MUITO ALÉM DO ACEITÁVEL

Arquivado em: Camisinha — Prof. Felipe Aquino at 12:01 pm on quinta-feira, março 8, 2007

  

REINALDO AZEVEDOJornalista da revista VEJA – 08 março 2007 

O discurso de Lula sobre a sexualidade (ver abaixo) é bem mais grave do que parece. Foi além das suas sandálias. Uma coisa é um governo implementar políticas públicas, como a distribuição de camisinhas (ainda que eu discorde de seu sentido moral), outra, distinta, é interferir, como faz o presidente, na educação que as famílias ministram a seus filhos. A menos que tenhamos decidido que gente pobre está destituída do pátrio poder. Desconheço alguma democracia — a rigor, ditadura também — em que um governante tenha chegado tão longe. 

Quando falo de “sentido moral”, alguns tontinhos supõem que estou me escandalizando ou fazendo a defesa da abstinência sexual. Teria direito às duas coisas, cidadão privado que sou — não exerço cargo público, e o que digo não tem a força de um exemplo —, mas não é disso que trato. Refiro-me às escolhas individuais entre o certo e o errado, o conveniente e o inconveniente. Quem, hoje, faz sexo de risco (risco de gravidez ou de doenças) não passará a ser mais responsável por causa da camisinha. Há, aí, uma questão anterior. Uma coisa é tornar o preservativo acessível a quem queira; outra, distinta, é transformá-lo num valor e num redutor das escolhas — ou seja, numa moral imposta. 

Isso que digo tem alguma virtude, algum sentido prático? Acho que não. Escrevo porque acho que é uma forma de manter viva a sanidade e de emitir um sinal para alguns milhares de leitores: o Brasil ainda não está definitivamente tomado pela estupidez. Ainda há quem fale, “nestepaiz”, de escolhas individuais. Sei, sei bem. Nunca somos muito bons nisso. 

Em qualquer sociedade, o público — seja o espaço público, seja a educação, sejam os costumes e as tradições — é feito mais de interdições do que de laxismo. Busca-se uma norma que regule a vida, que possa manter vivo o contrato de convivência, cabendo a cada indivíduo estabelecer um equilíbrio entre a observância dessa norma e sua transgressão. A rigor, é também essa a estrutura do ambiente familiar. Por isso, com grande sabedoria, herdamos uma interdição: não se vê a nudez do pai — metáfora mais do que viva e ativa na formação do nosso caráter. Quando rompemos com ele, quando o matamos simbolicamente, preservamos, não obstante, a sua inviolabilidade. 

Um governante que faz o discurso de Lula aposta na diluição de valores bem mais profundos do que aqueles que podem ser regulados pelo Estado e investe na coletivização do caráter. Morre o indivíduo. Seu homem-massa não tem mais escolha: está obrigado à liberdade. À liberdade segundo a entende um ente de razão supra-individual chamado “partido”. A “massa encefálica” de Lula é rústica, o que não quer dizer que não seja totalitária.(FONTE: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/) 

 

A manipulaçaõ do Dia da Mulher

Arquivado em: Feminismo — Prof. Felipe Aquino at 11:49 am on quinta-feira, março 8, 2007

A última criatura que Deus fez foi a mulher; “tirada” do homem e com a mesma dignidade dele para ser-lhe “companheira adequada” (Gen 2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade. A mulher foi moldada por Deus para ser sobretudo mãe e esposa: delicada, meiga, compassiva, generosa, paciente. Hoje, um perigoso feminismo, “avançado”, tem colocado a mulher em risco de perder o que ela tem de melhor; tende a igualar entre si homem e mulher, esquecendo as diferenças específicas que são exatamente o que fazem a maior riqueza da humanidade. Não se pode confundir entre si o masculino e o feminino, pois cada qual tem seus valores, que enriquecem a ambos na complementaridade.  Enquanto o homem procura a eficiência fria e, às vezes, cega, a mulher é afetiva, dá graça e significado à racionalidade do homem.Em nossos dias registra-se uma triste competição entre o masculino e o feminino; há quem julgue que a mulher deve abandonar seus afazeres específicos para se igualar em tudo ao homem; isto gera uma nova subserviência da mulher ao homem, o que muitas não percebem. Isto tem gerado uma nova e moderna escravidão da mulher.A grandeza da mulher está precisamente em cultivar o que lhe é próprio: a afetividade e a capacidade de amar. Sem a presença da mulher, com seus traços femininos peculiares, as façanhas do homem poderiam facilmente redundar em desgraça para o próprio homem.A civilização atual atravessa uma fase de rápido declínio, porque está dominada por fatores culturais de origem masculina (tecnologia, racionalismo, busca excessiva de bem-estar econômico, amor como sinônimo de sexo). É a mulher, não-contaminada pela mentalidade dominante, com a sua intuição, sua preferência pelo amor profundo e estável, pela fraternidade e pela fé religiosa, que deve exercer uma tarefa muito elevada, indispensável para ajudar o homem a alcançar os valores superiores.Hoje a opinião pública pressiona psicologicamente a mulher para que ela realize “superando o homem”, de forma a que busque o sexo mais que o amor, o trabalho e a ciência mais que a geração e a educação dos filhos, o racionalismo mais que a fé, o feminismo e o conflito mais que a ternura, a igualdade de pensamento e de obrigações sociais mais que a complementaridade.Paulo VI dizia que “se o homem tem o primado da razão, a mulher tem o primado do coração”; e este não é menos importante.  O homem é mais abstrato e científico, a mulher busca o ser das coisas com a intuição. O mundo da mulher é compreender, sentir, perdoar, simpatizar. Ela é biologicamente feita para ser mãe e psicologicamente para ser materna. Sem o homem, a mulher cai no sentimentalismo; sem a mulher, o homem se congela na aridez e no tecnicismo soberbo.A mulher não pode se afirmar na sociedade querendo copiar os erros do homem: corrupção, fraude, violência, aborto, eutanásia, exploração do sexo, cultura da morte, endeusamento da glória, do dinheiro e do prazer.  A mulher precisa trazer uma nova alma à sociedade, fruto da sua beleza e do seu amor.Infelizmente, o feminismo doentio transformou o belo dia da mulher em uma batalha inglória pela tal “liberdade feminina”: aprovação do aborto, da contracepção, do uso da camisinha, da esterilização da mulher e tantas coisas imorais. Uma Mulher foi escolhida por Deus para trazer o Salvador a este mundo. Mas ela teve de oferecer a sua vida toda a Deus; da manjedoura de Belém à cruz do Calvário. Ela foi a mais humilde das mulheres e por isso a eleita de Deus. Com a humildade desatou o nó da desobediência de Eva. Não há modelo melhor para todas as mulheres! 

Prof. Felipe Aquino – 08 março de 2007

 

As falhas da camisinha; provas científicas

Arquivado em: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 11:44 am on quinta-feira, março 8, 2007

Não existe o tal “sexo seguro”. Infelizmente, até as autoridades públicas enganam os jovens perigosa e irresponsavelmente. Veja as provas científicas claríssimas que mostram que a camisinha não previne 100% o contágio da AIDS. 

1 – Do Lexicon (Dicionário) do Vaticano sobre termos ambíguos:Há muitos estudos publicados que fazem surgir dúvidas fundamentadas em respeito à segurança do uso do preservativo. Jacques Suaudeau, doutor em Medicina, que seguiu de perto o debate e problema da AIDS na África, tem um importante artigo em no “Lexicon” cheio de anotações bibliográficas acerca do tema. Um relatório de grupos que representam 10.000 médicos acusam o «Centre for Disease Control» (CDC) nos Estados Unidos de ocultar a pesquisa do próprio governo, a qual mostrava a «ineficácia dos preservativos para prevenir a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis». Este informe do «Catholic Family and Human Rights Insitut» (um grupo
em Nova York que controla os temas da ONU em relação à família e à vida) manifesta além disso que a rejeição do CDC de reconhecer este fato «contribuiu para a epidemia de doenças sexualmente transmissíveis».
 

2 – FDA – Food and Drugs Administration – Comité que aprova remédios e alimentos para serem consumidos nos EUA 

Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica, (Center for Devices and Radiological Health) pertencente ao FDA, órgão do governo americano que regula medicamentos, conforme publicado em seu folheto informativo “Condoms and Sexually Trasmitted Diseases … specially AIDS” que pode ser encontrado em http://www.fda.gov/cdrh/consumer/condom-brochure.pdf diz o seguinte:”A maneira mais segura de evitar estas doenças (sexualmente transmissíveis) é não praticar o sexo (abstinência). Outra maneira é limitar o sexo a somente um parceiro que também se compromete a fazer o mesmo (monogamia). As camisinhas não são 100% seguras, mas se usadas devidamente, irão reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive AIDS. 

3 – Outros pesquisadores 

A revista Seleções (dezembro de 1991, pg. 31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de “Newsweek” de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro”  com a camisinha.A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol. 36, issue 12, pp. 1635-1644), afirma :“Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”.“As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe”  (PR, nº 409/1996, pp. 267-2274).Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem a camisinha.  Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura. É como uma “roleta russa”.Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e  embalagem. Afirma o Dr. Richard que :“O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p. 1-3).O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que: “O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”  (idem).A Rubler Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que :“Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”. 

4 – Do site  www.vidahumana.org 

1) Percentagem de falha da “camisinha” para evitar a gravidez:a) 9.8 a18.5%: Harlap et al. “Preventig Pregnancy, Protecting Health” ,Alan Guttmacher Institute, 1991, p.35. b) 14 a 16%: Jones & Forrest. “Contraceptive Failure in the
United States” Family Planning Perspectives 21(3): 103-109. 1989.
c) 12%:
U.S. Dept. HHS. “Your Contraceptive Choices For Now, For later”, Family Life Information Exchange,
Bethesda, MD.
d) 18.4%: Mulher menor de 18 anos no primeiro ano de uso do preservativo. Grady et al. “Contraceptive Failure in the
U.S.” Family Plannig Perspectives 18(5): 204-207. 1986.
e) 10 a 20%: McCoy & Wibblesman. “The New Teenage Body Book”. The Body Press,
Los Angeles, 1987, p.210.
f) 10%: Seligman & Gesnell. “A Warning to Women on AIDS” Newsweek, 31 de agosto, 1987, p.12.g) 3 a15%: Kolata. “Birth Control” New York Times Health, 12 de janeiro, 1989.Se se considera que a mulher é fértil de 6 a 10 dias por ciclo, a percentagem de falha é de 21 a 36%. 

2) Índice de falha do preservativo em homossexuais:a) 26%: 11% se rompe, 15% se solta. “Wegersna & Oud.”, “Safety and Acceptability of Condoms for Use by Homosexual Man as a Prophylactic Against Transmission of HIV During Anogenital Sexual Intercourse”. British Medical Journal. 11 de julio, 1987, p.94.b) 30%: Pollner. “Experts Hedge on Condom Value”, Medical World News, 28 de agosto, 1988, p.60. 

3) Percentagem de falha do preservativo em usuários habituais: a) 10%: 1/10 esposas de portadores de HIV que reportam o uso habitual do preservativo ficaram infectadas. Fischl. “Evaluation of Heterosexual Partners, Children and Household Contacts of Adults with AIDS”, “Journal of the American Medical Association”, 257: 640-644, 1987.b) 17%: Goerdent. “What Is Safe Sex?”
New England Journal of Medicine, 316 (21): 1339-1342, 1987.
 

4) Impacto da estratégia nos adolescentes, segundo “Olsen & Weed”, “Instituto de Pesquisa e Avaliação”, Salt Lake City, EUA: a) Aumento de 50 a 120 gravidezes/1000 atendidas em programas de “Educacion anticonceptiva” aumenta a freqüência de sexo em adolescentes.b) Em 14 anos: aumento de 1.5%. Em nenhuma clínica se obteve menores índices de gravidez. 

5) Percentagem de mulheres menores de 18 anos que ficaram grávidas durante o primeiro ano de uso de anticonceptivos, segundo o método:a) Pílula 11,0%; DIU 10,5%; Preservativo 18,4%; Espermicidas 34,0%; Diafragma 31,6% (Grady. “Contraceptive Failure in the U.S.”, “Family Planning Perspectives”, 28(5): 207, 1986). Os adolescentes são os piores usuários do preservativo: 83% dos adolescentes entre os 14 e 15 anos informam que sua primeira experiência sexual foi inesperada. b) Usuários ocasionais: 21% porque foi inesperado, 39% “não tiveram tempo”, ou não quiseram usar. (Harris. Conduzido por IPPF, 1986). 

Aumento de casos de infecção pela AIDS:Se a ‘camisinha’ falha para prevenir a AIDS em 10% e se expõem ao perigo 100.000 adolescentes temos 10.000 infectados. Se a propaganda para o uso do preservativo aumenta o índice de atividade sexual em 15%, se exporão ao perigo 115.000 adolescentes: 11.500 infectados. 

O presidente da Cruz Vermelha Mexicana, José Barroso Chávez, reabriu o debate no país sobre a eficácia dos preservativos na luta contra a Aids, reconhecendo que não são 100% seguros contra o vírus.  Barroso criticou a campanha do governo lançada para combater a doença a partir da distribuição de preservativos.  Barroso Chávez explicou que vários estudos científicos em nível internacional provam que em 40% dos casos, os preservativos falham, tornando-se, assim, um método ineficiente para evitar o contágio do vírus HIV e argumentou que todas as campanhas de prevenção da doença deveriam proclamar “a verdade completa e não a mentira”  (Cidade do México, 11 fev 1998 - SN) 

  O descobridor do HIV, Luc Montagnier, disse como deveriam ser as campanhas contra a AIDS: “são necessárias campanhas contra práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo, há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e o vagabundeio sexual”. (Luc Montagnier. “AIDS Natureza do Vírus”, em Atas da IV Reunião Internacional da AIDS, 1989, p.52.)“A Food and Drug Administration (FDA) estudou 430 marcas com 102.000 preservativos; 165 fabricadas nos EUA com 38.000 preservativos e 265 marcas estrangeiras com 64.000 preservativos.  O resultado da pesquisa verificou que 12% das marcas de estadunidenses e 21% das estrangeiras não tinha um nível suficiente de qualidade”. “Aceitando essa taxa de defeitos, a probabilidade de falha no caso do preservativo seria de 20,8% anual se mantivessem relações uma vez por semana e de 41,6% se fossem duas vezes por semana”.“Em 1992 o Dr. Ronald F. Carey, pesquisador da FDA, introduziu microesferas de poliestireno do diâmetro do HIV em preservativos que tinham superado positivamente o teste da FDA e os submeteu a variações de pressão similares às que se produzem numa relação sexual: um terço deles perdeu entre 0,4 e 1,6 nanolitros. Numa relação sexual de dois minutos, com um preservativo que perde um nanolitro por segundo, passariam 12.000 vírus de HIV”.  Como se observa, a porosidade do látex pode permitir a passagem de milhares de vírus da AIDS, com toda a sua carga mortífera, apenas numa breve relação.  Este vírus é 450 vezes menor que o espermatozóide.O Dr. Ronald F. Carey,  pôs a prova 89 preservativos em uma máquina simuladora da relação sexual, e encontrou que pelo menos 29 deixaram passar partículas do tamanho do vírus da AIDS. A falha foi de 33% (Ronald F. Carey, William A. Herman, Stephen M. Retta, Jean E. Rinaldi, Bruce A. Herman e T. Whit; Eficácia dos Preservativos de Látex corno Barreira a Partículas do Tamanho de Athey – A um Vírus da Imunodeficiência Humana sob condições de Uso Simulado - Doenças Sexualmente transmissíveis, julho-agosto, 1992, pp. 230-234). 

O Centro de Controle de Doenças de Atlanta (EEUU), o que mais informações possuem na luta contra AIDS, reconhece que “o uso apropriado dos preservativos em cada ato sexual pode reduzir, mas não eliminar, o risco de doenças de transmissão sexual” e acrescenta: “a abstinência e a relação sexual com um parceiro(a) mutuamente fiel e não infectado (a) são as únicas estratégias preventivas totalmente eficazes”.  Nestes mesmos termos, a OMS, paradoxalmente, em algum momento já afirmou que “só a abstinência ou a fidelidade recíproca perdurável entre os parceiros sexuais não infectados, elimina completamente o risco de infecção do vírus HIV”.   The Wall Street Journal, em 14 de outubro 2006, declarou que que 25% dos doentes de AIDS no mundo são atendidos por instituições católicas.  E, igualmente, afirmou que os estudos científicos – um deles a cargo do Serviço de Saúde dos Estados Unidos e outro à responsabilidade da Universidade de Harvard – coincidiam em alertar sobre os decepcionantes resultados da prevenção da AIDS baseados no preservativo.  Menciona-se o caso de Uganda que em 1991 contava com uma taxa de infecção de 20%, enquanto que no ano de 2002 tinha descido aos 6%, em virtude de uma política sanitária centrada na fidelidade e na abstinência, não no preservativo, (à diferença de Botsuana e Zimbábue que ainda ocupam os primeiros lugares nos contágios) .Com base nesses dados o Presidente Bush disse aos participantes do Encontro Internacional sobre Abstinência em Miami 26-28 de julho de 2001: “A abstinência é a única maneira eficaz e infalível de eliminar o risco de infecção por HIV, doença de transmissão sexual e gravidez indesejada. A abstinência não somente quer dizer não, implica em dizer sim a um futuro mais saudável e feliz.  A abstinência é 100% segura, 100% eficaz e em 100% do tempo”. Segundo informe das Nações Unidas, publicado no dia 23 de junho de 2002, o esforço massivo da ONU para prover o mundo de preservativos, com o intento de frear a expansão do HIV/AIDS, fracassou. Depois de exaustiva análise dos dados dos países em desenvolvimento em todo o mundo, a Divisão de População do Departamento da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais chegou a conclusão de que a disponibilidade atual dos preservativos não alterou significativamente a conduta sexual. (Nova York, 28 de junho de 2002 (ZENIT.org). O Dr. William Blattner, Diretor do Departamento de Epidemiologia Viral de Bethesda, E.E.U.U.; na Reunião Internacional em Roma, em 13-15/X/1989, disse: “Favorecer o uso de preservativos se revelaria um erro, porque só aumenta os comportamentos arriscados, exatamente como por seringas a disposição dos toxicodependentes”. Da mesma forma o Dr. Aquilino Polaino, catedrático de Psiquiatria,
em Ver. Palabra, Madrid, IV/90, p. 33, afirma:
 “Tenho tratado a muitos pacientes que padecem de AIDS, que haviam utilizado preservativos. Provavelmente, se não os tivessem usado não teriam essas relações sexuais e agora não teriam AIDS”. Vale lembrar que os poros da camisinha são de 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS. (Rubber Chemistry & Technology, Washington, D.C., junho de 1992): O vírus passa por esses poros com tanta facilidade como passaria um gato pela porta de uma garagem.  Quando enchemos um balão e depois de poucos dias ele já está bem vazio, não é porque foi mal amarrado e sim porque o látex tem poros por onde passam as moléculas de ar.A Dra.  Susan C. Weller, da Escola Médica de Galveston, Universidade do Texas, depois de 11 estudos sobre a efetividade do preservativo, encontrou uma falha de 31 % na proteção contra a transmissão da AIDS.  Diz ela: “Estes resultados indicam que os usuários do preservativo terão cerca de um terço de chance de se infectar em relação aos indivíduos praticando sexo ‘desprotegido’… O público em geral não pode entender a diferença entre ‘os preservativos podem reduzir o risco de que “os preservativos impedirão” a transmissão do HIV. Presta desserviço à população quem estimula a crença de que a camisinha evitará a transmissão sexual do HIV.  A camisinha não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco.” (Susan C. Weller, “A Meta-analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted IUV” Soc Sci Med 36:12 - 1993, pp. 16351644).Outros estudos mostraram as mesmas falhas:K. Abril e W. Schreiner e colaboradores indicaram uma percentagem de 8% falhas no uso dos preservativos. (“Quale é il grado effetivo di protezione dalé HIV Del profilattico?” In Medicina e Morale, 44 (1994) 5, 903-904).“Differences in HIV Spread in four sub-Saharar African Cities”, UNAIDS,
Lusaka, 13 setembre 1999.
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