Nesta sociedade capitalista e globalizada na qual o lucro é colocado acima da pessoa, o sexo e o prazer são dos seus instrumentos mais sustentáveis. Não tenho medo de afirmar, que o sexo é maior produto de venda deste sistema que rege o mundo.

Por isso, acontece mediante todos os meios possíveis, um incentivo subliminar ou direto ao sexo livre. Não importa a idade, todos são atingidos, desde crianças até idosos. Homens e mulheres são escravos da correnteza que empurra as pessoas a acreditarem que o sexo e o dinheiro são os ápices de um caminho para a realização pessoal. O ser humano se engana, pois um amor reduzido ao sexo e ao prazer desvirtua e reduz o homem aos seus instintos mais primitivos, chegando às vezes a igualar-se a animais irracionais.

O incentivo ao sexo livre tem como consequência todo o tipo aberração: como os estupros, a pedofilia, a pornografia, incestos, sexo com animais, swings, por fim todos os tipos de fetiches e patologias sexuais.

A atitude dos meios de comunicação é apelativo e imoral, fere a dignidade humana. Por meio de novelas, programas, seriados, desenhos, filmes, sites, propagandas, reality show e etc. Ao invés de apresentar um remédio para curar os sintomas das patologias sexuais, despertam as doenças, fraquezas e desequilíbrios de muitas pessoas.

É certo que existe um “sistema”, cabeças pensantes, que maquinam todas estas coisas. O que podemos fazer é denunciar e formar os fiéis cristãos a terem uma consciência crítica diante dos meios de comunicação.

A sociedade tenta excluir Deus de seu contexto ético sexual, mas se perde em seus princípios básicos, cedo ou tarde a natureza irá cobrar por esta rebeldia contra si própria. Como a simbologia bíblica apresentada narrada na destruição de Sodoma e Gomorra. Um amor reduzido ao sexo e prazer é uma ofensa à racionalidade humana. A sociedade capitalista irá colher, cedo ou tarde, os frutos de tal perversidade da alienação que impõe ao homem.

@ademircn

Em nossos dias, a pessoa usa a outra para satisfazer-se carnalmente. Muitas vezes pelo sexo sem compromisso. No qual a “carne” vai se acostumando e com o tempo não mais se contentará com este prazer físico oferecido pelo objeto de consumo – o homem ou a mulher.

A partir de então começa um efeito em cadeia que pode suceder-se da seguinte maneira: A pessoa passa do sexo desregrado e se dirige para o álcool, da dependência do álcool para o vício da maconha, da maconha para cocaína, da cocaína para o crack, do crack para heroína, da heroína para o vazio existencial, do vazio existencial para depressão profunda, da depressão profunda para o suicídio.

O Apóstolo Paulo nos fala: “O salário do pecado é a morte”(Rm.6,23a).  Não porque seja algo fulminante como um ataque cardíaco, mas porque é uma reação em cadeia. É como descer uma escada degrau a degrau para o “fundo do poço”: Os prazeres carnais nunca saciará plenamente um ser humano.

Não dá para preencher vazio com vazio, a sociedade vende uma falsa ilusão, vende uma mentira que gera a morte. Tudo consequência do egoísmo humano, alimentado por um mundo capitalista voltado para o lucro.

Como cristãos não podemos ser seduzidos e arrastados por essa correnteza do pecado que gera morte. Que Deus conceda a nossas famílias a graça do verdadeiro amor que satisfaz e realiza o homem plenamente no seu corpo e no seu espírito.

Sabemos que “… a morte é o salário do pecado, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm.6,23)

Forte abraço,

Até a próxima!

@ademircn