MATAR OS EMBRIÕES?

Filed under: Bioética — Prof. Felipe Aquino at 4:47 pm on Thursday, March 6, 2008

 

 

                                           Por: D. Estevão Bettencourt, osb 

Recebemos estas perguntas de uma leitora,e com a devida autorização a publicamos: 

 

“Estou com um problema grave de Bioética, que envolve o fato de eu ter perdido um filho há cerca de três anos e, quando ele estava em coma, pedi que lhe colhessem material espermátíco para fertilização  in vitro “post-mortem”. Foram “criados” quatorze embriões, implantados quatro sem sucesso e restam dez! A clínica nos pediu uma definição sobre o destino desses embriões, a saber: conservar por mais cinco anos; incinerar; ou doar os embriões a candidatas estéreis. Essa última hipótese não é aceita por minha nora, que se acha “proprietária” dos embriões. Ela e a sua família são católicos, tementes a Deus, e, na ocasião, não nos ocorreu estar criando um problema dessa monta. Pergunto e peço que me respondam POR FAVOR: Que devemos fazer com os embriões? Eles podem ser enterrados? Devem aguardar tempos futuros e uma possível mudança de opinião dela?” 

Que dizer? 

A carta é impressionante; vem a ser o espelho de uma realidade talvez cada vez mais freqüente. Eis o que temos a dizer-lhe: 

1)    A fecundação artificial viola as leis da natureza, pois separa amor e procriação. Trata a semente vital humana como a semente do gado ou das plantas. Ora isto vem a ser uma ofensa à identidade e à dignidade do ser humano Segundo a ordem natural, a prole há de ser o fruto do amor mútuo de um homem e de uma mulher comprometidos entre si pelo ma­trimônio. Os filhos precisam de um lar e da colaboração de pai e mãe para serem devidamente educados. 

2)    A fecundação artificial ainda é mais ofensiva quando se extrai a semente vital de alguém que está para morrer, a fim de provocar a inseminação em proveta após a morte do doador. Em tal caso, não somente a fecundação é artificial, mas pode vir a ser também um desres­peito às intenções da pessoa falecida. Em tais circunstâncias se desca­racteriza por completo a reprodução humana. 

3) A carta em foco afirma que tiveram origem quatorze embriões por fecundação artificial. Com outras palavras: houve fecundação com a semente vital do doador falecido em quatorze casos; foram assim conce­bidos quatorze seres verdadeiramente humanos. Desses quatorze foram escolhidos quatro para ser implantados no útero ou da viúva ou (quem sabe?) no de uma mãe de aluguel. Essa escolha de quatro foi arbitrária, pois ninguém tem o direito de definir se alguém deve viver ou não. Ora nenhum dos quatro embriões implantados sobreviveu; morreram todos no seio materno. Restaram dez, cujo futuro ficou à mercê do arbítrio dos adultos: 

        -  deveriam ser assassinados ou queimados no fogo incinerador? 

-       deveriam ser guardados em geladeira por cinco anos, à espera de que alguém os solicitasse para fazer a gestação? 

-       ou deveria ser imediatamente doados a candidatas estéreis desejosas de ter um filho? 

Que dizer? 

Seja eliminada a hipótese de se incinerarem os embriões. Ninguém tem o direito de matar (e matar uma criança inocente). O embrião não é coisa, mas já é um ser humano com os direitos que lhe tocam. 

A segunda hipótese consiste em congelar os embriões por cinco anos (prazo máximo), após o quê serão extintos, se ninguém os requisi­tar. Também isto é cruel e inaceitável.Só resta a terceira hipótese: procurar implantar logo esses dez embriões em candidatas que se prontifiquem para fazer a gestação. É esta uma solução precária, mas é o remédio para amenizar os males decorrentes de um passo dado em falso ou da fecundação artificial. 

4)           Diz ainda a carta que a viúva não aceita a doação dos embriões, porque é proprietária deles. Na verdade, porém, ninguém é dono de quem quer que seja. A mãe não é proprietária de seus filhos; é, sim, doadora e tutora da vida, mas não é possuidora da vida alheia. Por conseguinte não pode impedir que os embriões sejam implantados no útero de uma mu­lher que os ajude a desenvolver-se e chegar a nascer como qualquer criança. Procure salvar a vida desses pequeninos, favorecendo a implan­tação no útero de uma benfeitora gestante. 

Fonte: Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

Nº 447 – Ano 1999 – Pág. 379. 

 

 

MARÇO, MÊS DE SÃO JOSÉ

Filed under: Santos — Prof. Felipe Aquino at 3:26 am on Thursday, March 6, 2008

Sempre fui devoto de São José, graças a Deus; e há muitos anos me recomendo a Ele diariamente, bem como a todos os meus caros. Sinto sua especial proteção em tudo o que faço. Acabei de escrever um livro sobre este glorioso Santo, escolhido por Deus para ser o pai adotivo de Jesus. Pode haver honra maior para um homem? 

Meu desejo de escrever sobre as Glórias de São José aumentou ainda mais depois que eu e minha esposa, Maria Zila, recebemos uma imensa graça que suplicamos a Deus por muitos anos, através da intercessão de São José. 

Minha esposa adquiriu o hábito de fumar em sua adolescência e sempre fumou durante nossos quatro anos de namoro e noivado e mais trinta anos de casados. Mas sempre pedíamos a Deus a graça dela deixar este vicio. Há seis anos ela lutava com muitas orações e súplicas para deixar o cigarro; pois bem, no dia 1º de maio de 2002, pouco antes da Procissão de São José, que houve em nossa cidade de Lorena, eu disse a ela: “Vamos à procissão de São José, e depois você vai jogar a sua carteira de cigarros fora”.  

Movida por Deus ela aceitou o convite e fomos acompanhar a Procissão de São José Operário; fizemos a ele o nosso pedido. Quando chegamos em casa ela jogou fora o seu último maço de cigarros, há quase seis anos atrás, e não mais fumou, depois de 35 anos de vício prolongado. Deus seja louvado! São Jose não falha! 

A Igreja sempre venerou São José com muita honra e confiança e muito nos recomenda à sua intercessão. É por isso que no seu dia, 19 de março, a Igreja como que interrompe a quaresma, o sacerdote troca os paramentos roxos pelo branco, para celebrar o grande Santo. 

São José permaneceu no silêncio e na mais profunda discrição para não atrapalhar minimamente a missão de Jesus, mas Deus quis que muitos Santos, Padres e Papas pudessem vislumbrar toda a sua grandeza e glória. Em uma aparição a Santa Margarida de Cortona, ela conta que disse Jesus: 

“Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te não deixeis passar um dia sem render algum tributo de louvor e de bênção ao meu Pai adotivo São José, porque me é caríssimo”. 

Santo Afonso de Ligório (†1787), doutor da Igreja, garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José. 

São Francisco de Sales, doutor da Igreja, diz que “São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia”. 

São Jerônimo, doutor da Igreja, diz que: “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”. 

Se São  José foi escolhido por Deus para Esposo da Virgem  Maria, a mais santa de todas as mulheres, é porque ele era o mais santo de todos os homens.  Se houvesse alguém mais santo que José, certamente seria este escolhido por Jesus para Esposo de Sua Mãe Maria. Nós não pudemos escolher nosso pai e nossa mãe, mas Jesus pôde, então, escolheu os melhores que existiam. 

São Bernardo (†1153), doutor da Igreja, disse de São José: “De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”.Os Santos Padres e Doutores da Igreja concordam em dizer que São José foi escolhido para esposo de Maria pelo próprio Deus. 

É eloqüente o testemunho de Santa Teresa de Ávila (†1582), doutora da Igreja, devotíssima de São José.  No “Livro da Vida”, sua autobiografia, ela escreveu : 

“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma.  A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como  pai  adotivo,  o  podia mandar,  assim  no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram  outras pessoas  a quem eu aconselhava encomendar-se a ele.  A todos  quisera  persuadir  que  fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus…De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre  lhe  peço  algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida”.  

Próximo de Jesus e de Maria, São José é Estrela de primeira grandeza no Céu; por isso a Igreja lhe presta um culto de “proto-dulia”, em primeiro lugar na lista dos santos. Ele  intercede e cuida da Igreja sem cessar, assim como, na terra, velava sem se descuidar, do Filho de Deus a ele confiado. Nos recomendemos todos a ele, todos os dias. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br