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Este trecho do evangelho de Mateus e Marcos fala muito comigo, pois apresenta a participação ativa dos discípulos na multiplicação dos pães. O milagre é sempre obra da Graça divina, mas o Senhor quis precisar da nossa participação na sua obra de salvação no mundo.

Aquele povo sofrido era como ovelhas sem pastor. O Senhor sentiu compaixão daquela multidão que o seguia, e pôs a servi-los com a Palavra (cf Mc. 6,34). E como a hora ia adiantada e não tinha comida para todos, os discípulos queriam mandar o povo ir embora, mas Jesus lhe disse: “Eles não precisam ir embora, dai-lhes vós mesmos de comer” (cf. Mt 14,15-16). Eles apresentaram as únicas coisas que tinham, “cinco pães e dois peixes”, o Senhor abençoou-os e alimentou toda aquela multidão que eram mais de cinco mil homens sem contar mulheres e crianças (cf. Mt 14,17-21).

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Assim, deve ser meu ministério, muitas vezes abdicar do meu descanso, como fez Jesus com os seus discípulos que naquele dia voltavam de missão (cf. Mc 6,31). Devo estar com o povo, não posso dispensá-los, não posso mandá-los ir embora com fome. Mas apresentar ao Senhor aquilo que tenho e sou – os meus cinco pães e dois peixes -, e dar o alimento do amor, dos sacramentos, da Palavra, da Eucaristia ao povo de Deus. Ele realizará o milagre da “multiplicação dos pães” ao povo pelo meu ministério nessa minha disposição de coração de oferta-se a Ele. Eu oferto a Deus os “cinco pães e os dois peixinhos” que é minha vida a torna-se Eucaristia a saciar e alimentar o povo que tem fome e sede de Deus.

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Por fim, em janeiro, como diácono, fiz uma profunda experiência com Deus através do povo marajoara nas águas da Amazônia, passando por lugares onde as pessoas ficam até um ano ou mais sem a Eucaristia, assim confirmou-se o meu lema sacerdotal: “Dai-lhes vós mesmos de comer.” (Mt 14,16).

 

Forte abraço,

Deus te abençoe!

Padre  Ademir Costa 

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