo esperava-nos em massa pelos caminhos e a custo conseguimos l\u00e1 chegar. Foi este o dia em que a SS. Virgem se dignou revelar-nos o segredo. Depois, para reanimar o meu fervor deca\u00eddo, disse-me:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei a Jesus, muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrif\u00edcio: \u00d3 Jesus, \u00e9 por Vosso amor, pela convers\u00e3o dos pecadores e em repara\u00e7\u00e3o pelos pecados cometidos contra o Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>Descren\u00e7a da m\u00e3e de L\u00facia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Gra\u00e7as a nosso bom Deus, nesta apari\u00e7\u00e3o desvaneceram-se as nuvens da minha alma e recuperei a paz. Minha pobre m\u00e3e afligia-se cada vez mais, ao ver a quantidade de gente que ali vinha de todas as partes:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Esta pobre gente \u2013 dizia ela \u2013 vem, com certeza, enganada pelas vossas intrujices; e realmente n\u00e3o sei o que fazer para os desenganar.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A um pobre homem, que se jactava de fazer tro\u00e7a de n\u00f3s, de nos insultar e chegar \u00e0s vezes a p\u00f4r-nos as m\u00e3os, um dia que lhe perguntou:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Ent\u00e3o, ti Maria Rosa, que me diz das vis\u00f5es da sua filha?<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 N\u00e3o sei \u2013 respondeu. \u2013 Parece-me que n\u00e3o passa duma intrujona que traz meio mundo enganado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 N\u00e3o diga isso muito alto; sen\u00e3o, algu\u00e9m \u00e9 capaz de lha matar. Parece que h\u00e1 por a\u00ed quem lhe tem boa vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Ah! N\u00e3o me importa! contanto que a obriguem a confessar a verdade. Eu \u00e9 que hei de dizer sempre a verdade, seja contra meus filhos, seja contra quem for, nem que seja contra mim.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">E verdadeiramente assim era. Minha m\u00e3e dizia sempre a verdade, ainda que fosse contra si mesma. Este bom exemplo lhe devemos, os seus filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Um dia, pois, resolveu de novo obrigar-me a desmentir-me, como ela dizia. E, por isso, resolveu levar-me, no dia seguinte, outra vez, a casa do Senhor Prior, para eu lhe confessar que tinha mentido, pedir-lhe perd\u00e3o, e fazer as penit\u00eancias que Sua Rev.<sup>cia<\/sup> julgasse e quisesse impor-me. O ataque, realmente, desta vez, era forte e eu n\u00e3o sabia como fazer. De caminho, passo por casa de meus tios, digo, \u00e0 Jacinta, que ainda estava na cama, o que se passava e l\u00e1 vou atr\u00e1s de minha m\u00e3e. No escrito sobre a Jacinta, j\u00e1 disse a V. Ex.<sup>cia<\/sup> Rev.<sup>ma<\/sup> a parte que ela e seu irm\u00e3o tomaram nesta prova que o Senhor nos enviou e como me esperaram em ora\u00e7\u00e3o junto do po\u00e7o, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Pelo caminho, minha m\u00e3e foi-me pregando o seu serm\u00e3o. A p\u00e1ginas tantas, eu disse-lhe, tremendo:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Mas, minha m\u00e3e! como hei de dizer que n\u00e3o vi, se eu vi?<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Minha m\u00e3e calou-(se) e, ao chegar junto da casa do P\u00e1roco, disse-me:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Tu v\u00ea l\u00e1 bem; o que eu quero \u00e9 que digas a verdade. Se viste, diz que viste; mas, se n\u00e3o viste, confessa que mentiste.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Sem mais, subimos a escadaria e o bom P\u00e1roco recebe-nos no seu gabinete, com toda a amabilidade e, direi at\u00e9, com carinho. Interrogou-me com toda a seriedade e delicadeza, servindo-se de alguns artif\u00edcios, para ver se eu me desmentia ou se trocava uma coisa por outra. Por fim, despediu-nos, encolhendo os ombros, como que dizendo: N\u00e3o sei o que dizer nem fazer a tudo isto!<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>Amea\u00e7as do Administrador<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Passados n\u00e3o muitos dias, meus tios e meus pais recebem ordem das autoridades, para comparecer na Administra\u00e7\u00e3o, no dia seguinte, a tal hora marcada, com a Jacinta e o Francisco, meu tio e, comigo, meu pai. A Administra\u00e7\u00e3o \u00e9 em Vila Nova de Our\u00e9m; e por isso havia que andar umas tr\u00eas l\u00e9guas, dist\u00e2ncia bem consider\u00e1vel para tr\u00eas crian\u00e7as do nosso tamanho. E os \u00fanicos meios de viajar, em aquele tempo, por ali, eram os p\u00e9s de cada um, ou os de alguma burrita. Meu tio respondeu logo que comparecia ele, mas que seus filhos n\u00e3o os levava:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Eles, a p\u00e9, n\u00e3o aguentam o caminho \u2013 dizia ele \u2013 e a cavalo eles n\u00e3o se seguram em cima da burra, porque n\u00e3o est\u00e3o habituados. Ademais, n\u00e3o tenho para que apresentar em um tribunal duas crian\u00e7as deste tamanho.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Meus pais pensavam ao contr\u00e1rio:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 A minha vai; que responda ela. Eu c\u00e1 destas coisas n\u00e3o entendo nada. E, se mente, \u00e9 bem que seja castigada.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No dia seguinte, de manh\u00e3zinha, l\u00e1 me puseram em cima duma burrita, da qual ca\u00ed tr\u00eas vezes durante o caminho, e l\u00e1 fui acompanhada de meu pai e meu tio<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[1]<\/span><\/span><\/a>. Parece-me que j\u00e1 contei a V. Ex.<sup>cia<\/sup> Rev.<sup>ma<\/sup> quanto a Jacinta e o Francisco sofreram neste dia, julgando que me iam matar. A mim, o que me fazia sofrer era (a) indiferen\u00e7a que por mim mostravam meus Pais, a qual eu via mais clara quando via o carinho com que meus tios tratavam os seus filhinhos. Lembro-me de nesta viagem ter feito esta reflex\u00e3o: Que diferentes s\u00e3o meus pais de meus tios! Estes, para defender seus filhos, entregam-se eles. Meus pais entregam-me com a maior indiferen\u00e7a, para que fa\u00e7am de mim o que quiserem! Mas paci\u00eancia! dizia no \u00edntimo do meu cora\u00e7\u00e3o; assim tenho a dita de sofrer mais por Teu amor, \u00f3 meu Deus, e pela convers\u00e3o dos pecadores. Em esta reflex\u00e3o encontrava consola\u00e7\u00e3o em todos os momentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Na Administra\u00e7\u00e3o, fui interrogada pelo Administrador, na presen\u00e7a de meu pai, meu tio e v\u00e1rios outros senhores que n\u00e3o sei quem eram. O Administrador queria for\u00e7osamente que lhe revelasse o segredo e que lhe prometesse n\u00e3o voltar mais \u00e0 Cova (de) Iria. Para conseguir isto, n\u00e3o se poupou a promessas e, por fim, amea\u00e7as. Vendo que nada conseguia, despediu-me, protestando que o havia de conseguir, ainda que para isso tivesse de tirar-me a vida. A meu tio passou uma boa repreens\u00e3o, por n\u00e3o haver cumprido as suas ordens, e l\u00e1 nos deixaram vir para nossa casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><b>Preju\u00edzos na fam\u00edlia<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No seio da minha fam\u00edlia havia ainda outro desgosto, de que eu era a culpada, como diziam. A Cova de Iria era uma propriedade pertencente a meus pais. No fundo, tinha um pouco de terreno bastante f\u00e9rtil, no qual se cultivava bastante milho, legumes, hortali\u00e7as, etc. Nas encostas, havia algumas oliveiras, azinheiras e carvalhos. Ora, desde que o povo a\u00ed come\u00e7ou a ir, n\u00e3o mais a\u00ed pudemos cultivar coisa alguma. As gentes tudo pisavam; grande parte ia a cavalo e os animais acabavam de comer e estragar tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Minha m\u00e3e, lamentando esta perda, dizia-me:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Tu, agora, quando quiseres comer, vais pedi-lo a essa Senhora!<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Minhas irm\u00e3s acrescentavam:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u2013 Tu, agora, s\u00f3 havias de comer o que se cultiva na Cova de Iria!<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Estas coisas custavam-me tanto que eu n\u00e3o me atrevia a pegar em um bocado de p\u00e3o para comer. Minha m\u00e3e, para obrigar-me a dizer a verdade, como ela dizia, chegou, n\u00e3o poucas vezes, a fazer-me sentir o peso de algum pau, destinado ao lume, que encontrasse no canto da lenha, ou do cabo da vassoura. Mas, como ao mesmo tempo era m\u00e3e, procurava depois levantar-me as for\u00e7as deca\u00eddas e afligia-se ao ver-me definhar, com uma cara amarela, temendo que fosse adoecer. Pobre m\u00e3e! Agora, sim, que compreendo verdadeiramente a situa\u00e7\u00e3o em que se encontrava e que tenho pena dela! Na verdade, ela tinha raz\u00e3o para me julgar indigna dum tal favor e por isso de me julgar mentirosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Por uma gra\u00e7a especial de Nosso Senhor, nunca tive o menor pensamento nem movimento contra o seu modo de proceder a meu respeito. Como o Anjo me tinha anunciado que Deus me mandaria sofrimentos, vi sempre em tudo isto Deus que assim queria. O amor, a estima e o respeito que lhe devia continuou sempre aumentando, como se fosse muito acariciada. E agora estou lhe mais reconhecida por me ter tratado assim, do que se me tivesse continuado a criar entre mimos e car\u00edcias.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.pastorinhos.com\/_wp\/wp-content\/uploads\/MemoriasI_pt1.pdf\">Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia<\/a>, p. 85-90.<\/p>\n<p><strong>Links relacionados:<\/strong><\/p>\n<p>TODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/os-tres-pastorinhos-e-a-visao-do-inferno\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Os tr\u00eas pastorinhos e a vis\u00e3o do inferno<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/penitencias-e-sacrificios-dos-pastorinhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Penit\u00eancias e sacrif\u00edcios dos pastorinhos<\/a>.<br \/>\nTODO DE MARIA.&nbsp;<a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/tododemaria\/como-praticar-a-devocao-dos-cinco-primeiros-sabados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como praticar a devo\u00e7\u00e3o dos cinco primeiros s\u00e1bados?<\/a><\/p>\n<p><strong>Nota:<\/strong><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"250\"\/>\n<div id=\"ftn1\" dir=\"ltr\">\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: small\">&nbsp; O mencionado \u201cdia seguinte\u201d foi 11 de Agosto de 1917.<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Irm\u00e3 L\u00facia, vidente das apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima, passou por v\u00e1rios sofrimentos, que ofereceu por amor a Jesus Cristo e ao Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria. 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