Nesses dias vi uma reportagem que falava sobre o elefante da África. Ele fica, às vezes, 8 meses sem beber água. Tem muita sede ao caminhar pelo deserto e sempre anda em grupo. Quando os elefantes acham um local que tenha água no meio do deserto, tem que bebê-la superficialmente, só pela parte superior da água, pois as impurezas ficam depositadas na parte interior da mesma. Quando entram na lagoa ou lago no deserto, têm que entrar bem devagarinho para não mexerem muito a água e não fazer com que a sujeira que está no interior do lago seja remexida e suje também a superfície, tornando até a água da superfície impura.
Mas, no grupo, podem existir os elefantes desesperados que, quase morrendo de sede, vêm para o lago correndo e não se preocupam com a parte interior suja e, sendo ofegantes, mexem toda a água trazendo as impurezas do fundo pra cima, mas bebem da mesma forma.
Essa parte inicial serve para tratarmos desse artigo. Quantas e quantas vezes somos procurados por pessoas sedentas pela água que está dentro de nós e damos somente superficialidade porque não estamos bem conosco e/ou com Deus. Não estamos vivendo o que Deus nos pediu. Damos superficialidade, porque o profundo de nós está sujo, cheio de impurezas.
Existem ainda aquelas pessoas que, desesperadas por água vão nos sugando e, em seu desespero, não ficam só na superfície e bebem também do profundo de nós que, às vezes, pode estar sujo. Quanta responsabilidade, não é mesmo? Quanta responsabilidade cuidar de um povo que nos foi conferido!
Nesse mês das missões, Deus nos convida a nos revermos, revermos nossas atitudes, revermos nossa vida de oração, revermos nosso relacionamento com Ele, pois existe um povo sedento e não podemos dar restos, não podemos das sobras ou “águas sujas” para saciar a sede deles.
Convido a cada um de nós a nos aproximarmos mais do Senhor nesse mês. Aproximarmo-nos mais da Eucaristia, da confissão, desses sacramentos que nos santificam e nos aproximam mais do Senhor.
Que Deus nos abençoe e nos sacie com Sua Água, purificando todo nosso interior.
Junior Alves, missionário da Comunidade Canção Nova
Missão Rio de Janeiro