A FALSA EDUCAÇÃO SEXUAL

Filed under: Sexo — Prof. Felipe Aquino at 10:16 pm on Friday, March 9, 2007

 

Mensagem do Cardeal D. Eugenio de Araújo Sales
Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro

09/03/2007

 

  

    

     Há poucos dias, chegou às minhas mãos um documento da Pastoral Social da Conferência Episcopal da Nicarágua, assinado por Dom Bernardo Hombach. Sob o título: “Lucro exagerado com medicamentos contra AIDS é imoral”.

     Ultimamente, no Brasil, tem sido largamente anunciado o uso do preservativo. O pretexto é evitar o contágio da AIDS e o engravidamento de alunas nas escolas públicas. Essa iniciativa tem o apoio de autoridades civis, e, inclusive, de progenitores. Ao contrário, a educação sexual, se autêntica, tem por objetivo levar a juventude, desde o desabrochar do instinto sexual, ao reto cumprimento de sua missão procriadora. Cabe aos pais, e depois aos educadores, transmitir as normas bastante precisas e evitar que a educação sexual se transforme em propaganda do sexo; deve, ao contrário, formar para o autocontrole dentro das normas de moral e de bom senso.

     Sei do clima erótico que impera em toda à parte, inclusive em novelas e outros programas de TV. É exatamente pela decadência dos costumes que se faz mister dizer a verdade, não fechar os olhos e não promover exatamente o que deveria ser evitado. Assim, nas escolas públicas é oferecido o preservativo para que não haja gravidez e sejam evitadas doenças sexualmente transmissíveis.

     O resultado é o que infelizmente vemos: o desvio de comportamento na juventude e o fracasso de casamentos. Os filhos são as primeiras vítimas da dissolução dos lares.

     O documento a que fiz referência no início, com data de 24 de janeiro último, afirma que “a pandemia do HIV é uma das crises mais graves da saúde, da vida social, econômica, de segurança e de desenvolvimento humano que o planeta enfrenta. Mata milhões de adultos em sua maior plenitude”. A preservação dessa epidemia não está na promoção do sexo.

O mesmo se diga do engravidamento precoce. Diz o documento: “É importante enfatizar o valor da fidelidade no matrimônio e do compromisso conjugal como fatores fundamentais na contenção da pandemia da AIDS”. Recorda a importância da educação nos valores “para proteger a nossa juventude” e afirma que, “como Igreja, temos de anunciar, contra uma forte pressão da opinião pública, que a verdadeira felicidade não consiste na libertinagem e no hedonismo, mas em uma vida levada segundo a vontade de Deus, onde a abstinência e o sacrifício são sinais de liberdade interior que conduzem à verdadeira felicidade. Ser livre exige libertar-nos de toda escravidão que nos limita”.

     Segundo Dom Hombach, “a informação sobre o preservativo é uma resposta simplista ao que a juventude requer. Não converte a imaturidade em maturidade. A formação, não somente a informação, é o que se precisa. Mais que falar sobre o preservativo, será muito mais efetivo preparar e equipar os pais e educadores com os apropriados conhecimentos para educar seus filhos e alunos no valor da sexualidade, relação humana profunda, diálogo de pessoas e não só de corpos, ainda que também se expresse na corporeidade. Banalizou-se a exigência do amor e da ternura, reduzindo-o à pura genitalidade, ao meramente biológico”.

Sobre essa matéria trago trechos do artigo do Cardeal Alfonso Lopez Trujillo sob o título: “Valores da Família e o assim chamado ‘Sexo Seguro’”, com data de dezembro de 2003. Quatro agências governamentais dos Estados Unidos, responsáveis pela pesquisa sobre preservativos, patrocinaram juntas um “Workshop” para “avaliar a evidência divulgada, afirmando a eficiência dos preservativos de látex para a prevenção HIV/AIDS e outras DSTs” (Doenças Sexualmente Transmissíveis). O resultado foi publicado a 20 de julho de 2001. “O Workshop Summary” revelou que o preservativo reduz o perigo de contaminação de AIDS/HIV em 85%. Isto significa que há um risco de 15%. Este dado não deve permanecer desconhecido, pois muitos usuários, inclusive jovens, pensam que o preservativo garante segurança total.

De fato, há estudos que demonstram o aumento de casos HIV/AIDS na medida da maior distribuição dos preservativos. O comportamento humano é fator importante na transmissão de AIDS. Sem uma adequada educação, visando o abandono de certas atitudes sexuais, corre-se o risco de perpetuar as conseqüências desastrosas da pandemia.

O “Condom with AIDS in Africa” (13 de dezembro de 2002) divulgou o seguinte: “Enquanto a AIDS se difunde pela África, Uganda é um sucesso isolado. Milhões de ugandenses adotaram uma moral sexual tradicional, inclusive a abstinência sexual fora do matrimônio e de fidelidade no matrimônio, para assim evitar a infecção. Mas a Organização Mundial para a AIDS tem relutado em promover tal estratégia alhures, continuando, ao contrário, a confiar no preservativo”.

Existem relatórios que mostram o êxito da abstinência sexual antes do matrimônio e o da fidelidade dos esposos. No citado exemplo de Uganda, que optou por este programa, a incidência de HIV/AIDS tem sido mais controlada que em outros países.

Comentando algumas dessas informações, Jokin de Irala, professor de epidemiologia na Universidade de Navarra, Espanha, afirmou: “É simplesmente irresponsável o que está sendo feito em muitos países. É um erro que, no final das contas, custará muito caro, confiar cegamente no preservativo e nada mais na luta preventiva, quando já está claro que tal método não tem sido suficiente para frear a epidemia em grupos que, a priori, são grandemente de risco, como os homossexuais. O povo poderia exigir das autoridades mais seriedade e mais originalidade, quando se trata de resolver esses problemas”.

São do Papa Bento XVI as seguintes palavras dirigidas aos participantes da Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina: “os freqüentes fenômenos de exploração e injustiça, de corrupção e violência, são uma chamada urgente a que os cristãos vivam a sua fé, com coerência, e se esforcem por receber uma sólida formação doutrinal e espiritual, contribuindo assim para a construção de uma sociedade mais justa, mais humana e cristã”.

Não devemos e nem podemos ser parceiros na difusão de algo que afetará a vida de milhões de irmãos nossos e, de modo particular, da juventude, “futuro da Humanidade”.

Você sabe o que é a Patrística?

Filed under: Teologia — Prof. Felipe Aquino at 8:50 pm on Friday, March 9, 2007

 

Chamamos de “Padres da Igreja” (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que   “Pais” da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; sem dúvida, são  a sua fonte mais rica. Padre ou Pai da Igreja, se refere a um escritor leigo, sacerdote ou bispo, da Igreja antiga, considerado pela Tradição como um testemunha da fé.  

Normalmente se considera o período da Patrística o que vai dos Apóstolos até S.Isidoro de Sevilha (560-536) no Ocidente; e até a morte de S. João Damasceno (675-749), no Oriente, o gigante que corajosamente combateu o iconoclasmo. Esses gigantes da fé católica ao longo desses sete séculos defenderam e formularam a fé, a liturgia, a catequese, a moral, a disciplina, os costumes e os dogmas cristãos; por isso são chamados de “Pais da Igreja” porque lhes traçaram o caminho.  

Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a primeira vez em 1981 se referiu a eles dizendo que “são eles os melhores intérpretes da Sagrada Escritura”. Então, precisamos conhecer os seus ensinamentos para podermos compreender melhor a Bíblia. Chamamos de patrologia o estudo sobre a vida, as obras e a doutrina desses Pais da Igreja. No século XVII criou-se expressão a “teologia patrística” para indicar a doutrina dos Padres. 

Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac: “Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres”. 

Esses gigantes da fé e da Igreja, souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos. Eles foram obrigados a enfrentar as piores heresias que a Igreja conheceu deste o seu início. Nesta luta eles amadureceram os conceitos teológicos uma vez que tiveram de enfrentar muitos hereges, de dentro da própria Igreja, especialmente  nos Concílios Ecumênicos. Neste combate árduo em defesa da fé, onde muitos foram perseguidos, exilados e até martirizados, eles formularam a fé que hoje professamos sem erro. 

Desde o primeiro século já encontramos o gigante de Antioquia, Santo Inácio (†107), provavelmente sagrado Bispo pelo próprio São Pedro. S. Inácio nos deixou as suas belas Cartas escritas às comunidades por onde passou no caminho que o levou ao martírio em Roma, no Coliseu, desde Antioquia. A caminho do martírio ele escreveu belas cartas aos romanos, magnésios, tralianos, efésios, erminenses e a S. Policarpo, bispo  e mártir de Esmirna. No segundo século encontramos o grande Santo Irineu de Lião (†200) enfrentando os gnósticos que sorrateiramente penetraram na Igreja e ameaçavam destruir a fé cristã. Contra eles S. Irineu escreveu uma longa obra “Contra os Hereges”. Tão difícil foi esse combate que o Santo o comparou a alguém que precisa cortar todas as árvores de uma floresta para finalmente poder captar a fera que nela se esconde.  

Os Padres da Igreja tiveram uma participação fundamental nos primeiros Concílios Ecumênicos, como o de Nicéia, no ano 325, que condenou o arianismo que negava a divindade de Jesus; o Concílio de Constantinopla I, em 381, que condenou o macedonismo que negava a divindade do Espírito Santo; e os outros concílios que enfrentaram e condenaram as heresias cristológicas e trinitárias. 

Os Padres da Igreja estiveram um tanto esquecidos, mas a partir dos anos 40 surgiu na Europa, de modo especial na França, um forte movimento voltado à Patrística. Esse movimento foi liderado pelo Cardeal Henri de Lubac e Jean Daniélou, o qual deu origem à coleção “Sources Chréstiennes”, com mais de 300 títulos.No Concílio Vaticano II cresceu ainda mais esse movimento de redescoberta da Patrística por causa do desejo da renovação da liturgia, da exegese, da espiritualidade e da teologia a partir dos primórdios da Igreja. Foi a sede de “voltar às fontes” do cristianismo.  

Desses Padres , alguns foram Papas, nem todos; a maioria foi bispo, mas há diáconos,  presbíteros e até leigos. Entre eles muitos foram titulados de Doutor da Igreja, sempre por algum Papa, por terem ensinado de maneira extraordinária os dogmas e as verdades da nossa fé.  

Segue a relação dos mais importantes Padres da Igreja:

S. Clemente de Roma (†102), Papa (88-97); Santo Inácio de Antioquia (†110); Aristides de Atenas (†130); São Policarpo de Esmira (†156); Pastor de Hermas (†160); Aristides de Atenas (†160); S. Hipólito de Roma (160-235); São Justino (†165); Militão de Sardes (†177); Atenágoras (†180); S. Teófilo de Antioquia (†181); Orígenes de Alexandria (184-254); Santo Ireneu (†202); Tertuliano de Cartago (†220); S. Clemente de Alexandria (†215); Metódio de Olimpo (Sec.III); S. Cipriano de Cartago (210-258); Novaciano (†257); S. Atanásio - (295 -373), Alexandria; S. Efrém - (306 - 373), diácono, Mesopotânia; S. Hilário de Poitiers - (310 - 367), bispo; S. Cirilo de Jerusalém (315 - 386), bispo; S. Basílio Magno (330 - 369) - bispo,  Cesaréia; S. Gregório Nazianzeno - (330 - 379), bispo; S. Ambrósio(340 - 397), bispo, Treves – Itália; Eusébio de Cesaréia (†340); S. Gregório de Nissa (†340); Prudêncio (384-405); S. Jerônimo ( 348 - 420), presbítero  Strido, Itália; S. João Cassiano (360-407); S. João Crisóstomo - (349 - 407), bispo ; S. Agostinho(354 - 430), bispo; Santo Efrém (†373); Santo Epifânio (†403); S. Cirilo de Alexandria (370 - 442), bispo; S. Pedro Crisólogo (380 - 451), bispo, Itália; S. Leão Magno (400 - 461), papa  Toscana, Itália; S. Paulino de Nola (†431); Sedúlio (sec V); S. Vicente de Lerins (†450); S. Pedro Crisólogo (†450); S. Bento de Núrcia (480-547); S.Venâncio Fortunato (530-600); S. Ildefonso de Toledo (617-667); S. Máximo Confessor (580-662); S. Gregório Magno (540-604), Papa; S. Ildefonso de Sevilha (†636); S. João Damasceno (675-749), bispo, Damasco.

Eu sinto Vergonha!

Filed under: Educação — Prof. Felipe Aquino at 3:40 pm on Friday, March 9, 2007

 

Como católico e como brasileiro, pai, professor e educador há 37 anos, sinto-me triste e envergonhado com o discurso do Presidente Lula no dia de 07 março 2007 sobre o uso da camisinha.Disse o nosso Presidente, na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, “que o país deveria criar um dia nacional de combate a hipocrisia… Ele defendeu o uso de preservativos para combater doenças como a Aids e a gravidez precoce, justificando que “Trinta por cento das meninas entre 15 e 17 anos que estão fora da escola é porque tiveram filhos”. 

Ele se dirigiu à Secretária nacional de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire, para criticar a hipocrisia da sociedade brasileira, citando, nominalmente, a Igreja: “Ano que vem, Nilcéia, você poderia, no Dia Internacional da Mulher, fazer um dia de combate à hipocrisia que está estabelecida na cabeça de todos nós. E por que digo hipocrisia? Hipocrisia porque muitas vezes nós deixamos de debater os temas da forma verdadeira que eles têm que ser debatidos por puro preconceito, porque a minha mãe não gosta, o meu pai não gosta, a Igreja não gosta, não sei quem não gosta”. O Presidente ainda disse que “Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta e é uma necessidade”…  

Antes de mais nada quero contrapor a estas palavras do Presidente as do Papa João Paulo II sobre a camisinha:“Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana… O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo … O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental”  (Pergunte ao Papa, Augusto Silberstein, Legnar Informática e Editora Ltda,SP, pg. 57). 

Quando falou da educação sexual, assim se expressou o Papa João Paulo II, na Carta às Famílias (1994):“A educação sexual, direito e dever fundamental dos pais… Neste contexto é absolutamente irrenunciável a “educação para a castidade”  como virtude que desenvolve a autêntica maturidade da pessoa e a torna capaz de respeitar e promover o ‘significado nupcial’ do corpo”.“Por isso a Igreja opõe-se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão a introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda – ainda nos anos da infância – da serenidade, abrindo as portas ao vício” (Familiaris Consortio, 37).“O conhecimento deve conduzir a educação para o autocontrole: daqui a absoluta necessidade da castidade e da permanente educação para ela.” (FC, 33). 

Lamentavelmente o nosso Presidente acusou de “hipocrisia” a  todos que condenam o uso da camisinha no combate da AIDS; ai estão incluídos os Papas (João Paulo e Bento XVI) , os nossos bispos e o povo católico fiel ao Magistério da Igreja. É uma ofensa grave ao povo católico e a seus pastores.Na verdade é uma lástima as autoridades, especialmente o Presidente da República, oferecer à juventude um meio imoral, inócuo e vergonhoso para o combate da AIDS. 

São dezenas as pesquisas de cientistas na Europa e nos EUA que mostram que a camisinha falha em cerca de 10 a 30% na prevenção à AIDS. Essas pesquisas estão em minha página da internet – www.cleofas.com.br ou  www.blog.cancaonova.com Sabemos, como dizia John Spalding, que “as civilizações não perecem por falta de cultura e de ciência, mas por falta de princípios morais”. A castidade é uma grande força moral do homem e da civilização. O sexo só tem sentido no casamento; fora dele é fornicação e adultério.  

Gandhi, que não era católico, o hindu libertador da Índia,  amou tanto a castidade que alterou até a sua vida conjugal. Aos 31 anos de idade fez um pacto com sua mulher para viverem sem vida sexual. Dizia ele:“Sei por experiência que, enquanto considerei minha mulher carnalmente, não houve entre nós verdadeira compreensão. O nosso amor não atingiu o plano elevado … No momento em que disse adeus a uma vida de prazeres carnais, todas as nossas relações se tornaram espirituais“.Embora essa posição não seja o que ensina a Igreja, mas mostra quanto Gandhi, esse herói da Índia, amava a castidade. Ele ainda disse:“A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca”. Aquele que dominou os sentidos é o primeiro e o mais importante dos homens. A educação sexual deve ter como objetivo a superação da paixão sexual.”“Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna-se efeminado e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço”. (Gandhi, mensagem para hoje, Tomas Toschi, SP,Editora Mundo 3) 

O Presidente tentou justificar a distribuição gratuita de camisinhas porque “trinta por cento das meninas entre 15 e 17 anos que estão fora da escola é porque tiveram filhos”. Mas o que faltou para essas meninas não foi um pacote de camisinhas para elas distribuírem a seus namorados, mas sim educação para a castidade, um lar cristão, uma formação moral e a vigilância dos pais. O Presidente é mais um neste mundo que apela para “soluções fáceis e cômodas para problemas difíceis”, como disse Paulo VI. 

Presidente, o que essas meninas precisam é de formação moral e não da vergonhosa camisinha que estimula o sexo e a prostituição delas. Isto nos faz lembrar Rui Barbosa:“Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia, pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez
no julgamento da verdade, a negligência com a família…
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto”.
 

Prof. Felipe Aquino – 08 março 2007,

 

Movimentos religiosos alternativos

Filed under: Religiões — Prof. Felipe Aquino at 12:10 pm on Friday, March 9, 2007

 

 

A Presidenta do Grupo de Pesquisa Sócio-religiosa de Milão, Roberta Grillo, publicou na Itália o livro «Cuidado com o lobo. Movimentos religiosos alternativos e seitas satânicas» («Attenti al lupo. Movimenti religiosi alternativi & sette sataniche», Edizioni Ares). 

Para a autora do livro não se entra em um movimento religioso alternativo ou em uma seita sem um motivo; o fator desencadeante é com freqüência «uma falta de acolhida de um familiar, um amigo ou um educador». Para ela o «desejo de felicidade» é  o fator que impulsiona muitas pessoas a buscarem aquele «algo que falta». “Às vezes foi a curiosidade ou o desejo de adquirir instrumentos que dêem poder, êxito… Sempre o desejo de alcançar a felicidade.” (MILÃO, 1º de março de 2007 - ZENIT.org) 

Em seu livro, divide os movimentos segundo a New Age, a fonte islâmica, gnóstico-teosófica, mágico-ocultista e do potencial humano, e dedica um amplo capítulo aos grupos de fonte cristã, tanto aos provenientes do protestantismo como aos do catolicismo (sedevacantistas e movimentos fundados em revelações particulares). A autora afirma que não se pode ser cristão e praticar o Reiki. “Trata-se de uma espécie de energia universal, possuída antigamente pelos profetas e por Jesus Cristo. A pena é que ao invés de referir-se a Jesus Cristo, à Bíblia e aos Evangelhos, estes «terapeutas» tiram seu poder da espiritualidade budista e da doutrina dos «chakras», conhecida pela yoga e praticada pelo hinduísmo e pelo budismo. Proposto como instrumento positivo, útil para o bem-estar pessoal e dos outros, o Reiki é na realidade uma disciplina secreta nos símbolos e nos conteúdos, associada a terapias de saúde que não têm nenhum fundamento científico como a cristaloterapia e a astrologia terapêutica, a aromaterapia e a cromoterapia; mas também a floroterapia e inclusive a dança-energia, a energia vibracional e a musicoterapia. Não pode dar-se, portanto, «dupla pertença», que inclua adesão a este sistema panteísta, gnóstico e ocultista, diametralmente oposto ao cristianismo.” 

Muitos católicos têm se envolvido com religiões e seitas que nasceram do hinduísmo e do budismo, de cunho panteísta e holista, usando inclusive suas técnicas na oração sem um correto discernimento. Gostaria aqui de fazer a advertência do Pe. Henry Van Staclen, licenciado em Direito, Doutorado em Filosofia (Cambridge), perito do Concílio Vaticano II: 

“Não se pode reduzir a Yoga, o Zen e, menos ainda a Meditação Transcendental a simples técnicas de relaxamento. Mesmo se no nível psicológico, nervoso e fisiológico se verifica uma certa eficácia, isto se dá, na maioria dos casos, ao preço de graves bloqueios espirituais”. 

Penso que isto seja uma séria advertência de uma autoridade que conheceu de perto na Índia e no Oriente essas religiões. Na verdade o católico não precisa buscar nada fora da Igreja, pois o Concilio Vaticano II garantiu que:  

“Somente através da Igreja Católica de Cristo, auxílio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação. Cremos também que o Senhor confiou todos os bens do Novo Testamento ao único Colégio apostólico, a cuja testa está Pedro, a fim de constituir na terra um só corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todos os que, de alguma forma, pertencem ao povo de Deus.” (Unitatis Redintegratio, 3) 

Jesus avisou desde o início, no Sermão da Montanha: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes” (Mt 7,15).São Pedro também falou aos primeiros cristãos do perigo das “seitas perniciosas” e falsos profetas: “Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado. Movidos por cobiça, eles vos hão de explorar por palavras cheias de astúcia. Há muito tempo a condenação os ameaça, e a sua ruína não dorme” (2Pe 2,1-3). 

Santo Agostinho nos ensina que os pregadores de heresias são dotados de inteligência privilegiada:“Não penses que as heresias são fruto de mentes obtusas. É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores as suas aberrações” .A história das heresias na vida da Igreja confirma o quanto S. Agostinho tem razão. Os hereges sempre foram “brilhantes” ao defender os seus erros, e por isso lograram grande êxito muitas vezes.As Cartas de S. Paulo, S. Pedro e S. João nos mostram o cuidado dos Apóstolos em preservar a “sã doutrina” (1 Tm 1,10). Paulo fala do perigo das “doutrinas estranhas” (1 Tm 1,3); dos “falsos doutores” (1 Tm 4, 1-2); e recomenda a S. Timóteo: “guarda  o  depósito” (1 Tm 6,20).São Paulo alertou a S. Timóteo, o seu bispo primeiro, de Éfeso,  sobre essa ousadia dos “iluminados”:“O Espírito diz expressamente que nos tempos vindouros, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas diabólicas“ (1 Tim 4,1). “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas?”(2 Tim 4,2-4). 

É o que vemos hoje: “falsos profetas”, “doutrinas diabólicas”, “multidão de mestres”, milhares de “fábulas”… povo enganado. 

São João, já no início do cristianismo alertava para o perigo das falsas doutrinas e falsos profetas:

“Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo. Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus;  todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo.” (1Jo 4,1-3)

Se você quiser aprofundar neste tema pode ler nosso livro FALSAS DOUTRINAS, veja me www.cleofas.com.br 

 

SENADO PRESTES A APROVAR PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA

Filed under: Homossexualidade — Prof. Felipe Aquino at 10:45 am on Friday, March 9, 2007

 

Está pronto para votação no Senado Federal o Projeto de Lei PLC 122/2006. A proposta, iniciada na Câmara com o número PL 5003-B, de 2001, pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo. 

Além dos direitos previstos na Constituição para todas as pessoas, o homossexual, pelo simples fato de ser homossexual, ganhará privilégios. 

O homossexualismo deixará de ser um vício para ser um mérito. E quem ousar criticar tal conduta, será tratado como criminoso. Os primeiros a sofrerem perseguição serão os cristãos. Vejamos alguns exemplos: 

- A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (”manifestação de afetividade”) por homossexuais (art. 7°). 

- Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°). 

- A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo 8°, (”ação […] constrangedora […] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”). 

- A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. 5°) 

O projeto, aprovado na Câmara em 23/11/2006, agora está em tramitação no Senado Federal. Mais especificamente, o projeto está para ser votado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A relatora, Senadora Fátima Cleide (PT/RO), de parecer FAVORÁVEL à proposta em 7/3/2007. 

*O projeto está pronto para a pauta e poderá ser votado (e aprovado) a qualquer momento*.Se convertido em lei (como tanto deseja o presidente da República), estará instaurada no Brasil uma perseguição religiosa sem precedentes causada pela tirania do homossexualismo. Lamentavelmente, os brasileiros, incluindo as autoridades, não despertaram para a gravidade da situação. 

Qualquer cidadão pode-se manifestar sobre o assunto com os senadores de seu estado, clicando em www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=1&u=*&p=*)Amanhã pode ser tarde demais. O texto do projeto pode ser visto emhttp://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=79604  Padre Luiz Carlos Lodi da CruzPresidente do Pró-Vida de AnápolisTelefax: 55+62+3321-0900Caixa Postal 45675024-970 Anápolis GOhttp://www.providaanapolis.org.br 

  

 

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