Nas últimas semanas tenho assistido alguns documentários sobre a 2. guerra Mundial, tenho ficado impressionado com as barbaridades cometidas neste tempo contra o ser humano. Vendo as artrocidades do nazismo alemão e as bombas atômicas do EUA, fiquei pensando a que nível chega o ser humano para alcançar o “poder”. Foram mais de cinqüenta milhões de pessoas mortas.

Porém, dois fatos me indignaram profundamente, a insanidade e irracionalidade dos Campos de Extermínios nazista e as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nakazaki. Isto me fez refletir muito, pois vejo a que ponto pode chegar o homem com o seu semelhante no respeito de sua dignidade humana de simplesmente sobreviver.

Amigos, hoje vivemos em uma aparente paz. Não temos guerras, campos de concentrações, não existe um eminente risco de guerra nuclear, claro que algumas guerras civis no Oriente Médio e na África, mas nada na proporção da 2. Guerra.

O que reflito é o seguinte, por mais que vivamos um tempo de aparente paz e solidariedade pela globalização que une o mundo. Estamos imersos em uma sociedade que continua colocando o homem em segundo plano ferindo sua dignidade. Os “campos de concentrações” e as “bombas atômicas” de nossos tempos continua aniquilando a dignidade humana fazendo-os escravos de uma sociedade ávida de lucro e poder. O genocídio da segunda guerra eram mais evidentes, hoje são genocídios subliminares. Crianças, jovens, adultos, idosos são colocados a margem como objetos inúteis em uma sociedade dominada pelo egoísmo e utilitarismo. A pessoa só vale se é útil.

Os nazistas faziam experiência que eram verdadeiras aberrações, como colocar a cabeça de uma pessoa em outro corpo, fazer autopsia com a pessoa viva, entre vários relatos documentados. A bomba atômica lançada pelo Estados Unidos no Japão fez com que milhares de pessoas desintegra-se no instante, sobrando somente as sombras das mesmas em razão do calor e irradiação da bomba. Os dois fatos se repetem hoje, pois a sociedade faz a pessoa pensar com a cabeça de outros, e muitos outros que estão a margem da vida são desintegrados por não servirem para nada na sociedade.

Neste pequena reflexão, penso: O que vale a vida humana em nossos dias?

Como Igreja devemos lutar para que a dignidade humana esteja sempre a frente de todos interesses mundano, não importa se seremos perseguidos por lutar pela verdade, não podemos deixar que milhões de pessoas continuem morrendo escravo de um sistema que coloca o homem em um segundo plano, a verdade é que o homem deve ter a primazia sobre todos os interesses dos poderosos que regem o mundo.

Forte abraço

Ademir Costa