Por que a Santa Sé não abdica do seu estatuto diplomático

Filed under: Vaticano — Prof. Felipe Aquino at 5:58 pm on Sunday, August 26, 2007

O jornal “Economist”, influenciado pelo laicismo anti-católico que hoje se alastra no Ocidente tentando eliminar a Igreja o catolicismo, propôs que a Santa Sé, isto é o Estado Pontifício, renunciasse ao  estatuto diplomático, passando a “definir-se como a maior ONG do mundo”. (Agência Ecclesia - 09/08/2007) 

O “ministro dos negócios estrangeiros” do Vaticano recusou a proposta do “Economist” e explicou as razões. 

Numa entrevista ao quotidiano católico italiano “Avvenir”, o Arcebispo Dominique Mamberti, secretário do Vaticano para as relações com os Estados, defendeu o papel da diplomacia do Vaticano ao serviço da paz e dos direitos humanos, assumindo nomeadamente posições contra-corrente relativamente à cultura dominante.  

“Não admira – declarou D. Mamberti – que se queira diminuir o eco da sua voz”. De fato, “desempenhando o seu próprio papel internacional, a Santa Sé está sempre ao serviço da salvação integral do homem, segundo o mandato recebido de Cristo”. 

É sempre bom lembrar que a salvação de toda a cultura Ocidental, após a queda do Império Romano, em 476 sob o bárbaro Odoacro, só foi possível por causa da grande autoridade moral e religiosa da Igreja Católica. Sem a Igreja o mundo teria desabado de vez. A História que o diga; a Igreja sustentou o mundo Ocidental na sua pior hora, e agora querem descartar esta mãe… 

D. Mamberti disse que “por detrás do convite a reduzir-se a uma ONG, para além da incompreensão sobre o estatuto jurídico da Santa Sé, existe também, provavelmente, uma visão redutiva da sua missão, que não é setorial ou ligada a interesses particulares, mas sim universal, abarcando todas as dimensões do homem e da humanidade”.  

Cristo instituiu a Igreja, por isso ela não é uma simples ONG, uma simples Democracia, é muito mais; é o Corpo de Cristo, com a  missão universal (católica) de salvar todos os homens; traze-los de volta para a Casa do Pai. 

D. Mamberti colocou o dedo na raiz do problema: “É por isso que a ação da Santa Sé, no âmbito da comunidade internacional, é muitas vezes sinal de contradição, porque ela não cessa de elevar a sua voz em defesa da dignidade de cada pessoa e da sacralidade da vida humana, sobretudo do mais débil , assim como na tutela da família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, para reivindicar o direito fundamental à liberdade religiosa e para promover entre homens e povos relações assentes sobre a justiça e a solidariedade”. 

Esse mundo enlameado pelo pecado de uma sexualidade que só busca o prazer, de uma vida onde Deus foi substituído pelo dinheiro, poder e luxo, não suporta ouvir a voz da Igreja, como Herodes não suportava a pregação de S.João Batista, e o degolou no cárcere. Se fosse possível, os tiranos de hoje também degolariam a Igreja, como tentaram Stalin, Hitler, Lênin, e tantos ateus. Aqueles que querem estabelecer em todo o mundo a prática criminosa do aborto, da eutanásia, do bebê de proveta, das manipulações de embriões humanos, do homossexualismo como prática normal, etc… tentam de todas as formas enterrar a Santa Igreja de Deus.  

Na referida entrevista, D. Mamberti mostra que a proposta do semanário inglês é “por uma compreensão pouco exata do lugar da Santa Sé na comunidade internacional, (incompreensão) que remonta aos inícios da própria comunidade internacional e se foi consolidando sobretudo no final do século XIX”.  

Sabemos que o sonho dos racionalistas dos séculos XVIII e XIX, Renan, Harnack, Rousseaux, Nietsche, Shoppenhauer, e dos maçons, sempre foi o de eliminar a Igreja, calar a sua voz incômoda que denuncia o pecado e tudo que se levanta contra a pessoa humana e sua dignidade. Esquecem-se de que Cristo disse a Pedro que as portas do Inferno jamais prevaleceriam contra a Sua Igreja.  

D. Mamberti ainda lembra que “com o desaparecimento dos Estados Pontifícios [1870], tornou-se cada vez mais claro que a personalidade jurídica internacional da Santa Sé é independente do critério da soberania territorial”.  

Em 1870 o Estado Pontifício foi eliminado pelas armas violentas de Vitor Emanuel II, na guerra de unificação da Itália. Este Estado dirigido pelo Papa surgiu naturalmente das inúmeras doações de terras na Itália, que muitos príncipes e famílias cristãs doavam ao Papa, por acreditarem nele e na Igreja. Esse
Estado durou cerca de 1000 anos, e o povo que nele vivia repetia a frase “é bom viver `a sombra do báculo”. 

A partir de 1929, com o Tratado de Latrão, assinado pelo Papa Pio XI e Mussolini, o território da Igreja ficou reduzido a 0,55 km quadrados de terra; um pequeno sitio dentro de Roma. Deste pequeno “corpo” o Papa Pio XI, e todos os seus antecessores desde 1870, “prisioneiros do Vaticano”, não abriram mão, pois assim como Cristo teve um corpo humano para salvar o mundo, a Igreja precisa também de um “corpo” terreno para continuar a missão que o Salvador lhe confiou. 

Portanto, a proposta indecorosa do “Economist” é maldosa e carregada de falsas intenções, entre as quais tentar calar a voz de Deus no mundo dos homens. Cabe a nós católicos, rejeitar toda proposta maligna deste tipo, por amor a Deus,  a Igreja e aos homens.  

Já tentaram afastar a Igreja da ONU, uma vez que esta se converte cada vez mais em um organismo anti-católico; mas o próprio Secretário Geral Kofi Anan, na época, rejeitou a proposta, em vista do papel importante que o Vaticano ocupa no concerto das nações.  A Igreja não tem direito a voto na ONU, mas pelo seu passado e pelo seu presente, em beneficio da humanidade, ela tem direito a voz, como observador internacional. É a voz de Deus na decadente ONU. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br  

 

  

A DEGENERAÇÃO DOS VALORES MORAIS E ÉTICOS

Filed under: Moral católica — Prof. Felipe Aquino at 3:57 pm on Sunday, August 26, 2007


  
     Cardeal D. Eugenio de Araújo Sales
Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro24/08/2007 

Há crises que surgem inesperadamente mas são passageiras. Outras, não. São duradouras e os males, profundos. As primeiras são superficiais. Entretanto, quando irrompem em conseqüência da fragilidade do corpo social, afetam os alicerces da sociedade.

 

O Brasil está imerso – e profundamente – em algumas situações que atingem o âmago da nacionalidade. Uma afeta a preservação da intocabilidade da vida e gera uma variedade de crimes contra a lei de Deus. Pode ser sintetizada no aborto e nas atitudes congêneres. A seguir a corrupção administrativa e assemelhados. Ambas surgem da ausência de Deus, do repúdio à Lei divina. Em outras palavras, o homem se coloca no lugar de Deus, com as conseqüências daí decorrentes.

 No Brasil, ao lado de passos agigantados na direção do progresso, tomado como um todo, emergem notícias inquietantes que revelam a fragilidade por falta de alicerces éticos. A crise aguda foi precedida pelo anúncio de medidas que, se aprovadas, subtrairiam ao plano divino o arbítrio do homem: dentre estas, encontramos a descriminalização do aborto e a antecipação da morte do ancião, a união de homossexuais, entre outras. O ser humano tenta ocupar indevidamente o lugar do Criador.

O terremoto a que estamos assistindo no campo da política e a má utilização do dinheiro das entidades governamentais são conseqüências da degeneração do tecido formado pelos valores morais e éticos. Recordemos a enxurrada de fatos reveladores de uma grave situação nacional.

Em 1979, em Puebla, na 4ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, o documento conclusivo (nº 507-509) já advertia para os males que hoje afligem a sociedade e, de modo particular, o Brasil. Em nossos países “se experimenta o peso da crise institucional e econômica e claros sintomas de corrupção e violência. Esta é gerada e fomentada tanto pelas injustiças (…) como pelas ideologias que se convertem em meio para a conquista do poder”.

Na publicação do “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”, obra tão recente como importante, elaborada pelo Pontifício Conselho  Justiça e Paz, lemos: “A relação entre moral e economia é necessária e intrínseca: atividade econômica e comportamento moral se compenetram intimamente”(nº 331). E no nº 332: “A dimensão moral da economia (…) constitui um fator de eficiência social da própria economia”.

No atual momento da vida brasileira é lamentável constatar-se tanto a corrupção administrativa como a falta de pudor na vida social e privada. Ambas formam um círculo vicioso. A malversação do dinheiro público destrói o próprio sentido da moral e, em conseqüência, atinge as estruturas familiares e a consciência do indivíduo. O respeito que se deve à Nação pede o castigo dos culpados. Ao lado da crise política assistimos ao avanço do roubo, da violência,  da pornografia e ao desrespeito às crenças religiosas. Uma eficiente e maléfica atuação junto à opinião pública inibe os poderes constituídos, que já não ousam vetar as ofensas à Moral no campo dos espetáculos, das novelas e filmes. Para isso, confundem habilmente, através de um falso conceito de arte, a liberdade de manifestar as próprias convicções com o vilipêndio de valores éticos. Isto faz lembrar a insensatez de alguém, infectado por grave moléstia de fácil contágio, que exigisse – em nome de seu direito de ir e vir – misturar-se à multidão, apesar da certeza da transmissão da doença. Assim, pessoas deformadas no seu caráter, a quem apraz instilar seu mal, levam ao ridículo orientações, pessoas e objetos aceitos por outros membros da coletividade como sagrados e merecedores de respeito. Há os que ofendem até o Senhor Jesus, em livros ou programas televisivos.

Na homilia pronunciada na missa “Pro eligendo Romano Pontifici”, imediatamente antes de ser dado início ao último Conclave, o então Cardeal Decano do Colégio dos Cardeais, Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, abordou um assunto de grande importância, não só para o mundo, mas, de modo particular, para a nossa situação atual no Brasil. Na ocasião, afirmou:

 “Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento (…). A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas, lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante. Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4,14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades”.

E acrescentou: “Ao contrário, nós temos outra medida, o Filho de Deus, o verdadeiro homem. É Ele a medida do verdadeiro humanismo. “Adulta” não é uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é uma fé profundamente radicada na amizade com Cristo. É esta amizade que nos abre a tudo o que é bom e nos dá o critério para discernir entre verdadeiro e falso, entre engano e verdade. Devemos amadurecer esta  fé e assim guiar o rebanho de Cristo. E é esta fé, só esta fé que gera unidade e se realiza na caridade”.

Na homilia da missa do início de seu ministério de Pastor supremo da Igreja, no dia 24 de abril de 2005, o Santo Padre Bento XVI disse o seguinte: “Quero retornar a 22 de outubro de 1978, quando o Papa João Paulo II iniciou o seu ministério, aqui na Praça de São Pedro. Ainda e continuamente ressoam em meus ouvidos suas palavras de então: ‘Não temais! Abri, de par em par, as portas para Cristo!’”

Tanto o que estamos vendo nestes dias, em matéria de suborno e congêneres, como as notícias sobre supressão da vida do nascituro, o abortamento, nascem e se fortificam na mesma fonte. A raiz de um e outro é o relativismo. Que Deus ilumine os homens que nos governam e sejam fiéis ao rumo dado por São Paulo aos Efésios (4,14-16). Para combater o mal, faz-se mister uma vida cristã autêntica. A figura de Jesus Cristo nos fortalece nesses momentos de crise. O cristão deve alimentar a esperança.  

Citações de Lutero, Calvino, Zwinglio e Wesley sobre a Virgem Maria

Filed under: Nossa Senhora — Prof. Felipe Aquino at 3:28 pm on Sunday, August 26, 2007

 Os principais reformadores protestantes nada tinham contra a Virgem Maria; ao contrário, aprenderam da fé católica a grandeza de Maria e a honravam devidamente. Somente alguns séculos depois surgiu esta triste aversão dos protestantes contra a Virgem Maria e os Santos, entendendo de maneira errada a intercessão e a mediação de Nossa Senhora. Esta mediação não é substitutiva a de Jesus Cristo, ao contrário, a enaltece, valoriza, porque é através da única mediação de Cristo que acontece a mediação de Maria. É portanto, uma mediação útil e necessária, subordinada a de Jesus Cristo, único mediador indispensável entre Deus e os homens. (1 Tm 2,4)

 

 

”Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.” (Martinho Lutero, ”Comentário do Magnificat”, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista ”Jesus vive e é o Senhor”).  

 

”Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe [para Maria] um carro de ouro e conduzi-la com quatro mil cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: ‘Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano’. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo e, apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria.” (idem, cf. escritora evangélica luterana M. Basilea Schlink, revista ”Pergunte e Responderemos” nº 429).  

 

”Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.” (idem, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista ”Jesus vive e é o Senhor”)  

 

”Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.( Martinho Lutero, ”Comentário do Magnificat”).  

 

”O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem .(Martinho Lutero, ”Artigos da Doutrina Cristã”)  

 

”Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (João Calvino, Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)  

 

”Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em ”Corpus Reformatorum”)  

 

 

”Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.” (John Wesley, fundadador da Igreja Metodista, em carta dirigida a um católico em 18.07.1749) 

 

 

Alterações não prejudicam Documento de Aparecida, afirma presidente da CNBB

Filed under: Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 3:14 pm on Sunday, August 26, 2007

Dom Geraldo Lyrio destaca importância do texto autorizado pelo Papa
BRASÍLIA, sexta-feira, 24 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio, considera que as alterações feitas no Documento de Aparecida não o prejudicam.

«Uma vez que o documento foi aprovado pelo Papa, nós o acolhemos tal como está. As alterações não prejudicam em nada o documento que traz palavras de orientação e diretrizes para dinamizar a ação pastoral», afirmou o arcebispo de Mariana, essa quarta-feira, em coletiva de imprensa na CNBB.

Uma polêmica foi suscitada após teólogos apontarem alterações no documento aprovado pelos bispos em maio passado, no encerramento da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

Um dos presidentes da Quinta Conferência, o cardeal Francisco Errázuriz Osa, havia explicado que houve algumas alterações, «como de um ponto, ou uma vírgula, mas o documento levado ao Papa é esse documento [de Aparecida] evidentemente». (cf. Zenit, 18 de agosto de 2007).

«Uma Conferência como esta –acrescentava o arcebispo de Santiago– é uma Conferência que está elaborando orientações pastorais para 40% dos católicos no mundo. Trabalham em comunhão com o Papa, que tem a responsabilidade por 100% dos católicos no mundo.»

«Por isso, estes documentos sempre são levados ao Santo Padre; ele pede a colaboração dos distintos Dicastérios técnicos e pode ser que algum tenha dito: esta frase pode ser mais precisa.»

«O que nós sabemos é que a Congregação para a Doutrina da Fé disse que não havia afirmação alguma no documento que fosse contra ao dogma, à moral. Mas pode ser que algum dos Dicastérios tenha dito: é melhor utilizar essa palavra, fica mais claro; e contra isso estão reclamando», explicou o arcebispo.

Nesse contexto, o presidente da CNBB comentou que as alterações que chamam mais a atenção referem-se ao tópico das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

No entanto, ele afirma que «a vida e a experiência das CEBs não foram atingidas. As CEBs estão no documento e isso é o mais importante».

Dom Geraldo Lyrio considera o texto muito bom e a aprovação pelo Papa significa, na opinião do arcebispo, um reconhecimento importante.

fonte: ZP07082408 - 24-08-2007
Permalink: http://www.zenit.org/article-15911?l=portuguese