Comunicação pobre, relacionamento vazio
Encontrar a pessoa certa - que corresponda exatamente a tudo aquilo que gostamos ou não de fazer e que entenda perfeitamente nossos sentimentos diante de uma situação contrária - pode parecer ideal, mas pouco provável.Cada indivíduo tem uma resposta diferente para determinada situação. Conhecer nossos limites e controlar as fraquezas de nossos temperamentos pode ser a “pitada” certa para dar equilíbrio aos nossos relacionamentos.

:: Encontro de casais na Canção Nova ::
Muitas vezes, dentro do convívio do casal, vai acontecer algo que nos tire do sério. Nessas horas, as circunstâncias podem nos levar a atitudes tempestivas, as quais trarão à tona um comportamento pouco conhecido pelo nosso cônjuge. Por isso, saber que ninguém é um “super-homem” em virtudes ou uma “mulher maravilha” em compreensão nos permite conhecer as “misérias” do outro; e isso faz parte dos desafios de uma vida a dois.
Na partilha das realidades da vida conjugal percebemos as particularidades de temperamentos do cônjuge. Freqüentemente, ouvimos alguém dizer que, por medo das reações do outro diante de certa circunstância, preferiu se calar em vez de expor suas idéias e reivindicações em prol da harmonia desejada.
Há pessoas que lidam mais facilmente com os desafios; outras são mais racionais ou têm facilidade para assumir a liderança das coisas, e assim por diante. Entretanto, ninguém é puramente virtude, pois também trazemos conosco nossos defeitos. Entendendo que um relacionamento acontece numa “via de mão dupla”, precisamos estar atentos para não exigir do outro somente atitudes de perfeição, quando reconhecemos em nós mesmos defeitos, os quais podem ser corrigidos com a disposição em sermos melhores por causa do outro.
Nosso cônjuge é a pessoa mais indicada para apontar aquilo em que precisamos nos empenhar a fim de melhorar nosso temperamento; o que, conseqüentemente, acaba refletindo no convívio a dois.
Não é nada agradável ouvir que cometemos um engano nisso ou naquilo, especialmente de quem amamos; afinal, nosso próprio conceito é de ser alguém irrepreensível. No entanto, um bom relacionamento traz sinais de sucesso quando o casal se dispõe a viver a honestidade, sobretudo, de maneira respeitosa na franqueza dos diálogos. As atitudes defensivas ou a recusa de conversar sobre aquilo que o outro julga importante dizer em nada ajudará no crescimento dos laços entre os casais. Num convívio em que a comunicação entre as pessoas é pobre, os vínculos facilmente se enfraquecem e favorecem a desconfiança e a falta de respeito; atropelando, quase sempre, o direito e a integridade do outro.
Situações mal resolvidas apenas tornam nosso convívio frio. Antes mesmo que escoem pelos ralos os anos de amizade e comprometimento, a melhor atitude é falar sobre aquilo que parece não estar indo bem, a fim de encontrar uma saída, juntos, para uma situação que está tirando a paz no convívio.
Quando podemos contar com o interesse e a disposição do outro para nos ajudar a equacionar os impasses, a solução não parece ser tão impossível quanto parecia ser num primeiro instante.
Assim, juntos e com a boa vontade de quem quer nutrir o amor, conseguiremos nos moldar às necessidades do outro para o comum do novo estado de vida, para o qual somos impelidos a viver.
Um abraço,
José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Separação
No que se refere à separação de um casal, percebemos que muitos casamentos tiveram um desfecho nada parecido com os contos de fadas. Muitos pais nem sempre pactuam com a inusitada decisão da separação dos filhos, especialmente, quando não houve precedentes na família.

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Muitos fatos podem compor ou tentam justificar os motivos que levariam alguém a romper definitivamente um compromisso e, com isso, desencadeia-se uma série de outros fatores. Por mais bem resolvidas que possam ser as decisões assumidas de uma separação, haverá algumas implicações secundárias, como por exemplo, a reconstrução do “novo” estado de vida. De repente, aquela pessoa que tinha as obrigações de marido ou de esposa, se vê assumindo inteiramente as responsabilidades que anteriormente eram divididas.
Uma separação não envolve somente a vida de casais que resolvem tomar uma nova atitude ou tampouco compreende simplesmente o equacionar a partilha dos bens ou negociar a pensão alimentícia. A decisão de assumir o rompimento do compromisso conjugal gera um estresse que afeta a atmosfera familiar, atingindo desde a rotina das atividades domésticas até o comportamento das crianças. Para os filhos, o rompimento da família, muitas vezes, significa perder um pedaço de si próprio.
Quase sempre, os filhos mais velhos assumem obrigações de pajear o irmão mais novo ou exercem tarefas de adultos em períodos em que os pais não se encontram no lar, agindo como se fossem os responsáveis pela manutenção da casa. Essas crianças são submetidas ao peso de uma obrigação que não lhes pertence, e que conseqüentemente rouba a infância delas.
A separação conjugal não significa o rompimento dos laços afetivos entre pais e filhos, nem tampouco isenta os pais dos cuidados de estarem atentos às crises e aos sentimentos de abandono que poderão acontecer com os filhos.
Certos casamentos foram, realmente, assumidos na imaturidade dos casais que mal tinham consciência da responsabilidade que estariam prestes a assumir ou foram “forçados” por circunstâncias adversas. Por isso, alguns casais – após a separação – temem reviver os traumas de um amor frustrado, outros desejam voltar a se relacionar afetivamente com alguém. A Igreja acolhe com amor os casais de segunda união e analisa aqueles relacionamentos nos quais os casais buscam saber se o casamento realmente existiu.
Reconhecer nossa dependência da graça de Deus nos leva a buscar as curas de nossas feridas e daquelas que foram geradas nas pessoas diretamente envolvidas neste relacionamento frustrado. Isto é sinal de amadurecimento e diferencial para alcançar a felicidade que se almeja.
Um abraço e até breve.
José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Fidelidade: coisa fora de moda?
Muitos equipamentos eletrônicos têm como característica de sua performance a fidelidade na reprodução dos sons e imagens. Esta característica, que é valorizada nesses equipamentos, parece estar correndo risco de vida nas relações entre as pessoas. Percebemos que políticos não são fieis às suas ideologias nem aos seus eleitores; assim como pessoas que vivem sob o vínculo de um relacionamento também atropelam a fidelidade quando a consideram uma virtude fora de moda ou buscam realizar desejos reprimidos por muito tempo.

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Assumir com responsabilidade compromissos com uma pessoa ou instituição exige que manifestemos concordância com seus princípios por meio da sinceridade de nossos atos. Acredito que a fidelidade está aliada à confiança – as quais, juntas – exigem renúncias por parte daqueles que as valorizam. Sabemos que a ausência de uma dessas virtudes traz instabilidade e insegurança para a harmonia dos relacionamentos.Para justificar os atos de infidelidade, muitas novelas e programas de televisão tratam o assunto como se fosse algo comum, e na maioria das vezes atribuem à ausência de afeto, carinho e atenção como sendo os pivôs deste ato falho.
A reação de certo conformismo para o ato de infidelidade parece ser facilmente tolerado quando se considera a hipótese de se experimentar breves momentos de felicidade que não inspiram vínculos. No entanto, precisamos estar atentos aos efeitos maléficos desse ato. Ao contrário do que possam exigir nossas carências e apelos de nossos mais primitivos instintos, temos de ter consciência dos reflexos negativos que podem ofuscar nossos valores e princípios.
Na vida a dois, facilmente as pequenas discussões ou desatenções ganham proporções exageradas de um dia para o outro. Ao final de uma semana, os casais podem mal se tocar ou conversar, e se tal situação se prolongar, em pouco tempo, poderão até considerar a possibilidade de encontrar alguém que possa suprir suas carências. Diante de momentos de fragilidade, ocasionados pelo sentimento de abandono e desatenção, não será difícil encontrar alguém que se disponha a ser a personificação da “boa intenção”.
Se os resquícios de uma traição contaminar a base que a sustenta, certamente a fidelidade e a confiança estabelecidas no compromisso de amor não serão mais as mesmas. Antes mesmo de dar asas à “serpente” vale a pena corrigir os acidentes de percurso dos relacionamentos, como a falta de atenção e de solidariedade, entre outros. Assim não experimentaremos o amargor do arrependimento de ter lançado “pérolas aos porcos”.
Deus ajude a cada um daqueles que se dispõe a acreditar na realização do impossível quando se amam.
Um abraço
José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Orgulho, o arquiinimigo do perdão
Quem já não – ao ser tomado pelo ímpeto e na certeza de estar fazendo a coisa certa – feriu aquela pessoa com quem se convive? Seja numa resposta “atravessada” ou numa atitude grosseira, contribuímos de alguma forma com a divisão ou o isolamento das amizades. Passado algum tempo, já com a “cabeça fria”, percebemos que procedemos de maneira equivocada – ferindo pessoas ou até mesmo nos ferindo. Refletir sobre o nosso ato nos ajuda a perceber o momento em que agimos precipitadamente; e dessa reflexão vem o remorso, o qual nos prepara para o pedido de desculpas.

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Reconhecer que fomos precipitados nos argumentos, significa, muitas vezes, humilhar-se e se fazer pequeno, reconhecer que errou. Perdoar ou liberar perdão não é ter “amnésia” sobre o ocorrido, mas sim, disponibilizar-se a restabelecer o relacionamento abalado.
Do remorso ao perdão há uma pequena distância, mas o espaço é grande o bastante para residir o orgulho. Sentimento este que nos tentará convencer de que o ato de se desculpar ou reconhecer seu erro é atitude dos fracos.
Por outro lado, infelizmente, há pessoas que não aceitam as nossas desculpas. Preferem romper com os laços afetivos em vez de crescer e amadurecer por meio dos exercícios apresentados pela vida. Insistem em manter a irredutibilidade e a prepotência, que pensam possuir, em vez de dar o passo que romperá com as cadeias que as prendem. Talvez querendo cumprir a lei do “olho por olho, dente por dente”, esperam por um momento de revanche. Enquanto isso, desperdiçam tempo e amargam seus dias remoendo o que já está resolvido para aquele que se dispôs a se desculpar.
A vida é muito curta para se gastar o precioso tempo com comportamentos que não trazem a sustentabilidade de nossas convivências. Pedir ou conceder perdão não nos exige mais do que podemos agüentar. Sabemos de pessoas que gastam muito tempo buscando motivos para justificar suas infelizes atitudes, fazendo-se de injustiçadas, em vez de adotar gestos de humildade e agir de maneira diferente. Na verdade, elas são vítimas do orgulho, que mata pessoas e sentimentos!
Mais importante – do que lembrar que não devemos desculpar – seria fazer uso da faculdade de reflexão e reconhecer que ninguém está acima dos lapsos e erros. Pois aquele, que errou hoje, poderá ser você amanhã…
Não percamos tempo monopolizando picuinhas, ressentimentos ou retendo perdão. Se uma situação especial o faz refletir – levando-o ao ato da reconciliação –, peça ou dê o perdão e continue a viver com a experiência adquirida.
Situações mal resolvidas afetam outras áreas de nossa vida. Talvez, por isso, existam ainda alguns problemas não “equacionados” em nossas vidas, pois esses são reflexos dos fragmentos dos “elos” que deixamos se perder ao longo do caminho.
Um abraço,
José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Tenho medo do casamento
Haverá momentos em que precisaremos assumir um compromisso mais sério com alguém, e o nosso dilema será saber se estamos fazendo a melhor escolha. Certamente, essa hesitação seria menor se fosse possível adivinhar as conseqüências de nossas opções; o que é praticamente impossível. Fica a nosso critério apenas tentar descobrir os procedimentos para melhor alcançar nossos propósitos.

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Os bons resultados de um trabalho são alcançados por meio de boas ferramentas e de um plano de ação. Para alguém que deseja roçar um campo, mesmo possuindo os equipamentos necessários, ainda assim, poderá ser surpreendido com chuvas ou outras interferências, as quais não dependem de sua vontade. Da mesma maneira, na vida conjugal, por melhor que sejam os nossos projetos, precisamos estar cientes de que também estaremos sujeitos a certas situações que não foram previstas, mas que poderão ser solucionadas com o empenho de ambos.
Para quem vive o namoro há algum tempo, por vários momentos já deve ter conversado sobre o futuro do relacionamento. É no amadurecimento e no tempo de convívio que os casais obterão subsídios suficientes para acolher a proposta de uma vida matrimonial. Assumir a vida conjugal será sempre uma tarefa desafiadora, pois independentemente do estado social ou financeiro, este compromisso une as pessoas num único sentimento. É pensando nisso que, talvez, a maioria das pessoas hesite diante de uma proposta de firmarem para sempre seu relacionamento.
O medo de enfrentar o “desconhecido”, as histórias de crises conjugais e o peso das responsabilidades somados às estatísticas, que apontam o crescimento de casais divorciados, podem realmente intimidar os nubentes. Isso não significa que as causas que justificaram os insucessos do casamento de outras pessoas estarão também condenando à falência o propósito do casal de enamorados.
O amor exige, de todos, disposição e coragem para romper com suas próprias limitações. Acreditar que o casal está isento de imperfeições ou que por toda a vida conjugal viverá, a cada segundo, em perfeita harmonia sem empreender esforço algum, pode ser um grande engano. Sabemos que, ao longo do convívio, nem sempre os elaborados planos vão dar certo; mas a decisão comum do casal em viver seus propósitos, a fim de alcançar seus objetivos, os fará assumir uma nova atitude diante de cada novo problema.
Decidir-se pelo casamento, entendendo que o relacionamento pode ser diferente, é o que diferenciará nossas opções e nos dará forças para lutar pela felicidade conjugal ao lado da pessoa que escolhemos para partilhar nossa vida.
Um abraço, sem medo de ser feliz.
José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Ciúme: o veneno dos relacionamentos
Algumas vezes, sem que possamos perceber, cresce no nosso interior, a partir de um ressentimento ou de uma suposta rivalidade, o sentimento de ciúme. Isto oprime a harmonia e a saúde de nossos relacionamentos.
O ciúme é um sentimento que nos faz sentir incomodados com certas situações que anteriormente eram insignificantes, como, por exemplo, a atenção de um namorado para com a namorada, a beleza de uma amizade, o cuidado de um pai para com um filho, o sucesso profissional de um colega ou o reconhecimento de suas habilidades em determinada função, etc.

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Uma insatisfação, aparentemente sem motivos, toma conta da pessoa que acredita, ainda que não seja verdade, estar perdendo a atenção e o carinho. Supõe não ter as mesmas chances que seu irmão, parente ou colega.
Quando o ciúme toca os relacionamentos, qualquer coisa poderá ser motivo para alimentar um espírito de competição e de disputa. Com isso, a pessoa que era dócil, compreensiva e companheira, torna-se áspera, agressiva nas respostas e pouco solícita. Isto, certamente poderá destruir uma convivência que anteriormente era saudável. Entretanto, se questionada, essa pessoa prontamente justificará seu comportamento com outras respostas. Dificilmente admitirá sentimento de ciúme.
Ao alcance dos tentáculos do sentimento de ciúme poderá estar nossas famílias.
Este “micróbio” tentará se instalar, contaminar e matar a amizade que deveria ser eterna entre os parentes. Não é difícil se notar a disputa discreta ou as provocações sem sentido entre os irmãos por coisas sem importância.
Penso que tal sentimento poderá surgir quando a pessoa envolvida por um medo equivocado, acredita ser menos amada, não ter a mesma preferência de antes ou suspeita da possibilidade de ser privada daquilo que valoriza profundamente.
Algumas situações poderão se tornar mais crônicas quando, em meio a todas as supostas verdades, se encontra a desconfiança da honestidade de quem amamos. Trabalhando em nossa imaginação, o ciúme nos faz criar situações que não existem; deduzimos coisas que vemos apenas nos filmes da nossa mente.
Infelizmente, por essas atitudes, estará instalada em nossos relacionamentos a grande sombra da inquietação, potencializada pela insegurança que insistirá em assombrar a nossa paz de espírito.
Outras pessoas, mergulhadas em suas equivocadas convicções ou tomadas pelo pavor de experimentar o suposto abandono, chegam ao limite de privar a quem se ama do direito da vida.
O amor verdadeiro traz a cumplicidade e o compromisso pela felicidade mútua.Ainda que possamos sentir, em alguns momentos, uma pequena dose de ciúmes, é necessário aprender a lidar com as nossas inseguranças. À medida que vamos conquistando a autoconfiança, o respeito pelo espaço do outro, estaremos também cultivando a saúde dos nossos relacionamentos.Todo aquele que se dispõe a amar e a viver um bom relacionamento, zela pelos cuidados necessários para a sadia convivência com a pessoa amada. E isso não faz do outro objeto de sua pertença. Por mais que amemos a pessoa ao nosso lado, não temos o direito de posse da sua liberdade.Deus abençoe e purifique os nossos sentimentos.José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Matrimônio e Eucaristia
Existe uma relação recíproca entre o sacramento do matrimônio e a eucaristia, já que ambos estão vinculados pela relação sacramental da comunhão.
O matrimônio é uma comunhão que implica permanência e vitalidade, portanto, sua estreita relação com a eucaristia e o verdadeiro sentido da relação homem-mulher, que é a aliança de Deus com sua Igreja. Deus, ao declarar-se esposo de sua Igreja, na Nova Aliança, nos revela a importância da aliança nupcial, que deve estar baseada no amor mútuo e vinculada ao Espírito Santo, dando lugar à obtenção de um coração novo, isto é, a transformação do “coração de pedra” em “coração de carne”.

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Jesus, em sua entrega amorosa a seu povo, celebrada na eucaristia, pelo sinal que Ele realizou nas bodas de Canaã, evento no qual Cristo faz da Igreja seu corpo e, por sua vez, a alimenta e protege como o esposo à esposa e vice-versa. Neste mesmo sentido, são Tomás se refere ao matrimônio-eucaristia como sacramentos de comunhão plena porque implicam doação de corpo e espírito, dando lugar a uma verdadeira fusão vital no ser, já que ambos implicam a comunhão íntima com Cristo. Por isso, ambos os sacramentos são permanentes, assim como a presença de Cristo e sua ação salvadora.
A aliança matrimonial, ao ser comunhão e conduzir à mútua doação, dá lugar a uma consagração, a um caminho de fidelidade e amor para sempre ao corpo eclesial, formando assim uma igreja doméstica que implica uma missão salvífica, de pregação e de anúncio da Boa Nova.
Pelo que foi desenvolvido até agora, podemos perceber que a família é uma comunidade de vida e de amor, a qual é renovada constantemente através da fé e dos sacramentos. Por este motivo, a família deve viver em torno dos valores, dando como resultado a unidade, fidelidade e fecundidade.
O matrimônio é um sacramento que proporciona uma graça para ambos os cônjuges, no qual existe o princípio da reciprocidade, que – por sua vez – é o fundamento da eucaristia, já que esta última implica uma doação e aceitação recíprocas para uma verdadeira comunhão.
Outro aspecto importante é que a relação matrimônio-eucaristia também implica uma comunhão com a Trindade, uma vez que a ação e presença do espírito dão lugar, com certeza, a esse amor e à comunhão que leva a uma plenitude interior.
Por: Nancy Escalante
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
Aprendendo a escutar
Outro fator importante para a comunicação é saber escutar. Para manter uma boa comunicação, devemos levar em conta que o mais importante não é o que dizemos, mas o que os outros escutam. Um bom ouvinte é aquele que dá ao outro a liberdade de ser como realmente é. É fundamental ser quem sou e permitir que o outro também seja, enquanto o estou escutando; isto é básico para ter uma boa comunicação. Também é essencial que, quando escutarmos uma pessoa, realmente estejamos presentes e disponíveis e que não tentemos adivinhar o que está sentindo, já que isto nos leva a colocar etiquetas que bloqueiam o processo de comunicação.A comunicação é uma conexão entre pessoas. Existem muitos tipos de comunicação pessoal, o mais importante é aquele no qual somente peço que me entendam. Preciso que me escutem para que possam entrar em minha mente e saber, na verdade, quem sou eu. Em muitas ocasiões não nos entendem ou não entendemos porque temos alguns termos que devemos esclarecer no processo da comunicação.
Nunca devemos esperar que a comunicação seja perfeita, isto seria humanamente impossível. Algumas barreiras da comunicação são: aconselhar, competir, fazer cálculos, distrair, sonhar, filtrar, demonstrar mágoa, identificar, ignorar, etiquetar, aplicar, ensaiar respostas e o sarcasmo.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::

Em certas ocasiões, as palavras não podem transmitir o que realmente queremos comunicar e, para isso, precisamos do contato físico significativo, ou seja, tocar a outra pessoa, esta atitude acolhedora pode dizer mais que mil palavras. A experiência de ser tocados aumenta nossa auto-estima e nos torna pessoas melhores, trata-se de uma contribuição essencial para a segurança.
Devemos levar em conta que a comunicação implica nos estender para fora de nossas “zonas de segurança”, que podem ser aquelas idéias, situações ou formas de atuar nas quais sentimos que tudo vai bem. Quando eu escutar meu cônjuge, possivelmente não será tudo fácil, sucederão coisas que provocarão minha vulnerabilidade, isto é, que me deixarão fora de minhas zonas seguras. Devo lembrar que todo processo no desenvolvimento humano sempre implica determinada expansão que não é fácil e somente se consegue sofrendo.
Seja que escutemos ou que falemos, o motivo para fazê-lo deve ser por amor. O amor conjugal faz que, no casamento, queiramos nos comunicar de uma maneira especial.
Por: Rosario Alfaro Martínez
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
Dê uma chance para a vida!
• A decisão sobre o planejamento de filhos cabe ao casal e não ao governo
Uma agente de saúde da prefeitura bateu na porta da minha casa. Queria saber como eu e a minha filha recém-nascida estávamos. Se eu a estava amamentando, se estava seguindo o calendário de vacinação, etc… Maravilha! Coisa de primeiro mundo! Depois de alguns minutos desta “entrevista”, sabendo já que eu tinha 4 filhos, veio a pergunta: “Se eu estou a par das minhas opções de planejamento famíliar”. No posto de saúde, ela quis continuar, eu encontraria várias opções. Nem a deixei terminar. Lá fui eu com o meu “Sou católica!”. Sim, disse ela. Ela também era católica, mas “nem sempre dá para ter filhos”. Além disso, continuou a simpática agente de saúde, eu poderia aprender no posto de saúde também sobre a tabelinha.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::

Respondi que, sendo católica, estava a par do método natural para evitar filhos e que, eu mesma, durante alguns meses em que não pude engravidar devido a uma séria doença, fiz uso do método Billings, este sim permitido pela Igreja. Mas, acrescentei, na minha casa, vemos filhos não como um incômodo a ser evitado, mas como uma benção a ser recebida! Meu planejamento é me abandonar nas mãos de Deus, confiar na Sua Providência, ser mãe e implorar a graça de ver meus filhos batizados. A Catarina (foto) foi batizada com 9 dias de vida! Deo gratias!
Em novembro de 2005, o Santo Padre Bento XVI falou sobre as famílias numerosas. Disse ele que “sem filhos, não há futuro” e pediu “medidas sociais e legislativas para sustentar as famílias numerosas, que constituem uma riqueza e uma esperança para todo o país”. O Papa tem muita razão em defender as famílias numerosas. Parte do problema da Europa, que faz questão de matar qualquer rastro de cristianismo no âmbito famíliar e social, é este: a Europa não gera vida. Quer gerar riqueza sem gerar nenês. Quer progresso sem vidas humanas, quer desenvolvimento sem fertilidade. E este é o raciocínio moderno, dos casais modernos, europeus, americanos e latino-americanos. Quanto menos filhos, pensa o mundo, mais eu acumulo riqueza. Que triste!
Isso me faz lembrar o ocorrido com um casal conhecido católico dos Estados Unidos a alguns dias atrás: o pai de 5 filhos, Joe, foi pescar com o seu pequeno de três anos. O barco virou e a criança morreu. Ainda não acharam o corpo da criança, porém o pai, desolado, deu uma entrevista ao canal de TV local e disse: “Muitos têm carros, muitos têm casa na praia. Muitas famílias têm férias em lugares exóticos, eu não. Minha riqueza são meus filhos”. O Papa certamente concorda!
Ter muitos filhos é difícil, mas eu e o meu marido os temos não porque esta é uma posição política de nossa parte, nem porque alguém defende que a prole seja grande, ou porque nos sentimos socialmente pressionados a isso.
Os temos porque nos amamos tanto, mas tanto, que a conseqüência natural do Sacramento do Matrimônio para nós se traduz em nenês. Muitos nenês.
E, no entanto, tantas vezes, as mães e pais destas famílias numerosas são tachadas de irresponsáveis, de ignorantes. Um conhecido nosso, brincando, perguntou se já tínhamos ouvido falar de TV a cabo! Muitos afirmam que não é “ecologicamente responsável” ter muitos filhos, como se uma nova vida estivesse no mesmo patamar que a reciclagem de lixo. O governo gasta fortunas para salvar tartarugas e botos cor-de-rosa e fortunas para apregoar a mentalidade contraceptiva nas pessoas. A mentalidade contraceptiva é achar que filho é um incômodo a ser evitado. Um incômodo, não um presente de Deus! O que gera a pobreza não é o número de filhos de um casal. O que gera a pobreza é a corrupção e o pecado.
Muita gente diz que não tem dinheiro para ter filhos. Mas, quando o salário aumenta, o filho não vem. Quanto mais rico um casal é, em geral, menos filhos eles têm. A riqueza gera apego, não poucas vezes. Além do mais, o mundo não estimula que casais tenham muitos filhos. É triste ver que mesmo algumas escolas católicas não estimulam isso, não dando desconto nas mensalidades para o segundo ou terceiro filho (nem todas, graças a Deus!). Não podemos nos permitir a ganância. As famílias numerosas merecem todo o apoio da comunidade! Fiquei tocada quando a Catarina nasceu. Tanta gente, sabendo que eu e o meu marido não temos família na cidade, nos ofereceu ajuda, comida, apoio real. Isso é cristianismo. Isso é mentalidade anti-contraceptiva!
Termino lembrando que a história da Igreja está recheada de santos e santas que vieram de famílias numerosas. Estas famílias são celeiros de santidade, pois obrigam todos os seus membros a dividir o que em outras casas sobra, a socorrer os menores, a confiar em Deus, enfim.
Faço um convite aos casais que lêem esta coluna. Rezem. Perguntem para Deus o que Ele quer para o casamento de vocês. O preço da escola e o do plano de saúde pesa, mas fazer a vontade de Deus pesa mais. Que tal dar uma chance para a vida?
Por: Patricia Medina
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
Dez motivos para usar os métodos naturais
1. Uma vez que se aprende a utilizar, são fáceis, seguros e confiáveis.
2. Aumentam a comunicação entre os cônjuges, ao cooperar com a natureza para o bem-estar físico e moral de ambos.
3. Ajudam a integração do casal, na medida em que os métodos naturais exigem uma completa comunicação e cooperação entre os esposos.
4. São gratuitos, portanto, não é preciso dinheiro para utilizá-los.
5. Estão baseados no respeito, diálogo, responsabilidade comum e autocontrole. Com esta abordagem, os cônjuges vão exercitar sua capacidade intelectual em um terreno que, até bem pouco tempo atrás, alguns tinham considerado puramente instintivo e fora do arbítrio da inteligência.
6. Os métodos naturais fazem com que cada cônjuge amadureça psicologicamente, de forma constante, tratando de ser menos egocêntrico e indo ao encontro do outro.
7. O amor, o respeito e a doação de um ao outro são a chave da regulação natural da fertilidade: a comunicação e o diálogo devem fluir entre os cônjuges, os dois devem saber em que etapa de seu ciclo a mulher se encontra.
8. Os métodos naturais são sistemas que postulam um total e absoluto respeito à vida porque respeitam a ordem natural e possibilitam que o amor conjugal se expresse através da relação sexual, sem que haja probabilidade de gravidez, mas, com a consciência de quando será possível conceber.
9. Os métodos naturais exigem uma maturidade psicossocial, que é a harmonia estável entre o coração e a cabeça, entre sentimento e inteligência.
10. Tem sido comprovado que a taxa de divórcios diminui, quando o casal utiliza métodos naturais. A média de casais que se divorciam atualmente no mundo é de aproximadamente 50%, dos quais se comprovou que somente 2% usam métodos naturais.
Por: Rosario Alfaro Martínez
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
O que são os métodos naturais?
Os métodos naturais de regulação da fertilidade não são métodos contraceptivos, mas um estilo de vida que ajuda o casal a exercer sua paternidade responsável, ou seja, a decidir sobre o número de filhos que podem ter.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::
São definidos como aqueles que observam os sinais e sintomas naturais do ciclo de fertilidade da mulher, tornando possível distinguir as fases férteis das inférteis, para que cada casal decida manter ou se abster das relações sexuais, segundo queira ou não ter um filho.
Dependendo do procedimento para detectar a ovulação (isto é, o período em que a mulher é fértil), os diferentes métodos naturais recebem distintos nomes, cada um dos métodos tem peculiaridades e cada pessoa saberá o que mais se adapta a suas necessidades.
Os métodos naturais são:
1. -MÉTODO DA OVULAÇÃO ou MÉTODO BILLINGS. Também conhecido como o método do muco cervical, reconhecendo que nos dias de fertilidade da mulher, este fluido fica mais fino, claro e abundante.
2. -MÉTODO DA TEMPERATURA BASAL. Fundamentado em que a temperatura basal aumenta depois da ovulação, aproximadamente de 0,3 a 0,5 °C ao longo de três dias, mantendo-se alta durante toda a segunda metade do ciclo. Fazendo um gráfico desta temperatura, um casal pode saber quando tem possibilidade de conceber.
3. -MÉTODO DO RITMO. Também conhecido como do calendário, ou melhor, Método Oggino-Knaus, foi o primeiro método natural. Está baseado em um cálculo matemático para predizer o dia provável da ovulação.
4. -MÉTODO SINTOTÉRMICO. Combina vários métodos: o Billings, o da temperatura basal, o ritmo e os chamados sinais adicionais de fertilidade que aparecem em algumas mulheres, como a retenção de líquidos, rejeição a certos odores, aumentos de excitação, dores de cabeça, depressões e sufocos.
Por: Rosario Alfaro Martínez
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
Amor conjugal: O ato sexual
O Amor conjugal é o que chamamos de Amor sexual, expresso pelo encontro na intimidade de duas pessoas, homem e mulher, que se escolheram para cuidar um do outro por toda a vida.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::

O que é o sexo?
É o transbordamento do Amor no físico. Transbordamento de qual amor? Daquele Amor Efetivo, que é da dimensão humanística ou espiritual, que o Eu Pessoal traz lá do momento da concepção quando se vê vindo daquela Luz, pois quando surgimos da Luz, saímos dela contendo toda a capacidade de Amar da Luz, todas as “ferramentas” necessárias para expressar esse Amor do qual somos originários.
Quando a pessoa aborda o seu inconsciente, se vê recebendo da Luz qualidades específicas para poder desenvolver na sua vida o sentido para o qual foi convidada a existir pela Luz, por exemplo, qualidades, capacidades, como: paciência, respeito, fé, capacidade de perdoar, compaixão, inteligência, Amor, serviço, humildade, sabedoria… para que ela possa expressar o Amor Efetivo e viver o Amor Afetivo para poder ir ao encontro do outro na mais profunda intimidade e realizar o encontro sexual, como conseqüência dessas duas dimensões do Amor…
Para que este encontro íntimo, sexual, seja pleno, se faz necessário muita confiança no outro, é preciso vê-lo(a) como alguém que quer o bem para o outro, para que haja uma entrega sem limites, sem medo, sem desconfiança, sem “pé atrás”. E quando eu sei que outro quer o bem para mim? Quando os dois vivem a expressão do AMOR EFETIVO.
Para isto é necessária uma convivência para que o casal possa sentir a expressão do Amor que se encontra no Eu Pessoal de cada um, na sua essência, que é o AMOR DA LUZ, e nós sabemos reconhecê-lo, porque este mesmo amor está dentro de cada ser.
É como se neste Amor da Luz, em nós, tivesse um código de barras, e que quando o amor é expresso, o código do outro faz a leitura, e quem o “lê” se abre, se entrega ao outro, permitindo o encontro na dimensão da intimidade, se o Amor for mesmo o AMOR DA LUZ que encontra no outro. Aí já não são duas pessoas a se encontrarem, mas uma só nesse Amor.
Rebe, um rabino de suma importância nos Estados Unidos diz: “se você está próximo quando deveria estar distante, estará distante quando tiver que estar próximo”. Estará distante porque a natureza humana cobra a expressão do Amor Efetivo.É o Amor, o desejo de querer o bem para o outro (Amor Efetivo, vale relê-lo) que passa pelo afeto, pelos gestos de amor, que estão relatados quando falei do Amor Afetivo e esse se derrama no físico.
Somente dessa forma, nesta dimensão o encontro sexual completa a pessoa, fora desse contexto, o que fica para a mulher é o sentimento de ser usada e no homem o de usar, ou vice-versa.
O sexo é a expressão máxima de amor entre o Homem e a Mulher que se escolheram para doar-se um ao outro por toda a vida, ou seja, o sexo é a doação de si para o outro, para que um sinta o Amor da Luz pelo outro, Amor que a esposa ou o esposo carregam dentro de si.
O inconsciente revela também, que duas pessoas, homem e mulher quando se encontram nesta dimensão profunda de amor, como expressão do Amor Efetivo, no momento do prazer não são duas pessoas que estão ali juntas, mas uma em Deus, é um encontro profundo com Deus, e a natureza humana busca isto. Esta busca, este desejo não nos foi ensinado, nos foi dado, veio junto ao EU PESSOAL, no momento em que surgimos da Luz.
Um filósofo nos anos 330, diz assim:Ninguém nos ensinou a aproveitar a luz ou a defender a vida acima de tudo; também ninguém nos ensinou a amar os que nos puseram no mundo ou nos educaram. Do mesmo modo, ou ainda com mais forte razão, não é um ensinamento exterior que nos ensina a amar a Deus. Na própria natureza do ser vivo – quero dizer do homem – é deposta uma espécie de germe que contém em si o princípio dessa aptidão para amar. compete recolher esse germe, cultivá-lo diligentemente, alimentá-lo com zelo, e dilatá-lo mediante a graça divina. Este germe que ele se refere, é o que chamamos de Eu Pessoal.
Então, é isto que duas pessoas desejam quando se encontram sexualmente, na sua intimidade, este desejo já existe dentro delas, esta busca por esse encontro com o DIVINO, através da intimidade sexual, para aqueles que fizeram essa escolha por doar-se a outra pessoa por uma vida toda.
O sexo somente completa a pessoa quando ela tem um compromisso para sempre com a outra pessoa. Se não há esse compromisso, o inconsciente revela que há angústia, culpa, medo, vazio…
Quem se une para ver se dará certo, já tem dentro de si a disposição que não dará certo, então já pré-disposto a não fazer dar certo.
Por quê? Porque não vivem o Amor Efetivo e o Amor Afetivo para poder viver o sexual. Como disse acima, a intimidade, a liberdade, a entrega total se dá quando há expressão de AMOR EFETIVO, AFETIVO para que o encontro sexual seja de PURO AMOR e de encontro com a dimensão da LUZ. Então não há transbordamento do Amor no físico, há a aproximação de dois genitais que se encontram e buscam uma satisfação e descarga fisiológica para satisfação própria e não para doar o amor. Por isto a sensação de sentir-se usado (a).
Portanto o sexo foi criado por Deus, somos a sua imagem e semelhança. Deus o criou para ser uma das formas do Amor Efetivo sair de nós, ser expresso àquela pessoa que escolhi para fazê-la feliz, e que assumi viver do seu lado para toda a vida para doar-me a ela. E neste contexto, nesta dimensão, o prazer sexual, é um prêmio de Deus a quem vive nesta doação profunda, a quem vive para expressar o Amor Efetivo.
Então se você é casado(a), e enfrenta dificuldades na área sexual, ou tem vida sexual fora de um compromisso do para sempre, e tem problemas nesta área, já pode imaginar que uma das causas, e aqui, o insciente revela que a causa principal é a ausência do Amor Efetivo, do Amor Afetivo, e a ausência desses acarreta um vazio e falta de sentido para o encontro sexual entre duas pessoas. Como falei acima, vira o encontro entre dois órgãos genitais onde cada um quer a sua descarga fisiológica e a satisfação própria. Desculpe-me ir ao extremo, mas é o encontro que ocorre entre os animais.
Você já ouviu aquela expressão, que diz assim: Deus perdoa sempre, o ser humano às vezes, a natureza humana nunca? Pois a nossa natureza nos cobra quando não estamos vivendo de acordo com o nosso Eu Pessoal, de acordo com o AMOR EFETIVO, e ela se cobra como? Através de sintomas como: angústia, vazio, depressão, medo, culpa, pânico, dores, doenças… Então não adianta querermos sanar os efeitos se a causa não for removida ou revista. E a causa está em não expressar o AMOR EFETIVO, querer receber amor em vez de dá-lo, assim recebemos dores, angústia, depressão, pânico, depressão…
O que é a DEPRESSÃO? É a falta de sentido para viver. A pessoa pensa que já não tem sentido continuar a realizar suas atividades ou até a viver. Mas por quê? Por que ela não está deixando o AMOR EFETIVO sair de si. Ela quer receber, e a nossa natureza não se satisfaz se não der, doar-se, se não expressar, senão sair de si. Lembra que a natureza não perdoa? Esse não perdoar quer dizer, não nos deixa ir para frente se não mudarmos nossas atitudes…
Então o encontro sexual somente tem sentido se for com o propósito de fazer o outro feliz, de fazer com que o outro se sinta amado, de fazer com que o outro sinta o Amor da Luz por quem se está expressando Amor, é uma doação que muitas vezes a pessoa precisa esquecer de si, precisa pensar somente no outro.
É paradoxo, mas é a verdade, quando se perde a si mesmo por causa do outro se encontra além de si, cem vezes mais, é uma medida do paraíso que a pessoa experimenta, agora quem pensa em si fica com uma medida mesquinha, mínima, e com a sensação de que falta algo.
Então se você quer viver um amor conjugal harmonioso, completo, quer a plenitude na vivência da sua intimidade é imprescindível a vivência do Amor Efetivo e Afetivo. Caso contrário estará sempre sentindo um vazio interior, como algo que está faltando.
Após dividir com você essas verdades reveladas pelo inconsciente, deixo uma pergunta para que você reflita: Quais as conseqüências para os adolescentes e jovens ao distribuir preservativos como quer o nosso Presidente da República? Quando esses jovens descobrirem a verdade, seja aqui, ou após a morte vão pensar: não era daquela forma que eu queria ter vivido! Não era aquilo que eu queria ter feito… Mas eu não sabia! Quem vai se responsabilizar e ajudá-los no vazio existencial, na depressão, na angústia…? Quem vai responder por eles?
Então educação sexual é levar a verdade, é fazer conhecer a verdade.
É ajudá-los a fazerem suas escolhas e que se responsabilizem por elas.
Hipocrisia é não levar as pessoas ao conhecimento da verdade, e ao conhecimento das conseqüências de uma vida sexual fora do contexto para a qual foi criada.
Despeço-me de você, no desejo de tê-lo ajudado com essas verdades que não são minhas, mas reveladas pelo inconsciente pesquisado, de mais de 100 mil pessoas.
Um abraço a cada um com o desejo de que escolham pela expressão do Amor Efetivo para que você possa fazer a experiência das suas conseqüências.
Por: Liseane C. Almada Selleti
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
Fiel e exclusivo: fins da sexualidade conjugal
Partimos do fato que a sexualidade é um dom mútuo, é união da carne de duas pessoas, homem e mulher, é o ato através do qual eles se tornam uma só carne. Aqui existe uma dimensão espiritual; quando se realiza, expressa e manifesta a ação unitiva que procede do amor conjugal. É através do ato conjugal que se realiza a doação-entrega-recepção, sendo um ato de amor conjugal com uma dimensão unitiva. Neste sentido, somente o amor divino conhece uma união amorosa mais profunda do que a elevada ao sacramento do altar.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::

São Tomás de Aquino explica que, através do matrimônio, o homem e a mulher formam uma comunidade com a finalidade de ajudar-se na vida matrimonial e familiar. Neste sentido, o fato de que a sexualidade humana não somente aconteça em períodos de fertilidade da mulher indica que – além da dimensão procriadora – existe a dimensão unitiva, sendo que o ato conjugal é algo mais do que o encontro entre dois sexos, é o encontro entre duas pessoas.
A dimensão amor–unitiva e a dimensão procriadora se encontram fundidas em um só ato e são inseparáveis. Portanto a fecundação é a expressão do amor conjugal que, por ser pleno e total, une os esposos, dando lugar à transcendência do amor e do seu ser.
O ato sexual conjugal, ao ser um ato de amor, deve estar ordenado à união e, portanto, à procriação. O Concílio Vaticano II afirma (const. Gaudium et spes, 50): “O matrimônio não é somente para a procriação, mas a natureza do vínculo indissolúvel entre os cônjuges e o bem da prole exigem que o amor mútuo dos esposos se manifeste e amadureça”.
A finalidade amorosa-unitiva é, por natureza, a finalidade imediata do ato conjugal, ou seja, personaliza o ato conjugal.
Quanto à finalidade procriadora, trata-se do ato natural da pessoa-homem que fecunda a pessoa-mulher, é o ato de fecundação dirigido, portanto, a gerar filhos. Assim se explica o que ensina o Concílio Vaticano II, o matrimônio e o amor conjugal se ordenam à prole.
Portanto:
O ato conjugal, como expressão e manifestação do amor conjugal, não é lícito nem honesto fora do casamento. A relação sexual extra matrimonial é uma falsidade, não é um ato de amor verdadeiro, ao contrário, é um ato egoísta.
Tudo que for contra os fins do matrimônio é desonesto, como o uso de preservativos, o onanismo, a sodomia, a masturbação e a bestialidade, que constituem graves degradações do amor homem-mulher, uma vez que despersonalizam e vão contra a dignidade e a natureza da pessoa humana.
Privar a sexualidade de sua potência procriadora, por qualquer meio, seja cirúrgico, mecânico ou químico, degrada e destrói o amor conjugal, e quando se chega ao aborto ou ao infanticídio se comete, além disso, um crime contra a vida humana.
De acordo com Gen 2, 18-24 e com a const. Gaudium et spes (n. 48), o casamento é a comunidade formada pelo homem e pela mulher unidos nas potências naturais do sexo, formando uma unidade na natureza que é, por sua vez, uma comunidade de vida e de amor.
Esta comunidade de homem e mulher é a sociedade primária e nuclear da Humanidade: o núcleo fundador da família, primeira expressão da sociabilidade humana: (const. Gaudium et spes, 12).
Segundo afirma o Concílio no c. 1055, e considerando o casamento um consórcio para toda a vida, ordenado – por sua própria índole natural – ao bem dos cônjuges e a geração e educação da prole, resulta óbvio que o bem dos cônjuges compreende a ajuda e o serviço mútuo.
Neste sentido, com base nos textos bíblicos, o texto-chave é Gen 2, 18-24:
Não é bom que o homem esteja sozinho; a pessoa humana é social por natureza, com uma essencial abertura ao outro pelo amor e pela cooperação em tarefas comuns. Diante da solidão do primeiro homem, Deus propõe dar-lhe uma ajuda e essa ajuda é uma mulher. Ambos se unem como esposos, formando o primeiro núcleo familiar, a primeira comunidade conjugal, baseada na ajuda mútua e, pela diferenciação sexual, na geração e educação dos filhos. Este é o bem dos cônjuges, ao qual o casamento está dirigido. É preciso interpretar esta ajuda recíproca como própria de uma comunidade de vida e de amor, como uma relação interpessoal para o aperfeiçoamento recíproco material e espiritual, ao mesmo tempo que de participação na tarefa comum que o casamento supõe: a família, isto é, o lar, os filhos, as necessidades da vida pessoal e privada, etc.
Quanto ao bem dos cônjuges, trata-se de uma finalidade obtida pelo mesmo casamento, ou seja, pela vida matrimonial que torna o casamento uma comunidade de vida e de amor. O casamento contém em si tudo o que for preciso e conveniente para a obtenção desses fins. São, portanto, fins imediatos, e deles o casal recebe suficiente razão de ser e de bondade.
A finalidade da procriação e educação da prole não é a finalidade imediata do casamento, embora os filhos sejam concebidos no casamento, através do dom mútuo. É, portanto, a finalidade última, porque a comunidade conjugal está ordenada a procriar e educar os filhos no seio familiar: por este motivo, o matrimônio deve ser o núcleo da família. Gaudium et spes, 50.
Por: Nancy Escalante
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
Deus tem um plano para a sexualidade?
Ao longo da história, o homem tem se perguntado sobre o sentido e o fim último da vida, da existência, do tempo, do amor, do bem e do mal e, também, da sexualidade. Sobretudo, parece que ultimamente, mais do que questionar outras coisas, se questiona sobre a sexualidade. Basta ver os outdoors nas avenidas, os comerciais na televisão, abrir qualquer revista, para encontrar alguma coisa sobre a sexualidade. Infelizmente, não procuramos informações sobre a sexualidade com o Criador da mesma, mas com outros aprendizes que só têm “meias verdades”, para não dizer “mentiras completas”, que inclusive nos fazem pensar que Deus não tem nada a ver com a sexualidade e acreditamos que “outros” podem ter uma melhor explicação sobre este tema.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::
Porém não é assim, podemos observar atualmente duas posturas extremistas e equivocadas sobre a sexualidade:
1. Em um extremo, encontra-se a postura hedonista e utilitarista, na qual o único objetivo é satisfazer os impulsos e os sentidos, o mais importante é o prazer e a gratificação física, que EU me sinta bem. O mais grave desta postura é reduzir as pessoas a simples objetos sexuais e meios para atingir o bem-estar.
2. No outro extremo, encontramo-nos com a postura que vê a sexualidade como um tabu, como algo que causa vergonha, que é sujo e indigno, que somente se pode tolerar para a procriação, alguma coisa parecida com “um mal necessário”.
Ambas as posturas são erradas, já que a concepção CORRETA DA SEXUALIDADE (por assim dizer) é a que dá a este aspecto da vida seu justo valor como um dom de Deus, ofertado ao homem para fazê-lo co-participante da criação por meio da fecundidade que surge da entrega de amor esponsal entre o homem e a mulher.
A sexualidade concorda com o plano de Deus quando respeita seus dois fins: UNITIVO E PROCRIADOR.
• UNITIVO: isto é, quando a sexualidade é um meio para expressar amor. Por exemplo, os esposos – quando exercem sua sexualidade – realizam um ato de entrega e, portanto, é bom e lícito que gozem do prazer que a relação sexual implica. De fato, este prazer físico também é uma capacidade que Deus dá ao ser humano e que tem como finalidade a união dos esposos.
• PROCRIADOR: ou seja, que está aberto à vida. Ter a consciência de que o amor em si mesmo é fecundo.
Neste sentido, a sexualidade em si não pode ser considerada como alguma coisa “má”, ao contrário, desde sua origem provém de Deus e, por natureza, é BOA; inclusive, por estar unida à fecundidade, poderíamos chamá-la “sagrada”. No entanto, não devemos esquecer o fato de que, devido à natureza decaída do homem e como conseqüência do pecado original, a sexualidade, quando não for corretamente entendida e não estiver dirigida e integrada ao amor, pode chegar a ser uma ocasião de pecado, isto é, pode prejudicar a relação de amor entre Deus e o ser humano. Vale a pena lembrar que embora “a carne seja fraca”, todo homem possui a faculdade da liberdade, a vontade e a inteligência que lhe permitem viver a sexualidade conforme o desígnio de Deus.
Se tivermos alguma dúvida sobre o desígnio de Deus para a sexualidade, podemos aceitar como guia o sexto e o nono mandamento da Lei de Deus, para que desta maneira descubramos que a sexualidade faz parte de nossa natureza, sendo uma forma de ser pessoa, e que o ato sexual, exclusivo do matrimônio, é um presente de Deus para o amor. E, como se fosse pouco, leva implícito o dom da fecundidade. Portanto, a sexualidade é BOA porque nos faz semelhantes a nosso Criador, nos faz ser realmente imagem de um Deus que AMA e que dá VIDA.
Por: ALMAS, A. C.
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
O amor não se divide
Você já se perguntou alguma vez até que ponto são grandes os problemas do amor? Será possível que porque se ama se tem ciúmes, porque se ama se possui, porque se ama se asfixia, porque se ama se mata?
:: Encontro de casais na Canção Nova ::
Ou será que a tudo chamamos amor e não compreendemos o que verdadeiramente significa amar?
Sabe de uma coisa? O amor não se divide, não é que cada um de nós tenha um limite para amar e Deus nos tenha dito: “Tu podes amar até 40, e tu até 60, e tu até 90”, não, Deus nos demonstrou que no amor se somava, nunca se dividia.
Quando se tem um filho, se ama em plenitude; quando se tem outro, ninguém se pergunta se ainda tem amor… Ama-se infinitamente e se soma. Assim também com os velhos e novos amigos, como no seu coração cabem os amores do passado, do presente e do futuro, porque o amor não se acaba, não tem limite, não reconhece barreiras. Então, pergunto: Serão bons os ciúmes? Se, de verdade, se ama, terei direito a exigir à pessoa amada que somente ame a mim? Por acaso, poderemos pensar que os outros não têm nada que possa ser amado? Claro que existem amores distintos, mas, em total plenitude, somente Deus satisfaz plenamente e, mesmo assim, Ele nos permitiu que o amássemos e que amássemos aos demais. Em Deus não cabem os ciúmes e por isso diz: ama-me, ama-te, amem-se uns aos outros. Porque somente nele podemos somar, agregar, crescer, ser mais.
Veja bem! Quantos você acha que cabem no seu coração? Por acaso, chegará o momento em que digamos: “Tenho que repartir meu carinho entre 10, 20 ou 40?”. Jamais, não pense assim porque você sabe que amar não é só saber somar, amar será aprender, custe o que custar, apesar dos sofrimentos, a saber doar, compreender, perdoar, que – a final de contas – isso é saber multiplicar.
Por: Maruca Serrano de Ortega
Fonte:pt.almas.com.mx/almaspt/
A base de um bom casamento
Considerar as diferenças psicológicas entre o homem e a mulher na comunicação. Os idiomas dos homens e das mulheres têm as mesmas palavras, mas as maneiras de usá-las oferecem diferentes significados. Suas expressões são similares, mas têm diferentes conotações ou ênfase emocional.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::
Para expressar plenamente seus sentimentos, as mulheres adotam a licença poética e usam vários superlativos, metáforas e generalizações. Os homens, erroneamente, percebem estas expressões de forma literal.
O homem está acostumado a utilizar o discurso como um meio de transmitir fatos e informação, as mulheres – pelo contrário – pensam em voz alta, compartilhando seu processo de descobrimento interior com um ouvinte interessado. Uma mulher, freqüentemente, descobre o que quer dizer através do simples processo verbal. Os homens processam a informação de forma muito diferente, antes de falar ou responder “meditam” ou pensam no que escutaram ou experimentaram internamente e silenciosamente, imaginam a resposta mais correta e útil. Primeiro, a formulam em seu interior e – a seguir – a expressam. Este processo poderia levar minutos ou horas e, para confundir ainda mais às mulheres, se não encontram suficiente informação para processar uma resposta, podem chegar a não responder.
As mulheres devem aprender que quando um homem estiver perturbado ou tenso, automaticamente deixará de falar para resolver as coisas. Ninguém poderá entrar nesta “caverna”, nem sequer os melhores amigos do homem. Depois de um tempo, eles sairão e tudo estará bem. As mulheres não devem tentar nem sequer fazer com que um homem fale antes que ele esteja preparado. Em um relacionamento íntimo, os homens precisam se sentir muito seguros antes de se abrir e pedir apoio.
Uma boa comunicação exige a participação dos dois lados. Quando um homem aprende a escutar e a interpretar corretamente os sentimentos de uma mulher, e vice-versa, a comunicação se torna mais fácil. Como acontece com qualquer arte, a arte de escutar exige muita prática.
As mulheres não falam para transmitir ou reunir informação (este é, em geral, o único motivo pelo qual um homem fala).
As mulheres falam para analisar e descobrir o que querem dizer (ele deixa de falar para procurar, dentro de si, o que quer dizer). Ela fala pensando em voz alta.
As mulheres falam para se sentirem melhor e mais concentradas, quando apresentam um quadro de preocupações (ele deixa de falar quando se sente perturbado, em sua “caverna” tem oportunidade de se acalmar).
As mulheres falam para criar intimidade: ao compartilhar seus sentimentos íntimos, são capazes de conhecer sua personalidade afetuosa (um homem deixa de falar para voltar a se encontrar, ele teme que intimidade demais o afaste de si mesmo).
Por: Rosario Alfaro Martínez
Fonte: pt.almas.com.mx/almaspt/
A santidade matrimonial
Em que consiste a atitude fundamental da vida matrimonial para chegar à santidade? Qual é a mística que possa entusiasmar-nos a tornar-nos santos dentro do matrimônio? Parece-me que a mística é esta: estar sempre para o tu.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::
Quando alguém se torna franciscano, consagra-se a pobreza. Quando alguém se torna jesuíta, consagra-se a obediência. Quando alguém se torna padre de Schoenstatt, consagra-se ao apostolado mariano. E quando alguém casa-se, a que se consagra? Consagra-se a um tu!

Mas este estar para o outro, mesmo que pareça belo, é o mais difícil na vida. Estar, ser para o outro - quer dizer, eu já não tenho direito a pensar em minha comodidade, que tenho que esquecer-me de mim mesmo, que tenho que estar para o outro assim como Cristo está para a Igreja.Minha missão é, então, apoiar o cônjuge, complementar-lo, conduzir-lo ao céu. E isto não é nada fácil - vocês o sabem melhor que eu - porque somos egoístas, porque somos de coração limitado.
Se alguém conseguira manter esta atitude “estou para o outro, só para o outro”, durante toda a vida, se tornaria santo. E se se trata de canonizar a algum esposo, sempre se verá se esteve para o outro.
Mas estar como Cristo está para a Igreja, com amor nobre, esclarecido, não com esse amor que pede que o outro esteja para mim, se não que eu esteja para o outro. O matrimônio será feliz na medida em que vivemos segundo esta norma.
Hei de saber, então, deixar-me limitar pelo tu em meus gostos. E se eu gosto de talharim e ela de batatas fritas? Estou condenado a comer batatas fritas toda mi vida!
Suportarei uma semana. Mas suportarei 10 anos, 30 anos? E se Deus me há dado a felicidade de viver 60 anos de matrimônio? Talvez riam e, entretanto, aqui está a chave da felicidade matrimonial ou da tragédia matrimonial.
Ver as qualidades positivas… sempre.
Este estar para o cônjuge, significa estar sempre disposto para tomar consciência do tu, das boas qualidades do tu. E a isto nunca devem acostumar-se os esposos!
Devem acostumar-se a muitas coisas, mas que não se acostumem à boas qualidades do cônjuge, se não que cada dia saibam admirar-las mais. Penso que deve ser algo que torna tão difícil a santidade no matrimônio. Um se acostuma rápido às boas qualidades do tu e depois só presta atenção às más qualidades. E parece que essas más qualidades vão se projetando e que as boas qualidades vão diminuindo.
É por isso que a felicidade matrimonial depende do espírito de sacrifício, da capacidade de se deixar crucificar pelo outro. É o caminho do verdadeiro amor que é o mais difícil nesta vida humana. Já o disse o poeta alemão Rilke: “O mais difícil, a tarefa mais difícil que o homem tem que aprender, é o amor”. E, por quê? Por que o que mais nos custa, é esquecer de nós mesmos e nos interessar pelos demais.
Perguntas para a reflexão
1. Costumo sacrificar minhas preferências, ou insisto até impor-las?
2. Continuo vindo as qualidades de meu cônjuge, ou me acostumei?
3. É mais fácil para eu ver o negativo, mesmo quando opaca as virtudes do outro?
Se deseja comentar o texto ou dar seu testemunho, escreva para: pn.reflexiones@gmail.com
Por: Padre Nicolás Schwizer
Fonte: pt.almas.com.mx/almaspt/
Matrimônio e Eucaristia
Existe uma relação recíproca entre o sacramento do matrimônio e a eucaristia, já que ambos estão vinculados pela relação sacramental da comunhão.
:: Encontro de casais na Canção Nova ::
O matrimônio é uma comunhão que implica permanência e vitalidade, portanto, sua estreita relação com a eucaristia e o verdadeiro sentido da relação homem-mulher, que é a aliança de Deus com sua Igreja. Deus, ao declarar-se esposo de sua Igreja, na Nova Aliança, nos revela a importância da aliança nupcial, que deve estar baseada no amor mútuo e vinculada ao Espírito Santo, dando lugar à obtenção de um coração novo, isto é, a transformação do “coração de pedra” em “coração de carne”.

Jesus, em sua entrega amorosa a seu povo, celebrada na eucaristia, pelo sinal que Ele realizou nas bodas de Canaã, evento no qual Cristo faz da Igreja seu corpo e, por sua vez, a alimenta e protege como o esposo à esposa e vice-versa. Neste mesmo sentido, são Tomás se refere ao matrimônio-eucaristia como sacramentos de comunhão plena porque implicam doação de corpo e espírito, dando lugar a uma verdadeira fusão vital no ser, já que ambos implicam a comunhão íntima com Cristo. Por isso, ambos os sacramentos são permanentes, assim como a presença de Cristo e sua ação salvadora.A aliança matrimonial, ao ser comunhão e conduzir à mútua doação, dá lugar a uma consagração, a um caminho de fidelidade e amor para sempre ao corpo eclesial, formando assim uma igreja doméstica que implica uma missão salvífica, de pregação e de anúncio da Boa Nova.
Pelo que foi desenvolvido até agora, podemos perceber que a família é uma comunidade de vida e de amor, a qual é renovada constantemente através da fé e dos sacramentos. Por este motivo, a família deve viver em torno dos valores, dando como resultado a unidade, fidelidade e fecundidade.
O matrimônio é um sacramento que proporciona uma graça para ambos os cônjuges, no qual existe o princípio da reciprocidade, que – por sua vez – é o fundamento da eucaristia, já que esta última implica uma doação e aceitação recíprocas para uma verdadeira comunhão.
Outro aspecto importante é que a relação matrimônio-eucaristia também implica uma comunhão com a Trindade, uma vez que a ação e presença do espírito dão lugar, com certeza, a esse amor e à comunhão que leva a uma plenitude interior.
Por: Nancy Escalante
Fonte: pt.almas.com.mx/almaspt/
O Segredo do sucesso no matrimônio
Para ser feliz no matrimônio e aumentar o amor com o passar do tempo, não bastam apenas boas intenções.
• CASTIDADE CONJUGAL: “AMOR TRIUNFANTE DE DUAS PESSOAS SEXUADAS”.
Falar de castidade em pleno século XXI pode parecer chocante e anacrônico. Talvez porque se costuma associar – erroneamente – esse termo a um conjunto de negações completamente alheias ao amor, chegando mesmo a equipará-lo à simples abstenção do trato corporal.
Para São Josemaria Escrivá, pelo contrário, a castidade conjugal é uma virtude tremendamente afirmativa: “é uma triunfante afirmação do amor” (Sulco, n. 831). Ele explicava-o assim: “A castidade – que não é simples continência, mas afirmação decidida de uma vontade enamorada – é uma virtude que mantém a juventude do amor, em qualquer estado de vida” (É Cristo que passa, n. 25).
Referida aos casados, a castidade é a virtude que torna possível que aos quinze, vinte, vinte e cinco ou muitos mais anos de matrimônio, cada cônjuge esteja tão enamorado do outro como naquele dia já distante em que os dois uniram suas vidas. E até mais: porque cada um é para o outro agora muito mais amável e arrebatador do que antes, já que o carinho prolongado leva a descobrir e aprofundar nas riquezas pessoais e na beleza do outro.
A castidade é portanto algo muito grande, excelso, positivo, que não se reduz a um conjunto de proibições: vai muito além dos domínios do mero uso dos órgãos genitais. Seu objeto próprio – como o de qualquer virtude – é o amor: neste caso o amor de duas pessoas sexuadas – homem e mulher – precisamente enquanto tais. E a sua finalidade é a de fazer com que esse carinho desenvolva-se e frutifique em todas e em cada uma das suas dimensões: não somente nas diretamente relacionadas com o trato corporal ou genital.
• AUMENTAR O CARINHO
Entende-se então que o principal e mais definitivo ato dessa virtude consista em fomentar positivamente – com as mil e uma espertezas que o engenho amoroso descobre – o amor ao outro cônjuge.
Por isso – para vivê-la em toda a sua grandeza – é oportuno que cada um dos dois dedique todos os dias uns minutos para escolher qual detalhe ou detalhes de carinho e de delicadeza empregará para dar ao outro uma alegria e para fazer subir a qualidade e a temperatura do amor mútuo. Com igual empenho deverá empregar todos os meios ao seu alcance para que as manifestações de afeto escolhidas sejam levadas à prática, para que o trabalho profissional e as outras ocupações não façam delas simples “boas intenções”.
Do mesmo modo, um marido apaixonado tem de estar disposto a repetir muitas vezes por dia à sua esposa, junto com outras manifestações de afeto, que a ama. É claro que ela já o sabe! Mas ela tem uma necessidade quase absoluta de escutar muitas vezes essa confirmação tão boa: é uma delicadeza aparentemente mínima, mas que a reconforta e lhe dá vigor para continuar na luta – às vezes ingrata – por levar adiante o lar e a família. O marido, por sua vez, além de agradecer também em muitos casos que a esposa lhe faça uma declaração paralela, precisa pronunciar essas palavras para reforçar – mediante uma afirmação expressa e tangível – a têmpera do seu amor e da sua fidelidade.
Além disso, e para pôr outro exemplo, marido e mulher devem esforçar-se também para surpreender o seu par com alguma coisa que ele não esperava e que revele o interesse e apreço por ele. Não só nas datas festivas, nas quais essas manifestações “já são esperadas”, mas justamente nos dias em que não existe nenhum motivo aparente para ter uma atenção especial… a não ser o carinho apaixonado dos cônjuges, sempre vivo e sempre crescente! Tendo em conta, por outro lado, que o importante é esse olhar para o outro, dedicar-lhe tempo e atenção, e não necessariamente o valor material daquilo que se oferece.
Na mesma linha, para viver a plenitude do amor que estamos considerando, torna-se imprescindível que os cônjuges saibam encontrar – vencendo a preguiça inicial que às vezes pode vir – momentos para estarem a sós: para conversar e descansar nas melhores condições possíveis. Sem fazer disso um absoluto, e a título de simples sugestão, uma tarde ou uma noite por semana dedicada exclusivamente ao casal, além de facilitar enormemente a comunicação, constitui um dos melhores meios para que a vida de família – e, portanto, o carinho para com os filhos – progrida e consolide-se até dar frutos maduros de qualidade pessoal. Por isso o cuidado e os mimos ao outro cônjuge devem antepor-se às obrigações de trabalho, aos compromissos sociais e até mesmo – valha o paradoxo – ao cuidado “direto” das crianças… esse cuidado irá tornar-se mais potente com o maior amor mútuo dos pais.
• FOMENTAR A ATRAÇÃO
Tendo tudo isso em vista, compreende-se facilmente que é um ato de virtude – da virtude da castidade, concretamente – fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para aumentar a atração, também a estritamente sexual, nossa e do nosso cônjuge.
Em particular, parece ser mostra de bom senso aproveitar o gozo profundo que Deus uniu ao abraço amoroso pessoal e íntimo para resolver pequenas discrepâncias ou desavenças surgidas durante o dia, para pôr fim a uma situação de desgaste, ou para relaxar naqueles momentos em que a vida profissional ou familiar dele ou dela estejam gerando tensões de um modo especial. Por isso, entre outras coisas, ambos terão que prestar atenção ao seu aspecto físico.
Além disso, é imprescindível – e agora tocamos uma questão mais de fundo e de conjunto – que ambos os esposos saibam apresentar-se e contemplar um ao outro, ao longo de toda a sua vida, pelo menos com o mesmo primor e enfeite com que o faziam em seus melhores momentos de namoro. Agir de outra maneira, deixar que o amor esfrie ou petrifique-se, equivale a pôr o cônjuge na beira de um abismo, dando-lhe ocasião para que procure fora do lar o carinho e as atenções que todo ser humano necessita.
Situada nesse horizonte vital, a mulher deve estar persuadida de que a fecundidade torna-a mais bela, e de que seu marido possui a suficiente qualidade humana para saber apreciar a nova e gloriosa formosura que provém da sua condição de mãe.
A maternidade reiterada certamente supõe romper certos “moldes e proporções” que determinados cânones de beleza feminina lutam por impor a todos nós. Mas até o menos perspicaz dos maridos, se está deveras apaixonado, percebe o esplendor que essa “desproporção” traz consigo: reconhece que sua mulher é mais bonita – e inclusive sexualmente mais atrativa – do que aquelas que se pavoneiam com um arremedo de beleza reduzido a “centímetros” e “curvinhas”.
Por pouca sensibilidade que tenha, um homem descobre encantado no corpo da sua mulher: (1) o reflexo do seu próprio amor de marido e de pai; (2) a marca dos filhos que esse carinho gerou; e (3) o cartão de visitas do Amor infinito de todo um Deus Criador, que demonstrou sua confiança ao dar a vida e fazer com que se desenvolvesse no seio da esposa cada uma dessas criaturas… Como poderá não se sentir cativado por tantos e tais enriquecimentos?
Depois de tantos anos de casado, e de relacionamento com outros casais, às vezes sinto a necessidade de pedir às esposas que sejam do “jeito que o seu marido gosta”… e alegrem-se plenamente por isso. E que nunca pretendam – sobretudo com o passar dos anos – ser “do jeito que elas próprias gostem” (elas costumam ser as críticas mais ferozes de si mesmas), nem jamais admitam comparações com amigas nem com nenhuma outra mulher… e muito menos com as mais jovens. Que acreditem piamente nos seus maridos quando eles dizem que elas estão lindas, sem fazer a mínima reserva, nem mesmo interior… Toda mulher que se entregou de verdade – esposa e mãe – deve ter a convicção inamovível de que a sua beleza radicalmente humana aumenta na exata medida em que a sua doação ao marido e aos filhos vai sendo cada vez mais atual e operativa.
• SÓ VOCÊ E NINGUÉM MAIS
A outra face da virtude da castidade – negativa em aparência, mas também derivada dessa mesma necessidade de fazer crescer o carinho mútuo – pode ser concretizada na gozosa obrigação de evitar tudo o que possa esfriar o amor ou pô-lo entre parênteses, nem que seja por poucos minutos. Essa renúncia tem, portanto, um sentido eminentemente positivo: trata-se – também nisso – de fazer com que o amor conjugal amadureça e alcance a sua plenitude. Esse ponto não deveria ser esquecido se queremos entender a fundo o verdadeiro significado da virtude da castidade, o seu valor tremendamente afirmativo.
Se pensarmos nos que estão unidos pelo matrimônio – como até aqui estamos fazendo –, essa afirmação, levada a sério, converte-se num critério claro e delicadíssimo de amor ao cônjuge. Para o homem casado não pode existir outra mulher (enquanto mulher) além da sua. Esse homem (o mesmo poderia afirmar-se, simetricamente, quanto à esposa) obviamente irá relacionar-se com pessoas do sexo oposto: companheiras de trabalho, secretárias, alunas, gente com quem coincidirá em viagens… E a educação e o respeito o levarão a comportar-se com elas com polidez e deferência. Mas não tratará nenhuma delas enquanto mulher – pondo em jogo a sua condição de homem, que já não lhe pertence – mas simplesmente enquanto pessoa.
Isso, que pode parecer à primeira vista excessivamente teórico e até artificial, tem uma tradução muito clara e prática: tudo aquilo que faço com a minha mulher justamente por ser mulher devo evitar fazer com qualquer outra, custe o que custar. Não posso compartilhar com mais ninguém as coisas que compartilho com a minha esposa.
Embora estejamos falando para pessoas aparentemente maduras, nesse ponto é muito fácil ser ingênuos. Isso porque, em princípio, depois de tantos anos convivendo diariamente com o nosso par – nos momentos de alta e de baixa –, qualquer outra mulher (ou qualquer outro homem) está em melhores condições que a nossa (ou o nosso) de mostrar-nos – intermitentemente – a sua face mais amável, nesses isolados espaços de trato mútuo. Não vemos o seu aspecto desarrumado quando acaba de acordar – quando nem parece que é ela (ou ele) –; não a (ou o) vemos quando está cansada (ou cansado); não temos que resolver com ela (ou com ele) os problemas dos filhos nem os quebra cabeças de uma economia não muito folgada…
Elas ou eles, arrumados, dispostos – como por instinto e com a mais limpa das intenções – a agradar e a cair bem, podem dar de si o melhor que possuem, sem o contrapeso dos momentos duros e de fraqueza que forçosamente são vividos dentro do matrimônio. Além disso, costumam ser mais jovens, mais compreensivos (entre outras coisas porque não nos conhecem bem), e estão enfeitados passageiramente com muitas prendas – um tanto artificiais – que fazem a sua personalidade brilhar aos nossos olhos (que nesses momentos não são lá muito perspicazes)… e que a convivência diária e duradoura sem dúvida devolveria às suas reais dimensões.
Para rematar essa idéia, e para ir terminando o que de outra forma seria interminável, acrescentarei que quando uma mulher diferente da nossa conhece os problemas que sofremos no nosso lar e no nosso matrimônio, é quase impossível que deixe de compreender-nos e de sentir por nós uma sincera compaixão. Como também é improvável – embora por motivos muito diferentes – que um homem deixe de entender os problemas de uma mulher casada, se ele dispuser-se a ouvi-los. Nos dois casos, faz falta ter a suficiente categoria – hoje infelizmente rara – para ficar mal e rejeitar, de maneira educada porém decidida, qualquer tipo de confidências como essas.
Tudo isso é, no entanto, necessário para não brincar com a felicidade própria e alheia e para não pôr nossos filhos em apuros, vendendo a grandeza profunda de uma vida de família plenamente vivida em troca do deslumbramento superficial de uns momentos satisfação egocêntrica. O amor que impregna o nosso lar levar-nos-á a prescindir de tais satisfações aparentes, visando robustecer os fundamentos da nossa felicidade no matrimônio.
* Catedrático de Metafísica da Universidade de Málaga. Publicou recentemente – em co autoria com sua esposa Lourdes Millán-Puelles – o livro Assegurar o amor, cuja finalidade (que aliás já está no próprio título) é ajudar a contornar os inevitáveis porém fecundos escolhos que a vida em comum traz consigo.
Por: Tomás Melendo
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