O Segredo, dividido em três partes, está incluído na Mensagem de Fátima, mas Nossa Senhora pediu para que a terceira parte fosse revelada num tempo específico .

No entanto, o conteúdo da terceira parte, não foge ao que tivera sido revelado até então, ou seja, a exortação à oração como caminho para a salvação das almas, e no mesmo sentido o apelo à penitência e à conversão.

1ª parte – Visão do Inferno

2ª parte – Para a salvação das almas, estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a comunhão reparadora nos primeiros sábados.

3ª parte

1943

Lúcia adoece gravemente e D. José Alves Correia da Silva pede que ela escreva a ultima parte do segredo, para que caso ela morresse, nada ficasse por revelar.

1944

3 janeiro: Lúcia escreve e coloca o envelope lacrado dentro de um outro envelope com a indicação “por ordem expressa de Nossa Senhora” o envelope só podia ser aberto em 1960 pelo Cardeal Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria.

1957

A partir desta data o envelope sai de Portugal para ficar no Vaticano sob a guarda da atual Congregação da Doutrina da Fé.

1959

O Papa João XXIII leu mas não revelou.

1965

O Papa João Paulo VI leu mas também não revelou.

1981

O Papa João Paulo II leu mas também não revelou.

2000

13 maio: Anunciada em Fátima a terceira parte do Segredo pelo Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano.

Revelada a visão dos Pastorinhos da Igreja Peregrina e Mártir. Uma Via Sacra de cristãos liderada pelo Papa que sofria um atentado e morria. Esta revelação fez alusão à bala desviada, pela intercessão de Nossa Senhora, no atentado de 13 de maio de 1981 em Roma, ao Papa João Paulo II.

«E vimos n’uma luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se veem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições (…)», segundo o relato na mesma Memória.

No comentário teológico, o então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI) sublinha que a palavra-chave desta terceira parte é o grito do anjo com a espada de fogo na mão esquerda: “Penitência, penitência, penitência!”. O apelo à conversão, mensagem de esperança de que o mal é vencido, a morte não tem a última palavra porque nenhum sofrimento é vão, como vemos no amor de Jesus na cruz e Sua ressurreição e pelo amor de Maria por nós: “Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará”.

Fica do Céu a promessa.

No mundo tereis aflições, mas tende confiança! Eu venci o mundo” – Jo 16, 33

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