Lançamento: Uma história que não é contada

Arquivado em: Livros do Prof. Felipe — Prof. Felipe Aquino at 10:41 pm on Quarta-feira, Março 5, 2008

Capa - Uma história

 

A nossa Civilização moderna, foi gerada no bojo do Cristianismo, que nos deu o milagre das ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da arte e da música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as catedrais e muitos outros dons que nos fazem reconhecer em nossa Civilização a mais bela e poderosa Civilização da História.

O Dr. Thomas Woods, PhD de Harvard (2005) e muitos historiadores e pesquisadores como A.C. Crombie, David Lindberg, Edward Grant, Stanley Jaki, Thomas Goldstein, J. L. Heilbron, Rodney Stark, Kenneth Pennington, Daniel Rops e muitos outros mostraram a grande contribuição da Igreja para o desenvolvimento de nossa atual Civilização.

Neste livro você poderá constatar, através das palavras de muitos desses historiadores modernos, que sem o trabalho lento e persistente da Igreja Católica, por mais de dez séculos, após a queda do Império Romano (476) e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo, não existiria a Nossa Civilização.

Texto da orelha do livro:

Muitos estudantes secundários e universitários têm uma visão deformada a respeito da Igreja Católica, sua vida e sua história. Isto tem muito a ver com a imagem distorcida que muitos professores, lhes passam. Também a mídia, muitas vezes, cujos elementos foram formados nas mesmas universidades, é a causa de uma visão negativa e deturpada da Igreja. Há uma má vontade explícita contra a Igreja. Supervalorizam-se os erros de alguns filhos da Igreja e se escondem as grandes luzes que a Igreja projetou sobre o mundo desde Jesus Cristo.

Debaixo de um ódio ideológico à Igreja Católica, filósofos dito “iluministas” deram à Idade Média cristã o título de “Idade das Trevas”, chamando o movimento deles de “iluminista”, como se “jogasse luz sobre as “trevas” da Idade Média e da Fé Católica”. Eles acusavam injustamente a Igreja de “inimiga da Razão” e do desenvolvimento das Ciências; e que pretendia encarcerar o homem nas trevas da Religião através dos dogmas; e inimiga da liberdade.

Esta triste e injusta mentalidade, anti-histórica, ainda existe hoje em nossas universidades, embora amplamente desmentida pelos historiadores modernos, como você poderá ver neste livro.

Ficha Técnica
ISBN: 978-85-88158-32-0
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 264
Idioma: Português BR
Acabamento: Brochura
Formato: 16×23 cm

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Histórico das células tronco embrionárias

Arquivado em: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 10:33 pm on Quarta-feira, Março 5, 2008

Estará no Programa Escola da Fé de amanhã - 06 março - na tv Canção Nova, Dra. Alice Ferreira, Profa. Dra. da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, formada em Medicina, pela Escola Paulista de Medicina, em 1967; Doutora em Biologia Molecular pela Escola Paulista de Medicina em 1971. Pós-Doutorado na “Research Division of Cleveland Clinic Foundation,  Cleveland, Ohio, Estados Unidos em 1972”. Livre Docente em Biofísica, pela Universidade Federal de São Paulo -EPM em1996.

Veja adiante a matéria de sua autoria.

HISTÓRICO DA PESQUISA COM CÉLULAS EMBRIONÁRIAS HUMANAS 

Por: Dra. Alice Teixeira Ferreira* 

James Thomson relata que, frente aos resultados que obteve com células embrionárias (CE) de macaco, procurou reproduzi-los com CE humanas, que obteve de embriões humanos de clínicas de reprodução assistida. 

 Como havia necessidade de matar embriões humanos para obter estas células e isto causaria má impressão no meio acadêmico e no público em geral, ele consultou um bioeticista. Queria saber o que fazer para conseguir publicar seu trabalho. O “bioeticista” utilitarista sugeriu que Thomson desse uma utilidade a tal experimento. Thomson propôs um objetivo “humanitário”: curar dibetes, doença de Parkinson e Alzheimer. Tratava-se de salvar vidas com o transplante das CE humanas. Fato que não ocorreu até hoje, pois as CE humanas transplantadas são rejeitadas por incompatibilidade imunológica ou dão tumores, os teratomas. 

Quando começaram a sair os bons resultados com o auto-transplante de células tronco adultas(CTAs) obtidas da medula óssea(MO) do próprio paciente, como foi o caso dos 14 pacientes enfartados, tirados da fila de transplante, tratados com CTAs extraídas de suas MO pelo Dr. Radovan Borojevic e Dr. Hans Doham, dos quais estão vivos 13 até hoje, começou-se a dizer que as CE eram melhores porque eram pluripotentes. As CEs poderiam se transformar em qualquer tecido, mas de acordo com McGuckin tal fato não foi demonstrado até hoje por problema metodológico: não existe uma tecnologia que permita distinguir todos os tipos de células do organismo humano. 

 No entanto, a possibilidade de curar doenças degenerativas com CE humanas foi aceita com entusiasmo, pois “parece que se gosta de estórias da carochinha”, de acordo com Dr. Weiss. Desta maneira se propagou entre médicos, alguns pesquisadores e entre não cientistas: os jornalistas e os políticos, a ideologia da cura com CE humanas. 

 As conseqüências da fé em tão falso paradigma foram: 

1) Thomson e sua Universidade de Wiscosin (UW) conseguiram a patente da cultura das CEs humanas. Quando foi aprovada a verba de 3 bilhões de dólares na Califórnia para se pesquisar as CEs humanas a UW exigiu que lhe fosse dado 25% deste valor. 

2) Algumas firmas de biotecnologia resolveram apostar nas CEs humanas. Por exemplo a “Geron Corpoaration” que vendeu milhares de ações à comunidade judia de Nova York. Atualmente a “StemGen” e a “Advanced Cell Technology” estão tentando sobreviver, clonando animais e mesmo seres humanos. 

3) Como se trata de eliminar embriões humanos as fundações  abortistas como Rockfeller, Ford, McArthur vem financiando estes projetos de  pesquisa que envolve a morte de embriões. Investe nas revistas  Nature, Science e New England Journal of Medicine (NEJM), que continuamente publicam noticias e artigos falsos da “Advanced Cell Technology” e outras. Por exemplo, o caso escandaloso do coreano Hwang onde a NEJM não se retratou até hoje dos elogios que fez a estes trabalhos falsos. 

4) A mídia anuncia os sucessos das pesquisas com CTAs referindo  como CTs simplesmente, querendo que seja assumido que são CEs. Interessante que tem um deputado  candidato a reeleição que afirma categoricamente a favor das pesquisas com CTs. Afinal também somos, mas não com as CEs humanas! 

A mídia brasileira atualmente está muda relativo aos resultados com CTAs. Não divulgou que Jaenish conseguiu curar anemia falciforme em camundongos, com células iPSC, das quais retirou o oncogene c-Myc. Não deu noticia da visita de Dr. Paul Sanberg, autoridade mundial em CTAs. Tem 25 patentes de tratamento de doença de Parkinson e Alzheimer com auto-transplante de CTAs de MO e com CTAs de sangue de cordão umbilical. 

A falácia das CEs humanas terminou com os resultados do Dr. Shynia Yamanaka que conseguiu transformar células adultas da pele humana em células com características embrionárias, as iPSC. Os pesquisadores que estavam envolvidos com CEs humanas já mudaram para CTAs e iPSC. É o caso do próprio Thomson, de Wilmut e Jaenisch. 

5) Com as pesquisas com CEs humanas, que para serem obtidas é necessário matar embriões humanos,  foi retirado o status moral do embrião humano. Com isto a Igreja se viu na obrigação de defender esta pessoa humana no seu estado desenvolvimento em que se encontra mais vulnerável, mais indefesa. Esta posição firme levou os defensores de tais pesquisas com CEs humanas a questionarem fatos como o inicio da vida humana, com propostas absurdas e inverdades. Em resumo, desumanizaram o embrião humano. Passaram a atacar a Igreja com argumentos já usados pelos abortistas. Atacam a religião de um modo geral, pois agora não é só a Igreja que defende a dignidade do embrião humano, mas a religião e afirmam que existe um confronto entre ciência versus religião. O que não é verdade, mas é uma tentativa de desqualificar a defesa do embrião humano por qualquer credo.Usam de chavões, todos importados dos EUA, onde todo embate se iniciou: 

1) Queremos salvar vidas. 

2) Só com CEs humanas poderemos ter cura de doenças incuráveis. 

3) Vamos ter de pagar royalties(quem não entende do assunto até acredita). 

4) O SUS vai ter de pagar tratamento no exterior. 

5) A Igreja é retrógrada, quer atrasar o desenvolvimento científico. 

 Tenho dito, 

 ROMA  20 de fevereiro de 2008

Eu fui abortada!

Arquivado em: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 10:28 pm on Quarta-feira, Março 5, 2008

 Por: Gianna Jessen

 Depoimento de uma sobrevivente ao aborto  

http://www.giannajessen.com 

 

 

É sabido que “um dos problemas” dos abortos é que por vezes o bebe nasce vivo e tem de ser morto cá fora — muitas vezes sufocado na placenta ou, então, deitado para o lixo - assim mesmo. 

Contudo, há casos em que o bebe não só nasceu vivo como sobreviveu. O que se segue é o testemunho de uma menina que sobreviveu ao aborto. Este depoimento foi feito perante a Constitution Subcommittee of the House Judiciary Committee, em 22 de Abril de 1996. 

“O meu nome é Gianna Jessen e tenho 19 anos. Nasci na Califórnia mas atualmente vivo no Tennessee. 

Fui adotada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira tinha 17 anos e estava grávida de sete meses e meio quando decidiu fazer um aborto por solução salina (1). Eu sou a pessoa que ela abortou. Mas em vez de morrer sobrevivi. 

Felizmente para mim, o abortador não estava na clínica quando eu nasci com vida, pelas 6 horas da madrugada de 6 de Abril de 1977. Eu fui precoce: a minha morte não estava prevista para antes das 9 horas, altura em que o abortador deveria começar a trabalhar. Tenho a certeza que não estaria aqui hoje no caso de o abortador estar na clínica, uma vez que o seu trabalho é matar: não é salvar. Algumas pessoas disseram que eu sou um aborto de carniceiro, um aborto falhado. 

Houve muitas pessoas que presenciaram o meu nascimento: a minha mãe e outras moças novas que estavam na clínica à espera que os seus bebes morressem. Disseram-me que isto foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que aparentemente chamou a emergência médica e eles transferiram-me para um hospital. 

Ali fiquei, mais ou menos, três meses. No princípio não havia muita esperança, pois eu pesava somente 900g. Hoje, já sobreviveram bebes mais pequenos do que eu. 

Uma vez um médico disse-me que eu tinha um grande desejo de viver e que eu lutava pela minha vida. Acabei por sobreviver e sair do hospital sendo entregue a uma ama. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto. 

Disseram à minha ama que era muito duvidoso que eu chegasse a gatinhar ou andar. Na altura eu não me conseguia sentar sem ajuda. Graças às orações e à dedicação da minha ama e, mais tarde, de muitas outras pessoas, acabei por aprender a sentar-me sozinha, a gatinhar e a ficar de pé. Comecei a andar com muletas pouco antes dos 4 anos. Fui legalmente adotada pela filha da minha ama, Diana De Paul, alguns meses depois de começar a andar. O “Department of Social Services” não me permitia ser adotada antes disso. 

Continuei a fisioterapia por causa da minha deficiência e, depois de quatro intervenções cirúrgicas, posso agora andar sem ajuda. Nem sempre é fácil. Algumas vezes caio, embora depois de cair durante 19 anos tenha aprendido a cair graciosamente. 

Estou contente por estar viva. Quase morri. Todos os dias agradeço a vida a Deus. Eu não me considero um subproduto da concepção, uma massa de tecidos, ou um qualquer dos títulos que se dão às crianças que ainda não nasceram. Eu não considero que as pessoas concebidas sejam alguma dessas coisas. 

Conheci outras pessoas que sobreviveram a um aborto. Todas estão reconhecidas à vida. Há alguns meses atrás, conheci outra menina que sobreviveu a um aborto por solução salina. Chama-se Sara. Tem dois anos e tem também paralisia cerebral, mas o seu diagnóstico é reservado. Ela é cega e tem muitas cicatrizes. O abortador, além de injetar a solução no útero da mãe injeta também no bebe. Em Sara foi injetada na cabeça. Eu pude ver em que parte da cabeça isto lhe foi feito. Quando falo, faço-o não somente por mim, mas por todos os outros sobreviventes, como a Sara, e por aqueles que ainda não podem falar… 

Hoje, um bebe só é bebe quando vem na altura certa. Quando a altura não é certa, é um monte de tecidos ou outra coisa qualquer. Um bebe é um bebe quando um aborto espontâneo ocorre aos 2, 3 ou 4 meses. Um bebe é tecido ou massa de células quando o aborto é provocado aos 2, 3 ou 4 meses. Porque é isto assim? Eu não vejo diferença nenhuma. Que diferença vêem os senhores? Muitos fecham os olhos… 

Para defender a vida a melhor coisa que eu lhes posso mostrar é a minha vida. É um grande dom. Matar não é a solução para nenhum problema ou situação. Mostrem-me que matar é solução. 

Há uma citação no topo de um dos edifícios do Capitólio que diz: “Aquilo que é moralmente errado não pode ser politicamente correto”. O aborto é moralmente errado. O nosso país está a verter o sangue de inocentes. A América está a matar o seu futuro. 

Toda a vida tem valor. Toda a vida é um dom do nosso Criador. Temos de receber e cuidar os dons que nos foram dados. Temos de honrar o direito à vida.”