Encontro Nacional Provida 15 Agosto

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 9:22 pm on Thursday, July 24, 2008

Brasília, 23 de julho de 2008

 

Prezado Dirigente Pró-Vida

 

Com o desenvolvimento científico e tecnológico e as novas estratégias dos que promovem a ‘cultura da morte’ os ataques à vida e à família atingiram proporções nunca vistas anteriormente.


Os dirigentes e movimentos em defesa da vida têm trabalhado intensamente. Todavia sentimos a necessidade de um melhor entrosamento entre esses movimentos e de um planejamento global para fazer face à essas ameaças.

 

Com muito esforço, conseguimos barrar o PL 1135/91, que pretende legalizar o aborto no país, na Comissão de Família e Seguridade Social bem como na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, da Câmara dos Deputados. Agora, possivelmente teremos que derrubá-lo no Plenário. Muitas outras ações junto ao Legislativo, ao Judiciário e ao Executivo necessitam de ação imediata dos defensores da vida e da família.

 

 Para discutirmos estratégias de ação e a criação de uma Rede Nacional dos Movimentos em Defesa da Vida e da Família estamos convidando para uma reunião, aqui em Brasília, nos dias 15-17 de agosto próximo.

 

O programa e o local estão sendo providenciados e comunicaremos oportunamente. Também enviaremos, para estudo e sugestões, o projeto de criação da Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família..

 

Tendo em vista a proximidade do encontro e a necessidade de providenciarmos alojamento para os participantes solicito nos seja confirmada, com urgência, sua possível participação pelo e-mail vieirahl@terra.com.br ou pelo fax 61 3224-9692

Esse será um dos nossos melhores encontros.  Compareça!

  

 

Humberto L. Vieira

Presidente da PROVIDAFAMÍLIA

D.Redovino, bispo de Dourados, fala do perigo da lei da homofobia

Filed under: Homossexualidade — Prof. Felipe Aquino at 9:22 pm on Thursday, July 24, 2008

 

 

BRASÍLIA, quinta-feira, 10 de julho de 2008 (ZENIT.org).- A lei da homofobia (PL 122/2006), que tramita no Senado brasileiro, concederia privilégios ao homossexualismo, comenta o bispo de Dourados (Mato Grosso do Sul). 

Segundo Dom Redovino Rizzardo, a lei, destinada a proteger quem opta por atitudes e práticas homossexuais, «não é tão inofensiva como parece». 

«Para defender e amparar pessoas que até agora se sentiram marginalizadas, corre-se o perigo de violentar a quem pensa e age diferente», escreve o bispo, em artigo difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nessa segunda-feira. 

De acordo com Dom Redovino, se aprovado, «o projeto criará situações constrangedoras para a Igreja Católica que, em seu proceder, procura se pautar pelo Evangelho». 

Assim –comenta o prelado–, «um sacerdote que, em sua homilia, condenar o homossexualismo, poderá ser julgado por “ação constrangedora de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”. A decisão do reitor de não admitir no seminário um candidato homossexual poderá lhe acarretar de três a cinco anos de reclusão.» 

Pelo que tudo indica –destaca o bispo de Dourados–, «a partir da vigência do decreto de lei, além dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros, os homossexuais terão privilégios e benesses que derivam de sua opção sexual». 

«Em contrapartida, todos aqueles que não se conformam com comportamentos homossexuais, deverão silenciar ou preparar-se para ocupar uma cela em algum presídio do país», afirma. 

Segundo Dom Redovino, «a lei que pretende conceder privilégios ao homossexualismo, criando a figura penal da “homofobia”, não é tão inofensiva como parece». 

«Se já agora as organizações homossexuais, com o apoio do governo e o aplauso dos meios de comunicação social, conseguem, junto ao Poder Judiciário, indenizações não insignificantes por “danos morais”, ninguém imagina o que poderá acontecer após a aprovação do decreto-lei.»

Fonte:  http://www.zenit.org/article-18987?l=portuguese – 10.07.2008 

 

 

 

35 Mensagens do Papa aos jovens em Sydney

Filed under: Papa Bento XVI — Prof. Felipe Aquino at 5:15 pm on Thursday, July 24, 2008

“Profetas de uma nova época”, chamou Bento XVI aos jovens na Austrália. Para os que estavam presentes e para quem não estava, resumimos em 35 idéias breves algumas intervenções do Santo Padre. 

SIGLAS QUE ASSINALAM A ORIGEM:
(com ligação para os textos completos em www.vatican.va)

A:        Acolhida (17-07-2008)
EI:       Encontro inter-religioso (18-07-2008)
ND:     Universidade de Notre Dame (18-07-2008)
CSM:  Missa na Catedral de Santa Maria (19-07-2008)
VI:        Vigília com os jovens (19-07-2008)
ME:     Missa de Encerramento/Angelus (20-07-2008) [Topo]

Fonte: http://www.opusdei.org.br/
1. “Como fonte de nossa vida nova em Deus, o Espírito Santo também é, de um modo muito real, a alma da Igreja, o amor que nos une ao Senhor e entre nós, e a luz que abre nossos olhos para ver as maravilhas da graça de Deus em todos nós”. ME

2. “Temos que permitir que o amor de Deus penetre na dura crosta de nossa indiferença, de nossa aridez espiritual, de nosso conformismo cego com o espírito de nosso tempo. Somente então podemos lhe permitir que acenda nossa imaginação e plasme nossos desejos mais profundos. Por isso, a oração é tão importante: a oração quotidiana privada na tranqüilidade de nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja”. ME

3. “Jovens: que deixareis à próxima geração? Estais construindo vossas vidas sobre bases sólidas? Estais vivendo vossas vidas, deixando espaço ao Espírito num mundo que quer esquecer-se de Deus, ou inclusive recusá-lO em nome de um falso conceito de liberdade? Como estais usando os dons que se vos têm dado, a “força” que o Espírito Santo está disposto a difundir agora sobre vocês?”. ME

4. “Uma nova geração de cristãos está chamada a contribuir à construção de um mundo no qual a vida seja acolhida, respeitada e cuidada com atenção, não recusada ou temida como uma ameaça e por tanto, destruída. Uma nova época na qual o amor não seja ávido ou egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos demais, respeitoso de sua dignidade, um amor que promova seu bem e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos libere da superficialidade, da apatia e do egoísmo que danam nossas almas e envenenam as relações humanas”. ME

5. “Queridos jovens amigos, o Senhor vos está pedindo que sejais profetas desta nova época, mensageiros de seu amor, capazes de atrair as pessoas ao Pai e de construir um futuro de esperança para toda a humanidade”. ME

6. “O mundo precisa de uma renovação. Em muitas sociedades, junto à prosperidade material, está se estendendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, um sentido escondido de desespero. Quantos de nossos coetâneos construíram cisternas rompidas e vazias numa busca desesperada de sentido, do sentido último que somente o amor pode dar? Também a Igreja precisa desta renovação! Tem necessidade de vossa fé, de vosso idealismo e de vossa generosidade para poder ser sempre jovem no Espírito”. ME

7. “Não tenhais medo de dizer que “sim” a Jesus, de achar vossa alegria em fazer sua vontade, vos doando completamente para chegar à santidade e usando vossos talentos ao serviço dos demais!”. ME

8. “Há mais alegria em dar do que em receber. Não duvideis jamais da verdade das promessas de Nosso Senhor, segundo as quais a cada vez que oferecemos nossa criatividade, nossos recursos, nossas pessoas, recebemos depois tudo com abundância”. ME

9. “A colaboração harmoniosa entre religião e vida pública é muito importante numa época na qual alguns chegaram a pensar que a religião é causa de divisão mais do que uma força de unidade. Num mundo ameaçado por formas de violência sinistras e indiscriminadas, a voz unânime dos que têm um espírito religioso estimula às nações e às comunidades a resolver os conflitos com instrumentos pacíficos, respeitando plenamente a dignidade humana”. EI

10. “O sentido religioso guia-nos ao encontro das necessidades dos demais e a buscar vias concretas para contribuir para o bem comum. As religiões possuem um papel particular neste contexto, na medida em que ensinam às pessoas que o autêntico serviço exige sacrifício e autodisciplina, que por sua vez devem ser cultivadas por meio da abnegação, a temperança e o uso moderado dos bens naturais”. EI

11. “A religião, ao nos recordar as limitações e a debilidade do ser humano, impulsiona-nos a não colocar nossas esperanças últimas neste mundo que passa”. EI

12. “A verdadeira fonte da liberdade encontra-se na pessoa de Jesus de Nazaré. Os cristãos crêem que Ele nos revela plenamente as potencialidades humanas para a virtude e o bem; Ele liberta-nos do pecado e das trevas”. EI

13. “Pensareis que no mundo de hoje é improvável que as pessoas adorem outros deuses. Mas às vezes fazem-no sem dar-se conta. Os falsos “deuses” estão quase sempre unidos à adoração de três realidades: os bens materiais, o amor possessivo e o poder”. ND

14. “Os bens materiais, por si mesmos, são bons. Não sobreviveríamos sem dinheiro, roupa e casas. Mas se nos negamos a compartilhar o que temos com os famintos e os pobres, transformamos esses bens numa falsa divindade. Quantas vozes em nossa sociedade materialista nos dizem que a felicidade consiste em abarcar o maior número possível de bens e objetos de luxo! Mas assim os bens se transformam em falsas deidades. Em vez de dar a vida, são portadores de morte”. ND

15. “O amor autêntico é certamente bom. Quando amamos somos plenamente humanos. Mas com freqüência crê-se amar quando na realidade se tende a possuir ou a manipular à outra pessoa. Às vezes os demais são tratados como objetos para satisfazer as próprias necessidades. Que fácil é ser enganado pelas tantas vozes que em nossa sociedade sustentam um enfoque permissivo da sexualidade sem prestar atenção à modéstia, ao respeito próprio e aos valores morais que conferem qualidade às relações humanas!”. ND

16. “Em todos os Evangelhos Jesus ama especialmente aos que se equivocaram porque, quando se davam conta de seu erro, se abriam mais que os outros a sua mensagem de salvação. Os que desejavam reconstruir sua vida eram os mais dispostos a escutar a Jesus e a serem seus discípulos. Podeis seguir suas impressões; também vós podeis crescer especialmente perto de Jesus precisamente porque decidistes voltar a Ele”. ND

17. “Podemos cair na tentação de reduzir a vida de fé a uma questão de mero sentimento, debilitando assim seu poder de inspirar uma visão coerente do mundo e um diálogo rigoroso com as outras muitas visões que competem na conquista das mentes e os corações de nossos contemporâneos”. CSM

18. “Caminhai a cada dia à luz de Cristo mediante a fidelidade à oração pessoal e litúrgica, alimentados pela meditação da palavra inspirada por Deus. Que a celebração quotidiana da Eucaristia seja o centro de vossa vida”. CSM

19. “A castidade pelo Reino significa abraçar uma vida completamente dedicada ao amor, a um amor que vos faça capazes de dedicar-vos sem reservas ao serviço de Deus para estar plenamente presentes entre os irmãos e irmãs, especialmente entre os mais necessitados”. CSM

20. “A sociedade contemporânea passa por um processo de fragmentação devido a uma forma de pensar que é, por sua natureza, de curto alcance porque deixa de lado o horizonte completo da verdade, verdade relativa a Deus e a nós. Por sua mesma natureza, o relativismo não consegue ver o quadro inteiro. Ignora os princípios que nos fazem capazes de viver e crescer na unidade, na ordem e a harmonia”. VI

21. “O Espírito Santo! Sua função é esta: cumprir a obra de Cristo. Enriquecidos com os dons do Espírito Santo tereis força para ir para além das visões parciais, da utopia vazia, da fugaz precariedade, para oferecer a coerência e a certeza do testemunho cristão”. VI

22. “O amor tem uma característica particular: seu fim é permanecer. Por natureza, o amor é duradouro. O Espírito Santo oferece amor ao mundo: amor que dissipa a incerteza, que supera o medo do engano, que leva consigo a eternidade; o amor verdadeiro que nos incorpora à realidade que permanece”. VI

23. “O Espírito Santo é Deus que se entrega eternamente, como uma fonte inesgotável, se oferece sempre. Observando este dom incessante, vemos os limites do que é perecível, a loucura de uma mentalidade consumista. Em particular, começamos a entender porque a busca das novidades nos deixa insatisfeitos e desejosos de algo mais. Não estamos buscando um dom eterno, a Fonte que jamais se esgota?”. VI

24. “Queridos jovens: temos visto que o Espírito Santo realiza a maravilhosa comunhão dos fiéis em Cristo Jesus. Fiel a sua natureza de doador e ao mesmo tempo de dom, atua agora se servindo de vocês. Fazei que o amor unificador seja vossa medida, o amor duradouro vosso desafio, o amor que se entrega em vossa missão”. VI

25. “Vós estais chamados a viver os dons do Espírito entre os altos e baixos da vida quotidiana. Fazei que vossa fé amadureça mediante os sacramentos”. VI

26. “Estar verdadeiramente vivos é ser transformados a partir do interior, estar abertos à força do amor de Deus. Se acolheis a força do Espírito Santo, também vós podereis transformar vossas famílias, as comunidades e as nações. Libertai estes dons. Que a sabedoria, a inteligência, a fortaleza, a ciência e a piedade sejam os sinais de vossa grandeza”. VI

27. “Que mediante a ação do Espírito Santo, os jovens tenham a valentia de chegar a ser santos! Isto é o que precisa o mundo, acima de qualquer outra coisa”. A.

28. “Há algo de funesto que brota do fato de que a liberdade e a tolerância se separam freqüentemente da verdade. Tudo isso se alimenta da idéia, amplamente difundida em nossa época, de que não há uma verdade absoluta que guie nossa vida. O relativismo, dando valor a tudo sem discriminação, fez que ‘as experiências’ sejam o mais importante”. A.

29. “A vida não está governada pela sorte, não é casual! Vossa existência pessoal foi querida e abençoada por Deus e possui uma finalidade. A vida não é uma simples sucessão de fatos e experiências. É uma busca da verdade, do bem, da beleza. Com esse fim tomamos nossas decisões, exercemos nossa liberdade e, nisto, na verdade, no bem e na beleza, encontramos a felicidade e a alegria”. A.

30. “Não vos deixeis enganar pelos que vêem em vocês simples consumidores em um mercado de possibilidades indiferenciadas, onde a escolha em si mesma se converte em bem, a novidade se faz passar por beleza e a experiência subjetiva suplanta a verdade”. A.

31. “Cristo oferece mais. Oferece tudo. Só Ele, que é a Verdade, pode ser o Caminho e portanto a Vida”. A.

32. “Muitos jovens não têm esperança. Ficam perplexos em frente às questões que se lhes são propostas e com freqüência se sentem inseguros sobre onde encontrar respostas. Vêem a pobreza e a injustiça e desejam achar soluções. Sentem-se desafiados pelos argumentos daqueles que negam a existência de Deus e se perguntam como responder (…). Onde podemos achar respostas? O Espírito nos orienta para o caminho que conduz à vida, ao amor e à verdade. O Espírito orienta-nos para Jesus Cristo. NEle encontramos as respostas que buscamos”. ME

33. “[A Virgem] Maria teve que enfrentar muitas dificuldades em conseqüência daquele sim. Simeão profetizou que uma espada lhe atravessaria o coração. Quando Jesus tinha doze anos, passou os piores momentos que qualquer mãe pode experimentar quando, durante três dias, perdeu a seu Filho. E após a atividade pública de Jesus, sofreu a agonia de estar presente na sua crucificação e morte. Através de tantas provas, permaneceu sempre fiel a sua promessa, sustentada pelo Espírito de fortaleza. E foi recompensada com a glória”. ME

34. “Devemos permanecer fiéis ao sim com que aceitamos a oferta de amizade por parte do Senhor. Sabemos que não nos abandonará nunca que nos sustentará sempre com os dons do Espírito. Maria aceitou a “proposta” do Senhor em nosso nome. Dirijamo-nos a ela e lhe peçamos que nos guie nas dificuldades para permanecer fiéis à relação vital que Deus entabulou com cada um de nós”. ME

35. “Chegou o momento de dizer adeus, ou melhor, até cedo. A Jornada Mundial da Juventude 2011 se celebrará em Madri, na Espanha. Até então rezemos uns pelos outros e demos ao mundo nosso alegre depoimento de Cristo”. ME

O ANO PAULINO

Filed under: Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 2:03 am on Thursday, July 24, 2008

           “Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel. Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome” (At 9,15-16). 

         O Papa Bento XVI abriu o Ano de São Paulo no dia 28 de junho e o encerrará no dia 29 de junho de 2009, em uma celebração na Basílica de São Paulo, fora dos muros antigos de Roma, cuja primeira construção foi do século IV. O Papa deseja celebrar os 2000 anos do nascimento de um dos maiores Apóstolos da Igreja, responsável pela evangelização do mundo greco-romano.   São Paulo  nasceu por volta do ano 8 e faleceu decapitado pelo imperador Nero no ano 67, na mesma perseguição em que São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo.  

         Tendo em vista este Ano Santo de São Paulo, desejo colocar neste blog várias matérias que possam nos ajudar a conhecer melhor a pessoa e a grande obra do Apóstolo dos Gentios, e a sua   grande importância para a Igreja. Neste artigo vamos fazer um resumo das principais viagens de São Paulo.   

Por que o Papa instituiu este Ano? Certamente para que o mundo cristão medite sobre a grandeza da obra de São Paulo, e seja animado a fazer o mesmo que o grande Apóstolo fez; isto é, levar Jesus Cristo e o Evangelho até os confins da terra. “Ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9,16). Há hoje um certo esmorecimento no “zelo apostólico”; e até dentro da Igreja há um certo acomodamento no sentido de não se levar o Evangelho a todos os povos da terra, deixando que os mesmos se salvem em suas próprias crenças, dentro de uma mentalidade perigosa de que a salvação está em todas as religiões. É o relativismo religioso que o Papa tem condenado insistentemente. Nada mais oposto ao Evangelho; aceitar isso seria trair radicalmente Jesus Cristo, que instituiu a Igreja para levar a única salvação a todos os povos. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. (At 16, 15-16) 

São Paulo (ou Saulo) nasceu na cidade de Tarso na Cilícia (Ásia menor) no início da era cristã, era judeu, de família fiel à tradição judaica; seu pai comprou a cidadania romana, o que era possível naquele tempo, então Saulo nasceu como cidadão romano, legalmente, e ao mesmo tempo tinha a cultura grega, pois se falava o grego em todo o Império Romano; e devia falar também o latim. Essas três características de São Paulo (judeu, romano de cidadania, cultura grega) foram fundamentais para a sua missão de grande evangelizador. Sendo culto e falando o grego pode pregar aos pagãos, discutiu com os filósofos gregos no Areópago de Atenas e lhes pregou Jesus Cristo. Ali Dionísio e Damaris se converteram. “Todavia, alguns homens aderiram a ele e creram: entre eles, Dionísio, o areopagita, e uma mulher chamada Dâmaris; e com eles ainda outros” (At 17,34).

 Sendo cidadão romano, S. Paulo tinha passaporte livre em todo o Império, e exigiu ser julgado por César, em Roma, quando sentiu-se injustiçado em Cesaréia. Sendo judeu, rabino, e falando o hebraico podia pregar nas Sinagogas. Sem dúvida foi um  homem de escol escolhido por Jesus na época.  

 Aos 15 anos de idade seu pai o enviou para a escola de rabinos em Jerusalém onde recebeu a formação do rabino Gamaliel (At 22,3; 26,4; 5,34),  e deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro, e fabricante de tendas.          

Por volta do ano 36 era severo perseguidor dos cristãos, combatia sem tréguas a “seita” do “Caminho”, e lançava os cristãos nos cárceres. Assistiu e concordou com o apedrejamento de S. Estevão, que morreu rezando por ele. Sem dúvida esta foi a alavanca de sua conversão. O sangue de Estevão realizou o que São Paulo depois ia ensinar aos Romanos: quando se perdoa o agressor, ele se converte. “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s)” (Rom 12, 20). 

Convertido após o encontro com o Senhor no caminho de Damasco, S. Paulo, no ano 39 se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gal 1,18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30) um tanto decepcionado com o fracasso do seu trabalho em Jerusalém.  Certamente ali Paulo repensou toda a sua vida e ouviu a voz do Senhor com mais clareza. Depois de 5 anos, por volta do ano 43, S. Barnabé, seu primo, que era discípulo de S. Pedro em Antioquia, o levou para lá. Em 44 Paulo e Barnabé são encarregados pela comunidade de Antioquia para levar a ajuda financeira aos irmãos pobres de Jerusalém. No ano 45, por inspiração do Espírito Santo, S. Paulo e S. Marcos, evangelista, foram enviados a pregar aos gentios. “Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado. Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram. Enviados assim pelo Espírito Santo, foram a Selêucia e dali navegaram para a ilha de Chipre”. (At 13,1-3). Esta primeira viagem apostólica durou cerca de 3 anos (45-48). No ano de 49 surgiu a importantíssima questão da circuncisão em Antioquia, então Paulo e Barnabé vão a Jerusalém para o primeiro Concílio da Igreja e voltam com Cartas dos Apóstolos afirmando que não era necessária a circuncisão para os pagãos batizados. Assim o cristianismo se tornava de certa forma universal, escapando das amarras judaicas. Isto iria se completar quando S. Pedro na casa de Cornélio batizava os primeiros pagãos abrindo as portas da Igreja e da salvação para o mundo inteiro. 

 A segunda viagem de S. Paulo foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas Cartas aos Tessalonicenses (At 15,36-18,22). São as primeiras Cartas de Paulo. A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu “as grandes epístolas”, Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por ação dos judeus e entregue ao tribuno romano Cláudio Lísias, que o entregou ao procurador romano Felix, em Cesaréia, na Palestina.  Aí Paulo ficou preso dois anos (58-60), onde apelou para ser julgado em Roma; tinha direito a isso por ser cidadão romano. Partiu de Cesaréia no ano 60 e chegou em Roma em 61, após sério naufrágio perto da ilha de Malta. Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas “cartas do cativeiro” (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Depois deste período Paulo deve ter sido libertado e ido até  a Espanha, “os confins do mundo” (Rom 15,24), como era seu desejo. Em seguida deve ter voltado da Espanha para o oriente, quando escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66. Colocou Tito como bispo de Creta e Timóteo em Éfeso. 

Foi novamente preso no ano 66, no oriente,  e enviado a Roma, sendo morto em 67 na perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64. Deixou-nos 13 Cartas.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br