Chegou o momento do último trecho. O trecho mais difícil! Um enorme paredão de uns quatrocentos metros que conduz ao pico. Quarenta a cinquenta minutos de subida. Sempre unidos em grupo e conduzidos pelo guia.

Depois de quatro horas e meia, momentos de cansaços, pernas pesando, ar faltando pela altitude, muitas pedras e escaladas… Alcançamos o Cume!

É difícil descrever a sensação que vivi naquele momento. Um prêmio, uma meta alcançada, uma realização pessoal, uma recompensa esplendorosa, um contemplar a beleza da criação.

Entendi um pouco da razão de muitos personagens bíblicos, santos e o próprio Jesus Cristo se retirar para os cumes das montanhas: É um lugar no qual se facilita o contato com Deus, facilita a oração e a contemplação. Neste lugar Deus fala e si revela por sua criação.

Foi impossível não sentir Deus falando pela beleza da natureza. Deus gritava naquele silêncio! Realmente a sensação é de estar entrando em um “santuário” esplendoroso.

Fiquei extasiado com a beleza da natureza. Senti a presença de Deus pela obra da criação. O Deus que si revela pelas coisas criadas. Louvei a Deus em meu coração por poder fazer esta experiência.

Foi simplesmente fantástico!

Chegamos ao cume! Mas ainda não acabou. É preciso descer da montanha. No próximo artigo falarei da descida que foi uma experiência desafiadora, e também descreverei as diversas lições que tirei desta aventura para minha vida espiritual.

Até a Próxima!

Um dos esportes preferidos do Jovem Karol Wojtyla, que mais tarde se tornou o Papa João II, era o montanhismo; este fim de semana, fiz essa experiência inesquecível no Pico dos Marins; subi mais de 2.400 metros.

Sou um homem apaixonado por esportes, gosto de desafios. O fato foi que, desde quando cheguei a Cachoeira Paulista, tinha um sonho pessoal de subir esta enorme montanha que fica no horizonte da Canção Nova na Serra da Mantiqueira.

Depois de algumas tentativas que não deram certo por imprevistos. Neste fim de semana deu tudo certo, com mais sete amigos, tive a graça de fazer a experiência de subir até o Pico. Foram 4 horas e meia de subida – caminhada pesada e escalada – e mais 3 horas e meia de descida. Neste percurso, foram muitos desafios, muitas superações, muitas experiências humanas e experiências espirituais que partilharei aqui nos próximos artigos.

Além do esporte nos proporcionar bons momentos de contemplação desta grande obra de Deus que é a natureza. E um bom lugar de encontro com Deus. Nesta escalada, fiz a experiência pessoal que  a “criação é capaz de nos conduzir a Deus”.


Agradeço a todos que estiveram comigo: Sargento Nilton, Edilberto, Gilmar, Joaquim, Cícero, Diego, Daniel e Paulo Martins* (que nos levou e ficou na base*).

Valeu mesmo!

Ademir Costa

Obs.: Nos próximos artigos apresentarei as experiências que vivi nesta aventura.