Aborto gera crime Crime na China

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 4:24 pm on Monday, July 21, 2008

 

Em uma matéria de Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt, que pode ser vista em http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/freakonomics/2008/07/21/ult3431u57.jhtm

eles afirmam que quando o governo chinês instituiu a “política do filho único”, em 1979, “a decisão incitou uma onda de abortos seletivos, pois os casais decidiam que, como podiam ter apenas um filho, preferiam ter um homem, com o qual se beneficiariam mais. A onda de abortos seletivos ajudou a deixar a China moderna com um dos maiores desequilíbrios de gênero do mundo. Hoje, há 37 milhões de homens a mais do que mulheres na China, e muitos dos garotos crescem sem a possibilidade de encontrar um emprego ou formar uma família”. 

Este, penso eu, foi um dos maiores crimes que a humanidade já viu cometido contra a mulher. Nunca ela foi tão discriminada, violentada, desprezada, desvalorizada, assassinada.

Perguntam os autores da matéria: “Então o que esse “excedente” de garotos está fazendo para preencher seu tempo? Na revista “The New Republic”, a repórter Mara Hvistendahl, correspondente em Xangai - e ex- assistente de pesquisa de Dubner -, conta que à medida que a primeira geração de filhos únicos chegou à adolescência, a taxa de criminalidade juvenil na China mais do que duplicou, uma vez que os rapazes frustrados e ociosos se voltaram para o crime “sem motivos específicos, e normalmente sem pensar.”

É muito sério quando o sentimento de rejeição atinge uma geração inteira de jovens como está acontecendo na China. Recentemente quando aconteceu o último forte terremoto naquele país, e muitos casais perderam os seus filhos únicos, houve uma tremenda revolta contra o governo; e este autorizou que, então, os pais pudessem ter outro filho. Ora, isso é um absurdo, tirar dos pais o direito de gerar os seus filhos. Esses graves problemas que hoje acontecem na China devem servir de exemplo também para o nosso Brasil onde a taxa de natalidade já desceu a 1,8 filhos por mulher, aquém dos 2,0 mínimo necessário para se manter o número a população.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Brasil envelhece mais rapidamente do que se pensava

Filed under: Controle da Natalidade — Prof. Felipe Aquino at 3:36 pm on Monday, July 21, 2008

A “Folha de São Paulo” noticiou (21 de julho de 2008) que o país está envelhecendo muito mais rapidamente do que se previa. A taxa de natalidade já atingiu o baixo nível de 1,8 filho por mulher em 2006, nível que era  esperado acontecer somente em  2043. O país tem cada vez mais velhos e menos crianças, o que significa algo desastroso para o país, algo que ainda a maioria da população não entende e não percebe, mas daqui a alguns anos isso ficará claro.          A divulgação foi feita pela PNDS (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde). O IBGE, em 2004, previa que esse patamar só seria atingido em 2043. Nem mesmo projeções da ONU menos conservadoras indicavam uma taxa abaixo de 2,0 antes de 2010. Em 2004 o índice era de 2,1 filhos por mulher. 

         O índice mínimo para que um país mantenha a sua população estável, é de 2,0 filhos por mulher; já estamos em 1,8 e deve cair ainda mais, o que indica que logo o Brasil sentirá na pele os mesmos problemas dos europeus, e pior ainda. Os países da  Europa se debatem contra esse problema e todos os governos oferecem prêmios e ajuda financeira aos casais para que tenham mais filhos; isso vai acontecer com o Brasil dentro de alguns anos,  quando a falta de jovens para o trabalho se fizer sentir. 

         Quando o país envelhece como está acontecendo, ele gasta muito mais com a Previdência social (aposentadorias, hospitais, remédios, etc) uma vez que o idoso se aposenta e fica muito mais necessitado de cuidados médicos e hospitalares que as crianças e jovens. E quem trabalhará para sustentar a Previdência? Esta hoje já não dá conta de atender os doentes e idosos; com o envelhecimento mais rápido que o estimado, ela terá que aumentar os investimentos em saúde para atender aos idosos. Quem pagará essa conta. 

         “A constatação de que o Brasil terá cada vez mais idosos e menos crianças antes do previsto tem impacto nos cálculos de aposentadoria e traz desafios para políticas públicas, que terão que se adaptar a uma estrutura populacional envelhecida”, diz a matéria da Folha de SP. 

O demógrafo José Eustáquio Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, diz que a queda mais rápida da fecundidade indica que a população começará a diminuir antes.  A projeção da ONU com taxas mais próximas das verificadas recentemente, aponta que isso deve acontecer já na década de 2030. 

Com o envelhecimento do país, será preciso aumentar o tempo que o trabalhador precisa contribuir com o INSS para se aposentar. Carlos Guerra, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada, diz que “o equilíbrio ideal é ter cinco contribuintes para cada inativo, mas já estamos nos aproximando da situação de um para um”.
         Mesmo o Japão que tem cerca de 320 pessoas por kilometro quadrado, está incentivando a população a ter mais filhos. O Brasil e a América Latina  têm apenas cerca de 20 pessoas por kilometro quadrado, enquanto a Europa tem cerca de 120. Isto mostra que a América Latina é um continente ainda vazio em comparação com o resto do mundo; e nada justifica um controle drástico da natalidade. Dentro de pouco tempo o Brasil vai amargar essa situação, quem viver verá. 

         Por isso tudo os jovens casais cristãos não devem ter medo de ter seus filhos, “o dom mais precioso do matrimônio”, diz o Catecismo da Igreja. Eles serão felizes por isso. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br