Segue informações para nosso próximo encontro: Eu & Tu – Por uma cultura de encontro
Um encontro para as pessoas sozinhas e para aquelas que se sentem sozinhas.
 
“Um convite a trabalhar pela «cultura do encontro» de modo simples, «como fez Jesus»: não só vendo mas olhando, não apenas ouvindo mas escutando, não só cruzando-se com as pessoas mas detendo-se com elas, não só dizendo que pena, pobrezinhos! Mas deixando-se arrebatar pela compaixão; e depois aproximar-se, tocar e dizer: “Não chores” e dar pelo menos uma gota de vida.” (Meditações Matutinas na santa missa celebrada pelo Papa Francisco na capela da casa santa Marta: Por uma cultura do encontro).
 
Dia 19/11/2017
Horário: 14h30 encerando com a santa missa as 17hs celebrada pelo Pe Fábio Camargos
Local: Canção Nova – São José dos Campos – rua Itororó, 186 – Jardim Paulista 
Eu e Tu não precisamos viver sozinhos

Quando servimos os outros, tiramos de nós aquele sentimento de pretensão e grandeza e tornamo-nos servos

“Jesus derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido” (João 13, 5).

Nesta Quinta-feira Santa da Páscoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, somos introduzidos no Tríduo Pascal com a celebração da Eucaristia ou da Ceia do Senhor.

Cometemos, às vezes, um tremendo engano ao acharmos que a Eucaristia começa quando Jesus toma o Pão e diz: “Este é o meu Corpo!”, toma o Vinho e diz: “Este é o Cálice do meu Sangue!”. Ali está o ápice do mistério da nossa fé, o ápice da entrega de Deus, pois o mesmo Jesus que entrega-se na Paixão da Cruz, entrega livremente o Seu Corpo e Sangue numa Ceia. Mas a Ceia não começa na mesa; começa no chão quando Jesus dirige-se para lavar os pés de Seus discípulos.

(…) Jesus passou sua vida inteira servindo, colocando-se aos pés dos outros, salvando e resgatando. Somos Seus discípulos e precisamos lavar os pés uns dos outros! Lavar os pés significa colocar-se abaixo.

Há dentro de nós uma pretensão, um orgulho exacerbado, uma soberba gritando por reconhecimentos, lugares e muitas vezes queremos humilhar os outros. Hoje, precisamos deixar essas coisas aos pés de Jesus. Não queiramos ser melhores do que os outros. Precisamos aprender, no cotidiano da nossa vida, a fazer gestos que pareçam humilhantes, mas que são salvadores. Porque quando servimos os outros, tiramos de nós aquele sentimento de pretensão e grandeza que, muitas vezes, tomam conta da nossa alma e do nosso coração e tornamo-nos servos e humildes.

A humildade salva o mundo, a humanidade, liberta-nos da escravidão do mal, vence o poder do maligno em nós! Por isso, todas as vezes em que formos participar da Eucaristia, não permitamos que nosso coração seja de soberba, não nos sintamos melhores: “Eu comunguei! Jesus está em mim!”. Participar da Eucaristia é descer até o chão para lavar os pés dos nossos irmãos.

Quem tem comunhão com Jesus não é aquele que recebe a Eucaristia na boca, mas é quem primeiro lava os pés de seus irmãos, sai da ceia disposto à cuidar do outro, a colocar-se abaixo do outro para nunca sentir-se melhor ou mais importante do que ninguém.

Deus abençoe você!

Pe Roger Araújo

Cruz: única lógica que pode vencer o mal

“O Santo Padre acrescentou que a lógica da cruz parece uma lógica falida, porque quem ama perde poder. Já para nós, disse, possuir sempre nos leva a querer sempre mais. “Quem é voraz jamais está satisfeito”, recordou o Papa. E Jesus diz de modo claro: “Quem ama a própria vida a perde”, ou seja: quem ama o próprio e vive por seus interesses, se enche de si e se perde. Quem ao invés aceita, é disponível e serve os outros, salva si mesmo e se torna semente de esperança para o mundo.

Contudo, a cruz é uma passagem obrigatória, mas não é a meta: a meta é a glória, como mostra a Páscoa. É como uma mulher que, para dar à luz, sofre no parto. “É o que fazem as mães: dão outra vida. Sofrem, mas ficam felizes porque dão outra vida, dão sentido à dor. O amor é o motor que move a nossa esperança”, repetiu três vezes Francisco.

“Queridos irmãos e irmãs, nesses dias deixemo-nos envolver pelo mistério de Jesus que, como grão de trigo, morrendo nos doa a vida. Ele é a semente da nossa esperança. Quero lhes dar uma lição de casa: Nos fará bem contemplar o Crucifixo e dizer-lhe: Contigo nada está perdido. Contigo posso sempre esperar. Tu és a minha esperança”. E convidou os fiéis a repetirem a última frase juntos: “Tu és a minha esperança”.

Fonte:http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/jesus-e-semente-da-esperanca-diz-papa-na-catequese/