SUÍÇA PERMITIRÁ ASSISTÊNCIA AO SUICÍDIO DE INCAPACITADOS MENTAIS

Filed under: Suicídio — Prof. Felipe Aquino at 6:14 pm on Thursday, February 8, 2007

 

 

A cultura da  morte dá mais um passo ousado. Na  Suíça, uma decisão da Suprema Corte abriu o caminho para a legalização da assistência ao suicídio de pacientes mentalmente doentes. O país já permite legalmente o suicido assistido para outros tipos de pacientes com uma ampla faixa de doenças e incapacidades físicas. Mas agora a decisão da Suprema Corte Federal colocou as desordens mentais no mesmo plano que as doenças físicas no que diz respeito ao suicídio assistido. A sentença da Suprema Corte estabelece que a decisão de terminar com a própria vida não deve mais limitar-se às pessoas que padecem de enfermidades físicas mas devem passar a basear-se em se o paciente acredita que sua vida “não possui mais nenhum valor para ser vivida”. Como um doente mental vai chegar à conclusão que a sua vida não vale a pena ser vivida; eu nunca vi um  excepcional pedir para lhe tirarem a vida. Quanto mais sofre um ser humano, quanto mais ele é debilitado, mais ele é capaz de despertar em nós a capacidade da amar. O sinal de uma verdadeira Civilização é o carinho e o cuidado dos mais fracos; e o sinal da Barbárie é exatamente propor-lhes a morte. Será que a morte pode ser solução para os problemas da vida?A Suprema Corte Suiça decidiu que “deve ser reconhecido que uma desordem mental séria, incurável e permanente pode causar um sofrimento semelhante ao de uma disfunção física, tornando a vida a longo prazo insuportável para o paciente”. “Se o desejo da morte, portanto, baseia-se em uma decisão autônoma que leva em conta todas as circunstâncias, então pode-se prescrever a uma pessoa mentalmente doente uma dose de pentobarbital sódico e em seguida assisti-lo em seu suicídio”, acrescentou a decisão da Suprema Corte. A partir dessa decisão, o homem passa a ocupar o lugar de Deus como senhor da vida e da morte. Voltamos ao pecado de Adão e Eva, que queriam “ser como deuses”. Em uma declaração ao LifeNews.com, Alex Schadenberg, da Coalisão de Prevenção à Eutanásia do Canadá, condenou a
decisão da Corte Suíça dizendo que: “Com esta decisão a Suíça acaba de abrir a porta para uma queda livre no abismo da cultura da morte”. “O final desta queda livre será a pressão da sociedade e da cultura que exigirá o dever de morrer por parte dos membros mais fracos da sociedade que passarão a ser vistos como desprovidos de qualidade de vida ou demasiadamente estúpidos para poder reconhecer que sua vida não possui suficiente valor para ser vivida”.
Alex Schadenberg manifestou sua preocupação de que a decisão irá conduzir ao assassinato de doentes mentais mesmo contra a sua vontade. Ele afirma que não há como garantir que as pessoas com este tipo de enfermidade ou outras formas de vulnerabilidade ao afirmarem que desejam terminar com suas vidas estão manifestando verdadeiramente a sua vontade. Ele também manifesta preocupações no sentido de que a decisão possa não somente promover a assistência ao suicídio na Suíça, como também obrigar o governo a prestar este tipo de assistência.
         É mais do que aquilo que Hitler fez na Alemanha nazista. Não é à toa que os velhinhos estão fugindo dos asilos da Holanda para a Alemanha com medo de serem eutanasiados. Na Alemanha a eutanásia não é legal. A decisão da Corte Suiça surgiu devido a um caso em que um associado mentalmente incapacitado da organização “Dignitas”, um grupo pró eutanásia que mantém “casas de suicídio assistido” na Suíça, não foi capaz de obter uma prescrição médica para a compra de drogas letais para praticar o suicídio. O homem de 53 anos sofria de distúrbio bipolar e desejava poder obter as drogas sem a necessidade de uma receita médica, embora a Suprema Corte tenha sentenciado que neste caso ele ainda deveria conseguir uma receita médica.     Hoje duas outras nações permitem lamentavelmente a assistência ao suicídio, a Holanda que a legalizou em 2001 e a Bégica que o fêz em 2002. Na América do Norte o Estado do Oregon também possui leis que permitem a assistência ao suicídio.Esta medida da Corte Suprema da Suíça é mais um assalto contra a vida do mais fraco e indefeso; sem dúvida muitos doentes mentais serão eliminados friamente. Pra que deixa-los viver? São apenas um estorvo para os fortes e normais?         Precisamos  cultivar uma cultura da vida e não da morte. O menosprezo pela vida humana tem levado aos maiores crimes no passado e no presente e a uma escalada de violência, insegurança, vingança, assassinatos, assaltos, roubos e aumento da miséria e da fome. Necessitamos de uma educação para a convivência fraterna e não fratricida. O respeito aos indefesos e à vida frágil é expressão de verdadeira cultura e humanidade.  O Catecismo da Igreja Católica afirma que: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida (n° 2270) .(…). O direito inviolável de todo indivíduo humano inocente à vida constitui um elemento constitutivo da sociedade civil e da sua legislação” (n° 2273). Na  Carta Encíclica Evangelium Vitae, sobre o valor da vida e a inviolabilidade da vida humana (1995), o Papa João Paulo II afirmou  que a vida é um dom divino, daí ter “um caráter sagrado e inviolável no qual se reflete a própria inviolabilidade do Criador”. “O Criador confiou a vida do homem à sua solicitude responsável, não para que disponha arbitrariamente dela, mas a guarde com sabedoria e administre com fidelidade” (n° 76, 2° parágrafo). Todo este absurdo pode ser resumido no que dizia João Paulo II: “o homem vive hoje com se Deus não existisse”. E alguns ainda dizem que o ateísmo não é perigoso… (fonte:http://www.lifenews.com/bio1970.html – 05 fev 07) 

Prof. Felipe Aquino

 

Um recado aos leitores

Filed under: Avisos — Prof. Felipe Aquino at 5:30 pm on Thursday, February 8, 2007

CAro amigo leitor deste blog,

nosso blog é católico, com a filosofia e a doutrina católica; se você não concorda com as nossas posições, está bem, nós te respeitamos, mas por favor, não comente as matérias com rancor, ódio no coração, blasfêmias e palavras de baixo calão; senão o diálogo acaba.

Assim não seremos obrigados a retirar o seu comentário da página.

Obrigado e que Deus os abençoe.

Prof. Felipe Aquino

O Resgate da Castidade

Filed under: Jovens — Prof. Felipe Aquino at 11:06 am on Thursday, February 8, 2007

Cansados de uma exploração sexual que banaliza o sexo e degrada a pessoa humana, jovens dos Estados Unidos e outras partes do mundo celebrarão no dia 14 de fevereiro o 4° Dia da Pureza, uma iniciativa de “Liberty Counsel” que busca promover a castidade e a pureza em meio da cultura atual que estimula o hedonismo (o prazer como fim) e a libertinagem sexual. (ORLANDO, 08 Fev. 07 (ACI).O Dia da Pureza foi criado para conscientizar sobre os perigos da conduta promíscua, uma vez que os jovens são “inundados na escola, na televisão e na Internet com mensagens eróticas que dizem que a luxúria e a exploração são normais e saudáveis e que os valores morais tradicionais devem ser desprezados para explorar sua sexualidade mais cedo e com maior freqüência. Rena Lindevaldsen, coordenadora internacional do Dia da Pureza, explica que “as conseqüências da promiscuidade entre os jovens são devastadoras. Mais de três milhões de adolescentes nos Estados Unidos são infectados a cada ano com algumas doenças sexualmente transmitido. Os Estados Unidos tem a taxa mais alta de gravidez adolescente entre os países desenvolvidos e as jovens que abortam constituem 20 % (cerca de 260 mil) de 1.300.000 abortos realizados a cada ano no país”. Lindevaldsen também destaca que “estes problemas são o resultado direto do fracasso da sociedade em oferecer uma direção moral adequada. Alentamos os estudantes a escolherem a pureza sexual para combater a persistente mensagem de promiscuidade sexual que se promove através da televisão, da Internet, dos filmes, dos jogos eletrônicos e inclusive em alguns programas de educação sexual”. O teatrólogo francês, Paul Claudel, disse certa vez que: “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. “Ser homem não é dominar os outros, mas dominar-se a si mesmo”. Cresce no mundo a importância da Castidade. Para dar um exemplo dessa “contra-revolução sexual ” cito o caso de milhares de jovens americanas, de 13 a 21 anos, do movimento True Love Waits (O Verdadeiro Amor Espera), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, as quais prometeram, por escrito, manter-se virgens até o dia do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte:“Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a viver a castidade até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).Este exemplo não é único, e mostra o renascer da castidade.Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, na “Jornada Mundial da Juventude”, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da missa que ele celebrou
em Manila. Nesta ocasião um grupo de cincoenta mil jovens entregou ao Papa um abaixo assinado se comprometendo a viver a castidade.
O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro; não somos animais. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais.Desgraçadamente a nossa sociedade secularizada, e que vive “como se Deus não existisse” (João Paulo II), promove hoje o sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois se assusta com as milhões de meninas grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem planta ventos, colhe tempestades.Vemos hoje, por exemplo, esta triste, vergonhosa e promíscua campanha de prevenção à AIDS através do uso da “camisinha”, patrocinada pelas autoridades. Sinto vergonha diante Deus e dos homens. De maneira clara se passa esta mensagem aos jovens: “pratiquem sexo à vontade, como bichos, mas usem o preservativo.” Ora, o que nos distingue dos animais é o uso da inteligência e a vontade. Dizer aos jovens para viver o sexo de qualquer jeito, fora das exigências do casamento, é trata-los como animais irracionais, é bestializa-los. Isto é imoral e decadente.Será que não temos algo melhor para oferecer aos jovens?Outro exemplo de importância da castidade vem do México. A Secretaria de Saúde do governo mexicano reconheceu a eficácia da abstinência e a fidelidade como médios para evitar a AIDS, e anunciou que incluirá ambos os métodos na informação que dá aos jovens sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes em adolescentes.O subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde da dependência, Mauricio Hernández Ávila, declarou à imprensa que não têm contemplado promover nem distribuir massivamente preservativos porque consideram que essa estratégia, recomendada pela Organização Mundial da Saúde, não gera mudanças nas atitudes dos jovens.Hernández disse que “se você praticar a abstinência é um bom método, o mais seguro, aí não há perda; praticar a fidelidade é um bom método”. (Fonte: ACI- 24/01/2007)Também na África a castidade tem dado belos frutos. O Presidente de Uganda, Yoweri Museveni, perante os delegados de 17 países que participaram de uma cúpula sobre a AIDS na África, rejeitou a proposta de entregar preservativos nas escolas porque – afirma – “isto só causará mais contágio”. Com a autoridade de ser o protagonista da política mais bem-sucedida na luta contra a AIDS na África, Museveni afirmou que promovendo a abstinência o seu país reduziu a AIDS com melhores resultados que naquelas nações onde se privilegia o uso dos preservativos. “Para nós é inaceitável ir às escolas primárias ou secundárias e ensinar os alunos como serem promíscuos e usar preservativos”, indicou Museveni. Na cúpula, o Presidente Museveni recebeu o “Prêmio Elizabeth Glaser Pediatric Foundation Leadership” pelo seu compromisso com a saúde dos menores. Museveni assinalou que o preservativo é um “investimento perigoso” porque há indicadores que mostram que não podem bloquear certos vírus. “Deveríamos encontrar outras formas de ocupar as mentes das nossas crianças”. O Presidente indicou que as crianças devem ser educadas em como encontrar os seus companheiros de vida. (Fonte: ACI em 20/10/2004)

A Igreja ensina no Catecismo que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Gal 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade”. (§2348) “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais”.(§2396)

Prof. Felipe Aquino – 08 fev 2007