Ministra alemã propõe criar uma Aliança Européia para a Família
BRUXELAS, 2007-01-29 (ACI).- Em uma reunião do “Intergrupo de Família e proteção à Infância do Parlamento Europeu”, a Ministra para a Família da Alemanha, Ursula Von der Leyen, anunciou que vai propor ao Conselho Europeu a adoção de uma Aliança Européia para a Família. Durante sua intervenção na cita realizada em 23 de janeiro, a Ministra se referiu às mudanças demográficas na Europa, ao envelhecimento da população e ao déficit econômico e social criado por esta situação.Diante desta situação, von der Leyen assinalou que a promoção e o apoio à família será uma das grandes prioridades da presidência alemã pois, entre outras razões, contribui notavelmente à prosperidade econômica e a solidariedade social. Em seu discurso breve, a ministra ressaltou a importância das crianças, não só por razões demográficas de taxas de natalidade mas também pela solidariedade e a coesão social que representa a criação de uma família.Por sua parte, a Rede Européia do Instituto de Política Familiar (IPF), através de sua presidenta, Lola Velarde, expressou seu apoio à proposta alemã afirmando que “não só apoiaremos mas também impulsionaremos ativamente” a iniciativa.Do IPF se destacou deste modo que a Aliança “será uma plataforma para o intercâmbio de experiências e propostas a todos os níveis: Conselho Europeu e países membros, Comissão, Parlamento, setores sociais e sociedade civil”.Como parte do apoio do Instituto, Velarde adiantou a realização de uma campanha na Europa “que irá desde ações de sensibilização e conscientização da sociedade européia até a realização de uma roda de contatos com as administrações nacionais da Europa para que apóiem esta iniciativa”.
Comentário do Prof. Felipe Aquno: Esta iniciativa da Ministra alemã é conseqüência dos graves problemas que a Europa hoje enfrenta pela destruição da família, tendo como conseqüência o controle drástico da natalidade, o envelhecimento da população e o déficit econômico e social criado por esta situação, como disse a própria ministra. É muito importante que em meio a tantos ataques à família (aborto, eutanásia, inseminação artificial, “produção independente”, casamentos gays, manipulação de embriões, etc. ) uma ministra alemã ressalte “a importância das crianças, não só por razões demográficas de taxas de natalidade mas também pela solidariedade e a coesão social que representa a criação de uma família.”Até que enfim uma voz importante na Europa, sem ser da Igreja, levantou a voz para defender a família, segundo a vontade de Deus.