O QUE A IGREJA FEZ PELO MUNDO OCIDENTAL

Filed under: Igreja e desenvolvimento — Prof. Felipe Aquino at 9:53 pm on Thursday, August 21, 2008

 

Infelizmente muitos estudantes secundários e universitários têm uma visão deformada a respeito da Igreja Católica, sua vida e sua História. Isto tem muito a ver com a imagem errada que muitos professores, de várias disciplinas, especialmente História, lhes passam. Isto gera nos estudantes uma aversão à Igreja desde os bancos escolares. Também a mídia, muitas vezes, cujos elementos foram formados nas mesmas universidades, é a causa de uma visão negativa e deturpada da Igreja.   

O livro “Código da Vinci”, e depois o filme de mesmo nome, bem como inúmeras matérias fantasiosas sobre a Igreja, sem provas históricas ou científicas, aumentaram em todo o mundo, ainda mais, esta visão de que a Igreja Católica é uma Instituição corrupta, perversa, que inventou a divindade de Cristo, e que sobre este mito criou uma Instituição poderosa e dominadora, e que a custa de sangue sempre se impôs ao mundo.  

É hora de os jovens estudantes, especialmente os católicos, conhecerem o outro lado dessa “História” que é mal contada nas escolas. Hoje é lhes mostrado apenas as “sombras” da vida da Igreja, mas há uma má vontade imensa que encobre as “luzes” brilhantes de sua História de 2000 anos. Uma bem montada propaganda laicista no mundo anti-Igreja Católica, envenena os jovens e os joga contra a Igreja. 

Foi a Igreja quem salvou e quem moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa. Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.  

Foi esta civilização moderna, gerada no bojo do Cristianismo que nos deu o milagre das ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a agricultura, a arquitetura, as universidades, as Catedrais e muitos outros dons que nos fazem reconhecer
em nossa Civilização a mais bela e poderosa civilização da História.  

E a responsável por tudo isto foi a Igreja Católica, diz o historiador americano Dr. Thomas Woods, PhD de Harvard, nos EUA. Ele afirma que: “Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental. A Igreja Católica não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates de gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização”. [T. Woods,  2005]. 

Em sua obra o Dr. Thomas apresenta muitas referências de historiadores atuais que confirmam o trabalho da Igreja na construção da Civilização Ocidental. Há hoje no mundo um anti-Catolicismo. É dito aos jovens, que a História da Igreja é uma história de ignorância, repressão, atraso e estagnação, quando a realidade é exatamente o contrário, como têm mostrado muitos historiadores. 

É preciso saber distinguir entre a “Pessoa” da Igreja, fundada por Cristo, divina, santa, e as “pessoas” da Igreja que são seus filhos, santos e pecadores. Muito se exagera, por exemplo, sobre a Inquisição e as Cruzadas; e se quer analisá-las fora do contexto da época. Isto é um absurdo histórico; ninguém pode entender um fato fora do seu contexto moral, social, psicológico, religioso, etc., da época. Um texto retirado do contexto se torna pretexto; e neste caso para se atacar, denegrir e tentar destruir a Igreja Católica, como se ela fosse vencível neste mundo.  

 A maioria das pessoas reconhece a influência da Igreja na música, na arte e na arquitetura, mas a influência da Igreja foi  muito maior do que se pensa e se conhece. Muitos, mal informados, pensam que centenas de anos antes da época do Renascimento (séc.XVI), a Idade Média, foi um tempo de ignorância e repressão intelectual, sem brilho, como se fosse um tempo negro onde se imperou somente a superstição e a magia, como se em nome de Jesus Cristo, a ciência e o progresso fossem banidos. Nada mais errado. A Idade média cristã foi, na verdade, um tempo de grande desenvolvimento religioso, cultural e artístico, como veremos.   

Nossa Civilização tem uma enorme dívida com a Igreja pelo sistema universitário, pelo trabalho de caridade realizado, pelo advento da lei internacional, o desenvolvimento das ciências, das artes, da música, do direito, da economia e muito mais, como veremos adiante. A Igreja Católica salvou e construiu a Civilização Ocidental. Com muita rapidez os críticos da Igreja Católica levantam e expõem os erros dos seus filhos em todos os tempos, mas, solertemente escondem as grandes realizações da Igreja em prol da humanidade. 

O Dr. Thomas Woods mostra que nos últimos quinze anos, muitos historiadores e pesquisadores como  A.C. Crombie, David Lindberg, Edward Grant, Stanley Jaki, Thomas Goldstein, J. L. Heilbron, Rodney Stark, Alvin Schmidt, Robert Phillips, Kenneth Pennington, Daniel Rops, Joseph Needhem, Charles Montalembert, Joseph Mac Donnell, Phillip Hughes, David Knowles, William Lecky, Harold Broad, Michel Davies, Jean Gimpel e muitos outros, mostraram a grande contribuição da Igreja para o desenvolvimento de nossa atual Civilização.  

Por exemplo, a contribuição da Igreja para o desenvolvimento da ciência foi enorme; muitos cientistas foram padres. Pe. Nicholas Steno, é considerado o  “pai da geologia”. O “pai da egiptologia” foi o padre Athanasius Keicher. A primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre foi o Pe. Giambattista Riccioli. Pe Rober Boscovitch é considerado o pai da moderna teoria atômica. Os jesuítas se dedicavam ao estudo dos terremotos tal que a sismologia veio a ser conhecida como a “ciência Jesuítica”. Trinta e cinco crateras da lua foram nomeadas por cientistas e matemáticos jesuítas. 

J. L. Heilbron (1999), da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que: “A Igreja Católica Romana deu mais suporte financeiro e social ao estudo da astronomia por mais de seis séculos do que qualquer outra instituição”. Woods afirma que “o verdadeiro papel da Igreja no desenvolvimento da ciência moderna permanece um dos mais bem guardados segredos da história moderna” [pág. 5]. 

Foram os monges da Igreja que preservaram a herança literária do mundo Antigo após a queda de Roma diante dos bárbaros  em 476. 

Reginald Grégoire (1985) afirma que os monges deram “a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monaquismo ocidental) foi  o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”.  

O desenvolvimento do conceito de “lei internacional” é atribuída aos pensadores dos séc. XVII e XVIII, mas na verdade surgiu no séc. XVI nas universidades espanholas católicas e foi o Padre Francisco de Vitória, professor, quem ganhou o título de “pai da lei internacional”. A lei ocidental é uma dádiva da Igreja; a lei canônica foi o primeiro sistema legal na Europa, o que deu início ao primeiro corpo coerente de leis. 

Segundo Harold Berman (1974), “foi a Igreja que primeiro ensinou ao homem ocidental um sistema moderno de lei. A Igreja primeiro ensinou que conflitos, estatutos, casos, e doutrina podem ser reconciliadas por análises e sínteses”. A formulação dos direitos, que surgiu da civilização ocidental, não veio de John Locke e Thomas Jefferson, mas muito antes, das leis canônicas da Igreja Católica. 

Alguns historiadores de economia antiga afirmam que a moderna economia, surgiu com Adam Smith e outros teóricos da economia do séc. XVIII, mas estudos recentes estão mostrando a importância do pensamento econômico dos Escolásticos da Igreja, particularmente os teólogos católicos espanhóis e séc. XV e XVI. O grande economista Joseph Schumpeter considera que esses pensadores católicos foram os fundadores da ciência econômica moderna. 

Referências Bibliográficas: 

- Woods, Thomas E. Jr, “The Church and the Market: A Catholic Defense of the Free Economy”; Lanham, Md.: Lexington, 2005, p. 87, 89, 93. 

- Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19. 

- Heilbron, John L., “The Sun in the Church: Cathedrals as Solar Observatories – Cambridge: Harvard University Press, 1999, 3. 

- Grègoire, Reginald; Moulin, Léo and Ourse, Raymond, “The Monastic Realm”: NY, Rizzoli, 1985, p. 271; idem, p. 35. 

- Berman, Harold J., “The Influence of Christianity Upon the Development of Law”, Oklahoma Law Review ,12 (1959), 93. 

- Berman, Harold, “The Interaction of Law and Religion” (Nashville Tenn.: Abringdem Press, 1974; p. 59. 

- Bettencourt, Estevão, “A Idade Mdia, os Monges e o Progresso”, Revista: “Pergunte e Responderemos, Nº 347 – Ano – 1991 – p. 177. 

Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97. 

Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

Reconhecimento Pontifício da Canção Nova

Filed under: Canção Nova — Prof. Felipe Aquino at 9:27 pm on Thursday, August 21, 2008

“Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14)  

 

Há cerca de 30 anos a Canção Nova trabalha pela evangelização do Brasil e do mundo, “espalhando o amor pelo ar”; através da Radio, TV e Internet; além do trabalho das Casas de Missão no Brasil e no exterior; com a ajuda também dos livros, fitas gravadas, CDs, DVs e outros meios de propagar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. E tudo isso tem sido feito com o aval da Igreja Particular, isto é, do Bispo Diocesano de Lorena. 

Cumpre-se o que Jesus ordenou: “Ide pelo mundo inteiro, pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15) 

Eu tive o privilégio e a graça de ver a Canção Nova nascer em Lorena, lá naquela casa de esquina da R. Dom Bosco, cedida pela Cúria Diocesana com a aprovação do amado bispo D. Antonio Afonso de Miranda, que tanto apoiou e apóia Monsenhor Jonas Abib nesta longa e imensa empreitada de evangelização.

No ano passado, em 17 de outubro, a pedido do senhor Bispo de Lorena, D. Benedito Beni, o Papa Bento XVI concedeu ao Pe. Jonas o título Monsenhor, que é dado a padres que se destacam por relevantes serviços prestados à Igreja e ao povo de Deus em suas dioceses. “Este fato é motivo de grande alegria para a Diocese de Lorena e para toda a família Canção Nova”, afirmou D. Beni. Sem dúvida, este título e esta homenagem foi um reconhecimento da Igreja Particular e da Igreja Universal ao grande trabalho de evangelização de Mons. Jonas e de toda a Canção Nova.

E agora, depois de 30 longos e suados anos de trabalho, lutas, lágrimas e alegrias, a Canção Nova, esta sementinha que foi lançada na boa terra e que se transformou numa grande árvore onde as aves do céu vêm fazer os seus ninhos, recebe a aprovação do Papa, da Igreja Universal. Esta aprovação Papal é não apenas uma autorização para que a Canção Nova atue em todo o mundo católico e não católico, mas sobretudo é uma grande Bênção do Papa para a Canção Nova estender até os confins da terra o seu trabalho diuturno e evangelização.  O Papa assinará o Reconhecimento Pontifício no dia 03 de novembro de 2008. 

Todos nos alegramos com esta Aprovação Pontifícia. Certamente, em primeiro lugar, os principais condutores desta Obra de Deus, Mons. Jonas Abib, o Eto e a Luzia Santiago, fiéis condutores e construtores desta enorme missão desde o seu início; carregando com Mons. Jonas todo o peso desta tarefa enorme. A eles o nosso agradecimento, respeito e consideração. Dia a dia estiveram ao lado do Mons. Jonas, como sou testemunha, cumprindo com ele esta Missão sagrada. Alegram-se também todos os filhos e filhas de Mons. Jonas, os discípulos, os consagrados de vida e de aliança, os funcionários, os benfeitores sócios que mantém com sua ajuda financeira este “mutirão universal de evangelização”, e também todos os ouvintes, internautas e telespectadores que acompanham a Canção Nova. 

A Canção Nova é hoje a voz da Igreja para o Brasil e para o mundo. Quando o Papa João Paulo II, em sua última aparição na janela do edifício do Vaticano na Praça de São Pedro, e já não mais conseguiu falar…, então, Mons. Jonas, que estava na Praça disse: “a Canção Nova será esta voz que o Papa não pode pronunciar…” 

  Hoje mais do que nunca, neste mundo globalizado onde os meios de comunicação se tornaram os formadores da mentalidade e da cultura do povo, a missão da Canção Nova se agiganta. No meio de tanta pregação sistemática de anti-valores, realizada por muitos canais de televisão que envenenam a alma do povo, a Canção Nova tem a missão resgatadora de trazer as almas para Deus. Nossos bispos estão nos convocando cada vez mais, a irmos de casa em casa, trazendo de volta para o seio da Mãe Igreja os filhos que a abandonaram por a desconhecerem e, quem sabe, por não se sentirem amados dentro dela.  

A Canção Nova, como outras tvs, rádios, revistas, jornais e internetes  católicas, têm o dever e a missão de trazer de volta as ovelhas desgarradas do rebanho do Senhor. Ela pode e sabe entrar de casa em casa falando aos corações sofridos e amargurados de tantos filhos que a Igreja viu partir para as seitas e descaminhos da fé. São pessoas que foram batizadas na Igreja e que precisam voltar ao seio da única Igreja de Deus.  

Tenho para comigo que há 30 anos Deus vem preparando a Canção Nova para esta hora difícil que estamos vivendo, em que parece ter chegado à sua idade adulta, para enfrentar com coragem, competência, “parresia”, este mundo adverso no qual cresce um laicismo agressivo contra a Igreja, contra Jesus Cristo e contra os valores cristãos. É fácil notar que a Igreja está quase  sozinha na defesa da vida, na luta contra o aborto, a eutanásia, a destruição dos embriões, a fertilização in vitro, a destruição da família, o sexo livre e acintoso, a prática homossexual e os “casamentos” de pessoas do mesmo sexo… Então a Igreja é acusada de ser retrógrada, obscurantista, inimiga da ciência e da vida, quando é exatamente o contrário.  

E a Canção Nova tem agora a missão árdua e sagrada, inadiável, de ser a voz desta Igreja, a voz do Papa, para o mundo de Deus, ressoando em cada lar e em cada coração. Urge que cada um dos seus membros e colaboradores se empenhem ainda mais, se preparem ainda mais, rezem e estudem ainda mais, cubram-se mais ainda com as vestes de Cristo e a força do seu Santo Espírito para enfrentar esses tempos difíceis que estão pela frente.   

Que Deus seja louvado e bendito pela grande Obra que Ele fez diante de nossos olhos, através deste gigante da fé que é Mons. Jonas e seus colaboradores. E que agora, mais fortalecida e reconhecida, a Canção Nova possa ir muito mais além e salvar muito mais almas, para a glória de Deus.  

 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br