Ano da Astronomia no Vaticano

Filed under: Ciência e Fé — Prof. Felipe Aquino at 4:36 pm on Thursday, March 22, 2007
Igreja promove autêntico desenvolvimento científico, afirma diretor do Observatório Vaticano - 22/03/2007
Faltam quase dois anos, mas a comunidade científica já está se preparando para o grande evento de 2009: o Ano da Astronomia. Entre os cientistas que aguardam este evento com particular expectativa estão os padres jesuítas do Observatório Vaticano - o histórico observatório astronômico diretamente dependente da Santa Sé. Uma história de pesquisa científica que nasce oficialmente com Leão XIII, como nos recorda o diretor do Observatório Vaticano, Pe. José Gabriel Funes.

Foi o papa Leão XIII quem “criou” o Observatório Vaticano, ainda que, na verdade, no Vaticano já existia um “observatório” - precisa Pe. Gabriel Funes - e se encontrava no que hoje chamamos a “Torre dos Ventos”. Nela se faziam observações meteorológicas. Ainda antes, recordamos o papa Gregório XIII e sua reforma do calendário, para o qual ele instituiu uma comissão especial, da qual também fazia parte um famoso jesuíta, Pe. Clavio. Pode-se falar, desde aquela época, do interesse da Igreja pela astronomia.

Em 1891 - continua o diretor do Observatório Vaticano - teve início um período difícil para as relações entre ciência e Igreja, ou melhor, entre homens da ciência e homens da Igreja. Leão XIII era muito interessado a demonstrar que a Igreja não era contra a ciência: a ciência “boa” que, aliás, estima e promove. E assim nasceu o Observatório Vaticano.

Depois, com Pio XI, em 1935, o Observatório foi transferido do Vaticano para Castel Gandolfo, onde se encontra até hoje. Para compreender o motivo dessa transferência de sede é necessário recordar que os astrônomos precisam de céus escuros, e já nos anos 30, Roma não mais oferecia essa possibilidade: por isso o Observatório se transferiu para Castel Gandolfo, para poder continuar fazendo pesquisas astronômicas. Naquele período, os jesuítas chegaram ao Observatório: o primeiro diretor jesuíta foi nomeado em 1906.

Naquele período - estamos falando do início do século XX - o Observatório Vaticano estava em dificuldade. O diretor da época não era um homem com formação especializada em astronomia, mas o Observatório participava de um grande projeto internacional que se chamada “Mapa do céu”. O diretor de então não tinha condições de portar avante esse projeto. O modo melhor de reconduzir o Observatório Vaticano ao prestígio que tinha, era dirigir-se a homens formados no campo da astronomia. E os jesuítas pareciam os religiosos mais preparados para essa missão. Por isso, os jesuítas assumiram o Observatório Vaticano que, até hoje, é confiado à Companhia de Jesus - explica Pe. José Gabriel Funes.

 

A histeria da Onda Quente

Filed under: Ecologia — Prof. Felipe Aquino at 11:13 am on Thursday, March 22, 2007

Atmosfera quente 
por Thomas Sowell em 22 de março de 2007

Resumo: Antes de endossar a onda de histeria fabricada por políticos e burocratas oportunistas sobre o iminente fim do mundo devido ao aquecimento global, a mídia deveria se lembrar de seu papel na irresponsável disseminação das catastróficas e equivocadas previsões do Clube de Roma na década de 1980.

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Se você se atém aos principais veículos de comunicação, você poderia imaginar que todos os importantes cientistas acreditam que o “aquecimento global” é uma grande ameaça e que precisamos empreender drásticas alterações no nosso modo de vida, a fim de evitar catástrofes ao ambiente, às várias espécies e a nós mesmos.

A mídia tem um papel preponderante na perpetuação de tais crenças. Freqüentemente ela usa qualquer onda de calor para alardear o aquecimento global, mas não vê nenhuma implicação nos recordes de baixas temperaturas, tais como as que muitos lugares estão experimentando ultimamente.

Você se lembra como o número usualmente grande de furacões de alguns anos atrás foi alardeado na mídia como sendo um resultado do aquecimento global, com mais furacões sendo previstos para os anos seguintes?

Mas, quando nem um único furacão atingiu os EUA no ano passado, a mídia teve pouco a dizer sobre as falsas previsões que ela tinha alardeado. Se for cara eu ganho, se for coroa você perde.

Há cientistas sérios que são especialistas em clima e que são céticos sobre os cenários catastróficos construídos pelos que advogam o aquecimento global? Sim, há.

Há o Dr. S. Fred Singer, que montou o sistema americano de satélites meteorológicos e que publicou alguns anos atrás um livro intitulado “Hot Talk, Cold Science”. [1] Mais recentemente, ele foi co-autor de um outro livro sobre ao mesmo assunto, “Unstoppable Global Warming: Every 1500 Years” [Inevitável Aquecimento Global: A cada 1500 anos]. [2]

Houve períodos de aquecimento global que duraram séculos – e períodos de esfriamento global que também duraram séculos. Assim, a questão não é se o mundo está mais quente agora do que em algum tempo no passado, mas o quanto desse aquecimento é devido aos seres humanos e o quanto podemos reduzir o aquecimento futuro, mesmo se reduzirmos drasticamente, nesta tentativa, nosso padrão de vida.

Dentre outros cientistas sérios que não estão no barco do aquecimento global inclui-se um professor do MIT, Richard S. Lindzen.

Seu nome é suficientemente importante para que a Academia Nacional de Ciências o listasse entre os nomes de outros especialistas em seu relatório de 2001, que supostamente poria fim ao debate, declarando que os perigos do aquecimento global estavam provados cientificamente.

O professor Lindzen então objetou e observou que nem ele nem qualquer dos outros cientistas listados viram o relatório antes dele ser publicado. [3] Ele foi, de fato, escrito por burocratas do governo – como o foi o mais recente sumário do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que também é alardeado como a prova final e o fim da discussão.

Você quer mais especialistas que pensam de outra forma? Tente o professor de ciências ambientais da Universidade de Virgínia, Patrick J. Michaels, que se refere ao clamoroso sumário do IPCC de 2001 como possuindo “falsidades e erros” que ele chama de “notórios”.

Um professor de climatologia da Universidade de Delaware, David R. Legates, da mesma forma se refere ao sumário do IPCC como estando “freqüente e frontalmente contra o relatório que o acompanha”. Foi o sumário que a mídia alardeou. O relatório completo de 2007 ainda não foi publicado.

Dentre os especialistas céticos em outros países incluem-se Duncan Wingham, um professor de física do clima no University College de Londres e Nigel Weiss da Universidade de Cambridge.

A própria tentativa de silenciar todos que discordam do aquecimento global há de levantar suspeitas.

Qualquer um que lembre da década de 1970 deve se lembrar do relatório do Clube de Roma que foi acolhido como a última palavra sobre crescimento econômico, crescimento este que teria atingido um obstáculo intransponível, ou seja, “superpopulação” e uma era de fome generalizada nos aguardava na década de 1980.

Na realidade, os anos 1980 presenciaram um crescimento econômico em todo o mundo e, longe da fome generalizada, houve um crescimento da obesidade e de excedentes agrícolas em muitos países. Mas a maior parte da mídia entrou na onda do Clube de Roma e alardeou a histeria.

Muitos na mídia se ofendem com qualquer sugestão de que eles estão ou vendendo uma agenda ideológica ou alardeando qualquer coisa que venda jornais ou que atinja altos níveis de audiência.

Aqui está a chance deles de checar o que pensam alguns cientistas pesos-pesados, especialistas em meteorologia e clima, em vez de considerar o filme de Al Gore e os pronunciamentos de políticos e burocratas como a última palavra sobre o assunto.

Publicado por Townhall.com