As Imagens na Tradição da Igreja

Filed under: Imagens — Prof. Felipe Aquino at 3:44 pm on Monday, May 19, 2008

Na Encarnação do Verbo, Jesus Cristo mostrou aos homens uma face visível de Deus, que quis se servir de numerosos elementos sensíveis (imagens, palavras, cenas históricas…) para nos comunicar a Boa-Nova.

Os cristãos foram, então, compreendendo que segundo a pedagogia divina, deveriam passar da contemplação do visível ao invisível. As imagens, principalmente os que reproduziam personagens e cenas da história sagrada, tornaram-se “a Bíblia dos iletrados” ou analfabetos.

As imagens sempre foram usadas por Jesus e pelos Apóstolos como instrumentos eficazes e reveladores da realidade invisível: para anunciar o Reino de Deus usaram imagens de lírios, pássaros, sal, luz, etc., coisas que estimulavam a compreensão do abstrato através de imagens retiradas do mundo concreto. São Paulo também ensina que o Deus invisível tornou-se visível em Jesus Cristo (cf. Cl 1,15).

A controvérsia iconoclasta, inspirada por correntes judaizantes e heréticas nos séculos VIII e IX, que condenava o uso das imagens,  terminou com a reafirmação do culto dessas no Concílio de Nicéia II, em 787.

Os Reformadores protestantes rejeitaram as imagens por causa dos abusos do fim da Idade Média; Lutero, porém, se mostrou bastante liberal com as imagens; não as proibia. Ultimamente entre os luteranos a atitude diante das imagens tem sido submetida a revisão. Lutero disse em 1528:
“Tenho como algo deixado à livre escolha as imagens, os sinos, as vestes litúrgicas… e coisas semelhantes. Quem não os quer, deixe-os de lado, embora as imagens inspiradas pela Escritura e por histórias edificantes me pareçam muito úteis… Nada tenho em comum com os Iconoclastas (quebradores de imagens)” (Da Ceia de Cristo).

S. Clemente de Alexandria († antes de 215) dizia que: “O próprio homem é a imagem viva de Deus”, eis o argumento que repete, acrescentando ainda um adágio freqüente na Igreja antiga: “Viste teu irmão, viste teu Deus” (Stromateis I 19 e II 15, PG 8,812 e 1009).

Os cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento era apenas uma questão pedagógica de Deus com o povo de Israel.  As gerações cristãs foram compreendendo que a realidade da Encarnação do Verbo como homem, visível, indicava que eles deveriam subir ao Invisível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens. Assim, começaram a representar e meditar as fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas começaram a surgir como um meio valioso para que o povo fiel se aproximasse do Filho de Deus.

É relevante notar que já nas antigas Catacumbas de Roma, os antigos cemitérios cristãos, encontram-se diversos afrescos geralmente inspirados pelo texto bíblico:  Noé salvo das águas do dilúvio, os três jovens cantando na fornalha, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes restantes da multiplicação efetuada por Jesus, o Peixe (Ichthys), que simbolizava o Cristo …

Note que esses cristãos dos primeiros séculos ainda estão debaixo da perseguição dos romanos. E eles faziam imagens e pintavam figuras. Será que eram idólatras por isso? É lógico que não, eles morriam às vezes mártires exatamente para não praticarem a idolatria, reconhecendo César como Deus e lhe queimando incenso. Ora, se os nossos mártires usavam figuras pintadas,  é claro que elas são legítimas.

Nas Igrejas as imagens tornaram-se a “Bíblia dos iletrados”, dos simples e das crianças, exercendo grande função catequética.  Alguns escritores cristãos nos contam isso.
S. Gregório de Nissa (†394) escreveu:
“O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente” (Panegírico de S. Teodoro, PG 94, 1248c).

S.João Damasceno, doutor da Igreja, grande defensor das imagens no Concilio de Nicéia II, disse:
“O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados” (De imaginibus I 17 PG, 1248c).
“Antigamente Deus, que não tem corpo nem face, não poderia ser absolutamente representado através duma imagem. Mas agora que Ele se fez ver na carne e que Ele viveu com os homens, eu posso fazer uma imagem do que vi de Deus.”
“A beleza e a cor das imagens estimula minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo dos campos estimula o meu coração para dar glória a Deus”  (CIC, 1162).
“Como fazer a imagem do invisível? … Na medida em que Deus é invisível, não o represento por imagens; mas, desde que viste o incorpóreo feito homem, fazes a imagem da forma humana: já que o inviável se tornou visível na carne, pinta a semelhança do invisível”  (I 8 PG 94, 1237-1240).
“Outrora Deus, o Incorpóreo e invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o “visível” de Deus.  Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria” (Ibid. I 16 PG 94, 1245s).

O Papa São Gregório Magno († 604), doutor da Igreja,  escreveu a Sereno, bispo de Marselha, que ordenou quebrar as imagens:
“Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado.  Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces.  O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir.  A imagem é o livro daqueles que não sabem ler”  (epist. XI 13 PL 77, 1128c).

O Concílio de Nicéia II (787), com base nos sólidos argumentos de grandes teólogos como São João Damasceno, doutor da Igreja,  reafirmou a validade do culto de veneração (não adoração) das imagens.  O Concílio distinguiu entre Iatréia (em grego adoração), devida somente a Deus, e proskynesis (veneração), tributável aos santos e também às imagens sagradas na medida em que estas representam os santos ou o próprio Senhor; o culto às imagens é, portanto, relativo, só se explica na medida em que é tributado indiretamente àqueles que as imagens representam.  Assim se pronunciaram os padres conciliares:

“Definimos … que, como as representações da Cruz …, assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus (sobre os santos utensílios e os paramentos, sobre as paredes e de quadros), nas casas e nas entradas.  O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, com as da … santa Mãe de Deus, com as dos santos Anjos e as de todos os santos e justos.  Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais, a se voltar para eles, e lhes testemunhar … uma veneração respeitosa, sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus” (sessão 7, 13 de outubro de 787; Denzinger-Schönmetzer, Enchridion Symbolorum nº 600s).

Note, então, que muito antes da Reforma Protestante, a Igreja já tinha estudado o uso das imagens; isto foi há cerca de 750 anos antes da Reforma.

A sagrada Tradição da Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo14,15.25; 16,12-13) sempre reconheceu o valor pedagógico e psicológico das imagens como um auxílio para a vida de oração.

Todos os santos da Igreja, em todas as épocas, valorizaram as imagens. Santa Teresa de Ávila († 1582), ao ensinar as vias da oração às suas Religiosas, dizia :
“Eis um meio que vos poderá ajudar… Cuidai de ter uma imagem ou uma pintura de Nosso Senhor que esteja de acordo com o vosso gosto. Não vos contenteis com trazê-las sobre o vosso coração sem jamais a olhar, mas servi-vos da mesma para vos entreterdes muitas vezes com Ele” (Caminho de Perfeição, cap. 43,1).

Enfim, Deus não proibiu imagens de maneira absoluta; mas proibiu imagens de ídolos para serem adorados. Sabemos que uma meia verdade é pior do que uma mentira. Não se pode interpretar a Bíblia lendo apenas alguns versículos sobre um determinado assunto; é preciso ler todos os versículos da Bíblia que falam do mesmo assunto  para que a interpretação seja correta.
O perigo da interpretação fundamentalista é este: fixar os olhos em um único versículo e querer tirar daí uma interpretação definitiva de uma verdade religiosa. Cai-se no erro.

O Evangelho de Felipe

Filed under: Evangelhos — Prof. Felipe Aquino at 12:45 pm on Monday, May 19, 2008

Revista : PERGUNTE E RESPONDEREMOS
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 533 - Ano : 2006 - Pág. 488

Em síntese: O Evangelho de Felipe, apócrifo de origem gnóstica, foi recentemente publicado em português com os comentários de Jean Yves Leloup. Este autor endossa a tese segundo a qual Jesus se casou com Maria Madalena, não levando em conta o caráter não cristão do texto gnóstico; este é de data tardia (século II) e recorre ao pseudônimo do Apóstolo São Filipe. Não há um vestígio de tal casamento em toda a tradição cristã – o que já seria suficiente para lançar suspeita sobre a veracidade da hipótese apresentada por Leloup.

Foi publicado em português o texto do apócrifo gnóstico intitulado “O Evangelho de Felipe”1 acompanhado de comentários de Jean-Yves Leloup. Tal apócrifo tem sido freqüentemente citado como portador de notícias que a Igreja subtraiu ao conhecimento do público, mas que seriam verídicas. – Em vista da importância de tal escrito no debate teológico, será, a seguir, explanado, levando-se em conta as ponderações de Leloup.

1.    O Evangelho de Felipe: origem

Na década de 1940 foi encontrado em nag Hammadi (Egito) um papiro, escrito em língua copta e intitulado “O Evangelho de Felipe”. Pertence a um acervo de escritos de origem gnóstica ou não cristã. Terá sido escondido este texto num recanto de Nag Hammadi por monges que o queriam salvar da destruição que a Igreja oficial lhe infligiria se o tivesse em mãos; terá sido um escrito proibido, porque dá notícia de um presumido casamento de Jesus com Maria Madalena, notícia esta envolvida em considerações “místicas” sobre a união conjugal.

“Pode ter acontecido que estes textos se encontrassem ameaçados não só pela ortodoxia…, mas talvez também pelos monofisitas, chocados por verem certos detalhes lembrar de forma tão explícita o realismo da encarnação do Verbo. O corpo que falava era também um corpo que amava, e amava não de maneira platônica ou grega, mas com toda a presença sensual e psíquica do humano bíblico” (ob. Cit., p. 11).

_____________________
1 O Evangelho de Felipe. Traduzido e comentado por Jean-Yves Leloup. – Ed. Vozes, Petrópolis 2006, 183 pp.

Comentaremos oportunamente esta tese de Leloup.

O manuscrito do Evangelho de Felipe assim descoberto consta de 150 páginas, cada qual com trinta e três e trinta e sete linhas. O texto em pauta deve datar do início do século IV; é uma tradução copta do original grego, que pode ter sido redigido por volta de 150. Vem a ser uma compilação de sentenças atribuídas a Jesus em estilo sibilino ou obscuro, que se presta a mais de uma interpretação.

2.    O Evangelho de Felipe:  conteúdo

Observa Leloup: “Os temas propostos por esse florilégio ou esse colar de pérolas, que é o Evangelho de Felipe, são numerosos. Cada lógion (sentença), como cada pérola do colar, pode ser uma fonte de luz e exigiria um longo comentário” (ob. cit., p. 21). O comentador realça os três seguintes tópicos:

2.1.    Íntimo relacionamento de Jesus com Maria Madalena

A sentença 55 é assim concebida:

“A companheira do Filho é Miryam de Magdala. O Mestre amava Miryam mais que a todos os discípulos e beijava-a freqüentemente na boca.
Os discípulos, vendo-o amar dessa forma Miryam, disseram-lhe: “Por que a amas mais que a todos nós?” O Mestre lhes respondeu: “Por que pensam que não os amo tanto quanto a ela?”
O pseudo-Felipe exalta a união conjugal como algo de sagrado e, por isto, compatível com a dignidade do Mestre:
“O quarto nupcial é o Santo dos Santos… Esta libertação se manifesta no quarto nupcial… Aqueles que verdadeiramente oram em Jerusalém, tu os encontrarás somente no Santo dos Santos… no quarto nupcial” (lógion 76).

Este é o tópico que mais interessa aos estudiosos do apócrifo em questão.

2.2.    Ressurreição espiritual

Em linguagem obscura Leloup parece negar a realidade da ressurreição corporal de Jesus, admitindo apenas a ressurreição espiritual. Assim é interpretado o lógion 21:

“Aqueles que afirmam que o Senhor morreu primeiro e que depois ressuscitou se enganam pois primeiro Ele ressuscitou e em seguida morreu. Se alguém, antes de tudo, não ressuscita, não pode senão morrer. Se já ressuscitou, vive como Deus vivo”.

Esta proposição condiz com o dualismo gnóstico, que julga ser a matéria má e o espírito bom ontologicamente ou por sua própria natureza.

2.3.    Não-dualidade

Por não-dualidade Leloup entende não haver distinção nítida entre o bem e o mal. “É, sem dúvida, imprudente delimitarmos com muita precisão os territórios do bem e do mal; um não funciona sem o outro, como o dia não existe sem à noite; isto nos conduz também à parábola do joio e do trigo: arrancar um é destruir o outro” (ob. cit., p. 21s). Tal afirmação é depreendida do seguinte lógion:

“Luz e trevas, vida e morte, direita e esquerda são irmãos e irmãs. Seão inseparáveis. Por isto a bondade não é apenas boa, a violência violenta, a vida apenas vivificante, a morte apenas mortal” (lógion 10).

Na verdade, dever-se-ia dizer: o bem e o mal, as trevas e a luz, à direita e a esquerda… são distintos entre si, mas caminham conjuntamente na mesma estrada. Convém recordar a terminologia precisa:

Dualismo: dois princípios antagônicos entre si; o corpo seria mau, o espírito seria bom. Tal concepção não é cristã.
Dualidade: dois princípios distintos um do outro, mas não antagônicos e, sim, complementares; tal é o caso de homem e mulher, são distintos um do outro e se complementam mutuamente.
Monismo: um só princípio.

Pergunta-se agora:

3.    Que dizer?

O Evangelho de Felipe é um texto difícil ou obscuro, prestando-se a diversas interpretações. O seu comentador Jean-Yves Leloup também se ressente da falta de clareza em suas páginas. Como quer que seja, tal apócrifo transmite uma nítida concepção: Jesus teve relacionamento íntimo com Maria Madalena, ficando insinuado que se casaram. É este o ponto que nos interesse considerar mais atentamente:
Começamos por observar que há dois tipos de apócrifos: os de origem cristã e os de origem gnóstica.
Os de origem cristã são o eco daquilo que as comunidades cristãs pensavam desde os inícios da história da Igreja. Apresentam um Jesus taumaturgo e maravilhoso, completando a seu modo o teor dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Não referem especial relacionamento de Jesus com Madalena. Nesses apócrifos se encontram dados que a tradição cristã aceitou como verídicos (ou, ao menos, verossímeis os nomes dos genitores de Maria SSma. (Joaquim e Ana), a apresentação de Maria no Templo aos três anos de idade, o nascimento de Jesus numa gruta entre o boi e o burro, os nomes dos três magos tidos como reis (Gaspar, Belchior e Baltasar), os nomes dos dois ladrões (Dimas e Gesta), o nome do soldado que feriu o lado de Jesus com a lança (Longino), o episódio de Verônica, que enxugou o rosto ensangüentado de Jesus…
Os apócrifos de origem gnóstica não procedem do tronco cristão como os anteriores, mas de premissas de escolas dualistas que floresceram nos séculos II e III e quiseram apresentar suas concepções sob a forma de textos bíblicos como se fossem autenticamente cristãs. Essa literatura é muito complexa: assim como ela refere à intimidade de Jesus com Madalena, refere também a aversão às mulheres, que se deveriam tornar homens para salvar. Com efeito: em Nag Hammadi, no mesmo lote de manuscritos que continham o  Evangelho de Felipe, achava-se também o Evangelho de Tomé, que se encerra com o seguinte lógion:

“Simão Pedro disse a eles: “Maria deveria deixar-nos, pois as mulheres não são dignas da vida”.
Jesus respondeu: “Eu a guiarei para fazer dela um homem, de modo que também ela possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vocês, homens. Pois toda mulher que se tornar homem entrará no reino do céu”. (lógion 114).

Percebe-se assim a contradição dentro do próprio setor gnóstico: ora Maria Madalena é estimada como mulher “companheira” de Jesus, ora é rejeitada no que ela tem de feminino e transformada em homem. Tal contradição desqualifica a tese do casamento de Jesus.

De resto, em nenhum documento da história do Cristianismo aparece vestígio dessa pretensa união conjugal do Mestre Divino. Se tal união fosse uma realidade histórica, não teria permanecido vinte séculos oculta pela prepotência da Igreja ciosa de dominar, pois “a mentira tem pernas curtas” como se diz em linguagem popular. A Igreja não tem medo da verdade.

Notemos outrossim que, ao morrer, Jesus toma providências em relação à sua Mãe, mas não parece estar preocupado com o futuro de Maria Madalena – o que não seria compreensível se houvesse íntimo relacionamento entre o Senhor e Madalena.

Pergunta-se então: Por que devia Jesus permanecer celibatário?

- Jesus veio anunciar a entrada do Reino de Deus no tempo dos homens (cf. Mc 1,14). Começou aqui na terra o Definitivo com toda a riqueza de seus dons. A consciência disto levou os cristãos desde a primeira geração a abraçar a vida uma ou indivisa para se dedicarem totalmente ao Eterno Presente; cf. 1Cor 7, 25-35. O próprio Jesus nos diz que no Reino de Deus consumado não haverá casamento, mas serão todos como os anjos de Deus (Mt 22,23-33). Sendo assim, Jesus, como arauto desse Reino, devia ser o primeiro a abraçar a vida uma ou indivisa. O celibato é o testemunho de que a sede de vida e felicidade do ser humano pode ser satisfeita com bens invisíveis e com a renúncia aos valores passageiros e, por vezes, ilusórios deste mundo. Jesus não foi menos homem pelo fato de não se casar; teve os nobres sentimentos de um coração humano; estes, porém, eram dirigidos para além dos bens materiais e visíveis. Muito sabiamente escreveu Saint-Exupéry: “O essencial é invisível”. O celibatário acima, mas ama segundo os parâmetros do Definitivo e Absoluto. – É isto que compete dizer a Jean-Yves Leloup.