Centenário da II Aparição “Em Fátima respira-se a fé”

Queridos irmãos e irmãs no Senhor, É grande a alegria de estar aqui em Fátima com a Peregrinação internacional no centenário das Aparições. A presença do Papa Francisco ainda está viva, a sua palavra ecoa nos nossos corações.

Saúdo com afeto os bispos presente, e agradeço ao pastor desta Diocese de Leiria/Fátima, o Senhor D. António Marto, o convite fraterno que me fez para presidir a estas celebrações.

1. A Fé Em Fátima respira-se a fé! Onde está a Mãe, ali está o Filho, o encontro é mais intenso, a caridade cresce, a fé é mais clara e límpida: mais límpida porque mais essencial. O Evangelho da Anunciação leva-nos ao coração da fé: Maria confia-nos a Deus porque confia em Deus. Esta é a fé de Maria, esta é a fé da Igreja. Estamos aqui como peregrinos com as nossas tribulações e esperanças; mas estamos aqui também como povo de Deus que representa a Igreja dispersa por toda a terra; mais ainda, aos pés da virgem, queremos trazer as angustias e os pedidos de toda a humanidade perdida e sofredora, necessitada de luz e de amor!

2. Porquê em Fátima? Porque vêm as pessoas a Fátima? Porque o coração humano tem necessidade de palavras de vida eterna; porque todos desejamos uma mãe que nos dê alento e nos acompanhe; porque o homem procura a redenção das próprias fraquezas; porque a humanidade está fascinada com a luz que brilha no meio das trevas; porque é atraída pela oração que revela aquilo que somos, pequenos diante da majestade de Deus e tomados sob o cuidado do sacrifício de Cristo. Redenção e pecado, luz e trevas, oração e conversão, amor, sacrifício, salvação eterna… não é isto a substância da fé? E não isto a mensagem de Fátima, o caminho da vida cristã? À luz da vida dos pastorinhos, o fruto destas palavras não será a paz do coração e a alegria da alma, seja qual for a circunstância?

3. A hora de acordar Queridos amigos, a história que vivemos tem muitas nuvens, mas é a hora do acordar. O ocidente parece perder a sua própria humanidade, procurando ilusões que fazem muitas promessas mas que degradam. O mundo proclama a vida e semeia a morte; declara a solidariedade e fecha-se, prega o amor mas é individualista. As pessoas, contudo, começam a interrogar-se sobre o futuro do mundo, sobre o destino da vida. Como naquele 13 de Outubro de 1917 se começaram a ver uns flashes de luz, assim no coração dos homens começam a surgir as perguntas verdadeiramente importantes, a necessidade de verdade, a sede de amor e de bem. Este é o acordar que já começou e que não vai parar.

4. O Sol de Cristo Em Fátima continua a brilhar o sol, a luz que brota do seio da Virgem Santa: Jesus Cristo. Ele é o Filho de Deus vivo, o revelador do invisível, o fundamento de todas as coisas; Ele é o Mestre da humanidade, o Redentor; é o segredo da história, é a chave dos nossos destinos, o Rei do mundo novo. Ele é aquele que nos conhece e ama, é o companheiro de estrada e o amigo da nossa vida, Aquele que há-de vir e que deve, um dia, ser o nosso Juiz e, assim o esperamos, a plenitude da nossa alegria… Ele é o Pão que desceu do Céu, é a Fonte de água viva que sacia a nossa fome e a nossa sede. Nunca nos cansaremos de falar de Jesus!

5. O coração imaculado Olhemos agora para o rosto suavíssimo de Nossa Senhora; no seu coração imaculado encontraremos o coração de Cristo, um rosto que une todos os nossos rostos. Envolvido pelo nome de Maria, como foi envolvido pelas faixas em Belém, ressoe sobre este recinto o nome de Jesus: a partir do Seu nome cada um de nós sentirá pronunciar o seu próprio nome, sentirá a sua vida ser iluminada, a sua fé regenerada e a sua esperança reforçada.

Cardeal Angelo Bagnasco Arcebispo de Génova Presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa

fonte: fatima.pt

Tem por base as mesmas fotos da Beatificação de 2000

O retrato oficial dos mais jovens santos não-mártires da Igreja Católica, Francisco e Jacinta  Marto, hoje apresentado em Fátima, tem por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000, com uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, nas palavras da Postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto.

“Jacinta olha de frente para o observador, em atitude de interpelação; Francisco ergue os olhos ao alto, apontando para uma atitude eminentemente contemplativa”, refere a nota da Postulação sobre as imagens, encomendadas à pintora Sílvia Patrício, e que vão estar colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima para a cerimónia de canonização.

O retrato oficial dos mais jovens santos não-mártires da Igreja Católica, Francisco e Jacinta  Marto, hoje apresentado em Fátima, tem por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000, com uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, nas palavras da Postuladora da Causa de Canonização de Francisco e Jacinta Marto.

“Jacinta olha de frente para o observador, em atitude de interpelação; Francisco ergue os olhos ao alto, apontando para uma atitude eminentemente contemplativa”, refere a nota da Postulação sobre as imagens, encomendadas à pintora Sílvia Patrício, e que vão estar colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima para a cerimónia de canonização.

fonte: fatima.pt

Maria, Mulher da escuta, abre os nossos ouvidos; faz com que saibamos ouvir a Palavra do teu Filho Jesus, no meio das mil palavras deste mundo; faz com que saibamos ouvir a realidade em que vivemos, cada pessoa que encontramos, especialmente quem é pobre e necessitado, quem se encontra em dificuldade.

Maria, Mulher da decisão, ilumina a nossa mente e o nosso coração, a fim de que saibamos obedecer à Palavra do teu Filho Jesus, sem hesitações; concede-nos a coragem da decisão, de não nos deixarmos arrastar para que outros orientem a nossa vida.

Maria, Mulher da ação, faz com que as nossas mãos e os nossos pés se movam «apressadamente» rumo aos outros, para levar a caridade e o amor do teu Filho Jesus, para levar ao mundo, como tu, a luz do Evangelho. Amém!

(Papa Francisco, 21 de Maio de 2013)

PRIMEIRO DIA

Pedir a graça de amar o próximo, rezar e receber Jesus na Eucaristia com espírito de reparação.

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “Pilatos pronunciou a sentença: que fosse feito o que eles pediam”. (Lc23,24)

Mensagem de Fátima: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”.

Oração para todos os dias:

Pai Celeste, dou-Vos graças por terdes escolhido Nossa Senhora do Rosário de Fátima para trazer ao mundo a vossa mensagem de paz, de conversão e de oração reparadora pelos pecados de todos os homens; e por terdes concedido aos beatos Francisco e Jacinta uma grande Fé, docilidade e fortaleza para a transmitirem com o seu exemplo, apesar das ameaças e dificuldades. Concedei-me a graça de difundir a mensagem de Fátima com a minha vida e oração, e por intercessão da vossa Mãe Santíssima e dos bem-aventurados Pastorinhos de Fátima, concedei-me a graça que agora vos peço (mencionar a graça). Ámen.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória pelas intenções do Santo Padre.

SEGUNDO DIA

Pedir a graça de abrir a porta do próprio coração ao projecto de Jesus Cristo.

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “Jesus cai pela primeira vez”.

Mensagem de Fátima: “Oferecei continuamente ao Senhor orações e sacrifícios, como acto de reparação por tantos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores”.

Oração para todos os dias: …

Pai Celeste, dou-Vos graças por terdes escolhido Nossa Senhora do Rosário de Fátima para trazer ao mundo a vossa mensagem de paz, de conversão e de oração reparadora pelos pecados de todos os homens; e por terdes concedido aos beatos Francisco e Jacinta uma grande Fé, docilidade e fortaleza para a transmitirem com o seu exemplo, apesar das ameaças e dificuldades. Concedei-me a graça de difundir a mensagem de Fátima com a minha vida e oração, e por intercessão da vossa Mãe Santíssima e dos bem-aventurados Pastorinhos de Fátima, concedei-me a graça que agora vos peço (mencionar a graça). Ámen.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória pelas intenções do Santo Padre.

TERCEIRO DIA

Pedir a graça da consagração de si mesmo e do mundo ao Imaculado Coração de Maria.

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: Jesus, levando a cruz, encontra a sua Mãe, cujo Coração é trespassado por uma espada de dor. Os corações de Jesus e de Maria estão unidos numa mesma paixão. Eis os dois corações que tanto nos amam, que tudo entregam e pouco recebem em troca. Corações de Jesus e Maria, concedei-me a graça de Vos conhecer, amar e imitar. Tomai o meu coração, para que seja sempre vosso.

Mensagem de Fátima: “ Vim pedir a consagração do mundo ao meu Imaculado Coração…e a Comunhão reparadora dos primeiros sábados. Se atenderem aos meus pedidos, os flagelos serão afastados ou mitigados, e por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

Rezar a Oração para todos os dias: …

QUARTO DIA

Pedir a graça de “completar com os meus sofrimentos a Paixão de Jesus Cristo” e de os oferecer pela conversão dos pecadores

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “Jesus, a caminho do Calvário, é ajudado por um homem de Cirene”. (Mc 15,21)

Mensagem de Fátima: “Aceita por amor os sofrimentos que Nosso Senhor vos quiser enviar”.

Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?” “Queremos!”.

QUINTO DIA

Pedir a graça da conversão ao amor cristão.

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “Compadecida, a Verónica limpa o rosto de Jesus com um lenço. Jesus premeia-a imprimindo as suas feições no lenço”.

Mensagem de Fátima: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente, e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.

Eu nunca te deixarei. O meu Coração Imaculado será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus”

Rezar a Oração para todos os dias: …

SEXTO DIA

Pedir a graça de amar o Sacramento da Reconciliação.

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “Jesus cai pela segunda vez”.

Mensagem de Fátima: “Quando rezardes o Terço, dizei no começo de cada mistério: Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem”.

Rezar a Oração para todos os dias: …

SÉTIMO DIA

Pedir a graça de anunciar Jesus Cristo e difundir a devoção ao Coração Imaculado de Maria para alcançar a paz no mundo.

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “A caminho do calvário, algumas mulheres choravam por Jesus. Ele disse-lhes que chorassem, não por Ele, mas pelos seus próprios filhos”. (Lc 23,27-28)

Mensagem de Fátima: (Jacinta a Lúcia): “Já me falta pouco para ir para o Céu. Tu ficas cá para dizeres que deus quer estabelecer no mundo a devoção ao imaculado Coração de Maria”.

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OITAVO DIA

Pedir a graça de amar a SS.ma Eucaristia

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “Após três horas de grandes tormentos, Jesus morre na cruz” por causa dos pecados. (Mt 27,49-50)

Mensagem de Fátima: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos”.

Rezar a Oração para todos os dias: …

NONO DIA

Pedir aos Pastorinhos a saúde, por intercessão de Nossa Senhora do Rosário De Fátima

– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.

– “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

– “Graças Vos dou, Corações de Jesus e de Maria, que atendeis a minha oração”.

Meditação: “então, afastou-se uns trinta metros e, de joelhos, começou a rezar: Pai, se queres, afasta de Mim este cálice. Contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua!”. (Lc 22,41-42)

Mensagem de Fátima: “Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores, pois muitos vão para o inferno porque não há ninguém que se sacrifique e reze por eles”.

Rezar a Oração para todos os dias: …

Novena aos Beatos Francisco e Jacinta

FONTE: Padre Guilherme Gândara, ssp

Editor: Agostinho França


O milagre reconhecido pelo Papa e que levará à canonização de Francisco e Jacinta, segundo a Rádio Vaticano, diz respeito a uma criança que ficou em coma após cair por acidente de uma janela de cerca de sete metros de altura e teve que ser operada.

Embora os médicos tenham previsto que a criança ficaria com graves sequelas por conta do traumatismo crânio-encefálico, três dias depois, recebeu alta e não ficou com qualquer dano.

O reconhecimento de um milagre realizado por sua intercessão depois da beatificação é um processo da competência da Congregação para a Causa dos Santos, regulado pela Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister , promulgada pelo Papa São João Paulo II em 1983.

Uma comissão de teólogos analisou a decisão da comissão de peritos ou científica sobre o milagre e recomendou à Congregação a aceitação do mesmo.

Em seguida, o decreto da Congregação para a Causa dos Santos declarando como santos os dois beatos foi submetido à aprovação do Papa Francisco no dia 23 de março.

No último dia 20 de abril, durante o Consistório Ordinário Público para a Canonização dos Beatos, no Vaticano, o Pontífice confirmou que a canonização de Francisco e Jacinta será no dia 13 de maio, em Fátima.

(fonte: Acididigital)

Nasceu a 11 de Março de 1910. Na altura das aparições tinha sete anos. Era a mais jovem dos videntes. Durante as aparições viu e ouviu tudo, mas não falou ao Anjo nem à Mãe de Deus. Inteligente e muito sensível, ficou profundamente impressionada quando ouviu a Virgem declarar que Jesus estava muito ofendido pelos pecados. Depois de ver a imagem do inferno, decidiu oferecer-se completamente à salvação das almas.

A noite da primeira aparição de Nossa Senhora (13 de Maio de 1917), foi Jacinta que, a despeito de promessas que tinha feito a Lúcia, revelou o segredo da aparição à sua mãe: “Mamãe, hoje vi Nossa Senhora na Cova da Íria. Ai! Que senhora mais bonita!” Mais tarde, o Céu favoreceria Jacinta ainda mais com duas visões poderosas do Santo Padre: um papa sofrendo das perseguições feitas contra a Igreja e também das guerras e das destruições que agitavam o mundo. “Pobre Santo Padre”, dizia Jacinta, “é muito preciso rezar por ele.” A partir de aí, o Vigário de Cristo esteve sempre presente nas orações e nos sacrifícios dos videntes, mas sobretudo Jacinta.

Oxalá que pudesse pôr no coração de toda a gente o fogo que tenho no meu coração que me faz amar tanto o Coração de Maria!”

Para salvar as almas do fogo do inferno, a Jacinta fazia sacrifícios voluntariamente. No calor terrível do verão, deixou de beber água. Como um sacrifício pela glória de Deus, oferecia os seus lanches da tarde às crianças ainda mais pobres do que ela. Para salvar almas, decidiu suportar a dor de levar uma corda áspera cheia de nós amarrada à pele. Aturou as interrogações exaustivas e os insultos dos descrentes sem o mais pequeno lamento. “Oxalá que pudesse mostrar o inferno aos pecadores!”, dizia “seria muito feliz se todos pudessem ir ao paraíso”.

Um ano após as aparições da Cova da Íria, começou a doença que a levaria à sua morte. Primeiro veio a pneumonia bronquial, depois um abcesso nos pulmões, e com ambos sofreu intensamente. Porém na sua cama de hospital, declarou com otimismo que a sua doença era mais uma maneira de sofrer para a conversão dos pecadores.

Depois de dois meses no hospital, voltou a casa, onde se descobriu uma chaga ulcerosa e aberta no peito. Pouco depois foi diagnosticada com uma tuberculose. No transcurso do ano seguinte, sofreu gravemente por Nossa Senhora. “Jesus estará contente por eu lhe oferecer o meu sofrimento?” preguntou à Lúcia. Em Fevereiro de 1920, ela foi levada apressadamente para outro hospital, desta vez em Lisboa. Desfeita num esqueleto e morrendo sem a presença de seus queridos pais ou de Lúcia, consolou-se com a ideia de que esta era mais uma oportunidade para oferecer os seus sofrimentos pelos pecadores. No hospital de Lisboa foi visitada não menos de três vezes por a Mãe de Deus.

Finalmente, na noite de 20 de Fevereiro de 1920, a promessa da “Senhora mais brilhante que o sol” foi cumprida. “Vim para levar-te ao Paraíso.” Como o Francisco, a Jacinta jaze agora na grande Basílica de Nossa Senhora em Fátima.

Com o Francisco a Jacinta foi beatificada 13 de Maio de 2000, e serão canonizados pelo Papa Francisco  no Centenario das Aparições em Fátima a 13 de Maio de 2017.

Uma tirada do Francisco:
“Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver Nosso Senhor naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!”
Outra sobre os peregrinos que vinham ao encontro dos videntes: “Esta gente fica tão contente só por a gente lhe dizer que Nossa Senhora mandou rezar o terço e que aprendesses a ler! O que seria, se soubessem o que ela nos mostrou em Deus, no seu Imaculado Coração, nessa luz tão grande”.
Dois momentos importantes da Jacinta:
“Ó mãe, vi hoje na Cova da Iria Nossa Senhora!”. A partir de então, a boa notícia das aparições/visões não mais parou.
Antes de morrer, consola a mãe, dizendo-lhe: “Não se aflija, minha mãe: vou para o Céu. Lá hei-de pedir muito por si”.
Pé Jorge Guarda

Nasceu a 11 de junho de 1908 a Manuel e Olímpia de Jesus Marto e era o irmão mais velho de Jacinta e o primo direito de Lúcia dos Santos. Tinha nove anos na altura das aparições. Durante as aparições do Anjo e da Sagrada Virgem, ele viu tudo, mas, não ouviu as palavras que foram pronunciadas.
Na Primeira Aparição, Lúcia preguntou se o Francisco iria para o Céu, Nossa Senhora respondeu: “Sim, ele vai para o Céu, mas terá que recitar o Rosário muitas vezes.” Sabendo que seria chamado em pouco tempo ao paraíso, o Francisco mostrou pouco interesse em assistir às classes. Várias vezes, chegando perto da escola, dizia à Lúcia e à Jacinta: “Vão vocês. Eu vou à igreja a fazer companhia ao Jesus escondido” (uma expressão que se refere ao Santíssimo Sacramento). Muitas testemunhas contemporâneas afirmam terem recebido favores depois de terem pedido a Francisco que rezasse por elas.
“A Virgem Maria e Deus mesmo estão infinitamente tristes. Cabe-nos a nós consolá-los!”
Em Outubro de 1918, Francisco adoeceu gravemente. Aos membros de sua família que lhe asseguravam que ele iria curar-se da sua doença, ele respondia firmemente: “É escusado. Nossa Senhora quer é que eu esteja com Ela no Céu!” No transcurso da sua doença, continuou a oferecer sacrifícios constantes para consolar Jesus ofendido por tantos pecados. “Já falta pouco tempo para ir eu para o Céu”, disse à Lúcia um dia. “Lá em cima, vou consolar muito Nosso Senhor e Nossa Senhora; a Jacinta vai rezar muito pelos pecadores, pelo Santo Padre e por ti. Vais ficar aqui porque Nossa Senhora assim deseja. Escuta, faz tudo o que Ela te disser.”
À medida que a sua doença piorou e quebrou o que era uma saúde robusta, Francisco já não tinha as forças para recitar o Rosário. “Mamãe, já não consigo dizer o Rosário“, disse em voz alta um dia, “parece que a minha cabeça está nas nuvens…” Ainda quando a força do seu corpo se perdia, a sua mente permanecia atenta à eternidade. Chamando o seu pai, pediu para receber Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento (ainda não tinha recebido a sua Primeira Comunhão nessa altura). Preparando-se para a confissão, pediu a Lucia e a Jacinta que lhe lembrassem os pecados que ele tinha cometido. Ouvindo algumas travessuras que tinha cometido, o Francisco começou a chorar, dizendo, “Já confessei estes pecados, mas vou confessá-los outra vez. Talvez seja por causa destes que Jesus está tão triste. Peçam vocês também a Jesus que perdoe todos os meus pecados.”
Seguiu-se a sua primeira (e também a última) Santa Comunhão no quarto pequeno em que ele estava morrendo. Já sem forças para rezar, pediu a Lúcia e a Jacinta que recitassem o Rosário em voz alta para que pudesse seguir com o seu coração. Dois dias mais tarde, perto do seu fim, exclamou: “Olhe, mãe, olhe, que luz tão linda, ao pé da porta.” Perto das 10 horas da noite, a 4 de Abril de 1919, depois de pedir que todas as suas ofensas fossem perdoadas, faleceu com calma, sem nenhum sinal de sofrimento, sem agonia, o seu rostro brilhando com uma luz angélica. Descrevendo a morte de seu primo jovem nas suas Memórias, a Irmã Lúcia escreveu: “Ele voou para o Céu nos braços da Nossa Mãe Celeste.”

O Papa vai canonizar Francisco e Jacinta Marto no próximo dia 13 de maio em Fátima. O anuncio foi feito esta manhã em Roma, no Consistório Ordinário Público para o voto sobre algumas Causas de Canonizações.

Este processo iniciado pelo então bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva,  a 30 de abril de 1952, um ano depois da trasladação dos restos mortais de Jacinta para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima,  tem agora o desfecho aguardado 65 anos depois.

Os sinos do Santuário de Fátima tocaram a repique para celebrar a notícia.

O reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, juntou-se pouco depois aos peregrinos e visitantes, na Capelinha das Aparições, para um «momento singelo de oração».

«Alegramo-nos com esta notícia e damos graças a Deus por estes exemplos de santidade que nos são oferecidos», disse.

«Pedimos também neste lugar tão especial, a Capelinha das Aparições, a ajuda de Nossa Senhora para sabermos imitar o exemplo dos futuros santos Francisco e Jacinta Marto», acrescentou ainda o sacerdote, antes de se cantar o hino dos pastorinhos no Recinto de Oração.

A canonização acontece após a aprovação, a 23 de março, de um milagre atribuído a Francisco e Jacinta; é a última etapa do processo, iniciado há 65 anos.

Pouco depois, a Conferência Episcopal Portuguesa manifestou a «imensa alegria» com que acolheu o anúncio que Francisco e Jacinta serão feitos Santos em Fátima.

«O Centenário das Aparições, a Canonização de Francisco e Jacinta Marto e a presença do Santo Padre entre nós são motivos maiores para estarmos todos, peregrinos na esperança e na paz, em sintonia de oração e de acolhimento do dom da santidade», reiterou o Pe. Manuel Barbosa Porta-voz da CEP, que referiu ainda que «nunca é demais insistir na vocação universal à santidade».

Na nota divulgada esta manhã foi ainda expressado o desejo «Que o exemplo de vida de Francisco e Jacinta Marto, agora apresentados a toda a Igreja como modelos e intercessores da santidade, contribua para intensificarmos a vivência da mensagem que Nossa Senhora do Rosário nos ofereceu em Fátima».Pouco depois, a Conferência Episcopal Portuguesa manifestou a «imensa alegria» ao acolher o anúncio que Francisco e Jacinta serão feitos Santos em Fátima.

Fonte : santuario.pt

A exortação a não temer, a não ter medo, está presente desde o início dos acontecimentos de Fátima.

Na primavera de 1916, na primeira aparição do Anjo aos pastorinhos, este diz-lhes: “Não temais! Sou o Anjo da Paz”. Na primeira aparição, em maio de 1917, Nossa Senhora começa por tranquilizá-los, dizendo: “Não tenhais medo”. Na aparição de junho, à pergunta de Lúcia se ficará sozinha, após a morte da Jacinta e do Francisco, este “não temer” vem traduzido numa exortação à esperança: “Não

desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus”.

Deus vem ao nosso encontro e está conosco

“Não tenhais medo” são palavras que soam hoje com enorme atualidade, desafiados como estamos por um mundo marcado, a vários níveis, por dificuldades e incertezas quanto ao futuro, por pequenos e grandes “medos” que atravessam o nosso quotidiano e os nossos projetos de vida, pessoais e

comunitários. Uma atualidade que se desperta também pela memória ainda viva de uma figura do nosso tempo, o Santo João Paulo II, que pronunciou palavras idênticas no início do seu ministério como Bispo de Roma, ao serviço da comunhão das Igrejas: “Não tenhais medo. Abri, melhor, escancarai as portas do vosso coração a Cristo!”.

Na realidade, esta exortação, este apelo a “não temer” só se entende a partir das raízes mais profundas da experiência cristã. Estamos, de fato, diante de um tópico com inúmeras ressonâncias bíblicas no percurso da história da salvação. Logo nos inícios do Antigo Testamento em relação a Abraão (Gn 15, 1), e com notória regularidade depois, a expressão “não temas” aparece como palavra de um Deus que se aproxima dos seres humanos, que os acompanha com a sua proteção e a sua ajuda na missão que lhes confia, que não os abandona nas múltiplas perturbações que envolvem o seu caminhar na história (cf. Is 41,13-20). Exprime-se assim a confiança fundamental que o crente é chamado a ter no Deus que toma a iniciativa de vir ao seu encontro, sinaliza-se o dom da salvação que Deus, na sua dedicação amorosa, quer oferecer aos seres humanos.

 

José Eduardo Borges de Pinho