Tocar o Senhor é tocar o irmão

Arquivado em: Formação — anacapucho at 1:20 pm on Segunda-feira, Abril 28, 2008

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Como Jesus, precisamos ser promotores da paz, da justiça e da vida

Se vivermos concretamente a fraternidade, estaremos fazendo a maior e melhor pregação do Evangelho. Os apóstolos a experimentaram, não só entre si, mas, principalmente, por meio de um empenho por uma vida mais digna para seus irmãos.

O testemunho da possibilidade da fraternidade foi o melhor modo de pregar o Evangelho. Esse testemunho arrastou inúmeras pessoas: a cada dia, o Senhor aumentava o número daqueles que se contagiavam pela fraternidade efetivamente vivida pelos primeiros cristãos (cf. At 2, 47).

Precisamos urgentemente redescobrir, na prática, esse poderoso método de evangelização.

A fraternidade evangélica não se resume à simpatia que temos pelas pessoas do nosso grupo. Ela extrapola esse parâmetro, abrange especialmente os pobres e os necessitados. E não poderia ser diferente, porque Cristo se identificou com os pobres (cf. Mt 25,31ss); definiu sua missão a partir da evangelização dos pobres (cf. Lc 4,18-19) e demonstrou a veracidade de seu Evangelho a partir de sua ação em favor dos pobres (cf. Lc 7, 21-22).

Quando falamos de pobres, não os estamos reduzindo somente ao grande exército daqueles que nada têm. É claro que os abrange de modo especial, mas estão incluídos também os doentes, os presos, os oprimidos, os marginalizados, os humilhados, os menores e as prostitutas, entre outros. Eis um grande campo para o nosso apostolado e um grande desafio para cada um de nós.

Deus nos dá sempre o que pedimos, desde que peçamos o que for melhor para nós. Mas, acredito, por experiência, que ele quer usar dos irmãos para nos dar o que pedimos. Por isso, a oração comunitária é poderosa, mas a caridade é mais poderosa, porque é a melhor forma de oração.

Deus sempre usou da mediação humana para falar aos homens. Sua Palavra nos foi transmitida por intermédio de homens inspirados. Sua ação libertadora tornou-se concreta por meio de um homem escolhido, Moisés, o libertador. O próprio Filho nos foi dado através de uma mulher fantástica, que permitiu a ação de Deus em sua vida, Maria; e também de José, que O protegeu e Lhe deu um lar.

Ainda hoje, Deus quer nos falar por intermédio dos homens; e, de fato, nos fala. Através dos pobres e marginalizados o Senhor quer gritar por justiça. Através dos menores, Ele nos fala de amor. Através dos oprimidos, nos fala de libertação. Através de um amigo querido, Ele nos fala do amor verdadeiro, do perdão, da doação. Enfim, através dos homens, Deus Pai sempre tem uma mensagem especial e específica para nós. É preciso ouvi-Lo.

Por isso, devemos ser promotores da paz e da justiça. E devemos evitar o jugamento, a fofoca, a calúnia, a mentira, a inveja e o ciúme. A fofoca e a calúnia são os maiores obstáculos para que o homem entre em contato com Deus através dos outros homens. Elas [fofocas e calúnias] são frutos da inveja e do ciúme (cf. Gn 4,3-8).

Infelizmente, os cristãos não percebem que, quando uma fofoca é feita contra outro cristão, é a Igreja toda que está sendo atingida. É todo o corpo de Cristo que está sendo atacado. A divisão entre os cristãos é o maior escândalo do mundo. Cristo pediu que fôssemos um, somente assim o mundo iria crer na Palavra d’Ele (cf. Jo 17,21). Mesmo assim, os cristãos se deixam levar pela fofoca e pela calúnia, especialmente contra religiosos e padres. Com isso, além de pecar, não trabalham para a verdadeira evangelização.

Como Jesus, precisamos ser promotores da paz, da justiça e da vida verdadeira. Nossa presença no meio dos homens deve ter essa conotação. Tudo o que fazemos e somos deve ser no sentido de sermos testemunhas da vida escondida em Deus que experimentamos na oração.

(artigo extraído do livro “Tocar o Senhor”)

Pe. Léo

PADRE JONAS ABIB ESTIMULA O BATISMO DO ESPIRITO SANTO

Arquivado em: Vídeos Favoritos — anacapucho at 5:49 pm on Quarta-feira, Abril 23, 2008

Quem é esta

Arquivado em: Sem Categoria — anacapucho at 5:42 pm on Quarta-feira, Abril 23, 2008

70 anos do Pe. Jonas

Arquivado em: Vídeos Favoritos — anacapucho at 5:30 pm on Quarta-feira, Abril 23, 2008

Jesus sabe quem você é … e o ama!

Arquivado em: Equipe Vocacional — anacapucho at 1:56 pm on Terça-feira, Abril 22, 2008

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“Depois de lavar os pés dos discípulos, jesus lhes disse: “Eu conheço aqueles que escolhi”.

Você pode se dar conta, então, que o Senhor não escolhe estranhos; Ele não trata com desconhecidos, quando Jesus nos chama, já sabe de maneira já sabe de maneira bastante clára quem somos. Nada em nós supreende Jesus; nenhuma fraqueza, nenhuma queda, nada em nós pode assustá-lo ou causar-lhe decepção: Ele conhece nossa história, nossas limitações e nosso potencial. Antes de nos conquistar, já nos via nos caminhos da vida; nos via por dentro, no íntimo, onde não podemos “enganá-lo” com nenhuma de nossas tantas maneiras de nos esconder de nós mesmo e dos outros. E ainda assim Jesus nos ama; e nos chama para estar com Ele.

Não há fraqueza ou ferida em nós para a qual Jesus não tenha uma medida maior de amor para curar. Tudo que precisamos, aceitação, compreesão e perdão, Jesus já reservou em Seu coração para nos oferecer. Ele quer contar com nossos corações feridos, tocados por seu amor, para alcançar aqueles que ainda precisam aprender a se deixar amar por Ele.

(Por Pe. Antonio José)

Saber esperar

Arquivado em: Equipe Vocacional — anacapucho at 1:21 pm on Terça-feira, Abril 15, 2008

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A pessoa esperançosa espera “esperando”. Ela sabe, com muita confiança, que o Pai tem planos para cada momento de nossas vidas e sempre está pronto para realizá-los na hora mais apropriada. Ela levanta as mãos para o céu em oração, louvor e gratidão.

A pessoa pessimista, acomodada, incrédula, de alguma maneira também deseja que algo venha a mudar. Mas ela espera “reclamando”, “amaldiçoando”, “agredindo”… Por isso, quando as oportunidades chegam, quando as portas se abrem, muitas vezes tudo se perde, pois ela não está preparada, numa posição de fé, para agarrar as graças de Deus.

Que tipo de pessoa você tem sido, querido irmão? Uma pessoa esperançosa, que aguarda maravilhas vindas de Deus, preparando-se para elas em oração? Ou uma pessoa pessimista, acomodada, que até desejaria uma mudança para melhor mas nunca está em posição para começá-la? Como você tem esperado? Você espera “esperando”, louvando, preparando-se para o melhor? Ou você espera reclamando, brigando, duvidando do que pode vir? Sua maneira de esperar determina seu bem-estar hoje e desencadeia as graças de amanhã.

Espere esperando e, certamente, você será visitado por uma grandiosa paz vinda de Deus.

(Por Pe.Antonio José)

Dia de adoração na Canção Nova

Arquivado em: Equipe Vocacional — anacapucho at 1:48 pm on Quinta-feira, Abril 10, 2008

 ”A quinta-feira é o nosso dia especial de oração. O centro será Jesus presente na Eucaristia. Cada um tire, no decorrer do dia, um momento especial de adoração”.

(Monsenhor Jonas Abib)

  Adore o Senhor que se deixa encontrar por você!

Comunidade lugar de Perdão

Arquivado em: Equipe Vocacional — anacapucho at 1:23 pm on Quarta-feira, Abril 9, 2008

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Se entramos numa comunidade sem saber que ali deveremos aprender a perdoar e a receber perdão setenta vezes sete, rapidamente nos decepcionamos.

Perdoar é olhar dentro de si e ver o que é preciso mudar. É reconhecer mais uma vez  - depois de uma briga - a aliança que nos une àqueles com os quais não nos damos muito bem; é abrir-se para eles e escutá-los mais uma vez; é dar-lhes espaço no nosso coração.

( Jean Vanier)

O masculino e o feminino na Canção Nova

Arquivado em: Formação — anacapucho at 2:40 pm on Segunda-feira, Abril 7, 2008

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Foi no ano de 1976, quando o Pe. Jonas conduzia a juventude da Diocese de Lorena, levando os jovens para o seu encontro pessoal com Cristo com uma vida nova no Espírito Santo. 

Eu era uma entre aqueles jovens. Fazíamos os nossos retiros de fim de semana na fazenda Morada do Sol na cidade de Areias, local que fora generosamente cedido por um casal de fazendeiros, o Gandur e a Izis. Jovens de toda a região, inclusive do estado do Rio de Janeiro e Sul de Minas, vinham participar dos nossos encontros chamados “Maranatha”, “Ágape”, “Experiência de Oração” e outros.

Todos saíamos daqueles encontros inflamados do amor de Deus, com um único desejo no coração: construir o homem para reconstruir o mundo. Como costumávamos dizer: Fazer uma “Revolução Jesus”; isto é, a “Revolução do Amor”.  Com a vida nova em Cristo fazer acontecer uma sociedade nova, com novos valores. Trazíamos em nós uma sede de santidade, de mudar a face da terra com o amor e a bondade de Deus.

Foi nesta atmosfera de alegria e entusiasmo que nasceram as músicas do CD do Pe. Jonas: “O AMOR VENCERÄ”. Entre as melodias nasceu “Eu Busco um Mundo de Sol”; “A Virgem do Silêncio”.

Acreditávamos que Deus reservava para nós algo novo, inédito, que não podíamos calcular, também na área dos relacionamentos masculino e feminino.

Pe. Jonas falava muitas vezes do exemplo de Clara e Francisco, que mostraram ao mundo, que em Deus é possível viver a castidade e a pureza de vida, e que era isto exatamente que o Senhor queria de nós.

Foi em um Maranatha de rapazes que ele compôs a musica “Tema de Clara e Francisco” que diz assim:

Irmão Francisco, irmão de todo irmão.

Clara de Assis, irmã de toda irmã.

Cantam ao mundo só Deus nos bastará,

o amor é lindo, ele vencerá.

Irmão Francisco vem nos ensinar.

Clara de Assis aponta o que fazer.

Para que o Senhor seja o tudo em mim.

Para só servi-lo que devo fazer?

Pedra por pedra, com esperança de ver Jesus.

Dia após dia, com alegria sempre buscando além…

 Ele trazia o exemplo da cana e do álcool. É da cana que sai o álcool. Porém para se chegar ao álcool, a cana tem que passar por muitos processos. Ela tem que se deixar passar pela moenda muitas vezes, vira bagaço, fermenta, vai se deixando destilar até chegar ao álcool puro.

Assim também Deus ia fazer conosco se nos submetêssemos a Ele. Deus estava fazendo conosco o que Ele queria fazer com muitos jovens e adultos: a experiência de viver a santidade nos relacionamentos, a partir da pureza e da transparência uns com os outros; do deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo na própria afetividade, sexualidade, na sua história pessoal de vida. Isto, para que o amor de Deus, curando a nossa humanidade, pudéssemos conviver santamente como Clara e Francisco, e muitos outros santos que a nossa Igreja testemunha.

Em 1977, ele lançou o apelo para os jovens que o acompanhavam: “Quem estava diposto a dar um ano da sua vida para viver em comunidade para evangelizar”? Eu, como sempre conto, vencendo os meus medos, dei finalmente o meu “sim”; e no dia 2 de fevereiro de 1978, eu estava entre os 12 primeiros que aceitaram o apelo de Deus: Moças e rapazes, homens e mulheres, agora vivendo juntos em comunidade, em união fraterna em vista de uma Missão. Homens e mulheres trabalhando juntos, realizando juntos o carisma de inflamar o mundo em Jesus Cristo.

Foi assim que começamos a experimentar de maneira prática a graça do masculino e o feminino vividos juntos numa sadia convivência.

Deus nos deu uma riqueza, uma pérola preciosa: o respeito uns pelos outros, o amor fraterno, a nossa vida de oração juntos e o nosso trabalho santificado, que nos faziam e nos fazem portadores desta bênção para a sociedade em que vivemos. Somos homens e mulheres em contínua conquista da castidade e da pureza de vida. Para a Igreja e para o mundo de hoje isto é um vigoroso sinal. Com simplicidade e gratidão aceitamos viver este desafio!

Por Luzia Santiago (Co-fundadora da comunidade canção Nova)

Deixar tudo para ganhar o céu

Arquivado em: Formação — anacapucho at 2:33 pm on Quinta-feira, Abril 3, 2008

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Por Monsenhor Jonas Abib

(Lc 18:18-23) Pobres ou ricos materialmente, nós nos agarramos ao que temos. O Reino de Deus precisa de homens e mulheres que estejam dispostos a deixar tudo para seguir Jesus. Pedro deixou o que tinha para aprender a investir tudo no Reino dos céus. Já aquele homem notável precisava deixar as suas riquezas… mas não o fez.

Não tenha medo de dar muito! O que está em jogo é o Reino de Deus e Sua Palavra . Um, foi capaz de investir tudo, a começar dos próprios bens. O outro saiu triste. Sabemos o que aconteceu com Pedro. Mas, o que será que aconteceu com aquele pobre coitado que saiu triste, porque era muito rico? Será que ele se encontrou outra vez com Jesus? Será que ele foi feliz? Será que aquela tristeza passou? Ou ele viveu o resto da vida triste, pensando: ”Eu tive a chance de me desfazer de tudo para ganhar justamente o que eu estava procurando, e não o fiz”. A tristeza dele foi a de ter compreendido que, por causa da sua riqueza, ele perdeu a herança eterna que havia pedido a Jesus.

Faltam pessoas como Pedro: dispostas a investir os seus bens, para a implantação desse Reino. São pessoas que sabem que podem não estar vivas amanhã; e de que serviriam as coisas que possuem? De que serviria o dinheiro, seja ele muito ou pouco, se Deus nos ensina que é preciso abrir mão disso também? E não é somente ”abrir mão”, é investir no reino de Deus.

Sei que você quer seguir Jesus Cristo. Mas é impossível segui-Lo sem ter de deixar tudo. Talvez precisemos começar com as coisas que temos para depois deixar o que é mais difícil: nosso orgulho, preconceitos, as próprias idéias, as pessoas; deixar a nós mesmos. Pedro começou esse aprendizado, e foi até morrer por Jesus: ele não tinha mais nada a não ser o próprio Senhor.

Este aprendizado é para todos. Também para aqueles que não têm bens para deixar.

Neste ”deixar tudo” está incluída a primeira condição para seguir Jesus: renunciar-se a si mesmo. Esta é a coisa mais difícil, tanto para os ricos como para os pobres. Renunciar a si mesmo é renunciar às próprias idéias, aos próprios pontos de vista, às opiniões pessoais. É saber perder, por causa do Reino.

É deixar que os outros cresçam e eu diminua.

É aceitar que os outros têm uma idéia melhor do que a minha. Que a proposta do outro, talvez, não seja melhor do que a minha, mas é a que vai levar à unidade e, por isso, vai render mais no Reino.

É preciso deixar tudo, até a si mesmo para receber a bem-aventurança que Pedro ouviu da boca de Jesus: ”Não temas, doravante serás pescador de homens”. Seremos estes pescadores de homens.

Outra realidade que a Bíblia denuncia é esta: quem se apega às coisas, se entristece. Os que são apegados às suas riquezas são preocupados demais com o que possuem, vivem apreensivos com o dia de amanhã, com seus negócios e, por isso, são tristes. Não precisamos ter muito para que isso aconteça. Mesmo o apego às pequenas coisas nos entristece. Já sabemos a razão: ele nos rouba a alegria e a felicidade de sermos exclusivamente do Senhor.

Infelizmente, são poucos os que, como Simão, deixam a grande pescaria. Até os peixes ele deixou! Para quê? Para que Jesus fosse o único Senhor. O tudo da sua vida.

Trecho do livro: Considerai como crescem os lírios

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