Segundo estudo da Universidade de Navarra

O uso da média de idade de início das relações sexuais pode confundir os jovens, afirma um estudo da Universidade de Navarra.

A pesquisa do Instituto Cultura e Sociedade (ICS) analisou dados de 7.011 jovens de El Salvador, Peru e Espanha.

Segundo concluiu a equipe, pode causar confusão utilizar a média de idade de início das relações sexuais entre os jovens, porque esta se costuma calcular só levando em conta aqueles que tiveram relações sexuais.
Por outro lado, a proporção de jovens em cada grupo de idade que já são sexualmente ativos é uma medida que leva em conta tanto os que tiveram relações sexuais como aqueles que não tiveram, em cada idade, e por isso é uma maneira mais clara de dar essa informação à população.

É o que afirma o estudo Mean age of first sex. Do they know what we mean?, publicado recentemente na revista médica Archives of Sexual Behaviour.

De acordo com os resultados – comenta o Dr. Jokin de Irala – “diversas pesquisas e estudos costumam empregar a idade média de início das relações sexuais quando informa da atividade sexual juvenil. Esses dados podem ser interpretados como se a maioria dos jovens dessa idade já estivessem sexualmente ativos, quando na verdade isso é incerto”.

Por exemplo” – prossegue o coordenador da pesquisa –, “a média de início das relações sexuais na Espanha é de 16 anos. No entanto, a proporção de jovens sexualmente ativos aos 16 anos é de 22%”.

“A importância desse dado está em que os organismos internacionais de saúde pública estão tentando atrasar a idade de início de relações sexuais nos jovens e esta confusão pode entorpecer seu trabalho”, disse.

Por isso, os pesquisadores recomendam falar da sexualidade juvenil levando em conta a proporção de jovens de cada idade sexualmente ativos, “e não as médias de idade, que podem confundir os jovens”, enfatiza o doutor Irala.

Este estudo se enquadra no projeto YOURLIFE, dedicado à análise dos estilos de vida e à opinião dos jovens acerca das relações, do amor e da sexualidade.

Em seu desenvolvimento, contou com a colaboração do Intermedia Consulting (Itália), Concultura (El Salvador), da Universidade de Piura (Peru) e do Governo de Navarra.

Fonte: Zenit

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