Menina agradece por não ter sido abortada

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 10:04 pm on Monday, August 6, 2007

Uma menina americana Guadalupe Lovera, de 12 anos de idade, enviou uma carta emocionante ao padre Frank Pavone, fundador da organização “Priests for Life” (Sacerdotes pela Vida) para agradecer pela ajuda dada a sua mãe e evitar que ela  a abortasse em 1995. (Fonte: acidigital.com 02.08.2007). A menina vive em Ponciana (Estados Unidos).Em 12 de novembro de 1994, Helene entrou em uma clínica de Orlando, Florida, disposta a abortar seu terceiro bebê (a menina Guadalupe) de apenas dois meses, devido à pressão de seu noivo. Lamentavelmente muitas mulheres abortam por pressão do namorado, noivo ou marido. No caminho até a clinica de abortos, um grupo de manifestantes pró-vida, do “Priests for Life” se aproximou de Helene para oferecer ajuda, mas não a convenceu. A mulher narra que quando estava na sala de espera, “senti que tinha que olhar pela janela. Pensei na oferta de ajuda que me ofereciam os pró-vida. Também vi o sacerdote parado fora e me pus a pensar. Finalmente me perguntei: O que estou fazendo aqui? Tenho que ir! Saí, fui onde estavam os pró-vida e aceitei sua oferta de ajuda. Lamentei tão só o fato de ter entrado!”Em 6 de agosto do ano seguinte, o fundador e presidente do “Priests for Life”, Pe. Frank Pavone, batizou à pequena Guadalupe durante uma Missa dominical com a igreja repleta.A carta de Guadalupe, a menina de 12 anos, ao Pe. Frank, gravada em DVD, diz: “Queria dizer simplesmente obrigada por tudo o que têm feito por mim. Obrigada ao Pe. Frank e “Priests for Life” terem vindo à Florida; puderam salvar a vida de minha mãe e a minha. Sinto-me muito contente de que estivessem ali, porque se não tivessem estado ali provavelmente eu seria abortada“. “Agora estou em Ponciana vivendo bem e queria dizer: Obrigada! E por isso queria adicionar que necessitamos de mais sacerdotes frente a cada clínica e na televisão. Também necessitamos de mais sacerdotes em ação, preparados para salvar bebês nas clinicas de aborto. Levantando-se para fazer algo por estas mulheres que não querem fazê-lo, mas pensam fazê-lo. Há milhões de bebês que morrem abortados. Temos que fazer algo com respeito ao aborto!”, conclui Guadalupe.A menina gravou um vídeo que pode ser visto em http://www.pfltv.com/guadrespfl/ . Vale a pena acessar. O email do “Priests for Life” é : mail@priestsforlife.orgEste é um dos muitos casos de crianças que são salvas do aborto pelos grupos católicos pró-vida nos EUA. Seus membros ficam diante das clínicas abortivas, que são legais, e oferecem às mulheres que ali vão para abortar os seus filhos, todo tipo de ajuda pré natal, e adoção da criança. É uma exemplo maravilhoso de amor ao ser humano mais indefeso e mais injustamente assassinado no ventre da própria mãe; algo que nem mesmo as cobras venenosas têm coragem de fazer.  

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O significado da Transfiguração de Jesus

Filed under: Meditação — Prof. Felipe Aquino at 9:52 pm on Monday, August 6, 2007

O  episódio misterioso da Transfiguração de Jesus sobre um monte elevado, o Tabor, diante de três testemunhas escolhidas por ele: Pedro, Tiago e João, se situa no contexto a partir do dia
em que Pedro confessou diante dos Apóstolos que Jesus é o Cristo, “o Filho de Deus vivo”. Esta confissão cristã aparece também  na exclamação do centurião diante de Jesus na cruz: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39), pois somente no Mistério Pascal o cristão pode entender o pleno significado do título “Filho de Deus”.   

A partir desta revelação de Pedro, inspirado pelo Pai, Jesus, diz S. Mateus, “começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse… que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia” (Mt 16,21). Pedro rechaça este anúncio, os demais também não o compreendem, mas Jesus mostra a eles que afastá-lo do cálice da Paixão, que ele deveria beber, era ser movido por Satanás.  

O Evangelho segundo S. Lucas destaca a ação do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo. Jesus ora antes dos momentos decisivos de sua missão: antes de o Pai dar testemunho dele por ocasião do Batismo e também antes da Transfiguração, e antes de realizar por sua Paixão o plano de amor do Pai. 

O rosto e as vestes de Jesus tornam-se fulgurantes de luz, Moisés e Elias aparecem, e é importante notar que o evangelista destaca sobre o que eles falavam: “de sua partida que iria se consumar em Jerusalém” (Lc 9,31). Uma nuvem os cobre e uma voz do céu diz: “Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o” (Lc 9,35).  A nuvem e a luz são dois símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as manifestações de Deus (teofanias) do Antigo Testamento, a Nuvem, ora escura, ora luminosa, revela o Deus vivo e salvador, escondendo a transcendência de sua Glória: com Moisés sobre a montanha do Sinai, na Tenda de Reunião e durante a caminhada no deserto; com Salomão por ocasião da dedicação do Templo.  

Na Transfiguração a Trindade inteira se manifesta: o Pai, na voz; o Filho, no homem; o Espírito, na nuvem clara. E Jesus mostra sua glória divina, confirmando, assim, a confissão de Pedro. Mostra também que, para “entrar em sua glória” (Lc 24,26), deve passar pela Cruz
em Jerusalém. Moisés e Elias haviam visto a glória de Deus sobre a Montanha; a Lei e os profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias. Fica claro que a Paixão de Jesus é sem dúvida a vontade do Pai: o Filho age como servo de Deus.
   

A rica liturgia bizantina assim reza na festa da Transfiguração: “Vós vos transfigurastes na montanha e, porquanto eram capazes, vossos discípulos contemplaram vossa Glória, Cristo Deus, para que, quando vos vissem crucificado, compreendessem que vossa Paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que vós sois verdadeiramente a irradiação do Pai.” 

No limiar da vida pública de Jesus temos o seu Batismo; no limiar da Páscoa, temos a sua Transfiguração. Pelo Batismo de Jesus foi manifestado o mistério da primeira regeneração: o nosso Batismo; já  a Transfiguração mostra a nossa própria ressurreição. Desde já  participamos da Ressurreição do Senhor pelo Espírito Santo que age nos sacramentos da Igreja. A Transfiguração dá-nos um antegozo da vinda gloriosa do Cristo, como disse S. Paulo, ” Ele vai transfigurar  nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso” (Fl 3,21). Mas ela nos lembra também que com Jesus “é preciso passarmos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14,22). Por isso, como Cristo, o cristão não deve temer o sofrimento. 

Unidos a Cristo pelo Batismo, já  participamos realmente na vida celeste de Cristo ressuscitado, mas esta vida permanece “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). “Com ele nos ressuscitou e fez-nos sentar nos céus,
em Cristo Jesus” (Ef 2,6). Nutridos com seu Corpo na Eucaristia, já pertencemos ao Corpo de Cristo. Quando ressuscitarmos, no último dia, nós também seremos “manifestados com Ele cheios de glória” (Cl 3,3). 

Santo Agostinho nos ensina que: “Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a Montanha. Ele reservou-te isto, Pedro, para depois da morte. Mas agora Ele mesmo diz: Desce para sofrer na terra, para servir na terra, para ser desprezado, crucificado na terra. A Vida desce para fazer-se matar; o Pão desce para ter fome; o Caminho desce para cansar-se da caminhada; a Fonte desce para ter sede; e tu recusas sofrer?” (Sermão 78,6). 

Assim, pela Transfiguração Jesus preparou os discípulos para não se escandalizarem com a sua Paixão e morte na Cruz, o que para eles foi um trauma e um grande desafio; mostrou-lhes a Sua glória e divindade; e deu-lhes conhecer um antegozo do Céu. Mas para isso, como Ele, temos que passar pelas provações deste mundo, sempre ajudados pelas consolações de Deus. 

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