Frei Betto defende a despenalização do aborto

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 2:07 am on sábado, maio 26, 2007

SÃO PAULO, 24 Mai. 07 / 12:00 am (ACI).- Um dos representantes mais conhecidos da teologia da libertação, o frade dominicano brasileiro Alberto Libanio Christo, “Frei Betto”, tem proposto legalizar o aborto na região e considera que a defesa da vida só teria sentido em um mundo ideal. 

A agência ALAI publicou a coluna “Aborto: Por uma legislação em defesa da vida” de sua autoria em que lamenta “as dificuldades que a Igreja Católica impõe” à discussão sobre o aborto e embora diga ser “contrário ao aborto, admito sua despenalização em certos casos e sou favorável ao mais amplo debate pois se trata de um problema real e grave que afeta à vida de milhares de pessoas e deixa seqüelas físicas, psíquicas e morais”. 

Frei Betto, vinculado ao grupo de pressão de teólogos da libertação “Ameríndia”, sustenta contra os ensinamentos da Igreja que a oposição católica ao aborto “permanece aberta” pois “ao longo da história a Igreja nunca chegou a uma postura unânime e definitiva. Oscilou entre condená-lo radicalmente ou admiti-lo em certas fases da gestação” e sustenta que “até hoje nem a ciência nem a teologia têm a resposta exata” sobre “em que momento o feto pode ser considerado ser humano”. 

Deixando de lado os ensinamentos do Código de Direito Canônico, o Catecismo da Igreja e a Encíclica Evangelium Vitae, o frade baseia suas afirmações nos textos de polêmicos teólogos e moralistas como Bernhard Haering e o bispo francês Duchene, desautorizados pela Santa Sé. 

Assumindo os ensinamentos da Santa Sé como uma opinião mais, Frei Betto sustenta que “Roma está contra a despenalização do aborto apoiando-se no princípio de que não se pode legalizar algo que é ilegítimo e imoral: a supressão voluntária de uma vida humana. Entretanto a história demonstra que não sempre a Igreja o aplicou com o mesmo rigor a outras esferas, pois defende a legitimidade da ‘guerra justa’ e da revolução popular em caso de tirania prolongada e inamovível por outros meios (Populorum Progressio). Trata-se do princípio tomista do mal menor. E em muitos países a Igreja aprovou a pena de morte para os criminosos”. 

Comentário  

Esta posição lamentável de frei Betto, adepto ferrenho da teologia da libertação e do grupo marxista Ameríndia, mostra de maneira inequívoca que os adeptos dessa linha teológica deixam muito a desejar em termos de moral, e caem com facilidade naquilo que o Papa Bento XVI tem chamado de “ditadura do relativismo” moral e religioso. Como pode alguém que se diz frei e religioso, contestar a posição oficial da Santa Igreja de que a vida começa no momento da fecundação.Como pode um religioso propor matar um criança inocente no ventre sagrado da mãe para resolver problemas sócias?Não é possível que os superiores hierárquicos do frei Betto não se importem com tudo isso?Os verdadeiros católicos não podem se calar diante de tal absurdo!  

Prof. Felipe Aquino Aquino 

 

 

 

 

5 Comentários »

Comentário por Eduardo Zombini

28/05/2007 @ 22:16

Mais uma de Betto e cia ltda.

Mais um fruto podre da Teologia da Libertação.

Êta árvore ruim…

Comentário por Rudini Sampaio

29/05/2007 @ 07:36

Quem é o superior dele? Não seria a ocasião de denunciá-lo?

Comentário por Mauro

29/05/2007 @ 19:39

Que mundo ideal é esse que frei Betto diz?
Na europa, precisa de nascimentos, não de aborto.
Sou contra o aborto em quaisquer circunstância.
Sou católico,vou defender a vida enquanto eu viver.
Tenho dois filhos, Matheus com 9 anos, Millena com 3 anos. Gostaria de ter mais filhos, jamais poderia imaginar em sequer pensar em te-los abortado. Muito pelo contrário, eu e minha esposa ficamos muito triste porque, ela perdeu 3 crianças por aborto natural (sem sua vontade). Nossa familia era pra ser mais numerosa, mas infelizmente não foi possivel.
Mas nossa vontade é adotar. Matar nunca!
Meu DEUS é DEUS DA VIDA, você sabe quem é o deus da morte? não vou responder para não fazer propaganda de seu nome.

Comentário por paulo de oliveira

10/07/2007 @ 04:51

Somente agora li esse comentário sobre opiniões de Frei Betto. Não vou discutir o tema, porque não entendo. Mas estranhei a citação do teólogo moralista Bernhard Haering como polêmico insinuando-se que se possa fazer reparos às suas teses. Haering é redentorista, filho espiritual de Sto. Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, justamente pela sua teologia moral, que libertou milhões de almas do radicalismo moral que impera na Igreja, foi declarado Padroeiro dos Confessores e Moralistas, o único doutor da Igreja que tem sua imagem/estátua nos jardins do Vaticano e Haering foi pregador de retiro quaresmal ao Papa Paulo VI. Haering se baseia em Sto. Afonso e não me consta que Sto. Afonso tenha sido ou é polêmico para a Igreja. Talvez seja polêmico porque baseia sua moral na misericórdia e não no pecado. Não porque essa entidade voces insiste tanto no pecado, quando a misericórdia foi a prioridade de Jesus.

Comentário por Marcio Antonio

23/08/2007 @ 05:37

Que esperar de um ANTI-CRISTO ?!

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