Vote a favor da vida

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 3:24 pm on Friday, August 29, 2008

O Supremo Tribunal Federal  deverá decidir essa semana se aceita ou não a prática do aborto no caso de gravidez de uma criança anencéfala. A menina Marcela, viveu um ano e oito meses, mesmo sendo anencéfala, o que demonstra de maneira inequívoca que é uma vida humana e que não pode ser abortada.

 O jornal  ”O Estado de São Paulo”  está realizando uma pesquisa sobre o que pensam os brasileiros. Até agora, 70% ja disseram que a mãe NÃO pode abortar o filho anencéfalo; apenas 30% concordam com esta prática criminosa. Então, vote você também:

http://www.estadao.com.br/pages/enquetes/default.htm?id_enquete=274

A IGREJA E O ENSINO NA IDADE MÉDIA

Filed under: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 8:09 pm on Tuesday, August 26, 2008

 

O Dr. Thomas Woods, PhD em História pela Universidade de Harvard nos EUA, disse em um dos seus livros que:  

“Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental. A Igreja Católica não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates de  gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização”. 

 

Um dos pontos mais importantes da atuação da Igreja na Idade média cristã, foi no campo da Ciência. Sem a Igreja não haveria a beleza da arquitetura, da música, da arte sacra, das universidades, dos castelos, do direito, da economia, etc.  

No séc. VI São Cesário de Arles já expunha no Concílio de Vaison (529) a necessidade imperiosa de criar escolas no campo; e os bispos se dedicaram a isto. Da mesma forma foi a Igreja que montou para Carlos Magno (†814) a sua política escolar; e retomou a tarefa educadora no séc. X após o fim do seu Império.  

O III Concílio de Latrão (1179), em Roma, presidido pelo Papa Alexandre III (1159-1181), ordenou ao clero que abrisse escolas por toda a parte para as crianças, gratuitamente. Obrigou a todas as dioceses terem ao menos uma. Essas escolas foram as sementes das Universidades que logo surgiam: Sorbone (Paris), Bolonha (Itália), Canterbury (Inglaterra), Toledo e Salamanca (Espanha), Salerno, La Sapienza, Raviera na Itália; Coimbra em Portugal. 

No séc. XII havia só na França 70 abadias com escolas. Todos os grandes bispos também quiseram ter escolas; na França, no séc. XII havia mais de 50 escolas episcopais. Dos sete aos vinte anos as crianças e os jovens eram recebidos nessas escolas sem distinção de classes. Havia escolas só para meninas e moças. As disciplinas dividiam-se em “trivium” (gramática, dialética e retórica) e “quadrivium” (artimética, geometria, astronomia e música). Mas um grande pedagogo da época Thierry de Chartres, mostrou que o “trivium e o quadrivium” eram apenas um meio e que o fim era “formar almas na verdade e na sabedoria”. 

Em muitas escolas os alunos tinham ensino técnico de como trabalhar o ouro, prata e cobre. Aos poucos surgiam as especializações: Chartres (letras), Paris (teologia), Bolonha (direito), Salerno e Montpellier (medicina). 

  O Concilio geral de Latrão III, aprovou  o seguinte cânon:“A Igreja de Deus, qual mãe piedosa, tem o dever de velar pelos pobres aos quais pela indigência dos pais faltam os meios suficientes para poderem facilmente estudar e progredir nas letras e nas ciências. Ordenamos, portanto, que em todas as igrejas catedrais se proveja um benefício (rendimento) conveniente a um mestre, encarregado de ensinar gratuitamente aos clérigos dessa igreja e a todos os alunos pobres” (can. 18, Mansi XXII 227s). 

O IV Concílio ecumênico do Latrão (1215), renovou este decreto. Teodulfo, bispo de Orléans no séc. VIII, promulgou o seguinte decreto: “Os sacerdotes mantenham escolas nas aldeias, nos campos; se qualquer dos fiéis lhes quiser confiar os seus filhos para aprender as letras não os deixem de receber e instruir, mas ensinem-lhes com perfeita caridade. Nem por isto exijam salário ou recebam recompensa alguma a não ser por exceção, quando os pais voluntariamente a quiserem oferecer por afeto ou reconhecimento” (Sirmond, Concilia Galliae II 215). 

É muito significativo um dos últimos depoimentos sobre a acusação de que a Igreja obstruiu a ciência na Idade Média, proferido em 1957 por um grupo de estudiosos que, sem intenção confessional alguma, escreveram a história da ciência antiga e medieval: 

“Parece-nos impossível aceitar a dupla acusação de estagnação e esterilidade levantada contra a Idade Média latina. Por certo a herança (cultural) antiga não foi totalmente conhecida nem sempre judiciosamente explorada;… mas não é menos verdade que de um século para outro - mesmo de uma geração a outra dentro do mesmo grupo - há evolução e geralmente progresso. A Igreja… na Idade Média salvou e estimulou muito mais do que freou ou desviou. Por isto, embora só queira apelar para a Antigüidade, a Renascença é realmente a filha ingrata da Idade Média” (La science antique et médiévale, sous la direction de René Taton, Presses Universitaires de France. Paris 1957, 581s).  

Esses poucos dados mostram o quanto a Igreja fez pelo ensino e pelo saber na Idade Média, bem ao contrário do que muitos pensam: que a Igreja foi contra a ciência e o ensino.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

 

DOIS MIL ANOS DE IGREJA

Filed under: Igreja — Prof. Felipe Aquino at 2:08 pm on Tuesday, August 26, 2008

Pela História da Igreja podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres durante 2000 mil anos; e nenhuma outra instituição humana teve uma seqüência ininterrupta de governantes. Já são 265 Papas desde Pedro de Cafarnaum. 

Esta façanha só foi possível porque ela é verdadeiramente divina; divindade esta que provém Daquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo (cf. Cl 1,18), para salvar toda a humanidade.

Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, “tinha tudo para não dar certo”. Ao invés de escolher os “melhores” homens do Seu tempo, generais, filósofos gregos e romanos, etc., Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galiléia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus.

“Será que pode sair alguma coisa boa da Galiléia?” Isto, para deixar claro a todos os homens, de todos os tempos e lugares, que “todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós” (2Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.

Aqueles Doze homens simples, pescadores na maioria, “ganharam o mundo para Deus”, na força do Espírito Santo que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. “Sereis minhas testemunhas… até os confins do mundo” (At 1, 8).

Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo, e ali  plantaram o Cristianismo para sempre. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 67, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano de Cartago(†220) dizer que: “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”. Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos.  Talvez isto tenha feito os Padres da Igreja dizerem que “christianus alter Christus” (o cristão é um outro Cristo), que repete o caminho do Mestre.

Mas estes homens simples venceram o maior império que até hoje o mundo já conheceu. Aquele que conquistou todo o mundo civilizado da época, não conseguiu dominar a força da fé. As perseguições se sucederam com os 12 Césares romanos: Décio, Dioclesiano, Valeriano, Trajano, Domiciano, etc…, até que Constantino, cuja mãe se tornara cristã, Santa Helena, se converteu ao Cristianismo. No ano 313 ele assinava o edito de Milão, proibindo a perseguição aos cristãos, depois de três séculos de sangue. E nem mesmo o imperador Juliano, por volta do ano 390, o apóstata, conseguiu fazer recuar o cristianismo, e no leito de morte exclamava: “Tu venceste, ó galileu!”.

 O grande Império se ajoelhou diante de Cristo; a orgulhosa espada romana se curvou diante da Cruz.  

A marca impressionante desta Igreja invencível e infalível, esteve sempre na pessoa do sucessor de Pedro, o Papa. Os Padres da Igreja cunharam aquela frase que ficou célebre: “Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia ibi Christus” (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Cristo). Já é um cadeia de 266 Papas, ininterrupta. Jamais se viu isso em qualquer outra Instituição humana. Os Impérios acabaram: Egípcio, Babilônico, Caldeu, Persa, Grego, Romano, Mongol … mas a marcha inexorável da Santa Igreja continua.

 “Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja… e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).

Depois da perseguição romana, vieram as terríveis heresias. Já que o demônio não conseguiu destruir a Igreja, a partir de fora, tentava agora fazê-lo a partir de dentro. De alguns patriarcas das grandes sedes da Igreja, Constantinopla, Alexandria, Antioquia, Jerusalém, e outras partes , surgiam as falsas doutrinas, ameaçando dilacerar a Igreja por dentro. Era o pelagianismo, o maniqueísmo, o gnosticismo, o macedonismo, nestorianismo, etc.. Mas o Espírito Santo incumbiu-se de destruir todas elas,  e o barco da Igreja continuou o seu caminho até nós.

Os grandes defensores da fé e da sã doutrina, foram os “Padres” da Igreja: Inácio de Antioquia (†107), Clemente de Roma (†102), Ireneu de Lião (†202),  Cipriano de Cartago(† 258), Hilário de Poitiers (†367), Cirilo de Jerusalém (†386), Anastácio de Alexandria (†373), Basílio (†379), Gregório de Nazianzo (†394), Gregório de Nissa (†394), João Crisóstomo de Constantinopla (†407), Ambrósio de Milão (†397), Agostinho de Hipona (†430), Jerônimo (420), Éfrem (†373), Paulino de Nola (†431), Cirilo de Alexandria (†444), Leão Magno (†461), e tantos outros que o Espírito Santo usou para derrotar as heresias nos diversos Concílios dos  primeiros séculos.

Cristo deixou a Sua Igreja na terra como “a coluna e o sustentáculo da verdade” 1Tm 3,15). Todas as outras comunidades cristãs foram  derivadas da Igreja Católica; as ortodoxas romperam em 1050; as protestantes em 1517; a anglicana, em 1534, etc.

Depois que desabou o Império Romano do ocidente, coube à Igreja o papel de mãe destes filhos abandonados nas mãos dos bárbaros. S.Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, enfrentou Átila, rei dos hunos, às portas de Roma, e impediu que este bárbaro, o “flagelo da História”, destruísse Roma; o mesmo fez depois com Genserico. Aos poucos a Igreja foi cristianizando os bárbaros, até que o rei e a rainha dos francos, Clovis e Clotilde, recebessem o batismo no ano 500. Era a entrada maciça dos bárbaros no cristianismo. Nascia a França católica; “a filha mais velha da Igreja”. Papel importantíssimo nesta conquista lenta e silenciosa coube aos monges e seus mosteiros espalhados em toda a Europa, especialmente os beneditinos, que preservaram a cultura do Ocidente. A Igreja salvou o mundo da destruição dos Bárbaros.

Mais adiante, no Natal do ano 800, na Catedral de Reims, na França, o rei franco Carlos Magno era coroado pelo Papa. Também os bárbaros se rendiam à fé de Cristo. Isto foi possível graças aos milhares de evangelizadores que percorreram toda a Europa anunciando a salvação trazida por Jesus ao mundo.

Em toda a Idade Média imperou a marca do cristianismo na Europa. Aspirava-se e respirava-se a fé. Surgiram as Catedrais como a bela expressão da fé; as Cruzadas ao Oriente no zelo de libertar a Terra Santa profanada; as Universidades cristãs, Bolonha, Sorbonne, Oxford, Salamanca, Coimbra, La Sapienza, etc, todas fundadas pela Igreja de Cristo. A Igreja é a mãe da cultura e do saber no Ocidente.

          Mas a fé sempre esteve ameaçada; nos tempos modernos levantaram-se contra a Igreja as forças do materialismo, do comunismo, do nazismo, do racionalismo e iluminismo ateu; e fizeram milhares de mártires cristãos, especialmente neste triste século vinte que há pouco findou.Certa vez Stalin, ditador soviético, para desafiar a Igreja, perguntou “quantas legiões de soldados tinha o Papa”; é pena que não sobrevivesse até hoje para ver o que aconteceu com o comunismo. Mas a Igreja continua como nunca, até o final da História, quando Cristo voltará para assumir a Sua Noiva. Será as Bodas definitivas e  eternas do Cordeiro com a Sua  Igreja.  

Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

O QUE A IGREJA FEZ PELO MUNDO OCIDENTAL

Filed under: Igreja e desenvolvimento — Prof. Felipe Aquino at 9:53 pm on Thursday, August 21, 2008

 

Infelizmente muitos estudantes secundários e universitários têm uma visão deformada a respeito da Igreja Católica, sua vida e sua História. Isto tem muito a ver com a imagem errada que muitos professores, de várias disciplinas, especialmente História, lhes passam. Isto gera nos estudantes uma aversão à Igreja desde os bancos escolares. Também a mídia, muitas vezes, cujos elementos foram formados nas mesmas universidades, é a causa de uma visão negativa e deturpada da Igreja.   

O livro “Código da Vinci”, e depois o filme de mesmo nome, bem como inúmeras matérias fantasiosas sobre a Igreja, sem provas históricas ou científicas, aumentaram em todo o mundo, ainda mais, esta visão de que a Igreja Católica é uma Instituição corrupta, perversa, que inventou a divindade de Cristo, e que sobre este mito criou uma Instituição poderosa e dominadora, e que a custa de sangue sempre se impôs ao mundo.  

É hora de os jovens estudantes, especialmente os católicos, conhecerem o outro lado dessa “História” que é mal contada nas escolas. Hoje é lhes mostrado apenas as “sombras” da vida da Igreja, mas há uma má vontade imensa que encobre as “luzes” brilhantes de sua História de 2000 anos. Uma bem montada propaganda laicista no mundo anti-Igreja Católica, envenena os jovens e os joga contra a Igreja. 

Foi a Igreja quem salvou e quem moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa. Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.  

Foi esta civilização moderna, gerada no bojo do Cristianismo que nos deu o milagre das ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as Catedrais e muitos outros dons que nos fazem reconhecer
em nossa Civilização a mais bela e poderosa civilização da História.  

E a responsável por tudo isto foi a Igreja Católica, diz o historiador americano Dr. Thomas Woods, PhD de Harvard, nos EUA. Ele afirma que: “Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental. A Igreja Católica não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates de gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização”. [T. Woods,  2005]. 

Em sua obra o Dr. Thomas apresenta muitas referências de historiadores atuais que confirmam o trabalho da Igreja na construção da Civilização Ocidental. Há hoje no mundo um anti-Catolicismo. É dito aos jovens, que a História da Igreja é uma história de ignorância, repressão, atraso e estagnação, quando a realidade é exatamente o contrário, como têm mostrado muitos historiadores. 

É preciso saber distinguir entre a “Pessoa” da Igreja, fundada por Cristo, divina, santa, e as “pessoas” da Igreja que são seus filhos, santos e pecadores. Muito se exagera, por exemplo, sobre a Inquisição e as Cruzadas; e se quer analisá-las fora do contexto da época. Isto é um absurdo histórico; ninguém pode entender um fato fora do seu contexto moral, social, psicológico, religioso, etc., da época. Um texto retirado do contexto se torna pretexto; e neste caso para se atacar, denegrir e tentar destruir a Igreja Católica, como se ela fosse vencível neste mundo.  

 A maioria das pessoas reconhece a influência da Igreja na música, na arte e na arquitetura, mas a influência da Igreja foi  muito maior do que se pensa e se conhece. Muitos, mal informados, pensam que centenas de anos antes da época do Renascimento (séc.XVI), a Idade Média, foi um tempo de ignorância e repressão intelectual, sem brilho, como se fosse um tempo negro onde se imperou somente a superstição e a magia, como se em nome de Jesus Cristo, a ciência e o progresso fossem banidos. Nada mais errado. A Idade média cristã foi, na verdade, um tempo de grande desenvolvimento religioso, cultural e artístico, como veremos.   

Nossa Civilização tem uma enorme dívida com a Igreja pelo sistema universitário, pelo trabalho de caridade realizado, pelo advento da lei internacional, o desenvolvimento das ciências, das artes, da música, do direito, da economia e muito mais, como veremos adiante. A Igreja Católica salvou e construiu a Civilização Ocidental. Com muita rapidez os críticos da Igreja Católica levantam e expõem os erros dos seus filhos em todos os tempos, mas, solertemente escondem as grandes realizações da Igreja em prol da humanidade. 

O Dr. Thomas Woods mostra que nos últimos quinze anos, muitos historiadores e pesquisadores como  A.C. Crombie, David Lindberg, Edward Grant, Stanley Jaki, Thomas Goldstein, J. L. Heilbron, Rodney Stark, Alvin Schmidt, Robert Phillips, Kenneth Pennington, Daniel Rops, Joseph Needhem, Charles Montalembert, Joseph Mac Donnell, Phillip Hughes, David Knowles, William Lecky, Harold Broad, Michel Davies, Jean Gimpel e muitos outros, mostraram a grande contribuição da Igreja para o desenvolvimento de nossa atual Civilização.  

Por exemplo, a contribuição da Igreja para o desenvolvimento da ciência foi enorme; muitos cientistas foram padres. Pe. Nicholas Steno, é considerado o  “pai da geologia”. O “pai da egiptologia” foi o padre Athanasius Keicher. A primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre foi o Pe. Giambattista Riccioli. Pe Rober Boscovitch é considerado o pai da moderna teoria atômica. Os jesuítas se dedicavam ao estudo dos terremotos tal que a sismologia veio a ser conhecida como a “ciência Jesuítica”. Trinta e cinco crateras da lua foram nomeadas por cientistas e matemáticos jesuítas. 

J. L. Heilbron (1999), da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que: “A Igreja Católica Romana deu mais suporte financeiro e social ao estudo da astronomia por mais de seis séculos do que qualquer outra instituição”. Woods afirma que “o verdadeiro papel da Igreja no desenvolvimento da ciência moderna permanece um dos mais bem guardados segredos da história moderna” [pág. 5]. 

Foram os monges da Igreja que preservaram a herança literária do mundo Antigo após a queda de Roma diante dos bárbaros  em 476. 

Reginald Grégoire (1985) afirma que os monges deram “a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monaquismo ocidental) foi  o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”.  

O desenvolvimento do conceito de “lei internacional” é atribuída aos pensadores dos séc. XVII e XVIII, mas na verdade surgiu no séc. XVI nas universidades espanholas católicas e foi o Padre Francisco de Vitória, professor, quem ganhou o título de “pai da lei internacional”. A lei ocidental é uma dádiva da Igreja; a lei canônica foi o primeiro sistema legal na Europa, o que deu início ao primeiro corpo coerente de leis. 

Segundo Harold Berman (1974), “foi a Igreja que primeiro ensinou ao homem ocidental um sistema moderno de lei. A Igreja primeiro ensinou que conflitos, estatutos, casos, e doutrina podem ser reconciliadas por análises e sínteses”. A formulação dos direitos, que surgiu da civilização ocidental, não veio de John Locke e Thomas Jefferson, mas muito antes, das leis canônicas da Igreja Católica. 

Alguns historiadores de economia antiga afirmam que a moderna economia, surgiu com Adam Smith e outros teóricos da economia do séc. XVIII, mas estudos recentes estão mostrando a importância do pensamento econômico dos Escolásticos da Igreja, particularmente os teólogos católicos espanhóis e séc. XV e XVI. O grande economista Joseph Schumpeter considera que esses pensadores católicos foram os fundadores da ciência econômica moderna. 

Referências Bibliográficas: 

- Woods, Thomas E. Jr, “The Church and the Market: A Catholic Defense of the Free Economy”; Lanham, Md.: Lexington, 2005, p. 87, 89, 93. 

- Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19. 

- Heilbron, John L., “The Sun in the Church: Cathedrals as Solar Observatories – Cambridge: Harvard University Press, 1999, 3. 

- Grègoire, Reginald; Moulin, Léo and Ourse, Raymond, “The Monastic Realm”: NY, Rizzoli, 1985, p. 271; idem, p. 35. 

- Berman, Harold J., “The Influence of Christianity Upon the Development of Law”, Oklahoma Law Review ,12 (1959), 93. 

- Berman, Harold, “The Interaction of Law and Religion” (Nashville Tenn.: Abringdem Press, 1974; p. 59. 

- Bettencourt, Estevão, “A Idade Mdia, os Monges e o Progresso”, Revista: “Pergunte e Responderemos, Nº 347 – Ano – 1991 – p. 177. 

Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97. 

Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Reconhecimento Pontifício da Canção Nova

Filed under: Canção Nova — Prof. Felipe Aquino at 9:27 pm on Thursday, August 21, 2008

“Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14)  

 

Há cerca de 30 anos a Canção Nova trabalha pela evangelização do Brasil e do mundo, “espalhando o amor pelo ar”; através da Radio, TV e Internet; além do trabalho das Casas de Missão no Brasil e no exterior; com a ajuda também dos livros, fitas gravadas, CDs, DVs e outros meios de propagar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. E tudo isso tem sido feito com o aval da Igreja Particular, isto é, do Bispo Diocesano de Lorena. 

Cumpre-se o que Jesus ordenou: “Ide pelo mundo inteiro, pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15) 

Eu tive o privilégio e a graça de ver a Canção Nova nascer em Lorena, lá naquela casa de esquina da R. Dom Bosco, cedida pela Cúria Diocesana com a aprovação do amado bispo D. Antonio Afonso de Miranda, que tanto apoiou e apóia Monsenhor Jonas Abib nesta longa e imensa empreitada de evangelização.

No ano passado, em 17 de outubro, a pedido do senhor Bispo de Lorena, D. Benedito Beni, o Papa Bento XVI concedeu ao Pe. Jonas o título Monsenhor, que é dado a padres que se destacam por relevantes serviços prestados à Igreja e ao povo de Deus em suas dioceses. “Este fato é motivo de grande alegria para a Diocese de Lorena e para toda a família Canção Nova”, afirmou D. Beni. Sem dúvida, este título e esta homenagem foi um reconhecimento da Igreja Particular e da Igreja Universal ao grande trabalho de evangelização de Mons. Jonas e de toda a Canção Nova.

E agora, depois de 30 longos e suados anos de trabalho, lutas, lágrimas e alegrias, a Canção Nova, esta sementinha que foi lançada na boa terra e que se transformou numa grande árvore onde as aves do céu vêm fazer os seus ninhos, recebe a aprovação do Papa, da Igreja Universal. Esta aprovação Papal é não apenas uma autorização para que a Canção Nova atue em todo o mundo católico e não católico, mas sobretudo é uma grande Bênção do Papa para a Canção Nova estender até os confins da terra o seu trabalho diuturno e evangelização.  O Papa assinará o Reconhecimento Pontifício no dia 03 de novembro de 2008. 

Todos nos alegramos com esta Aprovação Pontifícia. Certamente, em primeiro lugar, os principais condutores desta Obra de Deus, Mons. Jonas Abib, o Eto e a Luzia Santiago, fiéis condutores e construtores desta enorme missão desde o seu início; carregando com Mons. Jonas todo o peso desta tarefa enorme. A eles o nosso agradecimento, respeito e consideração. Dia a dia estiveram ao lado do Mons. Jonas, como sou testemunha, cumprindo com ele esta Missão sagrada. Alegram-se também todos os filhos e filhas de Mons. Jonas, os discípulos, os consagrados de vida e de aliança, os funcionários, os benfeitores sócios que mantém com sua ajuda financeira este “mutirão universal de evangelização”, e também todos os ouvintes, internautas e telespectadores que acompanham a Canção Nova. 

A Canção Nova é hoje a voz da Igreja para o Brasil e para o mundo. Quando o Papa João Paulo II, em sua última aparição na janela do edifício do Vaticano na Praça de São Pedro, e já não mais conseguiu falar…, então, Mons. Jonas, que estava na Praça disse: “a Canção Nova será esta voz que o Papa não pode pronunciar…” 

  Hoje mais do que nunca, neste mundo globalizado onde os meios de comunicação se tornaram os formadores da mentalidade e da cultura do povo, a missão da Canção Nova se agiganta. No meio de tanta pregação sistemática de anti-valores, realizada por muitos canais de televisão que envenenam a alma do povo, a Canção Nova tem a missão resgatadora de trazer as almas para Deus. Nossos bispos estão nos convocando cada vez mais, a irmos de casa em casa, trazendo de volta para o seio da Mãe Igreja os filhos que a abandonaram por a desconhecerem e, quem sabe, por não se sentirem amados dentro dela.  

A Canção Nova, como outras tvs, rádios, revistas, jornais e internetes  católicas, têm o dever e a missão de trazer de volta as ovelhas desgarradas do rebanho do Senhor. Ela pode e sabe entrar de casa em casa falando aos corações sofridos e amargurados de tantos filhos que a Igreja viu partir para as seitas e descaminhos da fé. São pessoas que foram batizadas na Igreja e que precisam voltar ao seio da única Igreja de Deus.  

Tenho para comigo que há 30 anos Deus vem preparando a Canção Nova para esta hora difícil que estamos vivendo, em que parece ter chegado à sua idade adulta, para enfrentar com coragem, competência, “parresia”, este mundo adverso no qual cresce um laicismo agressivo contra a Igreja, contra Jesus Cristo e contra os valores cristãos. É fácil notar que a Igreja está quase  sozinha na defesa da vida, na luta contra o aborto, a eutanásia, a destruição dos embriões, a fertilização in vitro, a destruição da família, o sexo livre e acintoso, a prática homossexual e os “casamentos” de pessoas do mesmo sexo… Então a Igreja é acusada de ser retrógrada, obscurantista, inimiga da ciência e da vida, quando é exatamente o contrário.  

E a Canção Nova tem agora a missão árdua e sagrada, inadiável, de ser a voz desta Igreja, a voz do Papa, para o mundo de Deus, ressoando em cada lar e em cada coração. Urge que cada um dos seus membros e colaboradores se empenhem ainda mais, se preparem ainda mais, rezem e estudem ainda mais, cubram-se mais ainda com as vestes de Cristo e a força do seu Santo Espírito para enfrentar esses tempos difíceis que estão pela frente.   

Que Deus seja louvado e bendito pela grande Obra que Ele fez diante de nossos olhos, através deste gigante da fé que é Mons. Jonas e seus colaboradores. E que agora, mais fortalecida e reconhecida, a Canção Nova possa ir muito mais além e salvar muito mais almas, para a glória de Deus.  

 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Next Page »