Sobre o filme STIGMATA

Filed under: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 10:12 pm on Thursday, February 28, 2008


    

Alguns leitores têm me perguntado sobre um filme chamado Stigmata. Trata-se de um filme norte americano, que não se coaduna com a fé católica, baseado num tal Quinto Evangelho, que seria o Evangelho apócrifo de Tomás (ou Tomé), que teria sido escondido pela Igreja Católica para que ela assegurasse o seu poder.  

Ora, a Igreja nunca escondeu Evangelho algum; ao contrário, prega os Evangelhos a todos os povos desde que Jesus enviou os Apóstolos pelo mundo todo para pregá-lo a todas as nações. Por outro lado o poder temporal ou espiritual que a Igreja sempre teve foi construído por séculos e séculos de trabalho árduo e muita perseguição, desde que os Apóstolos chegaram em Roma e a todas as partes do mundo e nele pregaram o Evangelho.  

Esta Boa Nova encantou o mundo de tal modo que milhares preferiram derramar o próprio sangue diante dos imperadores romanos (Nero, Dioclesiano, Domiciano, Trajano, Décio, etc.) do que abdicar da verdade divina. A força dos quatro Evangelhos verdadeiros dominou o império romano que a partir do ano 313 começou a se tornar cristão com a conversão de Constantino o Grande. A espada se curvou diante da força da cruz de Cristo.  

Depois a Igreja impôs a sua superioridade quando o império romano desabou nas mãos dos bárbaros que de todas as partes inundaram o Império e o arrasaram. A única Instituição que sobrou de pé  foi a Igreja Católica, por causa da força de sua fé, sua moral e sua cultura, cultivada nos mosteiros de São Bento, e também nas figuras gigantescas dos seus bispos e papas. Podemos citar inúmeros gigantes da Igreja que souberam conquistar os bárbaros, evangelizá-los e educa-los durante seis séculos, e formar uma civilização cristã, educada e repleta de progresso. Podemos citar entre tantos, S. Clemente de Roma; S. Justino, S. Irineu; S. Policarpo, S. Basílio Magno, S. Agostinho, S. Leão Magno, S. Gregório Magno, S. Jerônimo, São Columbão, etc. Esses homens conquistaram o mundo para Cristo, e para a cultura, sem violência, sem mentira e sem fraudes.  

E depois, a Igreja superou a perseguição nazista, comunista, a perseguição da Revolução Francesa, Espanhola, Mexicana, etc. e continua o seu caminho mais forte do que nunca; sem precisar esconder nada. Ela  nunca precisou esconder um falso evangelho para manter o seu poder; é uma tese ridícula, anti-histórica, de quem deseja por argumentos falsos e maldosos destruir a Igreja Católica. Mas ela está fixada na Rocha de Cristo e é inabalável.  

Stigmata é um filme (USA/1999) do diretor Rupert Wainwright, protagonizado pela atriz Patricia Arquette e pelo ator Gabriel Byrne. O filme mostra uma jovem cabelereira atéia que apresenta repentinamente os estigmas de Jesus Cristo. Um padre é enviado pelo Vaticano para investigar os acontecimentos e avaliar o suposto milagre. 

Os estigmas são cada um dos cinco sinais que aparecem no corpo, nos mesmos pontos onde ocorreu a crucificação de Jesus Cristo, isto é, pés, punhos e tórax. Pelo que se tem conhecimento, o primeiro estigmatizado foi São Francisco de Assis (1182-1226), sendo que suas marcas perduraram por dois anos. Ao longo do tempo o estigma já se manifestou em milhares de pessoas, em diferentes regiões do mundo. O caso mais recente e célebre, confirmado amplamente pela Igreja é o do Santo Padre Pio.  

O Evangelho de Tomé é uma coletânea de 114 sentenças atribuídas a Jesus e pretensamente recolhidas pelo Apóstolo S. Tomé.  Trata-se de um apócrifo de origem gnóstica (dualista) incompatível com o Novo Testamento, que nada tem de gnóstico (conhecimento oculto reservado aos iniciados), como também está longe de admitir o conflito entre matéria (má) e espírito (bom).         O Evangelho apócrifo de Tomé foi descoberto por acaso em dezembro de 1945, quando vários felás (camponeses) egípcios, entre os quais Muhammad Ali, do clã Al-Sammanm, deslocavam-se em seus camelos perto de Jamal-al-tarif, um íngreme rochedo que acompanha o rio Nilo no Alto Egito, perto da moderna cidade de Nag Hammadi.  Estavam procurando sabaque, um fertilizante natural que existe na área.  Ao cavarem o solo, para grande surpresa sua, descobriram um jarro com um recipiente fechado. Muhammad quebrou o jarro e percebeu fragmentos de papiro de cor dourada.  Ali estavam três códices de papiro da biblioteca de Nag Hammadi, na qual se encontrava o Evangelho de Tomé, apócrifo. 

Antes de 1945 os estudiosos da Igreja já conheciam esse texto  pelas referências que dele fizeram os escritores da Igreja antiga: S. Hipólito de Roma († 235), Orígenes (†250), S. Cirilo de Jerusalém († 387). 

Ora, a Igreja rejeitou muitos falsos evangelhos, chamados apócrifos, por não serem verdadeiros, não serem de autoria dos Apóstolos, e conterem heresias e fantasias. Entre eles: Evangelho segundo os  Hebreus (gnóstico) – fim do séc I;  Proto - Evangelho de Tiago (História do nascimento de Maria); Evangelho do Pseudo Tomé; O Evangelho de Pedro (gnóstico) – meados do séc II; O Evangelho de Nicodemos; Evangelho dos Ebionitas ou dos Doze Apóstolos– meados do séc II; Evangelho segundo os Egipcíos – meados do séc II; Evangelho de André – séc II/III; Evangelho de Filipe – séc II/III; Evangelho de Bartolomeu – séc II/III; Evangelho de Barnabé – séc II/III.         Este tal Quinto evangelho teria dito que não é  necessário se ter ritos religiosos mas apenas o culto exclusivo a um Deus. E hoje é usado para tentar atacar a Igreja Católica, a sua rica Liturgia Sacramental, além do belo culto que presta à Virgem Maria (veneração - dulia); aos Santos e aos Anjos.  

Na verdade há uma onda de filmes anticristãos como  “O Padre”, da Walt Disney, e  “Dogma”, Código da Vinci, etc.. Stigmata é um filme diferente, ele simula uma “boa mensagem” atrás da falsidade do  ”quinto” - evangelho. É uma tentativa de fazer o telespectador pensar que os quatro verdadeiros  Evangelhos sejam falsos. O quinto evangelho seria como que “a inversão do catolicismo” ou  mostra-lo como algo sinistro e enganoso. 

O povo católico precisa saber que este filme, Stigmata, é mais um desses que pretender destruir a Igreja de Cristo, como e isso fosse possível. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br  

Abaixo Assinado pela Vida - Supremo Tribunal Federal

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:56 pm on Thursday, February 28, 2008

O Supremo Tribunal Federal vai julgar no dia 05 de março próximo se aceita ou não como constitucional a manipulação de embriões para gerar células tronco embrionárias, algo contra a moral católica porque mata um ser humano. Então, há a necessidade de todos os católicos se mobilizarem em defesa da Vida; especialmente agora na Campanha da Fraternidade em defesa da Vida. Na verdade, o STF estará decidindo, legalmente, em que instante começa a vida humana. Para a Igreja começa no exato momento da concepção, quando Deus cria a alma da criança. 

Assine o abaixo assinado e divulgue ao máximo que puder. É uma corrida contra o tempo e contra a morte.

Prof Felipe Aquino - www.cleofas.com.br

http://www.petitiononline.com/vidasim/petition.html 

Caros amigos e defensores da vida, o link acima é o do abaixo-assinado on line em favor da vida humana e de sua dignidade, desde a concepção.Precisamos muito de sua assinatura e de todos os seus amigos.Por amor à vida e para influenciar o Supremo Tribunal  Federal, assine e divulgue. Ele começa hoje e termina no dia 04 de março. Precisaremos de pelo menos 50.000 assinaturas!A vida tem pressa! Os embriões humanos também!Dra. Dolly GuimarãesFederação Paulista dos Movimentos em Defesa da VidaAssociação Nacional Pró-Vida e Pró-Família

Sobre o “Big Brother Brasil”

Filed under: Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 4:59 pm on Wednesday, February 27, 2008

 

Dom Redovino Rizzardo, cs-Bispo de Dourados/MS, escreveu um importante e oportuno artigo sobre o Big Brother Brasil, que tanto mal faz à nossa juventude e que tanto mau exemplo de comportamento lhe dá. Por isso o publicamos aqui em seguida:

 

Big Brother Brasil: a vida como ela é?

 

No dia 8 de janeiro, a Rede Globo passou a exibir, pelo 5° ano consecutivo, a oitava edição do Big Brother Brasil. Catorze participantes, cada um deles desconhecido dos demais concorrentes e dos telespectadores, convivem durante certo tempo, ao longo de quase três meses, na esperança de um prêmio milionário.

Em sua origem, o Big Brother (Grande Irmão) é o personagem central do romance “1984″, publicado em 1948, pelo escritor inglês George Orwell. Preocupado com o totalitarismo soviético, Orwell imagina uma sociedade dominada por um ditador, que se autodenomina “Grande Irmão”. Nela, os cidadãos são permanentemente vigiados por câmeras instaladas em toda a parte, a começar de suas casas.

Certamente, o autor jamais teria imaginado que sua profecia se realizaria em regimes que se dizem democráticos. Apesar do anonimato que parece tomar conta da maioria das pessoas, na sociedade atual está ficando cada vez mais difícil se esconder. A multiplicação de hackers, satélites espiões, grampos telefônicos e câmeras fotográficas em locais até há pouco julgados impenetráveis, está provando o que todos já sabem: somos vigiados de todos os lados!

A Rede Globo afirma que o “Big Brother” apresenta “a vida como ela é” na realidade de cada dia, em cada ambiente, inclusive na família -, e não como imaginamos ou queremos que seja. Seus personagens estão dispostos a tudo pelo dinheiro e pela fama, como um deles se expressou há pouco tempo: «O público sabe que se trata de uma competição, e não há como tentar enganar. Lá dentro vale tudo. Só me arrependo do que não fiz».

«Lá dentro vale tudo», sem se importar se os valores humanos e cristãos acabam na lixeira e a sociedade termina num suicídio coletivo. Para reforçar a dose, alguns meios de comunicação incentivam a degradação com títulos provocantes: «Big Brother faz festa erótica com dança do poste e muita bebida». «Participantes fazem sexo no Big Brother norte-americano». «Big Brother testa fidelidade e hormônios de Rafinha para levantar ibope».

A própria participação que é solicitada aos telespectadores desconhece e minimiza a moral e a ética. O que ela promove é uma inversão total dos valores.

Para a revista “Cidade Nova” (dezembro de 2007), o Big Brother apresenta e incentiva a vida como ela não é ou não deveria ser: «Chama a atenção o entusiasmo com que os competidores do Big Brother aceitam ser observados 24 horas por dia. É como se a vida deles tivesse necessidade de ser confirmada pela opinião pública. Toda vez que se abre a inscrição de novos candidatos para o programa, milhares de jovens se mobilizam.
O comportamento dos componentes do Big Brother e do público são expressões de imaturidade humana e não refletem o que o ser humano tem de melhor.

Todavia, isso não é tudo. O programa estimula a ilusão de entrar no mundo virtual da TV, onde tudo é fácil e permitido, e a felicidade depende de determinados produtos. Basta olhar a fisionomia dos atores nos anúncios publicitários. Será que pode existir um sonho melhor do que ganhar dinheiro e fama sem fazer nada?».

A imensa maioria da população brasileira tem uma existência dura, sofrida e trabalhosa, exatamente o contrário do que acontece no Big Brother.
Outro dado negativo incentivado pelo show é a concorrência acirrada - e quase sempre desleal - que extravasa nas atitudes dos participantes. Quem pode mais, chora menos! Se não elimino, sou eliminado! Infelizmente, nesse aspecto a Rede Globo revela de fato “a vida como ela é” sempre que o amor é substituído pelo egoísmo: o outro passa a ser visto como concorrente e rival, que precisa ser destruído para que eu possa vencer!

No espetáculo, o que parece imperar a velas soltas é o princípio maquiavélico de que o fim justifica os meios. O que importa é atingir o objetivo, mesmo que, para isso, tudo fique em segundo lugar, inclusive a respeito e a dignidade da pessoa humana. Se assim for, a Rede Globo tem razão: o Big Brother é a cara de um Brasil sem princípios, sem valores e sem rumo e, por isso mesmo, malandro, corrupto e violento - o oposto da pátria que desejamos e ajudamos a construir se… ficarmos longe de shows tão malfadados!

No Big Brother, o participante vira espetáculo, uma espécie de marionete obrigada a satisfazer as necessidades da emissora (inclusive financeiras) e dos telespectadores. Assim - conclui “Cidade Nova” - «o programa sacrifica o que o ser humano tem de melhor: a capacidade de estabelecer relações verdadeiras, baseadas na gratuidade e na sinceridade».

Fonte: Diocese de Dourados/MS

Ato em Defesa da Vida em São Paulo

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 1:31 pm on Tuesday, February 26, 2008


 29 de março de 2008*
Praça da Sé (SP)

 

Em defesa da vida, milhares de pessoas estarão reunidas, no dia 29 de março de 2008,  sábado, às 10 horas, na Praça da Sé,  cidade de São Paulo, pelo segundo ano consecutivo, em um grande ato de cidadania, suprapartidário, supra religioso, para reafirmar que a população brasileira, em sua esmagadora maioria, é contra a legalização do aborto no país. Continua tramitando no Congresso o projeto de lei 1135/91 que legaliza o aborto até o nono mês da gravidez.

O Ato Público em Defesa da Vida é organizado pelo Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da VidaBrasil sem Aborto, e contará com o apoio e participação de diversas entidades representativas da sociedade civil e lideranças religiosas.

A educação paterna de Deus

Filed under: Meditações — Prof. Felipe Aquino at 8:29 pm on Monday, February 25, 2008

  

A Quaresma é tempo de penitência, conversão, santificação. E Deus mesmo nos ajuda nesta difícil tarefa, usando em nosso benefício todas as provações e sofrimentos da vida. Se tivermos tiver proveito espiritual dessas mortificações do dia-a-dia, cresceremos em santidade.  

O amor de Deus por nós é algo tão sublime que supera toda a nossa imaginação. Ao fazer-se homem e morrer na cruz por nós, depois de ficar três horas pendurado por três pregos, Deus provou quanto nos ama!… O próprio Jesus disse que “de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único” para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). 

O amor de Deus é maior que o amor de nossos pais por nós. Diz o Salmo que “se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá” (Sl 26,10).Ao nos criar á Sua imagem e semelhança (cf. Gn 1,26), Deus fez de nós “a Sua glória”. Ele nos fez para Si; a Ele pertence­mos (cf. Sl 94,7) e somente nEle poderemos nos realizar ple­namente. Santo Agostinho, depois de converter-se, exclamou:”Nos fizeste para Vós, Senhor, e nosso coração estará in­quieto enquanto não descansar em Vós.” 

Deus exige que o nosso amor a Ele esteja acima do amor a todas as criaturas, bens, pessoas, etc., porque o Seu amor por nós está também acima de tudo. É simples: Ele não aceita ser “o segundo” amor da nossa vida, já que nós somos o Seu “primeiro” amor. É nessa perspectiva que Jesus exige: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim” (Mt 10,37).  

Jesus quer, é claro, que amemos os nossos familiares, mas quer que O ame­mos mais ainda do que a eles. A razão é esta, repito: nós somos o Seu primeiro amor. 

Deus nos ama tanto que chega a ter um santo ciúme de nós. É o que São Tiago nos ensinou: “Sois amados até ao ciúme pelo Espírito que habita em vós” (Tg 4,513). O que mais enfurecia a Deus era ver Seu povo escolhido, libertado da escravidão do Egito, prosti­tuir-se na busca e na adoração dos deuses falsos. Todos os pro­fetas narram a profunda mágoa do Senhor quando Seu povo O traía. Ele se sentia como um marido traído pela esposa. E, cada vez que Israel O abandonava para adorar os Baals, Molocs, Asserás, etc.,  o Se­nhor também abandonava Israel nas mãos dos inimigos, para que, provado na dor e no abandono, voltasse para o seu Deus. Essa foi a longa história do povo hebreu, a quem Deus despo­sou para trazer-nos a salvação em Jesus Cristo. 

Com cada um de nós acontece mais ou menos a mesma realidade. Caminhamos nesta vida muitas vezes trocando o Deus verdadeiro pelos ídolos mudos: fama, dinheiro, casas, carros, terrenos, prazer, pessoas, etc. E, como Deus nos ama “até ao ciúme”; Ele não quer nos perder para esses ídolos, para os quais somos arrastados pelas nossas más inclinações. Para nos educar e que­brar em nós o impulso dessas más inclinações, Ele usa as prova­ções da vida. Foi o que São Paulo nos ensinou na Carta aos Hebreus:  

“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desa­nimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,118) “(Hb 12, 5-6). “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos traia como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige. Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, serieis bastardos e não filhos legítimos” (Hb 12,7-8).  

Quer dizer, aos olhos da fé, as provações desta vida são usadas como parte da pedagogia paterna de Deus em relação a nós, Seus filhos. “Feliz o homem a quem ensinais, Senhor” (Sl 93,12a). “Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige!” (Jó 5,17a).  

E o Apóstolo foi fundo na ques­tão: “Deus nos educa para o aproveitamento, a fim de nos co­municar a Sua santidade” (Hb 12,10). Pelas provações, Deus quer fazer-nos santos. E por isso que a prova­ção é penosa para nós. Mas, disse o apóstolo: “É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz” (Hb 12,11). 

 Essa é a recompensa da educação paterna de Deus: paz, justiça e santidade, E São Paulo nos alenta  dizendo: “Tenho para mim que os sofri­mentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rm 8,18). 

Portanto, não nos assustemos com o sofrimento de cada dia: eles são a cruz da nossa salvação. É por isso que Jesus nos disse: “Tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9,23). Não fique­mos a reclamar dos nossos sofrimentos, antes, façamos como mandou São Paulo: “Em todas as circunstâncias, dai graças, pois esta é a vosso respeito a vontade de Deus
em Jesus Cristo” (1 Ts 5,18).
 

Há ervas daninhas em nossa alma que podem matá-la; e Deus não pode permitir isso; ás vezes ele tem até de cortar um galho da árvore para não permitir que a erva má tome conta da planta e a mate; e Ele faz isso conosco  também; porque nos ama. Ou será que você que é pai e mãe nunca levou um filhinho para tomar uma dolorosa injeção? Você duvida que o fez por amor? A mesmíssima coisa Deus faz conosco; algumas vezes ele nos leva para tomar um dolorosa e curativa “injeção”. Não reclame, agradeça , porque você não é mais criança. Diga como Santo Agostinho: “corta Médico divino, corta fundo, desde que minha alma não morra!” 

São Paulo nos ensinou que  “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28). Deus nos ama e por isso nos educa através das provações da vida que, segundo São Tiago, produzem em nós “uma obra perfeita” (cf. Tg 1,4). Assim Deus destrói em nós os ídolos que querem tomar o Seu lugar em nosso coração, que Lhe pertence. Só o Deus verdadeiro pode saciar a nossa sede de felicidade. Assim Deus prova o seu amor por nós; somos filhos de fato, e não bastardos.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Next Page »