Onde Chaves deseja chegar?

Arquivado em: Politica e Igreja — Prof. Felipe Aquino at 10:23 pm on Segunda-feira, Fevereiro 5, 2007

 

 

 

Quem tem acompanhado o que se passa na Venezuela, sabe que a Conferência dos Bispos daquele país está preocupada com o governo Chaves, e tem se manifestado contra muitas coisas. A Assembléia Nacional da Venezuela, reunida em praça pública, em clima de populismo, concedeu ao presidente Hugo Chávez amplos poderes, dando-lhe total liberdade durante dezoito meses para fazer o que quiser em onze áreas do governo – desde a decisão sobre como gastar o dinheiro público até o direito de mobilizar as Forças Armadas, sob seu comando, a qualquer instante e por qualquer pretexto. Chaves vai governar por decreto. De fato acabou a democracia na Venezuela, e o que existe é um ditador que governa sem Parlamento e sem Judiciário. Foi exatamente o que aconteceu em 1933, com Adolf Hitler na Alemanha; assim foi construída a ditadura nazista na Alemanha. O que ela gerou todos sabemos. A popularidade de Chaves  está sustentada pelos lucros da exportação de petróleo; mas o  valor do barril está em queda há meses, e, se faltar dinheiro para bancar sua política assistencialista, através da qual “conquista” o povo, talvez possa haver insatisfação popular. Agora Chávez quer usar os poderes para reformar a Constituição – aquela mesma que ele escreveu para dominar o Legislativo e o Judiciário. O objetivo agora é acrescentar o direito de ser reeleito quantas vezes quiser. Chávez marcou para o próximo 1º de maio a estatização de todas as instalações petrolíferas do Rio Orinoco. As empresas americanas, francesas, norueguesas e inglesas que atualmente operam na região terão uma participação minoritária nas refinarias.Por outro lado Chaves está se armando até os dentes. A Venezuela já possui nove submarinos russos; e as compras de material bélico ultrapassam a casa dos 3 bilhões de dólares.         O que mais impressiona é a velocidade do aumento das despesas com material de guerra. Entre 2005 e 2006, o orçamento de defesa da Venezuela subiu 33% (o da Colombia, para comparação, subiu menos de 10%, e os de Chile e Argentina quase nada). Ele comprou 100 mil fuzis AK-47, um tipo pouco usado nas Américas (a não ser por Cuba e os narco-guerrilheiros das Farc), incluindo uma fábrica de munição. Circulam com muita insistência informações de que parte dos 100 mil fuzis automáticos leves que serão substituídos pelas AK-47 estariam indo para a Bolívia.O material bélico comprado pela  Venezuela incluiu sistemas de defesa antiaérea, navios patrulha, os tais submarinos russos mas, principalmente, os caças russos Sukhoi-35, um avião de combate sem similares nas forças aéreas latino-americanas. O que mais impressiona nessa máquina, desenhada para competir com os F-15 e F-18 americanos, é a autonomia: 3.400 quilômetros. Em termos de equipamento eletrônico a bordo, não há nada na América do Sul capaz de rivalizar.O que Chaves gasta com armas faz falta em muitos setores na Venezuela, e fará mais falta ainda com os preços do petróleo estabilizando-se em torno de 50 dólares o barril (uma queda de mais de 30% nos últimos seis meses). Parte dos aviões de combate venezuelanos será modernizada pelo Irã, segundo Roberto Godoy. Ao trazer os iranianos e os vendedores russos para cá, Chávez o faz principalmente como provocação aos Estados Unidos. O que isto pode gerar para a América Latina? Os militares brasileiros estão dizendo que ele está trazendo para nosso hemisfério conflitos que aqui não existem. E que nem nos interessam. Nesse sentido, as armas de Chávez são profundamente perturbadoras. (William Waack).Os Bispos têm razão de estarem preocupados. Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7420,00.html 

 

Prof. Felipe Aquino – 06 fev 2007 

Papa dará indulgência plenária a doentes

Arquivado em: Palavras do Papa — Prof. Felipe Aquino at 4:52 pm on Segunda-feira, Fevereiro 5, 2007

  

O Papa Bento XVI concederá a indulgência plenária em 11 de fevereiro, por ocasião do Dia Mundial do Doente, aos fiéis doentes, aos que cuidam deles e aos que participarem dos atos religiosos para a ocasião, informou hoje o Vaticano.No decreto divulgado hoje, o Vaticano informa que será concedida indulgência plenária a todos os fiéis que, “se separando do pecado”, participarem devotamente das celebrações para a 15ª Jornada do Doente, organizada em Seul, a cidade escolhida nesta edição, ou em qualquer outro lugar estabelecido pela autoridade eclesiástica.A indulgência também será dada aos fiéis que, em hospitais ou casas particulares, cuidam dos doentes, como “bons samaritanos”, especialmente dos que sofrem de doenças incuráveis ou terminais.O Papa dará indulgência também a quem dedicar algumas horas desse dia a prestar sua assistência aos doentes.Também receberão indulgência plenária “todos os fiéis que por doença, ou idade avançada, ou outras razões parecidas”, não puderem participar das cerimônias.O decreto lembra que, para obter a indulgência, é necessário cumprir os tradicionais requisitos: Confissão, Comunhão e oração  segundo as intenções do Papa (Pai Nosso, Ave Maria e Glória).Será concedida indulgência parcial a todos os fiéis que, de 9 a 11 de fevereiro, rezarem pela ajuda aos doentes, particularmente os incuráveis ou terminais.A Indulgência plenária, segundo a Constituição Apostólica sobre as Indulgências, do Papa Paulo VI (1967) cancela todas as penas temporais que a alma da pessoa (ou para quem ela oferece a Indulgência) teria que cumprir no estado chamado Purgatório. A indulgência parcial elimina parte das penas. “Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”. (Norma 1)Todo pecado tem duas conseqüências: o da culpa e o da pena, devido à desordem causada pela culpa. Então, para que alguém fique totalmente redimido do pecado é preciso que obtenha de Deus o perdão da culpa, mediante o sacramento da Reconciliação, e restaure a ordem violada pelo pecado, cumpra a pena. Se alguém difamou uma pessoa, não basta que peça desculpa do seu erro à pessoa ofendida, e seja perdoado, é preciso também restaurar a honra e o bom nome da pessoa. Ora, isto é uma exigência natural da justiça.        “Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso admitir que o pecado tem dupla conseqüência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação se chama pena eterna do pecado. Por outro lado, mesmo o pecado venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra quer depois da morte, no estado chamado purgatório. Esta purificação liberta da chamada “pena temporal” do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas antes como uma conseqüência da própria natureza do pecado.” (Catecismo, § 1472) 

Prof. Felipe Aquino – 05 fev 2007