…o mais próximo que estive de Bento XVI, 05/12/2008

No dia 11 de fevereiro, o Papa Bento XVI renunciou ao ministério petrino. Desde então, começaram as especulações, teorias das conspirações e as comparações com outros papas. É normal que no calor da recente notícia haja manifestações de todos os tipos. Porém, temos que ser comedidos nas palavras que possamos proferir “burramente” contra este homem de Deus.

Sua decisão de renunciar ao papado foi surpreendente e algo muito raro na história da Igreja. Porém como já relatado por todos os especialistas é uma coisa que não fere em nada as leis eclesiais, é uma atitude lícita e totalmente dentro das leis que regem a Igreja. Vocês podem ler mais no comentário do Padre Paulo Ricardo.

Aqui partilho o meu sentimento: “Eu fiquei muito surpreendido e triste com a decisão do Papa, porque o amo demais. Meu processo vocacional e o meu ingresso na vida consagrada aconteceu sobre o pontificado deste santo homem, que sempre será espelho para mim. Eu amo ler os seus textos, todas as semanas a expectativa das Catequeses, homilias, Angelus, Discursos… Li quase tudo o que este homem de Deus escreveu como papa. Por fim, dói no coração a sua renúncia, um sentimento esquisito de morte, mas com a pessoa viva, vivíssima. Como já disse sempre será exemplo e espelho para minha vida e vocação, sempre serei um fã.”

Este gesto de renúncia foi um ato de humildade, simplicidade e despojamento. Pois em um mundo no qual tantos buscam o poder sem medir os meios. O Papa, um dos homens mais influente e poderoso do mundo, na sua humildade, reconhece que não dá mais conta de cumprir suas funções por seus limites espirituais e físicos. A minha admiração por este homem cresceu ainda mais. Que lição antropológica fantástica!

Devemos tolher todas especulações que possam surgir, todas as “tolas” teorias conspiratórias, como também as comparações com os seus antecessores, devemos tolher todas estas coisas e rezar por este grande homem de Deus que marcou as nossas vidas.

As palavras do Papa em sua renúncia é como de um pai que cuidou dos seus filhos e que agora na sua velhice, precisa ser cuidado pelos mesmos. “…cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino.” (BentoXVI, 11/02/2013)

Rezemos pelo nosso amado Papa Bento XVI. É a hora dos filhos cuidar do pai!

Bento XVI te amamos…

Ademir Costa