FRASES DA VIDA

Filed under: Aborto — Prof. Felipe Aquino at 9:57 pm on Wednesday, September 3, 2008

Frases do Prof. Lejeune ( pesquisador francês que identificou a origem genética da chamada Síndrome  de Down)

 “Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele.”

 ”Penso pessoalmente que diante de um feto que corre um risco, não há outra solução senão deixá-lo correr esse risco. Porque, se se mata, transforma-se o risco de 50% em 100% e não se poderá salvar em caso nenhum. Um feto é um paciente, e a medicina é feita para curar… Toda a discussão técnica, moral ou jurídica é supérflua: é preciso simplesmente escolher entre a medicina que cura e a medicina que mata”.

“A sociedade não tem que lutar contra a doença, suprimindo o doente.” “Um único critério mede a qualidade de uma civilização: o respeito que ela prodiga aos mais fracos de seus membros. Uma sociedade que esquece isso está ameaçada de destruição. A civilização consiste, muito exatamente, em fornecer aos homens o que a natureza não lhes deu. Quando uma sociedade não admite os deserdados, ela vira as costas à civilização” .

 ”Logo que os 23 cromossomos paternos trazidos pelo espermatozóide e os 23 cromossomos maternos trazidos pelo óvulo se unem, toda a informação necessária e suficiente para a constituição genética do novo ser humano se encontra reunida”.

 ”O fato de que a criança se desenvolve em seguida durante 9 meses no seio de sua mãe, em nada modifica a sua condição humana.”  ”Assim que é concebido, um homem é um homem”.  ”Não quero repetir o óbvio, mas na verdade, a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos se encontram com os 23 cromossomos femininos, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco da vida”.

  ”…Se logo no início, justamente depois da concepção, dias antes da implantação, retirássemos uma só célula do pequeno ser individual, ainda com aspecto de amora, poderíamos cultivá- la e examinar os seus cromossomos. E se um estudante, olhando-a ao microscópio não pudesse reconhecer o número, a forma e o padrão das bandas desses cromossomos, e não pudesse dizer, sem vacilações, se procede de um chimpanzé ou de um ser humano, seria reprovado. Aceitar o fato de que, depois da fertilização, um novo ser humano começou a existir não é uma questão de gosto ou de opinião”.

“A natureza humana do ser humano, desde a sua concepção até à sua velhice não é uma disputa metafísica. É uma simples evidência experimental.” “No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é uma vida humana”.

DUAS MULHERES HERÓICAS

Filed under: Sem Categoria — Prof. Felipe Aquino at 8:50 pm on Wednesday, September 3, 2008

D. Estevão Bettencourt

Vão, a seguir, apresentadas duas figuras femininas – Elisabetta Canori Mora e Pauline-Elisabeth Leseur -, que, por sua fidelidade a Deus e à sua vida conjugal, conseguiram, depois de falecidas, impressionar os respectivos maridos incrédulos, levando-os a sincera e profunda conversão. – São testemunhas do valor de uma vida reta e perseverante em meio às dificuldades cotidianas; na Comunhão dos Santos o comportamento de um autêntico cristão ganha extraordinária fecundidade espiritual. 

1.      ELISABETTA CANORI MORA (1774-1825) 

Aos 24/04/1994, o Santo Padre beatificou (declarou “Bem-aventurada”, passo imediatamente anterior à Canonização) duas mulheres heróicas: uma delas – Gianna Beretta Molla – faleceu em 1962 por não querer matar a criança que estava em seu seio grávido, ainda que, por causa disto, tivesse que sacrificar a própria vida; a sua figura já foi apresentada  em PR 374/1993, pp. 311-317. A outra mulher heróica é Elisabetta Canori Mora, que se distinguiu por sua fidelidade incondicional ao compromisso matrimonial, embora seu marido a traísse; após a sua morte (1834), o viúvo se converteu e tornou-se frade franciscano conventual. 

Esta Segunda figura feminina merece destaque em nossas páginas. 

Elisabetta nasceu na cidade de Roma em 1774, de família aristocrática. Foi educada no Colégio das Irmãs Agostinianas de Cascia (1785-1788). Com 22 anos de idade, casou-se com Cristoforo Mora, filho de um dos melhores médicos de Roma em seu tempo. Não decorrera um ano desde o enlace matrimonial e Elisabetta descobriu que seu marido entretinha uma relação extra-conjugal; era dado ao jogo, às especulações financeiras e maçom declarado. Por isto pouco se importava coma esposa e as filhas, que nasceram do convívio com Elisabetta. 

A esposa tudo fez para reconduzir o marido ao bom caminho. Pôs de lado até mesmo seu garbo, dando-lhe quatro filhas (das quais duas morreram em tenra idade), sem jamais lhe lançar em rosto o seu comportamento desleal ou lhe censurar a voluntária imaturidade. A fim de garantir a educação das meninas, Elisabetta assumiu trabalhos duros e humildes. Certa vez foi intimada a pagar as dívidas do marido, a fim de evitar que fosse preso; não se revoltou, mas vendeu o mobiliário de sua case e se transferiu de uma residência confortável para um pequeno apartamento. 

Nos anos mais difíceis e sofridos da sua vida, Elisabetta encontrou forças na oração e nos conselhos sábios que lhe deram o Pe. Pizza, jesuíta, e o Pe. Fernando San Luigi, Religioso trinitário, tido como um dos mais experimentados diretores espirituais do seu tempo. 

Em 1808 Elisabetta entrou para a Ordem Terceira Trinitária¹; encarregou-se então do atendimento aos mais necessitados – doentes, pobres, casais em crise…; fazia-o com plena generosidade, continuando a doação que havia anteriormente prestado às suas filhas. A sua modesta residência tornou-se em breve um lugar de oração e acolhimento. Finalmente morreu em 1825, deixando eloqüente testemunho de fidelidade conjugal e de amor ao próximo. 

Após a morte da esposa, o marido sentiu-se tocado pelo depoimento de vida de Elisabetta e converteu-se de suas conduta devassa a um comportamento de bom cristão, chegando a tornar-se frade franciscano conventual em 1834. 

Após o devido exame dos documentos relativos a Elisabetta, o S. Padre houve por bem apresentar essa heróica mulher ao povo de Deus como modelo para tantas outras esposas infelizes em seu casamento. Pelo sacramento do matrimônio os nubentes se comprometem a promover não apenas o bem temporal do (a) respectivo (a) consorte, mas também a santificação do (a) Mesmo (a); foi o que Elisabetta procurou fazer, por mais árdua que fosse a tarefa ou mesmo sabendo-se traída por seu marido. E ela conseguiu o que almejara, pois a consideração de tanta firmeza e magnanimidade acabou convencendo o viúvo de que devia mudar de vida e reparar suas faltas; Elisabetta lhe obtivera a maior das graças, que era a da conversão. 

Caso semelhante se deu em nosso século, como se dirá abaixo. 

2.      PAULINE-ELISABETH LESEUR (1866-1914) 

Eis outra grande figura feminina. 

Pauline-Elisabeth nasceu em Paris aos 16/10/1866; recebeu da família uma sólida educação cristã e e valioso patrimônio cultural, que utilizou durante toda a vida na qualidade de escritora. Casou-se com Félix Leseur, materialista e colaborador de jornais anticlericais, que tudo fez para extinguir a fé da esposa; coagiu-a a ler obras de autores racionalistas, como Les Origines du Christianisme e La Vie de Jésus de Ernest Renan. Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de Renan e quis controlar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de S. Tomás de Aquino. Este aprofundamento só contribuiu para tornar mais convicta a sua vida cristã, levando-a a exercer o apostolado entre os intelectuais e incrédulos, como também a praticar obras de caridade. Muito se empenhou pela conversão de seu marido, sem o conseguir, até o momento de sua morte ocorrida em Paris aos 03/05/1914. 

Tendo perdido a esposa, o viúvo descobriu o Diário deixado por ela:  Journal et Pensées pour chaque Jour (Jornal e Pensamentos para cada dia). A leitura destas notas impressionou Félix Leseur, que resolveu mudar de vida; uma vez convertido, fez-se frade dominicano e tornou-se grande propagandista das obras de sua esposa: além do journal… publicado em Paris (1917), editou Lettres sur la Souffrance (Cartas a respeito do Sofrimento), Paris 1918; La Vie Spirituelle (A Vida Espiritual) Paris 1918; Lettres à des Incroyants (Cartas e Incrédulos) Paris 1922. 

Eis outro grande vulto feminino, que atesta quanto pode ser forte a mulher fiel a Deus e ao seu compromisso conjugal. Elisabeth deixou escrita famosa sentença, que revela o segredo do seu êxito apostólico: “Uma  alma que se eleva, eleva o mundo inteiro”.¹ Elevando-se em Deus no silêncio, na paciência e ano amor perseverante, ela conseguiu elevar seu marido e, com ele, muitos e muitos irmãos, pois na comunhão dos Santos o cristão se torna espiritualmente fecundo, sem mesmo poder avaliar o alcance de sua vida fiel e tenaz (Deus, porém, o vê). 

Sem dúvida, seria possível arrolar muitas outras Elisabetta e Elisabeth, cuja história heróica e fecunda só Deus conhece. Possam as mulheres cristãs de nossos dias reconfortar-se com tais testemunhos e crer sempre mais no elevado preço da vida fiel a Deus e a Cristo na Santa Igreja! 

_____________________¹ Nas Ordens Religiosas medievais, a Ordem Primeira è a dos frades; a Ordem Segunda é a das freiras, e a Ordem Terceira é a dos leigos e leigas, que, vivendo da espiritualidade respectiva, permanecem no mundo.¹ Esta frase mereceu ser citada pelo S. Padre João Paulo II na sua Exortação Apostólica sobre Reconciliação e Penitência nº. 16:      “Reconhecer… uma solidariedade humana tão misteriosa e imperceptível quanto real e concreta… uma faceta daquela solidariedade que, a nível religioso, se desenvolve no profundo e magnífico mistério da Comunhão dos Santos, graças à qual se pode dizer que “cada alma que se eleva, eleva o mundo”. 

Fonte: Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”D. Estevão Bettencourt, osb.Nº 389 – Ano 1994 – Pág. 462 

Como evangelizar os meus filhos?

Filed under: Educação — Prof. Felipe Aquino at 12:01 am on Wednesday, September 3, 2008

Como evangelizar os meus filhos? 

A Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.  

Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus, se isto não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem que ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, sua vida, seus milagres, seu amor por nós, sua divindade, sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o Batismo, a Primeira Comunhão, a Crisma  e a catequese.  

Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor - estudo - religião. 

Nunca esqueci o Terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que lhe ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós – doutorado em Física, e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.  

Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem, que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, o filhos também vão viver assim, e isto se desdobra  em outros exemplos. Os pais precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar  em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o  crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.”

Não apenas leve seu filho à Igreja, mas ensine-o a rezar; leve-o ao grupo de oração, aos Encontros da fé, leia com ele a Biblia e lhe explique, etc. Tudo isso vai moldando a sua fé. 

 

Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado com a escola. Infelizmente hoje se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que seus filhos aprendem ali. Infelizmente hoje o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nas escolas. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, afim de que não aprendam uma moral anti-cristã. Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, etc.  Hoje temos boas tvs religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação da criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirar as crianças da frente da TV; brinquedos, jogos, estórias, etc. Da mesma forma a internet; os pais não podem descuidar dela. 

Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquista-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que  querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro…? Não, você conquista o seu filho com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint Exupéry disse no Pequino Príncipe: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que fez ela ser tão importante para você”. 

Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho de seus pais. Assim será fácil você o levar para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a Igreja porque não foram conquistados pelos pais.  

Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhe-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele.  

Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”. 

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br