A formação da consciência moral nas Novas Comunidades

A consciência moral ajuda a pessoa no desenvolvimento e amadurecimento da própria personalidade

A identidade carismática e eclesial das Novas Comunidades pode ser compreendida a partir da carta Iuvenescit ecclesia, n. 2, da Congregação para a doutrina da fé:

Tanto antes como depois do Concílio Vaticano II, surgiram numerosas agregações eclesiais que constituem uma grande fonte de renovação para a Igreja e para a urgente «conversão pastoral e missionária» de toda a vida eclesial. Ao valor e à riqueza de todas as realidades associativas tradicionais, caracterizadas por propósitos particulares, bem como dos Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica, juntam-se aquelas realidades mais recentes que podem ser descritas como agregações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades, sobre as quais se detém o presente documento. Estas não podem ser entendidas simplesmente como um associar-se voluntário de pessoas que desejam alcançar um objetivo particular de caráter religioso ou social.

Acampamento com as Novas Comunidades 2016 – Foto: Arquivo/cancaonova.com

O caráter de «movimento» distingue-os dentro do panorama eclesial enquanto realidades fortemente dinâmicas, capazes de suscitar particular atração pelo Evangelho e de sugerir uma proposta de vida cristã tendencialmente global que abarca todos os aspetos da existência humana. O agregar-se dos fiéis com uma forte partilha de vida, com a intenção de incrementar a vida de fé, esperança e caridade, exprime bem a dinâmica eclesial como mistério de comunhão para a missão e manifesta-se como um sinal de unidade da Igreja em Cristo. Neste sentido, estas agregações eclesiais, com origem num carisma partilhado, tendem a ter como propósito «o fim apostólico geral da Igreja». Nesta perspectiva, agregações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades propõem formas renovadas de seguimento de Cristo, de modo a aprofundar a communio cum Deo e a communio fidelium, levando a novos contextos sociais o fascínio do encontro com o Senhor Jesus e a beleza da existência cristã vivida na sua integralidade. Nestas realidades, exprime-se também uma peculiar forma de missão e de testemunho, com o objetivo de favorecer e desenvolver, quer uma consciência viva da própria vocação cristã, quer itinerários estáveis de formação cristã, quer ainda percursos de perfeição evangélica.

Podem participar nestas realidades agregativas, de acordo com os diversos carismas, fiéis de estados de vida distintos (leigos, ministros ordenados e pessoas consagradas), manifestando desta forma a pluriforme riqueza da comunhão eclesial. A forte capacidade agregativa destas realidades representa um testemunho significativo de como a Igreja não cresce «por proselitismo mas por “atração”». João Paulo II, dirigindo-se aos representantes dos movimentos e das novas comunidades fez questão de reconhecer neles uma «resposta providencial» suscitada pelo Espírito Santo perante a necessidade de comunicar de modo persuasivo o Evangelho por todo o mundo, tendo em consideração os grandes processos de transformação existentes a nível planetário, marcados frequentemente por uma cultura fortemente secularizada. Tal fermento do Espírito «trouxe à vida da Igreja uma novidade inesperada, e por vezes até explosiva».

O mesmo Pontífice recordou que se abre a todas estas agregações eclesiais o tempo da «maturidade eclesial», o qual implica a sua plena valorização e inserção «nas Igrejas locais e nas paróquias, sempre permanecendo em comunhão com os Pastores e atentos às suas indicações». Estas novas realidades, por cuja existência o coração da Igreja se enche de alegria e gratidão, são chamadas a relacionar-se de forma positiva com todos os outros dons presentes na vida eclesial.

Formação personalizada e integral

Tal identidade já estabelece um indicativo ao itinerário formativo dos membros das novas comunidades. A formação, além de ser personalizada, deverá ser a mais integral possível. Partindo do significado de salvação integral, ou seja, Cristo veio para salvar a pessoa humana integralmente, a proposta formativa de uma nova comunidade deverá considerar o membro como alguém chamado a ser discípulo missionário de Jesus Cristo, como nos apresenta o Documento de Aparecida.

Sobre o tema da formação do discípulo missionário de Jesus Cristo, o Documento de Aparecida, elaborado pelo episcopado latino-americano e caribenho em 2007, apresenta “cinco aspectos fundamentais que aparecem de maneira diversa em cada etapa do caminho (formativo), mas que se complementam intimamente e se alimentam entre si”. Quais são esses aspectos?

  1. Em primeiro lugar, o encontro com Jesus Cristo que deve ser renovado “constantemente pelo testemunho pessoal, pelo anúncio do querigma e pela ação missionária da comunidade. O querigma não é somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo que culmina na maturidade do discípulo de Jesus Cristo”.
  2. Outro aspecto a ser ressaltado pelo Documento de Aparecida é a conversão, enquanto “reposta inicial de quem escutou o Senhor com admiração”. Abertura à graça de Deus que, particularmente, se atua nos sacramentos da Igreja, de modo que o discípulo missionário assuma um modo de pensar e viver segundo os valores evangélicos.
  3. O terceiro aspecto é o discipulado. Tal etapa é marcada pelo amadurecimento no conhecimento, no amor e no seguimento de Jesus Mestre. “Para esse passo são de fundamental importância a catequese permanente e a vida sacramental, que fortalecem a conversão inicial e permitem que os discípulos missionários possam perseverar na vida cristã e na missão em meio ao mundo que os desafia”.
  4. O quarto aspecto é a comunhão, uma vez que não existe vida cristã fora da comunidade. “Como os primeiros cristãos, que se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária”. Nesse aspecto, valoriza-se a experiência de comunhão em família, na vida paroquial, nas comunidades religiosas, na comunidade de base, nos movimentos eclesiais e nas novas comunidades.
  5. Enfim, o último aspecto fundamental do processo formativo do discípulo é a missão. O discípulo, em comunhão com os irmãos de fé, “experimenta a necessidade de compartilhar com outros a sua alegria de ser enviado, de ir ao mundo para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e tornar realidade o amor e o serviço na pessoa dos mais necessitados, em uma palavra, a construir o Reino de Deus”. Missão e discipulado são realidades inseparáveis, ou seja, anunciar o Reino de Cristo é indispensável no processo formativo do discípulo.

Estruturas de um projeto formativo

Esses aspectos do processo da formação do discípulo de Cristo são a base para se estruturar um projeto formativo dos membros de qualquer comunidade eclesial. Entretanto, o Documento de Aparecida nos oferece outros elementos, que julgamos ser imprescindíveis, para a estruturação de um projeto de formação integral, e particularmente da consciência moral. A formação é permanente e deve, por isso mesmo, obedecer a um processo integral que saiba, por sua vez, considerar diversas dimensões, todas harmonizadas entre si em unidade vital. Tais dimensões são: humana e comunitária, espiritual, intelectual e pastoral-missionária.

  1. Na dimensão humana e comunitária, a pessoa deverá ser conduzida “a assumir a própria história e a curá-la, com o objetivo de se tornar capaz de viver como cristão em um mundo plural, com equilíbrio, fortaleza, serenidade e liberdade interior”. A formação deverá, portanto, ajudar a pessoa no desenvolvimento e amadurecimento da própria personalidade na experiência do amor recíproco, no contato com seus semelhantes e na abertura ao mistério de Deus.
  2. A dimensão espiritual deve ajudar o cristão no cultivo contínuo da “experiência de Deus manifestado em Jesus e que o conduz pelo Espírito através dos caminhos de profundo amadurecimento. […] Assim como a Virgem Maria, essa dimensão permite ao cristão aderir de coração e pela fé aos caminhos alegres, luminosos, dolorosos e gloriosos de seu Mestre e Senhor”.
  3. A dimensão intelectual auxilia o cristão em sua abertura à inteligência da verdade com a luz da fé. “Também capacita para o discernimento, o juízo crítico e o diálogo sobre a realidade e a cultura. Assegura de maneira especial o conhecimento bíblico-teológico e das ciências humanas para adquirir a necessária competência em vista dos serviços eclesiais que se requeiram e para a adequada presença na vida secular”.
  4. Por fim, a formação deverá incluir a dimensão pastoral e missionária, na qual se objetiva motivar o cristão ao anúncio de Cristo na própria vida e no ambiente. Objetiva-se ainda habilitar o cristão “a propor projetos e estilos de vida cristã atraentes, com intervenções orgânicas e de colaboração fraterna com todos os membros da comunidade. Contribui para integrar evangelização e pedagogia, comunicando vida e oferecendo itinerários pastorais de acordo com a maturidade cristã, a idade e outras condições próprias das pessoas ou dos grupos”. Nessa dimensão, incentiva-se a responsabilidade dos leigos e leigas e a índole secular da própria vocação.

A formação integral do discípulo missionário de Jesus Cristo não poderá desconsiderar o contexto no qual os vocacionados às novas comunidades vivem, pois o contexto sociocultural influencia certos comportamentos ora inspirados e ora não tão inspirados pelo evangelho de Jesus Cristo e a vida nova de seu Reino, contribuindo ou não com a realização da vocação cristã em contexto comunitário. Sendo assim, os responsáveis pela formação dos membros das novas comunidades deverão também discernir os sinais dos tempos presentes no contexto sociocultural de onde surgem os vocacionados.

Atentos aos sinais dos tempos

Tendo em vista essa percepção dos sinais dos tempos, sirvo-me da contribuição oferecida pela carta Placuit Deo aos bispos da Igreja Católica sobre alguns aspectos da salvação cristã, bem como daquela oferecida também pela exortação apostólica Gaudete et exsultate sobre o chamado à santidade no mundo atual, do Santo Padre, o papa Francisco.

Placuit Deo, n. 2: “O mundo contemporâneo questiona, não sem dificuldade, a confissão de fé cristã, que proclama Jesus o único Salvador de todo o homem e da humanidade inteira (cf. At 4,12; Rom 3,23-24; 1 Tm 2,4-5; Tit 2,11-15). Por um lado, o individualismo centrado no sujeito autônomo, tende a ver o homem como um ser cuja realização depende somente das suas forças. Nesta visão, a figura de Cristo corresponde mais a um modelo que inspira ações generosas, mediante suas palavras e seus gestos, do que Aquele que transforma a condição humana, incorporando-nos numa nova existência reconciliada com o Pai e entre nós, mediante o Espírito (cf. 2 Cor 5,19; Ef 2,18).

Por outro lado, difunde-se a visão de uma salvação meramente interior, que talvez suscita uma forte convicção pessoal ou um sentimento intenso de estar unido a Deus, mas sem assumir, curar e renovar as nossas relações com os outros e com o mundo criado. Com esta perspectiva, torna-se difícil compreender o significado da Encarnação do Verbo, através da qual Ele se fez membro da família humana, assumindo a nossa carne e a nossa história, por nós homens e para a nossa salvação.

  1. O Santo Padre Francisco, no seu magistério ordinário, referiu-se muitas vezes a duas tendências que representam os dois desvios antes mencionados, e que se assemelham em alguns aspectos a duas antigas heresias, isto é, o pelagianismo e o gnosticismo. (Cf. Lumen fidei e Evangelii gaudium). Prolifera em nossos tempos um neo-pelagianismo em que o homem, radicalmente autônomo, pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros. A salvação é então confiada às forças do indivíduo ou a estruturas meramente humanas, incapazes de acolher a novidade do Espírito de Deus.

Um certo neo-gnosticismo, por outro lado, apresenta uma salvação meramente interior, fechada no subjetivismo. Essa consiste no elevar-se «com o intelecto para além da carne de Jesus rumo aos mistérios da divindade desconhecida». Pretende-se, assim, libertar a pessoa do corpo e do mundo material, nos quais não se descobrem mais os vestígios da mão providente do Criador, mas se vê apenas uma realidade privada de significado, estranha à identidade última da pessoa e manipulável segundo os interesses do homem.

Por outro lado, é claro que a comparação com as heresias pelagiana e gnóstica pretende somente evocar traços gerais comuns, sem entrar, nem fazer juízos, sobre a natureza destes erros antigos. De fato, a diferença entre o contexto histórico secularizado de hoje e o contexto dos primeiros séculos cristãos, nos quais estas heresias nasceram, é grande. Todavia, enquanto o gnosticismo e o pelagianismo representam perigos perenes de equívocos da fé bíblica, é possível encontrar uma certa familiaridade com os movimentos de hoje apenas referidos acima.

Falsificações da santidade

Por sua vez, em todo o capítulo II de Gaudete et exsultate, papa Francisco denuncia os dois inimigos sutis da santidade, duas falsificações da santidade: o gnosticismo e o pelagianismo. “Ainda hoje os corações de muitos cristãos, talvez inconscientemente, deixam-se seduzir por estas propostas enganadoras. Nelas aparece expresso um imanentismo antropocêntrico, disfarçado de verdade católica. Vejamos estas duas formas de segurança doutrinária ou disciplinar, que dão origem «a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar. Em ambos os casos, nem Jesus Cristo nem os outros interessam verdadeiramente»” (n. 35).

Gnosticismo: fé fechada no subjetivismo, onde a pessoa fica enclausurada na imanência da sua própria razão ou dos seus sentimentos (n. 36); uma mente sem Deus e sem carne, pois os gnósticos julgam possuir compreensão profunda e total da verdade sobre Deus e o Evangelho, verdade esta que todos devem se submeter e assim preferem “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo” (n. 37); apregoa uma doutrina sem mistério, pois se disfarça em formas de espiritualidade desencarnada, querendo domesticar o mistério sobre Deus e sua graça, como o mistério da vida dos outros; pretende ter resposta para todas as perguntas, busca-se segurança doutrinária, e com isso aos gnósticos o amor de Deus não surpreende mais (n. 40-42); “as perguntas do nosso povo, as suas angústias, batalhas, sonhos e preocupações possuem um valor hermenêutico que não podemos ignorar, se quisermos deveras levar a sério o princípio da encarnação” (n. 44); julgar-se superior aos demais por conta do próprio progresso no conhecimento da verdade.

Pelagianismo: enquanto os gnósticos padecem pelo orgulho intelectual, os pelagianos, pelo prepotência da vontade, ou seja, o esforço pessoal como garantia de santidade (n. 48); só confia nas suas próprias forças e sente-se superior aos outros por cumprir determinadas normas ou por ser irredutivelmente fiel a um certo estilo católico (n. 49); “a falta dum reconhecimento sincero, pesaroso e orante dos nossos limites é que impede a graça de atuar melhor em nós, pois não lhe deixa espaço para provocar aquele bem possível que se integra num caminho sincero e real de crescimento” (n. 51); a graça supõe a natureza, porém também a corrige, a cura, a eleva, a santifica; o Catecismo da Igreja Católica: dom da graça «ultrapassa as capacidades da inteligência e as forças da vontade humana» (n. 1998) e que, «em relação a Deus, não há, da parte do homem, mérito no sentido dum direito estrito. Entre Ele e nós, a desigualdade é sem medida» (n. 2007); “só a partir do dom de Deus, livremente acolhido e humildemente recebido, é que podemos cooperar com os nossos esforços para nos deixarmos transformar cada vez mais” (n. 56); a obsessão pela lei, o fascínio de exibir conquistas sociais e políticas, a ostentação no cuidado da liturgia, da doutrina e do prestígio da Igreja, a vanglória ligada à gestão de assuntos práticos, a atração pelas dinâmicas de autoajuda e realização autorreferencial (n. 57); São Tomás de Aquino lembrava-nos que se deve exigir, com moderação, os preceitos acrescentados ao Evangelho pela Igreja, «para não tornar a vida pesada aos fiéis, [porque assim] se transformaria a nossa religião numa escravidão» (Suma Teológica, I-II, q. 107, art. 4) (n. 59).

* Padre Wagner Ferreira da Silva – Vice-Presidente da Comunidade Canção Nova

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Notas e referências

¹Cf. Congregação para a doutrina da fé, Carta Iuvenescit ecclesia sobre a relação entre dons hierárquicos e carismáticos para a vida e missão da Igreja. São Paulo: Paulinas, 2016 (Documentos da Igreja, 42). 

² Cf. CELAM, Documento de Aparecida. Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado latino-americano e do Caribe (13-31 de maio de 2007). São Paulo: Paulus, 2007.

³ CELAM, Documento de Aparecida…, n. 278.

Ibidem, n. 278, a; Cf. Raniero Cantalamessa; Saverio Gaeta, La forza dello Spirito. Casale Monferrato (AL): Piemme, 2008, p. 132-133: ao ressaltar a importância da evangelização, Cantalamessa afirma: “E isso podemos fazê-lo redescobrindo o anúncio carismático, isto é, aquele anúncio fundamental do qual desabrocha todo o restante, que pode ser sintetizado, com São Paulo, nas afirmações: Jesus é o Senhor; Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou pela nossa salvação; não existe condenação alguma para aqueles que estão em Cristo Jesus. Essas expressões são definidas querigmáticas: não intencionam oferecer demonstrações, não apelam às dialéticas filosóficas, mas propõem um anúncio autorizado no Espírito e potência, fazem apelo à força intrínseca da palavra”.

5 CELAM, Documento de Aparecida…, n. 278, b.

6 Ibidem, n. 278, c.

7 Ibidem, n. 278, d.

8 Ibidem, n. 278, e.,

9 Cf. CELAM, Documento de Aparecida…, n. 279.

10 Ibidem, n. 280, a.

11 Ibidem, n. 280, b.

12 Ibidem, n. 280, c.

13 Cf. João Paulo II, Carta encíclica Redemptoris Missio: A validade permanente do mandato missionário. 4ª ed., São Paulo: Paulinas, 1991, n. 33-34 (A Voz do Papa, 125). Neste texto, João Paulo II esclarece que a Igreja é essencialmente missionária. Entretanto, é importante distinguir três modos de compreender o significado de missão para a Igreja. Em primeiro lugar, o termo missão significa ir ao encontro de “povos, grupos humanos, contextos socioculturais onde Cristo e o Seu Evangelho não é conhecido”. Neste caso, temos a missão ad gentes. “A atividade missionária específica, ou missão ad gentes, tem como destinatários ‘os povos ou grupos que ainda não crêem em Cristo’, ‘aqueles que estão longe de Cristo’, entre os quais a Igreja ‘não está ainda radicada’, e cuja cultura ainda não foi influenciada pelo Evangelho”. Outro modo de se conceber a atividade missionária da Igreja diz respeito à atividade pastoral, ou seja, quando as comunidades cristãs, devidamente situadas em determinado espaço geográfico, tornam-se “fermento de fé e de vida, irradiando o testemunho do Evangelho no seu ambiente, e sentindo o compromisso da missão universal”. Por fim, o termo missão pode ser aplicado também quando se verifica aquela situação na qual “grupos inteiros de batizados perderam o sentido vivo da fé, não se reconhecendo já como membros

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