{"id":3211,"date":"2008-06-24T03:59:06","date_gmt":"2008-06-24T00:59:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/vocacional\/2008\/06\/24\/inverno-tempo-de-esperar-e-de-crescer\/"},"modified":"2014-07-28T17:31:48","modified_gmt":"2014-07-28T20:31:48","slug":"inverno-tempo-de-esperar-e-de-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/vocacional\/inverno-tempo-de-esperar-e-de-crescer\/","title":{"rendered":"Inverno, tempo de esperar e de crescer!"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p><font face=\"Times New Roman\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/vocacional\/files\/2008\/06\/val.JPG\" title=\"val.JPG\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"265\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/vocacional\/files\/2008\/06\/val.JPG\" alt=\"val.JPG\" height=\"197\" \/><\/a><\/font><\/p>\n<p align=\"justify\"><font face=\"Times New Roman\">Nem bem chegou o inverno e as amendoeiras de minha casa j\u00e1 forram o ch\u00e3o com as suas folhas secas e avermelhadas. Ela vai perder folha por folha at\u00e9 ficar totalmente vazia, seca e aparentemente morta, somente v\u00e3o ficar os galhos, o tronco e a raiz. Todo dia, ou varias vezes por dia, temos que varrer as folhas secas da amendoeira. N\u00e3o posso deixar de notar que ela insiste em dar alguns frutos, que tamb\u00e9m caem como que pecos. Justamente no inverno ela fica \u201cnua\u201d, vejo em meio ao feio e a sujeira de suas folhas a vontade de renovar-se, de jogar fora o velho, o que j\u00e1 passou, o que n\u00e3o me serve mais. O desejo de libertar-se, de experimentar o novo, mesmo sofrendo o frio, mas sem medo de perder. \u00c9 necess\u00e1rio e ela n\u00e3o briga contra esse fen\u00f4meno natural, pois sabe que \u00e9 preciso o inverno pra chegar no ver\u00e3o. Na natureza o inverno \u00e9 tempo de renovar a seiva, de firmar as ra\u00edzes, que n\u00e3o se v\u00eaem, porque est\u00e3o escondidas na profundidade da terra. O que ela tem de mais precioso se sujeita a estar enterrado. Inverno \u00e9 tempo de espera, de podar os excessos, de matar as pragas, de alimentar-se com o que esta dentro. Tempo em que as \u00e1rvores e plantas revelam o belo do feio, a coragem de perder para poder florir e dar frutos depois no seu devido tempo. A natureza exercita a paci\u00eancia, tempo em que o que cresce \u00e9 aquilo que n\u00e3o se v\u00ea, as ra\u00edzes.<br \/>\n\u00a0No inverno tamb\u00e9m as \u00e1guias mais velhas procuram o cume da montanha mais alta, para poder se desfazer de suas penas, de suas garras e at\u00e9 de seu bico. O cume da montanha a mant\u00e9m livre dos predadores, justamente no tempo onde ela n\u00e3o tem nenhuma defesa, e sem o seu bico ela vai viver das reservas de energia que acumulou no ver\u00e3o. Como podemos ver a natureza n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o cruel como se pensa, a \u00e1guia precisa passar por tudo isso para sobreviver mais uns trinta anos e poder perpetuar a esp\u00e9cie com \u00e1guias mais resistentes. Tempo em que os animais perdem a pele, como as cobras, tempo em que os ursos hibernam e dormindo vive de suas gorduras, a natureza foi feita para sofrer mudan\u00e7as, neste tempo se renovam todas as coisas, pois para que surja a primavera com os dias claros e coloridos pelas flores, foi preciso passar por dias escuros e frios do inverno.<br \/>\nPerder n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mudar n\u00e3o \u00e9 da noite para o dia, \u00e9 preciso coragem pra encarar os dias frios e secos de nossa vida, dias de dor, de sofrimentos, de incompreens\u00e3o, onde se manifestam as nossas fraquezas, dias de jogar fora o que \u00e9 velho, seco e vazio, aquilo que n\u00e3o me serve mais para nada e eu temo em segurar. \u00c9 preciso aprender com a natureza, ela nos ensina a entender o nosso processo, a nossa mudan\u00e7a, o crescimento, para chegar \u00e0 maturidade. Tempo de crescer as ra\u00edzes, de alargar as fronteiras, de saber esperar, de respeitar o processo do outro, de varrer as folhas, de renovar por dento para florir por fora.<br \/>\nEm primeiro lugar \u00e9 preciso aceitar o inverno, o frio, a chuva, a poda, como um processo natural de crescimento e se preparar para ele. Quem n\u00e3o sabe passar por isso, n\u00e3o conseguir\u00e1 ver a beleza das cores da primavera, pois nela est\u00e1 a prova da capacidade de fazer novas todas as coisas. Na natureza s\u00f3 existe uma vez por ano a esta\u00e7\u00e3o do inverno, em nossas vidas h\u00e1 muitos invernos por ano, mas tamb\u00e9m a capacidade de ter muitas primaveras e muitos ver\u00f5es.\u00c9 tempo de crescer, de renovar-se, de abandonar o homem velho, de perder as folhas secas do ego\u00edsmo, dos pecados, dos medos, dos ressentimentos, da solid\u00e3o e do fechamento em si mesmo. A natureza n\u00e3o tem medo do novo, pois ela sobrevive de mudan\u00e7as.<br \/>\nBela esta\u00e7\u00e3o, tempo de se expor como a amendoeira e de elevar-se como a \u00e1guia. N\u00f3s fomos feitos para crescer, para florir e para dar muitos bons frutos, mas n\u00e3o existe maturidade sem crescimento, e o inverno que voc\u00ea possa estar vivendo \u00e9 tempo de crescer muitas vezes sem que ningu\u00e9m perceba, que por detr\u00e1s da dor e do sofrimento da mudan\u00e7a est\u00e1 surgindo uma nova pessoa. Bom inverno para voc\u00ea! <\/font><font face=\"Times New Roman\">\u00a0<\/font><\/p>\n<p align=\"justify\"><font face=\"Times New Roman\">Pe. Luizinho<\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Nem bem chegou o inverno e as amendoeiras de minha casa j\u00e1 forram o ch\u00e3o com as suas folhas secas e avermelhadas. 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