De 06 a 10 de fevereiro de 2008 foi realizado no Santuário de Nossa Senhora Aparecida o “I Congresso Internacional em Defesa da Vida”, com patrocínio da Diocese de Taubaté, e apoio do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Arquidioceses de Aparecida e de Brasília, Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, Associação Nacional Mulheres pela Vida, Frente Parlamentar contra a Legalização do Aborto, Human Life International, Alianza Latinoamericana para la Família, Associazione per la Difesa dei Valori Cristiani – Voglio Vivere, Family Center, Agência ZENIT e outras entidades representativas da sociedade civil.Abaixo transcrevemos as conclusões do Congresso. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br DESTACAMOS que:       

    1 –  O aborto, químico ou cirúrgico, tem sido utilizado pelos países desenvolvidos como a principal ferramenta para sustentar uma política global de controle populacional. Desde 1952, com o surgimento do Conselho Populacional, aos quais se somaram, mais tarde, a Fundação Rockefeller, Ford, Gates e outras, está sendo implantado internacionalmente um programa populacional destinado ao controle demográfico do planeta. O projeto inclui a disseminação de uma mentalidade anti-natalista, compreendendo a implantação de anticonceptivos, o aborto legal e outros ataques contra a vida, dentro de uma perspectiva geopolítica e eugênica que decidiu priorizar o combate à pobreza impedindo os pobres de ter descendência em vez de investir no desenvolvimento econômico. Dentro desta nova perspectiva, a anticoncepção, o aborto e também a eutanásia tornaram-se parte de uma política demográfica, integrada a uma política mais ampla de globalização, que busca a implantação do monopólio econômico.  

    2 –  Desde os anos 80, por consenso estratégico, elaborado pelas grandes Fundações que promovem o aborto, as políticas de controle populacional têm sido apresentadas propositadamente camufladas sob a aparência de uma falsa emancipação da mulher e da defesa de pretensos direitos sexuais e reprodutivos, difundidos através da criação e do financiamento de uma rede internacional de organizações não-governamentais (ONGs) que promovem o feminismo, a educação sexual liberal e o homossexualismo.          

3 – A Organização das Nações Unidas (ONU), desde a década de 1980, comprometeu-se com as políticas de controle populacional, que constituem, atualmente, um dos grandes pólos de suas ações. Através de seus comitês de monitoramento a ONU tem propositalmente fomentado o desenvolvimento de uma jurisprudência no campo do direito internacional pela qual tenciona-se preparar o reconhecimento do aborto como direito humano. Através de vários de seus órgãos e de suas agências, a ONU tem sido ainda um dos principais organismos internacionais promotores da legalização do aborto nos países da América Latina.         

4 – Os organismos internacionais de crédito, como o Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre outros, outorgam créditos para o desenvolvimento de nossas nações condicionando-os a metas políticas de controle populacional.              Vários países da União Européia estão implicados na difusão internacional do aborto e do controle populacional, destinando para isso importantes somas de dinheiro e usando sua influência política.

 5 – A IPPF (Federação Internacional de Paternidade Planificada), que constitui a segunda OnG mais poderosa do mundo, depois da Cruz Vermelha Internacional, com suas filiais locais (no Brasil, a Bemfam), e seus organismos satélites, como o GPI (Grupo Parlamentar Interamericano de População e Desenvolvimento) e o IPAS, principal provedor de máquinas de sucção para abortos precoces e de cursos de capacitação em práticas de abortos para médicos, têm como objetivo respectivamente a implantação, nos países em desenvolvimento, da contracepção, esterilização, aborto e treinamento de profissionais da área da Saúde para a incorporação dessas práticas.  

6 – Parlamentares, profissionais da área da Saúde, universitários, meios de comunicação social, a classe jurídica, têm sido pressionados e influenciados pelos promotores desta cultura de morte.

7 – Os governos, seja por omissão ou por cumplicidade, em sua maior parte têm cedido a estas pressões implantando programas ou políticas populacionais, ou mesmo, como no caso do Brasil, propondo a total e completa descriminalização do aborto, com o que a prática se tornaria legal durante todos os nove meses da gestação.           

POR TUDO ISSO:

         ●  Denunciamos a implantação de uma cultura de morte que nos leva à perda do sentido da vida, dos valores éticos e direitos naturais, dos quais deriva todo o direito positivo.          

●  Denunciamos a tentativa de descriminalizar e legalizar o aborto na América Latina.           

●  Denunciamos a fraude no campo científico, a manipulação da linguagem e as autorizações estatais que permitem em nossos países a fabricação e a distribuição de fármacos aptos para matar seres humanos, desde suas primeiras horas de vida, como ocorre com a “pílula do dia seguinte”.          

●  Denunciamos os programas estatais para liberar o aborto por via indireta, como as Normas Técnicas do Ministério da Saúde, que “autorizam” o aborto por mera declaração da interessada.
         

 ●  Denunciamos a implantação de uma educação sexual escolar hedonista, propositalmente dissociada da idéia do matrimônio e da construção da família como seu fim natural e, em vez disso, centralizada na genitalidade, na ideologia de gênero e que promove o homossexualismo entre crianças e jovens.       

  ●  Denunciamos as tentativas de implantar a eutanásia no País, por meio de resoluções de conselhos profissionais.

E finalmente PROPOMOS:

           ● Difundir o conhecimento da Doutrina Social da Igreja é fundamental para a consolidação destas propostas que visam a valorização da vida, pelo entendimento e fidelidade na sua vivência dentro da perspectiva do Evangelho da Vida.  

       ● Promover uma opção decisiva pela vida humana e por sua plena dignidade, implementando-a por meio das diversas pastorais, movimentos e outras iniciativas.  

       ● Manter observadores permanentes dentro do Congresso Nacional brasileiro e outras Casas de Lei, de modo a um acompanhamento eficaz das propostas relativas aos autênticos direitos humanos, à vida e à família.  

          ● Patrocinar ações legais para que cessem as violações aos direitos humanos aqui denunciadas, sem exceção alguma.  

          ● Exigir o cumprimento da ação efetiva da defesa da vida, por todas as instituições, organismos e níveis de poder competentes, o respeito integral à vida e dignidade humana, assinalando como primeiro, o requerimento à Organização das Nações Unidas pela decretação da moratória sobre a pena de morte no mundo, especificamente dos não nascidos, dos idosos e inválidos.                 Que esta Declaração seja um solene compromisso com a cultura da vida, para que todos tenham vida e a tenham em abundância.  

        Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, 09 de fevereiro de 2008

 Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=17312

Chegou ao fim a ditadura de Fidel Castro, de 49 anos, embora o regime de Cuba continue o mesmo com o seu irmão Raul Castro, preparado há muito tempo para substituí-lo. Não se pode “tapar o sol com a peneira” e esquecer os gravíssimos erros do ditador. 

Foi uma das mais fechadas e sanguinárias ditaduras comunista do planeta e uma das últimas. Por ser um regime comunista, ateu e materialista, ligado à antiga Rússia, desde o ínicio foi inimiga da Igreja católica, fechou os colégios católicos, expulsos muitos padres e fechou muitas igrejas na Ilha.  

O Presidente do Movimento Cristão de Libertação e um dos mais conhecidos líderes cubanos, Oswaldo Payá, afirmou ao Semanário Alba que o mais grave do regime de Fidel Castro, foi a eliminação do Natal por 46 anos. “Castro eliminou o Natal, porque o considerou uma festa do cristianismo, a religião imposta pelos conquistadores.” (acidigital.com -12 out 06) 

Por outro lado eliminou a democracia, tornou-se um regime de um único partido, o comunista, e o povo nunca mais pôde votar livremente e escolher seus governantes.  

Como a Ilha é pequena e com pequena população – em 1960 tinha 6 milhões de pessoas e hoje tem 10 milhões -  pôde com pesada ajuda financeira da Rússia até 1989, melhorar as condições sociais: saúde e educação, mas ao preço da liberdade coibida. Quando o comunismo desmoronou na Rússia, e o pais entrou em grave crise financeira, Cuba foi abandonada e hoje passa por grave crise econômica,  financeira, energética e de abastecimento. O pais parou no tempo e há uma forte crise energia.  

Cada bairro de Havana chega a ficar sem energia das 19 horas à meia-noite pelo menos três vezes por semana. Nos demais dias, falta luz de manhã ou à tarde. Em cidades do interior o período sem eletricidade chega a dezoito horas por dia. Hotéis estatais e 120 fábricas espalhadas pela ilha fecharam as portas. (Veja, A Revolução no escuro, 2005) 

 Muitos dizem que em Cuba “não se tem liberdade, mas, ao menos, há saúde e educação para todos”. Mas isto não é verdade; o sistema de saúde hoje é precário e falta de tudo. E não se pode justificar um postulado injusto que aceita trocar liberdade por conquistas sociais. A liberdade é o dom por excelência que Deus deu ao homem, e nada justifica tirá-lo. É melhor ser um canário solto que procura a cada dia o seu alimento, do que estar preso em uma gaiola de ouro com alimento garantido.  

Por outro lado, a revolução cubana liderada por Fidel Castro e Che Guevara, foi uma das mais sanguinárias do planeta. Logo nos primeiros dias da revolução, antes mesmo que se tornasse uma revolução comunista, “Fidel executou 600 pessoas. Só nos anos 60, o regime de Fidel fuzilou entre 7 mil e 10 mil pessoas. Fidel e Che Guevara criaram campos de concentração na ilha, os da UMAP (Unidade Militar de Apoio à Produção), formados por prisioneiros políticos, que chegaram a 30 mil! Ali estavam religiosos, prostitutas, homossexuais, opositores do regime, criminosos comuns… Em 1960, pelo menos 50 mil pessoas oriundas da classe média, que haviam apoiado a revolução, já haviam deixado Cuba. Três anos depois, 250 mil.” (http://veja.abril.uol.com.br – 20 fevereiro 2008) 

Segundo “O Livro Negro do Comunismo”, (Stèfane Courtois, Ed. Betrand Russel, 2005) desde 1959, estima-se em 100 mil o número de pessoas que passaram pelas cadeias ou pelos “campos” de reeducação no país. Os fuzilamentos são estimados entre 15 mil e 17 mil pessoas. Não se pode fechar os olhos diante de tantas mortes e tanta injustiça.

Cuba continua sendo um verdadeira “Ilha-Prisão” onde o povo não pode deixá-la; muitos tentam fugir para Miami nos EUA, mas são mortos, presos ou morrem no mar. Nas Olimpíadas de 2007 no Rio de Janeiro, três atletas cubanos pediram asilo político no Brasil, mas o  Governo Lula, infelizmente, os deportou imediatamente para Cuba. 

Por todas essas razões, e muitas outras, a renúncia de Fidel Castro abre uma porta de esperança para que se restabeleça a democracia na Ilha, e com ela a liberdade do povo. Rezemos pelo povo cubano.

 Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br