Amar…

“ Sempre desejei ser santa, mas- pobre de mim! Sempre constatei, ao me comparar com os santos, que entre eles e eu existe a mesma diferença que há entre uma montanha cujo cume se perde nos céus. Londe de desanimar, disse a mim mesma: O bom Deus não nos dá sonhos irrealizáveis , então apesar de minha pequenez posso aspirar à santidade”

Sei, esramos em janeiro, outubro já passou, não é dia de Santa terezinha do Menino Jesus, mas quis começar com este seu escrito porque é a sua espiritualidade que neste tempo tem me ajudado na busca pela santidade.

Tal como ela, me vejo limitada e pequena , porém não sem esperança, uma vez que minha esperança não está no que posso eu fazer para alcançar o céu, mas unicamente no amor e na misericórdia do Senhor.

Muitas vezes nos equivocamos pensando que nossos feitos, nossa piedade, esforço e missão podem salvar o mundo e a nós mesmos…grande erro! Existe um sério risco em pensar desta forma: o risco de nos perdermos nas obras querendo fazer sempre mais e nos colocando no lugar de Deus. Somos nós os “ salvadores da pátria, únicos, necessários, onsubstituíveis alarmando aos quatro ventos- naera de twitters e facebooks- as maravilhas que realizamos em nome do Senhor: “sim, pra glória de Deuse em nome de Deus- mas quem fez foi eu!. A verdade é que poderia ser qualquer outro, bastava o Senhor querer! Ele é o Salvador, é Ele que carrega sobre os ombros o peso dos pecados da humanidade, não eu! Não estou dizendo aqui que devemos nos acomodar e nada fazer, mas nosso agir deve ser unicamente uma resposta ao amor de Deus, um transbordar de gratidão.

Esse é o caminho de santidade para as almas pequenas, é assim que nos ensinam as Terezas, a do menino Jesus com sua “pequena via” e a de Calcutá, que sem esperar nada em troca, amor o pobre em cada segundo da vida e nos ensina: “ Não é o que fazemos nem o quanto fazemos, mas o quanto de amor colocamos naquilo que fazemos.”

Então aproveite esse início de ano, renovemos nossos projetos assumindo nossa condição e com humildade nos lancemos nesta escola de santidade que é o amor: nos gestos, num olhar, num telefonema, em uma mensagem, num sorriso, numa palavra, na louça lavada, na cama estendida, na comida quentinha, nas coisas simples do dia a dia, pois como já dizia Dom Helder Câmara: “A vida é para aprender a amar!”

Andréia Taisa de Moura Camargos ( Déia)

Missionária da Comunidade Canção Nova