Vai começar a Semana Santa

Arquivado em: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 7:30 pm on Quarta-feira, Março 28, 2007

A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas; mas esse povo tinha se enganado no tipo de Messias que ele era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Ele entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!

Dessa forma o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”.

Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.

Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

A Missa do domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a paixão de Jesus: sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os mau tratos nas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, seu diálogo com o bom ladrão, sua morte e sepultura.

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas!

Quantas lições nos deixam esse domingo de Ramos!O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o seu Reino de fato não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.

A muitos ele decepcionou; pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.

O domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

O domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Estar disposto a carregar a cruz com aquele que a levou até o Calvário sem abandona-la. Estar disposta a defender o Cristo e a Igreja com novo ardor, e com novo ânimo, especialmente hoje em eles são tão aviltados em todo mundo.

Prof. Felipe Aquino – 28 março 2007

A vida, o planeta e o aborto

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 4:59 pm on Quarta-feira, Março 28, 2007

Ogeni Luiz Dal Cin -  filósofo e advogado.  

 A maior pressão internacional para legalizar o aborto e fomentar sua prática generalizada decorre, em última análise, de um imperativo cósmico de redução da população. E essa imposição se alia ao paradoxal “absoluto”, dentro do reino do relativismo, isto é, ao “direito humano da mulher sobre seu corpo”. Assim, esta poderá livrar-se do “incômodo” indesejado de ter outra vida humana dentro de si
em gestação. De fato, a vida humana em gestação já foi reduzida a zero em muitos países e a vida humana “inútil” poderá também ser destruída pela eutanásia.
  

O discurso do aquecimento global é mais um argumento, agora cósmico, para reduzir a população. Ora, a matéria, que ninguém sabe ao certo o que é, é, para o novo “iluminismo”, a única realidade existente. Mesmo sendo um existente não sabido, agem seus acólitos como profetas desse não sabido, acreditando que o que ainda não se sabe, saber-se-á, pois é apenas uma questão de tempo e de ciência. O Planeta-matéria passa a ser o único deus. Essa a fé dos materialistas que não sabem sequer o que é a matéria em si, sua origem e seu fim. Nessa contraditoriedade, gestam-se as forças da morte da vida humana, surge a “cultura da morte”. 

 O antropocentrismo direcionado a mergulhar sempre mais fundo na imanência, que se organiza a partir da Idade Moderna, caminhou, no que se refere ao sentido da existência humana, para um Planetacentrismo materialista, tornando-nos seres descartáveis, produtos destruidores do criador. O personalismo, no sentido de ter a pessoa humana como centro e fim de toda ordem humana e natural, está sendo empurrado para fora da história humana, o homem vai abdicando de ser o sujeito da História. 

 A vida humana está se tornando cega, surda e muda, indiferente ao avanço das forças da morte. Por isso, a vida humana vai soçobrando, por etapas. Sem nenhum direito absoluto em si mesmo, nem mesmo o da própria vida, é possível ainda construir a democracia para as gerações futuras? 

 A liberdade sexual tornou-se o orgasmo da nossa civilização, diluindo a família e adentrando no casamento de homossexuais. O uso de drogas passa a ser mais uma fonte de prazer do que um perigo à saúde pública. 

No meio de tudo isso, a saudade de Deus, que emerge da visão materialista, faz com que se escolha o “Planeta” como o novo Deus e Senhor da Vida. Só que esse “Deus” está a exigir de seus ministros sacrifícios de vidas humanas, a fim de que lhe seja aplacada a ira.  Os profetas de plantão desse novo deus proclamam que a população humana deve ser reduzida, sob pena de todos sermos castigados. Impõe-se, assim, legalizar formas de ceifar vidas sem incidir
em crime. Diviniza-se o Estado, que passa a ter direito à vida de seus súditos. Sim, o Estado enquanto eco do Planeta, o Planeta que se consubstancia no transcendente absoluto. Reinventa-se, por essa via, o “cosmologismo”, pálida imagem dos gregos antigos da fase mitológica, no qual o homem é apenas parte do cosmos, que só vive enquanto estiver para o cosmos. 

 Enquanto tal ambiente é criado, surge a voz de um epígono [filho, discípulo] do Planeta Terra, o aspirante ao posto da Casa Branca, que promete lutar pela salvação de todos. Diante desses Estados Unidos tão desacreditados, o fulgente candidato quer redimir a imagem do seu país e apresentar o caminho para a humanidade, promovendo ações para diminuir o aquecimento global, cujo encaminhamento supõe a redução da população. Daí a pressão para legalizar o aborto e a eutanásia. É claro, contudo, que quem vai pagar o preço é o próprio ser humano, pois seu direito de viver é relativizado. Em verdade, os valores morais, há muito, vêm sendo considerados relativos, despidos, portanto, de força social. Objetivamente, nada mais valem, igualando-se a meros preconceitos. Os valores passam a ser considerados formas de discriminação. Por isso, quanto menos valores têm a pessoa, mais “moderna” ela é. A própria lei esvazia-se do valor de que deve ser guardiã, transformando-se em mero regramento formal. Consagra-se o formalismo jurídico. O honesto, porque se guia por valores, vai se tornando sinônimo de bobo. 

O pretenso remédio do relativismo, para o agir humano, é o veneno capaz de reduzir a população, seguindo o princípio de que quanto menos comensais, mais prazer, mais fartura e menos poluição haverá. A História, contudo, pode trazer em seu bojo efeitos colaterais contrários aos pretendidos. Ora, os que crêem no Deus da Vida e Senhor do Planeta, mesmo com a legalização de ações contra a vida, continuarão gerando, com responsabilidade, seus filhos.  

Enquanto as forças da morte pugnam em reduzir a vida, as forças da vida buscarão mantê-la
em plenitude. O resultado não será outro. Os filhos da vida dominarão a Terra. É que a ideologia da redução da vida humana sobre a Terra poderá produzir um grande genocídio demográfico de si mesma, de sua crença, de seu deus. A vida sairá vitoriosa, pois vencerá a própria morte.
 

  

 

O que está por trás do movimento homossexual?

Arquivado em: Homossexualidade — Prof. Felipe Aquino at 4:35 pm on Quarta-feira, Março 28, 2007

Autora: Rozângela Justino 

  

O movimento homossexual, mais o feminista e o da revolução científica, juntamente com todos os opositores do sistema de crenças e valores sociais, especialmente dos valores cristãos, identificados como anarquistas, anti-sociais, satanistas e outros, têm se denominado: movimento da desconstrução social ou movimento ‘queer’. 

‘Queer’ é uma palavra inglesa que significa estranho, torto, contra, também tem sido tratada como sinônima de homens e mulheres que vivenciam a homossexualidade e todo e qualquer simpatizante da liberação sexual. 

Construir significa juntar partes diferentes para se chegar a um objetivo – a construção. O desconstrucionismo se dispõe a minar cada parte da construção e derrubá-la, impondo a nova forma disforme, fazendo as pessoas acreditarem que a não forma é a certa e usa todos os meios para calar os contrários. 

A preocupação do movimento da desconstrução social-‘queer’ é a criação e a implantação de uma nova teoria, de uma nova educação baseada nos seus próprios valores: a cultura ‘queer’. Seu principal veículo de divulgação e influência é a mídia. Respaldam os seus intentos através das ações afirmativas, em nome dos direitos humanos, onde estão incluídos os seus projetos de leis e as suas produções teóricas. O movimento ‘queer’ produz seus próprios teóricos, que alimentam o seu movimento desconstrutivo. 

Em várias passagens das Escrituras Sagradas observamos a descrição de tais grupos por se recusarem, intencionalmente, a amarem e seguirem a verdade, determinada pelo Evangelho de Jesus Cristo e assim serem salvos. Pelo contrário, procuram transformar a verdade em mentira e enganam quantos podem através das suas teorias e a vivência das suas produções disformes, sem limites, anarquistas, anti-sociais. Podemos identificar tais grupos também pela ênfase na crença no homem e exclusão de Deus, especialmente da fé cristã e perseguição dos que trabalham em prol do ser humano e da família, dos seguidores do cristianismo. 

Percebemos os efeitos deste movimento desconstrucionista nas produções intelectuais, culturais e espirituais, não somente na validação de todas as formas de expressão sexual, que parece incluir o abuso sexual da criança e do adolescente, como também a transformação do certo em errado nas áreas da política, economia, educação, saúde, em todos os seguimentos sociais. 

Cabe a lembrança de que muitos estão sendo enganados pelo movimento da desconstrução social ‘queer’, inclusive pessoas que vivenciam a homossexualidade. Diversos estão perplexos, em estado de sofrimento, desejam voluntariamente deixar a homossexualidade e necessitam da nossa compreensão, assim como os seus familiares. 

O movimento de apoio ao ser humano e à família tem se preocupado com o acolhimento de pessoas acometidas pelos diversos transtornos, inclusive os sexuais e sua prevenção, razão pela qual tem sido perseguido pelo movimento desconstrucionista, cuja preocupação não é com a pessoa, mas com o seu movimento teórico e prático que visa a sua própria destruição e a destruição do ser humano, criado para refletir a imagem e semelhança de Deus. 

Este artigo foi publicado no jornal da VINACC (www.vinacc.org.br), ano 5, nº 9, janeiro a março de 2007. 

Referências Bibliográficas: 

 

BARBERO, Graciela Haydée - Homossexualidade e Perversão na Psicanálise: uma resposta aos gays and lesbian studies. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005, 260p 

 

BAUDRILLARD, Jean - A transparência do Mal: ensaio sobre os fenômenos extremos. Tradução: Estela dos Santos Abreu. Campinas, SP: Papirus, 1990, 185p. 

 

BUTLER, Judith P. - Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução: Renato Aguiar. Rio de Janeiro:Civilização Brasileiroa, 2003, 236p. 

HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-modernidade - Tradução: Tomaz Tadeu da Silva, Guacira Lopes Louro - 10a. ed - Rio de Janeiro: DP&A, 2005, 102 p. 

 

LOURO, Guacira Lopes - Um Corpo Estranho - ensaios sobre sexualidade e teoria “queer”. Belo Horizonte: Autêntica, 2004, 96p. 

NOLASCO, Sócrates - De Tarzan a Homer Simpson: banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais. Rio de Janeiro: Rocco, 2001, 318 p. 

SILVA, Tomaz Tadeu da - Identidade e Diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000, 133p 

 

 

 

Fonte: Apostolado Veritatis Splendor: O que está por trás do movimento homossexual?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4209. Desde 28/3/2007.

A Igreja pode impedir um matrimônio?

Arquivado em: Familia — Prof. Felipe Aquino at 2:44 pm on Quarta-feira, Março 28, 2007

 

A Igreja pode se negar a celebrar um matrimônio? 

Há alguns dias foi noticiado que um pároco de Niterói, RJ, não aceitou celebrar o matrimônio de um casal, pois julgou haver um impedimento dirimente; isto é, algo que tornaria o matrimônio nulo. Algumas pessoas até se revoltaram e julgaram que a Igreja Católica foi cruel com o casal; mas não se trata disso.  

Vamos esclarecer a questão, sem entrar no mérito da questão do caso de Niterói.  

Muitos casamentos são declarados nulos pelos Tribunais eclesiásticos porque pode ter havido faltas que tornam nulo o sacramento; sem valor. Essas falhas são muitas; por exemplo: falta de capacidade para consentir (cânon 1095), se um dos cônjuges não tem  juízo perfeito e não tem condições mentais de assumir as obrigações do matrimônio; Ignorância (cânon 1096) sobre a vida sexual no casamento; emprego da simulação para enganar o cônjuge  (cânon 1101); uso da violência ou medo para conseguir o consentimento do outro (cânon 1103); condição não cumprida (cânon 1102); falta de idade  mínima (cânon 1083); impotência permanente para o ato sexual (cânon 1084); o fato da pessoa já ser casada (cânon 1085); se o cônjuge é um padre ou uma irmã consagrada (cânon 1087 e 1088); rapto do cônjuge (cânon 1089); crime cometido para se casar com alguém (cânon 1090); cônjuges parentes (pai e filha; avo e neta, irmãos, etc.) (cânon 1091); parentesco legal por adoção (cânon 1094).      Nesses casos e em outros o casamento seria inválido; então, o pároco se souber do impedimento antes do casamento, não pode realizá-lo.      Um dos impedimentos que o Código de Direito Canônico coloca para a validade de um matrimônio, é a impotência para o ato sexual, permanente e irreversível, atestada por um médico.      Diz o Código de Direito Canônico:Cân. 1084 - §1. A impotência para copular, antecedente e perpétua, absoluta ou relativa, por parte do homem ou da mulher, dirime o matrimônio por sua própria natureza.§2. Se o impedimento de impotência for duvidoso, por dúvida quer de direito quer de fato, não se deve impedir o matrimônio nem, permanecendo a dúvida, declará-lo nulo.§3. A esterilidade não proíbe nem dirime o matrimônio, salva a prescrição do cânon 1098. 

É bom notar que a esterilidade não é causa de nulidade. O que torna nulo o matrimônio é a impossibilidade definitiva do ato sexual por problema físico ou de outra natureza. Por que isso? 

Porque uma das finalidades do matrimônio é gerar os filhos; e esses só podem ser gerados - no entendimento da moral católica - por meio do ato sexual. É este ato próprio do casal que “consuma” o matrimônio; sem ele o sacramento não será completo; é por isso que o casal que não pode copular não pode receber o matrimônio, pois ele seria nulo. 

É bom dizer que esta norma da Igreja é antiqüíssima, vem desde o Código anterior, e está vinculada à natureza do matrimônio.  

 Portanto, não se trata de uma maldade da Igreja; mas apenas uma coerência com o sacramento do matrimônio cuja finalidade principal é gerar os filhos. Se um casal recebesse o matrimônio com o propósito de nunca ter filhos, este matrimônio seria nulo. É por isso que o sacerdote pergunta aos noivos no altar: “Estais dispostos a receber os filhos que Deus lhes enviar, e educá-los na fé do Cristo e da Igreja?” A resposta deve ser “sim” para o matrimônio ser válido.                 A Igreja ensina que os casais precisam estar abertos aos filhos, pois isto é inerente ao sacramento do matrimônio; os filhos são o maior dom do matrimônio, ensina o Catecismo da Igreja. Um matrimônio sem filhos, exceto o caso de infertilidade, é como uma colméia sem abelhas. 

“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC, 2373; GS, 50,2).  

E conclui dizendo que: “os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378). 

Para o casal que se ama, mas não pode copular por problemas de saúde definitivos, e que por isso não podem receber o matrimônio, há a possibilidade de viverem juntos com irmãos, ajudando-se mutuamente.  

Prof. Felipe Aquino – 28 março 2007